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Ações internacionais

Professores brasileiros e argentinos avaliam o projeto Escolas de Fronteira

  • Quarta-feira, 05 de julho de 2006, 08h49

As equipes pedagógicas brasileiras e argentinas do Projeto Escolas de Fronteira estão reunidas nesta quarta e quinta-feira, 5 e 6, em Brasília, para avaliar as dificuldades e avanços da implementação do programa. Desde o ano passado, municípios brasileiros e argentinos que ficam na fronteira entre os dois países estão realizando experiências de intercâmbio de professores para o ensino de português e espanhol nas primeiras séries do ensino fundamental.

De acordo com a coordenadora do projeto na Argentina, Lia Lopez, a idéia é avaliar o trabalho desenvolvido até o momento para aprimorar as atividades. “Queremos complementar o trabalho para dar cada vez mais solidez teórica, técnica e política ao programa”, explicou.

Em São Borja, no Rio Grande do Sul, a experiência começou neste ano e envolve três turmas de 1ª série. A secretaria municipal disponibiliza carro para que os educadores atravessem a fronteira e dêem aulas de conteúdos diversos, em português, no município de Santo Tomé, na Argentina. Em Uruguaiana (RS), são atendidas duas turmas de 1ª série e duas turmas de 2ª série durante o próprio turno. Para facilitar a integração com o outro idioma, os professores brasileiros realizam atividades em espanhol, além das aulas com os professores de Paso de los Libres, na Argentina.

Os demais municípios envolvidos no projeto bilíngüe Escolas de Fronteira são Foz do Iguaçu, no Paraná, e Itaqui, no Rio Grande do Sul, que iniciaram as atividades neste ano, e Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, que começou o trabalho no ano passado. Na avaliação do chefe da Assessoria Internacional do MEC, Alessandro Candeas, a região de fronteira normalmente é vista como um espaço de demarcação territorial e não de integração. “Este projeto tem o objetivo de integrar as populações e acabar com a visão de fronteira como afirmação de soberania de um país”, disse.

Segundo Candeas, a meta do MEC é ampliar o projeto para os outros países que fazem fronteira com o Brasil. “O trabalho é tão importante que está incluído na agenda de discussões do Mercosul”, informou. O objetivo do MEC é que até o final do ensino fundamental os alunos entendam, falem e escrevam em espanhol. As cidades fronteiriças foram escolhidas para a experiência porque são zonas de interação entre as duas línguas.


Flavia Nery

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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