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Projeto incentiva alunos do 8º ano a escreverem a própria biografia

Para incentivar a leitura e a escrita de alunos, Raquel Zandonadi, professora de Língua Portuguesa, desenvolveu o projeto “Minhas memórias”. A iniciativa é uma das seis melhores da 11ª edição do Prêmio Professores do Brasil de 2018.

A ideia da professora foi incentivar os jovens do 8º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Sebastião Tavares de Oliveira, de Praia Grande, São Paulo, a produzirem uma autobiografia.

“Desde o começo de minha vida como docente, percebi que precisava envolver os alunos com alguma atividade de prática de leitura e escrita. A ideia foi fazer com que eles participassem da aula enquanto sujeitos, não apenas como alunos”, explicou Raquel.

De acordo com a docente, foi dessa experiência que surgiu a autobiografia. “Não era apenas uma produção textual, era algo que poderia virar um livro de memórias, desenvolvido em vários capítulos, durante todo o ano letivo”, conta. A proposta não só deu certo como envolveu e conquistou quatro turmas, gerando 130 livros impressos. A escrita de cada livro foi feita aos poucos, por meio de capítulos”, completou.

“No capítulo I, eles se apresentam, contam quem eles são, o nome, a história do nome e suas características. No segundo capítulo, contam sobre o nascimento, como foi a data, um pouco antes quando a mãe estava grávida, e um pouquinho depois, quando eram bebês”, contou.

A autobiografia de cada aluno consistia em oito capítulos. O terceiro foi o mais lúdico deles, pois tratava da infância. “Eles contaram quem foram seus melhores amigos, falaram sobre as brincadeiras e até mesmo travessuras”, lembrou a professora. Os quarto e quinto capítulos versaram sobre as famílias. Nas duas últimas seções da autobiografia, os alunos precisaram da ajuda do professor de História e trabalharam a imaginação.

“No sétimo capítulo, eles pesquisaram vários fatos históricos que aconteceram durante a trajetória de vida. Já o oitavo é o poético, feito em forma de poema, falando sobre o futuro, ou seja, uma projeção do que eles querem nos próximos anos”, contou Raquel.

Ganhos – Para a professora, o projeto foi importante também para o autoconhecimento dos estudantes. “Percebi que quando você quebra essa barreira da escrita, eles [alunos] escrevem com prazer. Eles evoluíram de um texto mais rudimentar para um texto mais literário. Conseguiram habilidades escritoras consistentes”, ressaltou.

Inscrições – Os professores de escolas públicas da educação básica têm até 31 de maio para se inscrever no prêmio, que está na 12ª edição. É necessário enviar um relatório de alguma prática pedagógica desenvolvida com os alunos.

Acesse a página de inscrição do prêmio

Veja o relato de Raquel Zandonadi

Assessoria de comunicação social

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