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Doutorado

Bolsista da Capes participa de artigo destacado em publicação internacional

  • Segunda-feira, 03 de julho de 2017, 13h35

Ações de proteção de anfíbios da Mata Atlântica que se encontram fora das unidades de conservação custariam, por ano, cerca de R$ 88 milhões ao governo. A estimativa faz parte de um artigo publicado na revista Science Advances por Felipe Siqueira Campos, bolsista de doutorado pleno na Universidade de Barcelona (Espanha) pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

 “Usando anfíbios como alvo de conservação, realizamos um projeto inovador mostrando que os modelos de priorização focados em diversidade funcional, filogenética e taxonômica podem incluir valores de custo-efetivo de terras”, explica Felipe, que assina o artigo junto aos pesquisadores Ricardo Lourenço de Moraes, do Departamento de Ecologia da Universidade Federal de Goiás (UFG); Mirco Solé, do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Santa Cruz (UescC), e Gustavo A. Llorente, do Departamento de Biologia Evolutiva, Ecologia i Ciències Ambientals da UB.

O mapeamento apresentado no estudo indica que as áreas consideradas de mais alta prioridade estão principalmente nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. A Mata Atlântica abriga mais da metade dos anfíbios encontrados no Brasil, mas apenas 12,9% dela está preservada. De acordo com os autores, a principal mensagem do estudo é que os custos econômicos de terra podem servir como um mecanismo eficaz de pagamento por serviços ambientais.

Experiência – Aprimorar o intercâmbio e a cooperação científica é um destaque da experiência de cursar o doutorado no exterior, afirma Felipe, que, nesse período, já participou de cinco congressos europeus. “Durante os quase quatro anos de estudo fora do Brasil, tenho tido a oportunidade de trabalhar e discutir projetos científicos com grandes pesquisadores renomados que vivem ou estavam de passagem por Barcelona, entre os quais pude compartilhar ideias, realizar cursos científicos e agregar vários conhecimentos relacionados com minha linha de pesquisa”, conta.

Dentro do Departamento de Biologia Evolutiva, Ecologia e Ciências Ambientais da UB, seu local diário de trabalho, o bolsista brasileiro participa de um grupo de pesquisa em herpetologia liderado pelo Gustavo A. Llorente, referência na área. O ingresso neste coletivo foi fator de aumento da produtividade e de novos trabalhos, afirma Felipe. “Até o momento, já produzimos um material de alta relevância científica”, resume o bolsista.

Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

Assunto(s): artigo , Bolsista , biodiversidade
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