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Alunos do ProUni têm excelente rendimento

A maioria dos 112 mil alunos do Programa Universidade para Todos (ProUni) tem obtido sucesso nos seus cursos e sentido entusiasmo pelos estudos. “Vários reitores de universidades privadas têm manifestado satisfação com o desempenho desses jovens, que muitas vezes não entravam na universidade por questão de oportunidade”, declarou o ministro interino da Educação, Jairo Jorge. A seu ver, políticas afirmativas como o ProUni e de cotas para alunos de escolas públicas entrarem nas universidades federais constituem um caminho para o país enfrentar a questão da exclusão.

Na opinião do ministro, uma forma de exclusão é tratar os desiguais igualmente. “Por isso, a política afirmativa é necessária”. Jairo Jorge explica que muitos reitores achavam que os alunos do ProUni não iam ter capacidade de acompanhar os cursos nas universidades. “Hoje, recebo vários reitores e todos dizem que os estudantes mais dedicados, os que aproveitam mais os estudos são os do ProUni”. Antes do programa, esses 112 mil estudantes, na sua avaliação, não tinham chance de entrar na universidade porque eram tratados pelas regras da igualdade formal.

Com as bolsas do ProUni, integrais e parciais, a situação mudou. O programa, criado pelo governo federal e institucionalizado pela Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005, possibilita o acesso de milhares de jovens de baixa renda à educação superior. Concede bolsas em instituições privadas de educação superior, oferecendo, em contrapartida, isenção de alguns tributos àquelas que aderem ao programa.

Elogios – O Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb) tem 139 alunos beneficiados com bolsas integrais do ProUni. “Fazemos um acompanhamento muito criterioso desses alunos”, explica a diretora do instituto, Eda Machado. Por esses estudos ficou constatado que as notas dos alunos, no vestibular da instituição, é bem parecida com as notas aferidas por eles no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Há uma correlação desse desempenho nos dois exames”.

A direção da universidade comparou as notas no vestibular, dos alunos do ProUni e do Enem, principalmente nas disciplinas de redação, conhecimentos gerais e português. Tudo é registrado em um arquivo. “Os alunos do ProUni são fortes do ponto de vista intelectual. Alguns só tiram SS e estão acima da média”, explicou Ieda.

Na Faculdade Novo Milênio, em Vila Velha (ES), a situação não é diferente. “Os alunos do ProUni têm grande vontade de estudar, dão muito valor às bolsas que ganharam. Isso é visível”, explica Marisa Gonçalves Assis, dirigente da faculdade. São 215 alunos com bolsas integrais e parciais na Novo Milênio, matriculados em cursos, principalmente das áreas de administração, comunicação social e biomédicas. Segundo Marisa, há uma preocupação dos alunos do ProUni em manter a média de 75,5 em todas matérias. “São estudantes com com vontade de vencer, ir adiante na vida. É imensa a vontade deles de participar e continuar os estudos”, observa.

Ações – O ProUni, no seu primeiro processo seletivo, ofereceu 112 mil bolsas integrais e parciais em 1.142 instituições de ensino superior de todo o país. É o maior número de vagas criadas na educação superior em apenas um ano. Nos próximos quatro anos, o programa deverá oferecer 400 mil novas bolsas. A implementação do ProUni, somada à criação de nove universidades federais e 36 novos campi, amplia significativamente o número de vagas na educação superior, interioriza a educação pública e gratuita e combate as desigualdades regionais.

Outra ação afirmativa para inclusão de jovens no ensino superior é o PL nº 3.627/2004, do Executivo, que destina metade das vagas das universidades federais a alunos que concluíram o ensino médio na rede pública, em um período de 10 anos. A Câmara Federal aprovou o relatório do deputado Carlos Abicalil, reduzindo esse prazo para quatro anos e o substitutivo está na Comissão de Comissão de Direitos Humanos, junto com outros projetos de lei apensados sobre a questão das cotas nas universidades federais, dentre eles o PL nº 73/1999, da deputada Nice Lobão. Todas essas ações vão ao encontro das metas do Plano Nacional de Educação, que prevê a presença, até 2011, de pelo menos 30% da população na faixa etária de 18 a 24 anos na educação superior, hoje restrita a 9%.

Repórter: Susan Faria

 

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