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Araguaína: bom resultado na alfabetização

  • Segunda-feira, 24 de março de 2008, 14h44

A educação municipal de Araguaína, no estado do Tocantins, é um dos 37 destaques da pesquisa Redes de Aprendizagem – boas práticas de municípios que garantem o direito de aprender, que será divulgada nesta terça-feira, 25, em Brasília.

O município apareceu no estudo como exemplo de rede que investe na formação de professores e pelos bons resultados na alfabetização de crianças. O caminho que a rede adotou é simples: os professores com as melhores avaliações no plano de cargos são escolhidos para trabalhar na alfabetização. Essa ação modificou positivamente as habilidades de leitura dos alunos e permite, desde 2001, quando o município implantou o ensino fundamental de nove anos, que nenhuma criança saia do ciclo de alfabetização sem saber ler.

O município leva tão a sério o tema da formação, que criou uma superintendência para acompanhar essa atividade e o aprendizado dos alunos. Os membros da superintendência foram selecionados entre os profissionais que mais se destacaram em programas do MEC para formação nas disciplinas de matemática e português. Eles têm a missão de apoiar as escolas e os professores na elaboração do projeto pedagógico, planejamento das aulas e na definição de estratégias contra a evasão escolar. O superintendente vai à escola, pelo menos três vezes por semana, para trabalhar com os professores e com a coordenação pedagógica. A rede adotou também encontros de formação no horário letivo onde os professores tiram dúvidas sobre os temas em que eles sentem maior dificuldade. O empenho foi traduzido pela coordenação pedagógica da escola aos pesquisadores da Redes de Aprendizagem dessa forma: “Hoje só está faltando o alarme da escola fazer curso de formação”.

A alfabetização é outro tema que ocupa a vida escolar. A rede de Araguaína prevê 30 horas por semana de aulas para os alunos das 3ª e 4ª séries que apresentam dificuldades de leitura e escrita. O reforço é no contraturno, onde o aluno é atendido por professores e funcionários. Já as crianças com problemas de aprendizagem e com necessidades especiais freqüentam salas de recursos. Das 29 escolas da rede, 20 contam com esse tipo de sala. Aos alunos das escolas que não têm salas de recursos é oferecido transporte escolar para freqüentá-las em outra unidade. O sentimento vigente entre os professores é que o aluno é da rede e não desta ou daquela escola. Nem doença é motivo de falta às aulas. Se uma criança não pode ir à escola, um professor itinerante vai à casa dela, relatam os pesquisadores da Redes de Aprendizagem.

A rede municipal de Araguaína tem 29 escolas. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos anos iniciais do ensino fundamental é 4,2, acima da média nacional que é 3,8.

Em Tocantins, a Redes de Aprendizagem também destacou a educação municipal de Alvorada, que tem Ideb 4,6 nos anos iniciais do ensino fundamental. Na pesquisa, Alvorada se destaca pela cultura de avaliação, que é uma das metas do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). A secretaria de educação criou uma política de acompanhamento sistemático, em parceria com duas coordenadoras pedagógicas. Elas acompanham os cadernos de planejamento das escolas e verificam se o que foi planejado está em execução. Relato dos professores da rede de Alvorada aos pesquisadores indica que eles aprovam a sistemática: “A cobrança” é positiva e decisiva para a aprendizagem dos alunos.

Redes de sucesso ― A publicação Redes de Aprendizagem – boas práticas de municípios que garantem o direito de aprender apresenta os resultados de um estudo realizado em 37 redes municipais de ensino de 15 estados, nas cinco regiões do país, selecionadas a partir do Ideb e do contexto socioeconômico dos alunos e de suas famílias. O estudo é um trabalho conjunto do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Ministério da Educação, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), elaborado no período de outubro a novembro de 2007.

As redes foram escolhidas com base no cruzamento de informações socioeconômicas dos alunos, extraídas do questionário que faz parte da Prova Brasil, com informações dos municípios e com o Ideb. Depois de selecionadas, as redes foram visitadas por pesquisadores que entrevistaram todos os envolvidos no processo, do gestor ao aluno. Entre os objetivos principais do MEC e seus parceiros com a pesquisa, estão identificar boas práticas de redes municipais espalhadas pelo Brasil e oferecer os exemplos para as demais.

Ao analisar as razões apontadas pelos responsáveis pelo sucesso de cada uma das 37 redes, foram identificados dez pontos presentes na maioria delas. Trata-se de um conjunto de ações e práticas articuladas que estão em sintonia com o PDE, lançado pelo MEC em abril de 2007: foco na aprendizagem, consciência e práticas de rede, planejamento, avaliação, perfil do professor, formação do corpo docente, valorização da leitura, atenção individual ao aluno, atividades complementares e parcerias.

Os pesquisadores perguntaram: o que essa rede faz para garantir o direito de aprender? E as respostas foram dadas por gestores, diretores, professores, funcionários, alunos e pais.

Participaram da pesquisa redes de municípios com populações que variam de 6.379 a 788.773 habitantes, representativas da diversidade e dos desafios encontrados nos 5.564 municípios brasileiros.

Assessoria de Comunicação Social

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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