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Trilhas da Educação

Creche de Novo Hamburgo (RS) realiza projeto que desenvolve maior autonomia dos bebês

  • Sexta-feira, 14 de setembro de 2018, 10h46


Uma maneira mais participativa de descobrir o mundo. Esse é o diferencial da abordagem pedagógica de uma creche em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, idealizada pelas professoras do ensino infantil da instituição, entre elas Rosemeri Pelegrine Polonio, que fala sobre o projeto ao Trilhas da Educação, programa produzido e transmitido pela Rádio MEC, que vai ao ar nesta sexta-feira, 14.

As professoras da escola municipal de educação infantil Floresta Encantada perceberam que o espaço dos bebês era pequeno e havia a necessidade de um lugar maior, além de uma maior autonomia das crianças. “Então resolvemos modificar toda a sala pensando que eles pudessem conseguir fazer as coisas sozinhos, escolher onde querem brincar, como querem brincar e também com quem querem brincar”, conta a professora.

Os cuidados com os bebês passam por uma série de aspectos importantes que colaboram para um crescimento saudável e cheio de descobertas do mundo. E as professoras da escola em Novo Hamburgo resolveram fazer diferente. Por meio de estudos e pesquisas, encontraram na abordagem pedagógica Pikler a chave para maior autonomia dos pequenos.

Com mais de 70 anos de trabalho, a abordagem surgiu após a Segunda Guerra Mundial, com a pediatra húngara Emmi Pikler, convidada a criar um abrigo para bebês e crianças órfãs da guerra. Ela passou a observar diferentes maneiras de atendê-los, valorizando a saúde física e o respeito à individualidade de cada um em seu espaço de cuidado, sempre com a tônica do brincar livre.

Na Floresta Encantada, os pequenos de quatro meses a um ano de idade são distribuídos em grupos de dez por turno e duas educadoras permanecem em sala. A nova dinâmica envolve bastante o bebê, ampliando a conexão e estreitando o vínculo. “Temos essa questão do respeito com o bebê. Falamos com o bebê, no momento que tocamos nele, né? Na hora de trocar a fralda, não é uma coisa mecânica. Conversamos, explicamos o que estamos fazendo. Quando damos comida para o bebê, ficamos pertinho, pegamos uma colher, eles tentam colocar na boca. Tu senta para ele poder te enxergar. É uma coisa mais amorosa, com carinho”, destaca Rosemeri.

As professoras ficam presentes o tempo todo, mas sem interferir nas explorações das crianças. E todo o espaço foi modificado de modo a dar aos bebês uma maior espontaneidade. Em um canto foi instalada uma biblioteca com toquinhos de madeira para elas sentarem, em outro, uma piscina de bolinhas. Em um terceiro setor, latas e colheres de madeira servem para que eles façam barulho e experimentações.

Liberdade – O novo método também modificou o soninho depois do almoço. “Retiramos os berços porque eles trancam a criança. Um adulto tem que colocar a criança no berço. A gente trocou por colchonetes. Eles são colocados em cima dos tatames da sala, dos tapetes. Quando eles acordam, podem sair sozinhos. Eles têm essa autonomia de sair dos tapetes quando não querem dormir mais.”

Os pais não só acompanharam a mudança como colaboraram e vibraram com o projeto, mesmo porque os resultados refletiram em casa. “Os pais ficaram encantados. Foram muito participativos. Falaram que em casa eles também começaram a apresentar isso, que eles queriam se alimentar sozinhos, que eles queriam conseguir fazer as coisas sozinhos”, lembra Rosemeri.

A experiência foi tão positiva que o município apostou no projeto e agora dissemina a prática para outras escolas infantis da rede. Atualmente, oito escolas de Novo Hamburgo aplicam essa abordagem que trabalha o protagonismo do bebê.

Assessoria de Comunicação Social

 

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