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Merenda escolar

Nutricionistas têm atribuições cada vez mais amplas

  • Quarta-feira, 16 de setembro de 2009, 14h05
Fortaleza — Os nutricionistas estaduais e municipais ligados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) têm atribuições cada vez mais amplas Não basta preparar cardápios saudáveis, respeitar hábitos alimentares locais e usar produtos da agricultura familiar. As novas normas da alimentação escolar dão ao nutricionista um papel de relevância em todo o processo, transformando-o em responsável técnico pelo Pnae nos estados e municípios, mas também cobram um envolvimento maior no trabalho.

Nada disso, porém, assusta os quase 200 profissionais nordestinos reunidos desde terça-feira, 15, no Encontro de Nutricionistas do Programa Nacional de Alimentação Escolar na Região Nordeste, que se encerra nesta quarta-feira, 16, na capital cearense.

Cabe também aos nutricionistas acompanhar a aquisição dos alimentos, a preparação das refeições e a distribuição aos alunos; garantir a oferta semanal de, no mínimo, três porções de frutas ou hortaliças para cada criança; fazer testes de aceitabilidade das refeições pelos estudantes; zelar pelo controle higiênico-sanitário das cozinhas e dos refeitórios; fazer a avaliação nutricional de todos os alunos da rede de ensino; ajudar na elaboração do edital de compras dos produtos que serão usados na alimentação escolar; formar mão de obra especializada no preparo das refeições; promover a educação nutricional e, ainda, desenvolver projetos e pesquisas.

As novas regras de atuação do nutricionista que trabalha com a alimentação escolar foram estabelecidas pela Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009, e pela Resolução nº 38/2009 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A legislação, entre outras normas, proíbe a compra de refrigerantes, refrescos artificiais e bebidas de baixo teor nutricional com recursos do FNDE, restringe o uso de enlatados, embutidos, doces e alimentos com elevada quantidade de sódio na merenda escolar.

A resolução determina, ainda, que pelo menos 30% dos recursos federais destinados à merenda escolar sejam usados na compra de produtos da agricultura familiar, com prioridade para os de assentamentos da reforma agrária, comunidades quilombolas e indígenas. O nutricionista, portanto, precisa buscar informações sobre os alimentos produzidos por pequenos produtores locais, adequar os cardápios escolares a esses produtos, elaborar a lista de compras de cada um desses gêneros e pedir a aquisição.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Assunto(s): FNDE , merenda escolar
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