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Educação superior

Audiência pública debate como fixar os doutores na Amazônia

  • Quinta-feira, 20 de outubro de 2005, 16h55

O fortalecimento do ensino e da pesquisa na região amazônica reuniu deputados federais, reitores e representantes do Ministério da Educação na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira, 20. O secretário de educação superior do MEC, Nelson Maculan, e o diretor de programas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes), José Fernandes de Lima, participaram da audiência pública coordenada pela presidente da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara, Maria Helena Rodrigues.

Atualmente, mil doutores trabalham na Amazônia, mas uma parte não atua em laboratórios de pesquisa. Durante o debate, os participantes concordaram que a região precisa criar instrumentos para atrair profissionais qualificados na área de pesquisa. Para o diretor da Capes, fixar doutores na Amazônia é um dos desafios e está entre as políticas prioritárias. Lima acredita que as instituições de ensino superior (IES) precisam montar estratégias para alcançar este objetivo. Para isso, a Capes vem desenvolvendo ações e políticas de estímulo à criação de novos cursos de mestrado e doutorado na região.

Desde 2004, a agência recebeu 55 propostas de cursos novos de IES da Amazônia. Destes, 18 foram aprovados para o nível de mestrado e cinco para doutorado, o que representa um crescimento de 25% e 33%, respectivamente. Outra ação adotada pela agência é o estímulo à solidariedade entre os programas de pós-graduação de excelência e os programas emergentes, incentivando o intercâmbio entre regiões mais e menos desenvolvidas. Um exemplo é o programa Acelera, Amazônia, que prevê um fundo de apoio à mobilidade de pessoal, além da participação das fundações estaduais de amparo à pesquisa da região Norte.

O secretário Nelson Maculan destacou a realização de concursos para a contratação de professores de ensino superior. Segundo ele, serão feitos quatro mil concursos em todo o país e haverá a contratação de 1.800 professores para atuar nos novos campi.

Para o reitor da Universidade Federal de Rondônia, Ene Glória da Silveira, há necessidade de um projeto amplo para formação de recursos humanos nas instituições de ensino superior da região Norte. Segundo ele, deve haver maior equilíbrio entre as instituições de ensino. O reitor preside o Protocolo de Integração das Universidades da Amazônia Legal. Silveira chamou atenção para a aprovação de quatro cursos de pós-graduação nos últimos dois anos pela Capes. “Este apoio tem sido essencial para que as instituições do Norte consigam melhorar o seu desempenho”, concluiu.

Repórter: Adriane Cunha

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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