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Educação básica

Gestores elogiam a Provinha Brasil

  • Quinta-feira, 15 de maio de 2008, 16h00

A rede municipal de Caxias do Sul (RS) é uma das pioneiras na aplicação da Provinha Brasil. Lá, 3.240 alunos do segundo ano (ensino fundamental de nove anos) de 61 escolas da rede pública municipal fizeram a provinha no dia 28 de abril. Por orientação da secretaria, a prova foi aplicada pelo professor na sua turma e ele é que está fazendo a correção. O relato da experiência foi apresentado nesta quinta-feira, 15, em Brasília, no encontro dos gestores municipais das capitais e cidades com mais de 163 mil habitantes.

Para Raquel Maffessoni, a provinha permite uma reflexão do professor e da rede e pode sugerir mudanças. (Foto: Julio Cesar Paes)O modelo adotado em Caxias, explica a assessora da coordenação pedagógica da secretaria municipal de educação, Raquel Zanotto Maffessoni, valoriza o professor, que é parte essencial no processo de aprendizagem dos alunos. E a aplicação num único dia mostra a importância que o município dá a este instrumento de avaliação, diz Raquel. Assim que a rede concluir a correção das provas, prevista para a próxima semana, dois assessores da secretaria vão a cada escola ajudar os professores a avaliar os resultados e orientá-los na busca de superação dos problemas de aprendizagem apresentados pelos alunos.

“No final do processo, teremos um retrato da rede, da escola e do aprendizado de cada aluno. Esse exercício nos ajudará a melhorar a qualidade da educação”, explica Raquel. A responsável pela coordenação da aplicação da provinha em Caxias do Sul sugere que a segunda provinha de 2008 traga também uma avaliação de matemática.

Já o município de Caucaia, que fica na região metropolitana de Fortaleza (CE), programou a aplicação da Provinha Brasil para o mês de junho. De acordo com o coordenador das ações educacionais do município, Francisco Fábio Pereira de Oliveira, a provinha será aplicada em 161 escolas, 242 turmas e para 6.191 alunos do segundo ano. Como a rede é grande, a estratégia adotada pela secretaria de educação de Caucaia envolve uma agenda que abrange desde a capacitação dos aplicadores até oficinas regionais para avaliar os resultados e propor ações.

Depois de aplicar e corrigir a provinha, diz Fábio de Oliveira (camisa azul), Caucaia vai gerar um plano de trabalho para o segundo semestre. (Foto: Júlio Cesar Paes)Fábio de Oliveira explica que a provinha será aplicada por duas pessoas: o professor da turma e um aplicador de outra escola definido pela coordenação pedagógica. Haverá, disse, uma troca entre as escolas, o que ajuda a dinamizar o processo. A correção será feita pelo aplicador. Como a rede se divide em seis regionais, depois da correção das provas, cada regional fará oficinas com os professores e aplicadores para discutir os resultados e gerar planos de trabalho para o segundo semestre.

Na avaliação de Fábio Oliveira, a provinha tem linguagem clara, fácil, objetiva e prazerosa. “É um instrumento para ajudar a rede a conhecer seu trabalho e seus problemas.” Das oficinas, o coordenador espera colher informações dos professores que ajudarão o município a programar suas políticas, entre as quais, qualificar os programas de formação continuada.

Encontro — A Secretaria de Educação Básica e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) realizam até esta sexta-feira, 16, reunião com assessores, coordenadores e técnicos das secretarias municipais de educação das capitais e cidades com mais de 163 mil habitantes. O encontro é para explicar a aplicação da Provinha Brasil, tirar dúvidas dos gestores e ouvir suas experiências. Das 156 cidades convidadas para o evento, 93 mandaram representantes e, destas, cerca de 50 já aplicaram a provinha em suas redes.

No encontro com o coordenador da Provinha Brasil, do Inep, Amaury Gremaud, os gestores apresentaram uma série de dúvidas, entre elas: quem deve aplicar a prova; quem deve corrigi-la; se a provinha pode ser respondida por alunos de classes especiais e por indígenas em alfabetização bilíngüe; se pode ser feita por jovens e adultos em programas de alfabetização. Segundo Amaury, é a rede que decide quem aplica a prova e quem corrige. Disse ainda que alunos indígenas devem fazer a prova se estão sendo alfabetizados na língua portuguesa, e que a provinha pode ser feita por jovens e adultos, mas  devem levar em conta que a linguagem e os desenhos são do universo das crianças.

O coordenador do Inep também fez um esclarecimento e um pedido aos gestores: que não utilizem a provinha como critério de aprovação ou reprovação dos alunos.

Ionice Lorenzoni

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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