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PDE

Escola supera adversidades no Acre

  • Terça-feira, 09 de outubro de 2007, 06h39

O zelador Evaldo sabe onde cada aluno mora e leva os alunos para casa quando precisamHá uma escola pública simples, pequena, com poucos recursos, no bairro do Palheiral, periferia de Rio Branco, no Acre. A escola estadual Maria Raimunda Balbino dissemina o exemplo de boa educação nas primeiras séries do ensino fundamental para o resto do Brasil.
 
São muitas as adversidades: não há água encanada e a escola recebe periodicamente um caminhão-pipa; nas salas sem ar-condicionado, o calor de quase 40 graus dificulta a aprendizagem dos alunos; as professoras criam material didático para educar os alunos com necessidades especiais; tampas de garrafas PET cobertas com cartolina, onde se escrevem as letras, auxiliam a alfabetização das crianças com baixa visão.
 
Apesar de tantos obstáculos, a escola tem excelente ensino e apresenta bom resultado no aprendizado dos alunos, medido pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A escola alcançou nota 5 em 2005, a melhor do estado e uma das mais altas do país, que deve atingir 4,9 em 2013, segundo projeções do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC).

Boa alimentação, dedicação dos pais e cuidado dos professores com as crianças fizeram da escola a melhor do estado entre instituições públicas e privadas. “Temos vontade e fazemos o possível para garantir que as crianças tenham seu direito preservado”, afirma a diretora Rosenilda Pacífico.

Os ingredientes do sucesso são tão simples como a estrutura física da escola. A auxiliar de secretaria Maria Zenaide Martins Moreira, que trabalha na escola Maria Raimunda Balbino desde a sua fundação, em 1990, conhece esse segredo. “Somos uma família. O empenho pela educação aqui é de todos”, diz. “Nós não trabalhamos pensando em reconhecimento e sim no bem das crianças, dos pais e da comunidade.”

Empenho e dedicação garantem o sorriso dos professores e dos 625 alunos da escolaMotivação — A alegria de trabalhar pela escola aparece no rosto dos funcionários. Eles trabalham uniformizados, com o nome do colégio bordado no peito, e tomam conta dos 625 alunos como se fossem seus filhos. Todos excedem suas funções, como o zelador Evaldo Mota. Sua obrigação é zelar da escola, mas se uma criança adoece, ele passa a cuidar dela também. Evaldo sabe onde cada aluno mora e, quando é necessário, leva-o de bicicleta para casa. Quando há mais de uma falta, Evaldo vai até a casa do aluno e pergunta aos pais o motivo da ausência. As informações são levadas para a diretora da escola.

Patrique Heliton Rodrigues, de oito anos, teve catapora no final de setembro deste ano. Ele acaba de se curar e não estava se sentindo bem. Ele e outros três alunos foram encaminhados à diretoria da escola e, em seguida, Evaldo foi levar cada um em sua casa. Quando chegou à casa de Patrique, conversou com sua avó, dona Helena Marques, sobre os sintomas que o garoto apresentou. “Olha, dona Helena, ele está febril. Acho que ainda é da catapora”, relatou.

Mãe de três filhos que estudaram na escola, Gracilene Lima Ferreira tem admiração pelo trabalho desenvolvido pela coordenação pedagógica. “Quando saiu daqui, meu filho fez uma prova e recebeu uma bolsa de estudos de uma escola particular”, conta. Com empenho e dedicação dos professores e funcionários, a escola superou as adversidades e mostrou não ser preciso muitos recursos para que o aprendizado tenha sucesso.

Ana Guimarães

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