Portal do Governo Brasileiro
Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Todas as notícias > Indígenas de Rondônia têm reserva de vagas de graduação
Início do conteúdo da página
Trilhas da Educação

Estudante do IFF desenvolve robô de baixo custo que inspeciona galerias subterrâneas

  • Sexta-feira, 15 de março de 2019, 09h14


Responsável pela conquista, o engenheiro de automação Thiago Rodrigues agora dá sequência às pesquisas que consolidam a proposta já colocada em prática na região de Campos dos Goytacazes (Arte: ACS/MEC)

Desenvolver um robô adaptável, com um custo menor que os concorrentes do exterior, cuja função é inspecionar galerias urbanas obstruídas. Essa é uma conquista do engenheiro de automação Thiago Rodrigues, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF). Hoje ele é aluno de mestrado da instituição, na unidade de Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro, e dá sequência às pesquisas que consolidam a proposta já colocada em prática na região. A história desse trabalho é contada na edição desta sexta-feira, 15, do programa Trilhas da Educação, produzido e transmitido pela rádio do MEC.

Thiago Rodrigues, 36 anos, trabalhou em uma empresa que fazia a inspeção de dutos no mesmo período em que cursava a graduação na área de engenharia de automação. À época, instigado pelas experiências e interessado em resolver os problemas do trabalho, deu início ao desenvolvimento de um robô com uma câmera à prova d'água e configuração modular adaptável ao ambiente de inspeção. A ideia era que o equipamento facilitasse a inspeção tanto de galerias pequenas como de grandes redes pluviais, de gás e de esgoto. Tudo registrado por meio de fotos e vídeos, que ajudam a localizar com exatidão obstáculos – pedras, galhos, lixo, entre outros – e trincas e rupturas.

“Eu tive contato com as tecnologias existentes, nacionais e de fora, e percebi que o mercado na área de tecnologia de inspeção de dutos carecia de equipamentos que atendessem plenamente as demandas de inspeção de dutos na área de saneamento. Ali eu já comecei a pensar em montar um projeto de um robô para poder atender a essa demanda de mercado”, conta Thiago.

O criador do robô pensou em um equipamento completamente adaptável, justamente para que ele resolvesse o problema na maior parte dos ambientes. “Ele é um robô que você consegue colocar rodas pequenas, rodas grandes, você consegue tirar a câmera dele e colocar em um módulo flutuador para uma situação de inspeção da tubulação que estiver com fluxo’, destaca. “Então a ideia do projeto, dele ser modularizável, é justamente para atender qualquer situação de inspeção.”

Na prática - Foi no mestrado que as ideias de Thiago foram ampliadas e testadas. O primeiro grande sucesso foi quando uma empresa responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgoto de Campos dos Goitacazes precisou descobrir o ponto exato de um vazamento que trazia problemas para a região. “É um método não destrutivo que você usa para ver o estado interno da tubulação. Aqui em Campos, por exemplo, no mês passado, fizemos um dos testes na empresa de saneamento da nossa cidade. E pudemos descobrir o ponto exato de uma ruptura da tubulação que já estava causando o afundamento do pavimento da rua. E aí a empresa pôde ir lá e fazer a obra exatamente naquele local, sabendo o que estava acontecendo lá dentro”, explica o aluno de mestrado.

Investimento - O método preciso conquistado já a partir do protótipo incubado na Tec Campos, do IFF, facilitou a aquisição de financiamento da Embrapii, organização social do governo federal que apoia instituições de pesquisa tecnológica com fomento a inovação, e do Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam), da Prefeitura da cidade.

“No mercado encontramos equipamentos que não são customizáveis. Você compra ou um robô pequeno para tubulação pequena ou um robô grande para tubulação grande. Se tiver uma tubulação que você não consegue parar o fluxo, você não tem um flutuador, por exemplo. E a minha proposta de equipamento é que ele seja customizado de acordo com a situação a ser inspecionada”, detalha Thiago.

Comercialização – Segundo o mestrando, além das facilidades de produção, o custo também foi um atrativo no projeto, se considerados equipamentos importados. “Um robô estrangeiro sai por volta de R$ 150 mil. E um nacional varia de R$ 20 mil a R$ 40 mil reais. A intenção é que o custo fique intermediário. Que não seja tão alto quando o importado e também fique um pouco acima dos nacionais por conta das funcionalidades, mas não muito acima porque a ideia é tornar o produto acessível.”

A expectativa agora é que, até o meio do ano, Thiago comece a produzir e comercializar o equipamento. O criador do robô também tem planos para realizar, por meio da startup, os serviços de inspeção que utilize os próprios equipamentos.

Assessoria de Comunicação Social

 

X
Fim do conteúdo da página