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Educação básica

Correção de fluxo escolar terá investimento de R$ 78 milhões

  • Quinta-feira, 26 de novembro de 2009, 14h41
O investimento em tecnologias para a correção do fluxo escolar é uma resposta do Ministério da Educação aos pedidos formulados pelos municípios nos planos de ações articuladas em 2007 e 2008 (Foto: João Bittar)Mais de 680 mil estudantes do ensino fundamental que estão em séries ou anos incompatíveis com a idade receberão atendimento específico durante o ano letivo de 2010, até superar a defasagem. Para vencer esse obstáculo em escolas de 1.147 municípios, o Ministério da Educação vai investir cerca de R$ 78 milhões.

A correção do fluxo escolar será feita com o uso de tecnologias educacionais desenvolvidas pelos institutos Ayrton Senna e Alfa e Beto e pelo Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação (Geempa). Todas elas pré-qualificadas pelo MEC.

No conjunto, as três entidades vão atender instituições de ensino dos 26 estados que pediram ajuda tecnológica para enfrentar o problema. Essas escolas registraram baixos índices de desenvolvimento da educação básica (Ideb) em 2005 e 2007. A média nacional do Ideb em 2005 foi de 3,8 pontos e em 2007, de 4,2 pontos, numa escala até dez.

De acordo com o coordenador-geral de tecnologias da educação da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Raymundo Carlos Machado Ferreira Filho, o Instituto Ayrton Senna será responsável pelo atendimento a 505 municípios e a 276,3 mil alunos. A tecnologia usada será o programa Acelera, Brasil. O Instituto Alfa e Beto vai atender 402 municípios e 275,9 mil estudantes com a tecnologia Programa de Correção de Fluxo Escolar. O Geempa estará em 240 municípios para atender 131 mil alunos com a tecnologia Correção de Fluxo Escolar na Aprendizagem. Os institutos e o Geempa trabalharão um ano e meio com as escolas.

Etapas — A primeira etapa, já iniciada, é de formação e capacitação dos gestores das escolas a serem atendidas e dos professores das classes dos alunos com defasagem de idade em relação à série ou ano. A capacitação, com calendários diferenciados, deve ser concluída até fevereiro do próximo ano. A segunda fase será a de acompanhamento das atividades dos professores nas salas de aula e de avaliação do processo durante o ano letivo de 2010. A última etapa é a entrega dos resultados ao MEC.

Ao investir na correção de fluxo escolar, o Ministério da Educação espera, segundo Raymundo Ferreira, que ao final de 2010 os estudantes sejam integrados à série ou ano correspondente à idade. O segundo resultado esperado é o aumento do Ideb nas escolas atendidas. A aferição será feita com a aplicação da Prova Brasil, em 2011.

O investimento na aplicação de tecnologias na correção do fluxo escolar é uma resposta do Ministério da Educação aos pedidos formulados pelos municípios nos planos de ações articuladas (PAR), em 2007 e 2008. São prioritários os municípios com baixo Ideb.

Ionice Lorenzoni
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