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  • Índice aponta evolução na qualidade do ensino fundamental e médio

    O resultado nacional referente a 2009 do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) mostra evolução na qualidade da educação na primeira e na segunda etapas do ensino fundamental e no ensino médio. As metas de progressão foram superadas, de acordo com os indicadores divulgados nesta quinta-feira, 1º, pelo Ministério da Educação.

    Na primeira fase do ensino fundamental, o Ideb passou de 4,2 para 4,6. Assim, superou a meta prevista para 2009 e atingiu antecipadamente a de 2011. A análise do crescimento mostra que a melhora nas notas dos estudantes nas provas responde por 71,1% do acréscimo no índice. O percentual de 28,9% na evolução ocorreu em razão do crescimento das taxas de aprovação.

    Nos anos finais do ensino fundamental, o Ideb nacional evoluiu de 3,8 para 4 — superou a meta para 2009 e também ultrapassou a de 2011, de 3,9. O aumento nas notas que os estudantes obtiveram na Prova Brasil e no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) explica os 64% desse crescimento. Os outros 36% decorrem da melhora nas taxas de aprovação.

    No caso do ensino médio, o Ideb brasileiro avançou de 3,5 para 3,6 e também superou a meta nacional de 2009. O crescimento deve-se ao desempenho dos estudantes na Prova Brasil, que contribuiu com 57,9% do aumento do indicador.

    Metas — Criado em 2007, o Ideb sintetiza, em uma escala até dez, dois conceitos de igual importância para a qualidade da educação: aprovação e média de desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática. O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação obtidos no censo escolar e de médias de desempenho nas avaliações do Saeb e na Prova Brasil.

    A série histórica de resultados do Ideb teve início em 2005, com o estabelecimento de metas bienais de qualidade a serem atingidas pelo país, por escolas, municípios e unidades da Federação. A cada instância, espera-se uma evolução que contribua, em conjunto, para que o Brasil atinja o patamar educacional da média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em termos numéricos, isso significa progredir da média nacional de 3,8, registrada em 2005, na primeira fase do ensino fundamental, para 6, em 2022, ano do bicentenário da Independência.

    Assessoria de Imprensa do Inep


    Confira os resultados do Ideb nacional de 2009
  • Matrículas na pré-escola e em creches apresentam aumento

    A educação infantil pública no Brasil cresceu nos últimos anos. O censo da educação básica de 2009 mostra que há 1,2 milhão de crianças matriculadas em creches. Em 2000, esse número era de 652 mil.

    Já na pré-escola, foram registradas 3,7 milhões de matrículas em instituições públicas no ano passado; há dez anos, eram 3,8 milhões. No entanto, essa diferença não representa queda no número de crianças matriculadas, já que boa parte dos alunos de seis anos, que antes cursavam a pré-escola com essa idade, agora estão no primeiro ano do ensino fundamental, devido à implantação do ensino de nove anos. Em 2009, havia 2,2 milhões de matrículas no primeiro ano do ensino fundamental.

    Com a expansão da oferta na educação infantil, a demanda por professores qualificados também aumenta. Na creche, por exemplo, a proporção deve ser de um educador para cada dez alunos, no máximo. Por isso, o Ministério da Educação tem intensificado as ações de formação de docentes para atuar nessa etapa da educação básica.

    Uma dessas ações é o Proinfantil, programa que tem o objetivo de formar – em nível médio magistério – professores em exercício na educação infantil pública que não tenham sequer o ensino médio. Já estão em formação 23 mil docentes.

    Com o ensino fundamental de nove anos, obrigatório a partir de 2010, as matrículas no primeiro ano também cresceram. Para melhorar a qualidade do ensino em leitura, escrita e matemática, o MEC oferece o Pró-Letramento, programa de formação continuada de professores das séries iniciais do ensino fundamental, em exercício na rede pública.

    Vale lembrar que, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), os educadores formados em nível médio na modalidade normal estão habilitados a lecionar na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental. Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que altera a LDB; caso seja aprovado e sancionado, determinará que os professores com formação em nível médio, que passem em concursos para atuar na rede pública de ensino, terão prazo de seis anos para concluir um curso de licenciatura.

    “É importante ressaltar que a educação infantil saiu da assistência social e foi para a área educacional há pouco tempo. Antes, não se exigia formação em magistério para atuar em creches, porque o profissional só tinha que cuidar das crianças; agora, tem que cuidar e educar”, explica a secretária de educação básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda.

    Ainda assim, a quantidade de professores com formação inferior à exigida para lecionar caiu em dez anos. Em 1999, havia 130.949 docentes com nível fundamental. Em 2009, o número foi para 12.480. Já os formados em nível médio eram 1.022.257 em 1999. Dez anos depois, havia 624.320 professores atuando com esta formação. Destes, 385.663 estavam em creches, pré-escolas e nos anos iniciais do ensino fundamental; portanto, com formação adequada para essas etapas do ensino, de acordo com o artigo 62 da LDB.

    Graduação– O Ministério da Educação investe na qualificação dos docentes em nível superior por meio do Plano Nacional de Formação de Professores. A intenção é beneficiar 332 mil educadores em exercício na rede pública de ensino até 2011.

    Os institutos federais de educação, ciência e tecnologia se voltam para a formação de docentes da educação básica. Cada um deve reservar 20% das vagas a cursos de licenciatura em matemática, física, química e biologia, para ajudar a suprir a demanda por professores dessas disciplinas.

    Mudanças no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) também beneficiam os docentes. Poderão quitar o empréstimo do Fies com trabalho os estudantes dos cursos de licenciatura que optarem pela carreira de professor das redes públicas da educação básica com jornada de, no mínimo, 20 horas semanais. O abatimento mensal será de 1% da dívida.

    Outra facilidade para que os professores se graduem em nível superior vem do Programa Universidade para Todos (Prouni). Educadores da rede pública de educação básica que concorrem a uma bolsa em curso de licenciatura, normal superior ou pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola.

    Assessoria de Comunicação Social
  • Projeto de rádio surpreende pela qualidade em Fortaleza

    Os alunos da escola Mozart Pinto produzem desde a pauta até a edição final, com qualidade profissional (Foto: Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza)Um projeto de rádio escolar, desenvolvido com alunos da Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Mozart Pinto, em Fortaleza, tem se destacado pela qualidade dos programas e pelos bons resultados obtidos. No final de 2011, um programa sobre o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) conquistou o primeiro lugar do 5º Prêmio da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin), na categoria Comunicação Popular.

    “Mesmo concorrendo com emissoras de rádio conduzidas por locutores profissionais, com recursos técnicos muito superiores aos nossos, obtivemos o primeiro lugar”, relata, entusiasmado, o professor Marcos Aurélio da Silva Batista. Instrutor de rádio na Escola Mozart Pinto desde 2010, ele trabalha com estudantes de 9 a 13 anos do ensino fundamental. Formado em história e em inglês e músico profissional, registrado na Ordem dos Músicos do Brasil, Marcos Aurélio está no magistério há 13 anos.

    Segundo ele, a proposta de rádio escolar leva um pouco de profissionalismo à atividade, pois as gravações são realizadas na própria instituição de ensino, com o auxílio de programas de computador. “À locução dos alunos juntamos temas musicais, vinhetas, jingles, efeitos sonoros e outros recursos”, revela. “Por fim, realizamos a mixagem e a edição final.” Para isso são usados programas de gravação ou softwares oferecidos gratuitamente pela internet.

    O resultado são programas com características de rádio profissional, que têm despertado a admiração até de pessoas da área. “Nonato Albuquerque, da Rádio O Povo/CBN, de Fortaleza, comentou em seu blog que os programas realizados pelos meninos poderiam fazer parte da grade de qualquer emissora educativa”, diz Marcos Aurélio.

    De acordo com o professor, as atividades da rádio são realizadas no contraturno (turno oposto ao das aulas regulares). Depois de uma reunião inicial para escolha da pauta ou do tema do programa a ser desenvolvido, os estudantes fazem pesquisas e colhem material para a elaboração do roteiro. As gravações são feitas a seguir, em estúdio estruturado na própria escola. Os próximos passos são a mixagem e a edição final, quando o programa será então convertido em áudio no formato mp3.

    Blog — A veiculação inicial do programa é feita na própria escola — em cada sala de aula há uma caixa de som. Depois, no blog da rádio na internet, onde fica disponível a qualquer ouvinte. “O blog já recebeu mais de 13 mil acessos, oriundos dos mais diversos países da Europa, das Américas e da Ásia”, adianta o professor. Ele sonha com a possibilidade de estender o projeto a outras escolas do município.

    Os programas da rádio escolar abrangem temas educativos, humorísticos, radionovela, radioteatro e narração de histórias, entre outros. A participação dos alunos é voluntária. Marcos diz que a procura é grande, mas há espaço para todos. Aqueles que não são bons leitores ou locutores aprendem a arte da mixagem e da edição de som. Entre os bons resultados proporcionados aos participantes estão a melhora significativa no comportamento, participação, desinibição, interesse e companheirismo.

    Na visão da diretora da escola, Antonia Eliane Sampaio Lima, o trabalho com rádio é significativo. Além de envolver os alunos, traz inovações práticas de aprendizagem que antes não eram desenvolvidas na instituição. Ela espera que o projeto seja mantido em 2012. “Já fizemos o recadastramento no programa Mais Educação, do MEC, envolvendo a atividade de rádio escolar”, salienta a diretora, que exerce o cargo há 16 anos. Pedagoga, com especialização em pró-gestão e em educação pré-escolar, ela atua no magistério há 30 anos.

    Fátima Schenini

    Confira o blog da rádio

    Saiba mais no Jornal do Professor








  • Abertas, até 18 de agosto, inscrições para candidatos ao Encceja Nacional

    Estudantes residentes no Brasil interessados em obter a certificação do ensino fundamental ou ensino médio por meio do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja Nacional) já podem se preparar. As inscrições, que devem ser feitas no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), estão abertas desta segunda-feira, 7, até as 23h59 (horário oficial de Brasília) de 18 de agosto. As provas serão aplicadas em 22 de outubro em todas as unidades da federação.

    Para fazer o Encceja é preciso ter, no mínimo, 15 anos completos na data de realização do exame, no caso de quem busca a certificação do ensino fundamental. Interessados em obter a certificação de ensino médio devem ter, no mínimo, 18 anos completos. Para se inscrever, é preciso informar CPF, e-mail e celular válidos. Se o participante precisar de atendimento especializado e/ou específico, deve fazer a solicitação e, durante o período de inscrição, comprovar a necessidade.

    O candidato deve indicar, ainda, a(s) prova(s) com a(s) qual(is) deseja obter certificação, no ensino fundamental ou ensino médio. Isso ocorre porque algumas pessoas já têm uma declaração parcial de proficiência, não precisando repetir a prova da área. Também deve ser indicada em qual secretaria estadual de educação ou instituto federal de educação, ciência e tecnologia o participante deseja solicitar o certificado ou a declaração parcial de proficiência. Por fim, o estudante deve escolher a cidade onde realizará as provas.

    Atendimentos – O Encceja Nacional oferece atendimento especializado e específico, além de atendimento pelo nome social, para participante travesti ou transexual que quiser tratamento pela sua identidade de gênero. Os atendimentos especializados, específicos e os auxílios ou recursos de acessibilidade, devidamente listados no edital e na página do participante, devem ser solicitados durante a inscrição. Já o atendimento pelo nome social deverá ser solicitado após o período de inscrição, entre 21 e 25 de agosto.

    Exame – As provas do Encceja seguem requisitos básicos, estabelecidos pela legislação em vigor, e são estruturadas a partir da Matriz de Competências e Habilidades. São quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, e uma proposta de redação. Os testes serão aplicados nos turnos matutino, entre as 8h e as 12h, e vespertino, entre as 14h30 e as 19h30. Em ambos os casos, será seguido o horário oficial de Brasília.

    Para o ensino fundamental, as provas objetivas avaliam as áreas de ciências naturais, história e geografia, língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, matemática, educação física e redação. Já para o ensino médio, as áreas avaliadas são ciências da natureza e suas tecnologias, ciências humanas e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, linguagens e códigos e suas tecnologias e redação.

    PPL – Para adultos submetidos a penas privativas de liberdade e adolescentes sob medidas socioeducativas que incluam privação de liberdade no Brasil (Encceja Nacional PPL), o Encceja terá edital, período de inscrição e data de aplicação específicos. O Inep divulgará esses dados em breve.

    Certificação – Para obter o certificado ou declaração de proficiência, o participante deve completar, no mínimo, de 100 pontos em cada uma das áreas de conhecimento. Nos casos de língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes e educação física, no ensino fundamental; e de linguagens e códigos e suas tecnologias (ensino médio), para certificação ou declaração de proficiência, é preciso obter, também, a proficiência em redação, sendo necessário ter nota igual ou superior a cinco pontos.

    O Inep manterá os resultados individuais em sua base de dados, que serão enviados para a secretaria estadual de educação ou instituto federal de educação, ciência e tecnologia escolhido pelo participante na inscrição. São eles os responsáveis por definir os procedimentos complementares para certificação de conclusão do ensino fundamental e de ensino médio e para emissão da declaração parcial de proficiência.

    As cidades onde haverá aplicação do Encceja Nacional, bem como mais detalhes sobre as inscrições, podem ser vistos na página do Inep.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações do Inep

  • Agenda: Evento reúne indígenas na Bahia

    Educação escolar indígena é tema de evento em Salvador

    Cerca de 200 pessoas, entre técnicos de secretarias estaduais e municipais de educação, do Ministério da Educação, das universidades, das organizações e representantes dos povos indígenas dos estados da Bahia, Alagoas e Sergipe, participam a partir de hoje, 10 de março, até quinta-feira, 13, em Salvador, da Conferência Regional de Educação Escolar Indígena etapa Nordeste I. O evento, que será realizado no Hotel Sol da Bahia, é uma das etapas preparatórias para 1ª Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena, que será realizada em setembro, em Brasília. Serão realizadas 18 conferências nas regiões, até agosto. A divisão das regiões obedece ao critério dos territórios etnoeducacionais - agrupamento das terras indígenas, respeitando a territorialidade dos povos e suas redes de relações interétnicas. Mais informações na página eletrônica da conferência nacional.



    Prazo para envio de sugestões para evento sobre Educação Superior

    Termina hoje, 10 de março, o prazo para que entidades de abrangência nacional, governamental e não-governamental, de natureza acadêmica ou associativa, relacionadas com a educação superior encaminhem contribuições ao documento referência que será discutido no Fórum Nacional de Educação Superior. O evento, que será realizado em Brasília, nos dias 13, 14 e 15 de abril, é promovido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), em parceria com a Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação. O fórum tem como objetivo mobilizar e buscar subsídios à participação da delegação brasileira na Conferência Mundial de Educação Superior, que será realizada em julho na França. A Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação elaborou documento referência que se constitui em base inicial para as discussões. Mais informações na página eletrônica do Fórum.



    Encontro internacional sobre gênero em Santa Catarina

    A partir de hoje, 10 de março, estão abertas as inscrições para ouvinte no Colóquio Internacional Gênero, Feminismos e Ditaduras no Cone Sul. O evento, que será realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) entre os dias 4 e 7 de maio, tem como objetivo formar uma rede de pesquisadores a fim de se recuperar a história recente sobre gênero, feminismos e ditadura no Cone Sul. O colóquio reunirá conferencistas do Brasil, Paraguai, Chile, Uruguai, México, Argentina e Bolívia. Mais informações no endereço eletrônico O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar ativado para poder visualizar o endereço de email ou na página eletrônica do evento.



    Ministério da Justiça promove pesquisa sobre temas jurídicos

    Faculdades, universidades públicas e privadas, fundações mantenedoras de apoio e de amparo à pesquisa e entidades não-governamentais interessadas em participar do projeto Pensando o Direito têm até o dia 13 de março para encaminhar propostas. Promovido pelo Ministério da Justiça, por meio da Secretaria de Assuntos Legislativos (SAL), com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o projeto busca consolidar parcerias com universidades e centros de pesquisa. Os selecionados contarão com um financiamento de até R$ 80 mil. O texto completo da Convocação nº 01/2009 encontra-se na página eletrônica da SAL.



    Inscrições para residência em saúde da família e comunidade

    A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está com inscrições abertas até 26 de março para o processo seletivo para a residência multiprofissional em saúde da família e comunidade para 2009. São oferecidas 25 vagas: educação física (2), enfermagem (4), farmácia (2), fisioterapia (4), nutrição (4), odontologia (4), psicologia (3) e serviço social (2). Podem candidatar-se os alunos graduados que atendam aos pré-requisitos específicos do edital do concurso. A carga horária é de 60 horas semanais, sendo 48 horas distribuídas de segunda a sábado e plantões semanais de 12 horas, podendo ocorrer em qualquer dia da semana. Os aprovados receberão uma bolsa mensal no valor bruto de R$ 1.916,45 (mil, novecentos e dezesseis reais e quarenta e cinco centavos), pelo período de 24 meses, a partir do início das atividades do curso. Mais informações pelo telefone do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva/CCS/UFPB (83) 3216 -7249 , pelo endereço eletrônico O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar ativado para poder visualizar o endereço de email ou na página eletrônica do Núcleo.



    Capes prorroga inscrições do Pró-Administração

    A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) prorrogou até 31 de março o prazo para inscrições no Programa de Apoio ao Ensino e à Pesquisa Científica e Tecnológica em Administração (Pró-Administração). O programa visa estimular a realização de projetos conjuntos de pesquisa e apoio à capacitação docente, utilizando-se de recursos humanos e de infra-estrutura disponíveis em diferentes instituições de ensino superior e outras instituições que se enquadrem nas regras do edital. O objetivo é possibilitar a produção de pesquisas científicas e tecnológicas e a formação de recursos humanos pós-graduados na área de administração e gestão. Os projetos devem ter duração máxima de quatro anos para o exercício orçamentário e cinco anos para a execução das atividades. Mais informações na página eletrônica da Capes.



    UFPA promove encontro de ensino de química

    A Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação Matemática e Científica, e a Associação Brasileira de Química – Seção Pará promovem, em Belém, no período de 22 a 24 de abril, o 11º Encontro Paraense de Ensino de Química. A programação do encontro prevê a realização de minicursos, oficinas, palestras, mesas-redondas, exposição de pôsteres, além de momentos culturais. Mais informações na página eletrônica do evento.



    Capes lança edital do Programa Dra. Ruth Cardoso

    A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) está com inscrições abertas até 30 de abril para o Programa Dra. Ruth Cardoso, que oferece apoio à participação de professores e pesquisadores brasileiros das áreas de ciências humanas e sociais nas atividades da Universidade de Columbia, na cidade de Nova York, EUA. O programa é uma parceria da Capes com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a Universidade de Columbia (UC) e a Comissão para o Intercâmbio Educacional entre os Estados Unidos da América e o Brasil (Fulbright). Mais informações na página eletrônica do programa.



    CNPq divulga calendário de bolsas e auxílios para 2009

    O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) divulga o calendário para 2009 de ações de fomento à pesquisa e de apoio à formação de recursos humanos. São 13 modalidades de bolsas e duas de auxílios com datas de inscrição e períodos de julgamentos distribuídos ao longo do ano. Já as bolsas de pós-doutorado no exterior, sanduíche no país e no exterior, estágio sênior e pesquisador visitante têm dois períodos para inscrição. O primeiro se encerra em 28 de maio e o último em 30 de setembro. Para demais bolsas e mais informações consultar calendário ou na página eletrônica do CNPq.



    Inscrições abertas para o prêmio Vivaleitura

    Professores, agentes de leitura e outros profissionais que desenvolvem atividades de leitura em escolas, bibliotecas e instituições podem apresentar trabalhos e concorrer ao Prêmio Vivaleitura 2009. As inscrições estão abertas até 24 julho. Na sua quarta edição, o Vivaleitura vai distribuir prêmios de R$ 90 mil, distribuídos entre três categorias. Iniciativa conjunta dos ministérios da Educação e da Cultura, o prêmio tem a coordenação da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e o patrocínio da Fundação Santillana, da Espanha. Democratizar o acesso à leitura, fomentar a leitura e a formação cidadã, valorizar o livro e a leitura e apoiar a criação e a produção literárias são os objetivos do Vivaleitura. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas pela internet ou por carta registrada, com aviso de recebimento para o seguinte endereço: Caixa Postal 71037-7, CEP 03410-970 – São Paulo (SP). Informações também pelo telefone gratuito 0800-7700987 ou na página eletrônica do prêmio.

  • Aplicativo estimula o ensino de ciências e física para crianças do ensino fundamental


    Jacobina (BA), 4/5/2018
    – Um aplicativo para smartphones está sendo desenvolvido por estudantes no campus Jacobina do Instituto Federal da Bahia (IFBA). A ferramenta motiva alunos das séries iniciais do ensino fundamental a explorar as descobertas da ciência e da física. É sobre essa experiência que o professor Beliato Campos, idealizador do projeto, conversa na edição desta sexta de Trilhas da Educação, programa produzido e transmitido pela Rádio do MEC.

    Em linguagem acessível, o trabalho é feito com base no que as crianças já conhecem das matérias. “Essa ferramenta tem uma forma de interagir de forma motivadora”, explica Beliato, que leciona física. “Além de conhecimentos científicos, tem um viés de motivar o aluno com animações e várias atividades dentro do conteúdo – não só aqueles textos maçantes –, atividades em que ele é posto a resolver desafios. Tentamos aproximar essa linguagem que o aluno usa no dia a dia para o conhecimento científico, que é o importante nessas séries iniciais.”

    A ideia foi despertar os jovens para uma forma de enriquecer a característica lúdica do uso do celular, aliando o uso do aparelho ao conteúdo das matérias. “Fomos a uma escola aqui em Jacobina para fazer um teste do aplicativo, e todos têm celular”, conta o professor. “Aí, conversamos com a direção do colégio e eles liberaram [os alunos] para, nesses dias, irem com o aparelho. Instalamos, então, o aplicativo, que passou a ser uma ferramenta a mais para o professor naquele momento, tanto na sala de aula quanto em casa.”

    Aprendizado – Contempladas com o conteúdo leve, as crianças têm acesso a um jogo de perguntas e respostas sobre ciências em diferentes níveis de aprendizado. Quando o usuário erra uma questão, aparece um texto explicativo, momento em que é possível intervir e tirar dúvidas sobre o tema. A página inicial apresenta temas diversificados. “Quando o aluno acessa cada link, ele tem textos informativos, curiosidades do cotidiano, desafios, animações”, relata Beliato. “A criança percebe que aquilo que ela já conhece sobre o ar, a água, o movimento dos carros, se aproxima de uma linguagem científica.”

    Para garantir a eficácia do dispositivo, os estudantes do IFBA e o professor estudaram as metodologias de ensino utilizadas com alunos de primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. O objetivo era perceber o caminho entre as estratégias educacionais que pudessem levar os estudantes à a iniciação científica – sem que, para isso, eles fossem tirados de suas realidades. O projeto, conta o professor, foi desenvolvido em aproximadamente cinco meses. “Em paralelo, tivemos que estudar os artigos relacionados ao ensino de ciências nas séries iniciais e pegar vários livros didáticos da primeira à quarta série, para termos certeza do que pode ser explorado nesse aplicativo.”

    Uso externo – Agora, a turma planeja tornar a ferramenta disponível para uso público, por meio das facilidades de acesso a smartphones. O aplicativo, avalia Beliato, deu certo porque teve boa aceitação, tanto dos alunos quanto dos professores. O próximo passo, a partir da revisão na qual estão trabalhando os desenvolvedores do projeto, é lançar a ferramenta em uma plataforma.

    A previsão é de que o aplicativo esteja pronto para uso de todo o público ainda neste ano. “É uma ferramenta que pode contribuir para o ensino de ciências nas séries iniciais”, reforça o professor. “Em outros países, a gente percebe as crianças fazendo vários projetos relacionados a ciências, e, aqui no Brasil, é preciso, cada vez mais, incentivar os jovens a seguir esse caminho. Isso é bom para a sociedade.”

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Atividades ajudam estudantes a ganhar densidade cultural

    Na escola paulistana, as saídas pedagógicas são programadas de maneira a adequar os projetos desenvolvidos com os estudantes ao calendário cultural de São Paulo (foto: blog da Emef Comandante Garcia D’Ávila) A ampliação do repertório cultural dos estudantes e o aprendizado do conteúdo sistematizado em sala de aula por meio da vivência são alguns resultados obtidos por uma escola de São Paulo ao promover frequentes saídas pedagógicas. Alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Comandante Garcia D’Ávila já conheceram museus, centros culturais e patrimônios históricos. Novas visitas estão programadas para o restante do ano letivo.

    “As saídas pedagógicas são fundamentais, pois ampliam os horizontes dos alunos e abrem novas perspectivas”, assegura a diretora da escola, Marly Alves de Souza. As atividades externas, segundo ela, contribuem para a melhoria do ensino, pois permitem ao estudante experimentar vários espaços de aprendizagem. Além do grande auxílio pedagógico, a diretora ressalta que as atividades promovem melhor interação dos alunos entre si e com os professores. Pedagoga com especialização em orientação educacional e supervisão escolar, Marly tem 27 anos de magistério. Há três, exerce a direção.

    As saídas pedagógicas são programadas de maneira a adequar os projetos desenvolvidos na escola ao calendário cultural da cidade. São precedidas de visita prévia de professores e coordenadores para melhor organizar as atividades.

    Segundo a professora Solange Boudeux, as saídas contribuem para enriquecer os conhecimentos culturais dos estudantes e ampliam a leitura do mundo. “Nada substitui o contato com a obra de arte e o conhecimento in loco dos patrimônios históricos e objetos de estudo”, ressalta. Com 25 anos de magistério, formada em artes plásticas e educação artística, Solange dá aulas a alunos do quinto ao oitavo ano do ensino fundamental. “O objetivo das saídas é suscitar o respeito às diferenças, diversificar o olhar do aluno cidadão para as diferentes culturas, minimizar o preconceito e promover a tolerância numa cidade tão diversificada quanto São Paulo”, explica.

    Inclusão— Professora de português de turmas do sexto e do sétimo anos do ensino fundamental, Sílvia Sato Taramoto considera as visitas pedagógicas importantes por possibilitar aos alunos a obtenção de conhecimentos relevantes. “Elas também proporcionam inclusão social, ao despertar valores de cidadania”, analisa. “Além disso, os alunos passam a conhecer seu ambiente e tudo o que ele pode oferecer”, diz Sílvia. Graduada em pedagogia e em letras (português e inglês), ela está há 15 anos no magistério.

    Imprensa — Várias visitas pedagógicas são registradas por uma equipe de estudantes, que integra a chamada imprensa jovem da escola. O grupo de alunos, do ensino fundamental, atua como jornalistas-mirins. Eles filmam, fotografam, editam e divulgam o material no blog da escola. Para isso, contam com a ajuda dos professores de informática educativa.

    Entre as visitas feitas no primeiro semestre de 2012 estão as realizadas ao Centro Cultural Banco do Brasil, durante a exposição Índia: Cultura, Religiosidade, Hábitos e Costumes, e ao Memorial da América Latina. Os estudantes puderam apreciar obras do pintor Cândido Portinari, na exposição Guerra e Paz.

    Ana Júlia Silva de Souza

    Confira o blog da escola

    Saiba mais no Jornal do Professor
  • Atividades atraem os estudantes à biblioteca em escola paraibana

    Na biblioteca da escola, os estudantes participam de rodas de leitura de livros, leem jornais e revistas e fazem a leitura e a releitura de elementos iconográficos (foto: João Bittar-arquivo MEC)Incentivar estudantes e seus familiares a se envolver com a leitura, de modo lúdico e recreativo, é uma das razões que levaram o professor Enildo da Paixão Rodrigues a promover atividades capazes de atrair os alunos à biblioteca da Escola de Ensino Fundamental Durmeval Trigueiro Mendes, em João Pessoa. Professor de português, ele também é coordenador da biblioteca, que leva o nome do poeta Lúcio Lins (1948-2005), nascido na capital paraibana.

    “Todas as escolas deveriam ter bibliotecas, com bom acervo e condições de funcionamento” afirma Rodrigues. “Isso deveria se dar não apenas nas escolas, mas também nos bairros.”

    Para o professor, bibliotecas contribuem para o desenvolvimento da cidadania. “É importante fazer os estudantes compreenderam que é por meio da leitura que cada indivíduo pode se capacitar melhor para vivenciar a sua cidadania e, dessa forma, exigir o cumprimento dos direitos individuais e coletivos”, salienta.

    Rodrigues vê a Biblioteca Lúcio Lins como uma espécie de prolongamento da sala de aula e de outros espaços educacionais. Ele explica que ali é organizada uma agenda semanal de leitura e de narração de histórias. Para essas atividades, os professores de português levam os alunos à biblioteca uma vez por semana. Lá, os estudantes participam de rodas de leitura de livros, leem jornais e revistas e fazem a leitura e a releitura de elementos iconográficos.

    Atividades— Na biblioteca são realizadas palestras, oficinas, mostras de filmes e de vídeos sobre temas diversos, como direitos humanos, sustentabilidade ambiental, cidadania, ações antidrogas, questões de gênero, alimentação saudável, saraus literários, datas históricas e religiosas. Os estudantes têm acesso livre, nos intervalos das aulas, e podem pegar, ao longo do mês, quantos livros emprestados quiserem.

    Em datas históricas, durante a semana cultural da escola ou quando é necessário fazer a divulgação de livros ou de material pedagógico, são organizadas exposições. A biblioteca também abriga a realização de atividades interdisciplinares, como música, circo, teatro e dança, com a participação de diversos professores.

    Rodrigues constata que as atividades ajudam os estudantes a ganhar desenvoltura na leitura e na formação do discurso, oral ou escrito. “Os alunos passam a vislumbrar a beleza das histórias literárias, aprendem a distinguir realidade de ficção e concluem que a biblioteca é um espaço privilegiado para a aquisição de conhecimentos”, destaca. “Além disso, é um ambiente no qual os estudantes aprendem a ler, a pesquisar e a compor textos de forma autônoma.”

    A Biblioteca Lúcio Lins também é um local para a realização de projetos. Um deles, o Viajando Através das Histórias Infanto-Juvenis, criado para desenvolver a capacidade de leitura de alunos com dificuldade de aprendizagem. Outro projeto é o Conhecendo Nossa Comunidade e Escola, destinado a promover visitas a locais próximos à escola e a permitir que os estudantes conheçam projetos voluntários realizados na própria comunidade.

    “O objetivo é fazer o aluno participar, na prática, da vida da comunidade e exercer compromisso com a coletividade”, afirma Rodrigues. Com 38 anos de magistério, ele tem graduação em letras e especialização em educação em direitos humanos.

    Ana Júlia Silva de Souza

    Confira os blogs:
    • Da Escola Durmeval Trigueiro Mendes
    • Da Biblioteca Lúcio Lins

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  • Atividades externas tornam a aprendizagem mais estimulante

    De acordo com os professores, os alunos têm, durante as saídas pedagógicas, a oportunidade de conhecer lugares culturalmente interessantes e também entram em contato, de forma dinâmica e agradável, com o conteúdo das respectivas séries e diversas disciplinas (foto: blog da EM Professor Washington M. Souza)As saídas pedagógicas ocorrem habitualmente na Escola Municipal Professor Washington Manoel de Souza, no município fluminense de Queimados. “As visitas contribuem para tornar a aprendizagem mais estimulante e enriquecedora e também para a expansão das fronteiras entre o espaço escolar e o mundo externo”, ressalta Denise Guerra dos Santos, professora de educação física. “As saídas pedagógicas trazem riquezas de conhecimentos simultâneos, além do conteúdo proposto”, salienta Fátima Muniz, professora de história.

    Em geral, as duas trabalham de forma interdisciplinar. Os passeios são imaginados individualmente, mas discutidos e realizados com apoio mútuo e, invariavelmente, com a participação de outros professores. “Sempre planejamos as saídas em conjunto“, diz Fátima, que leciona a turmas do sétimo ano do ensino fundamental. “Trocamos sugestões e a nossa participação é intensa.”

    Segundo Denise, que dá aulas a turmas de oitavo e nono anos do ensino fundamental, os alunos têm, durante as visitas, a oportunidade de conhecer lugares interessantes e divertidos. Também entram em contato, de forma dinâmica e agradável, com o conteúdo pedagógico e com projetos das respectivas séries e das diversas disciplinas.

    “As saídas também se propõem a estreitar os laços entre alunos de diferentes turmas, a escola, a família e a sociedade como um todo, favorecendo as relações de convivência e desenvolvendo a capacidade de trabalhar em grupo”, explica Denise, que está há oito anos no magistério.

    Graduada em educação física e em musicoterapia, com pós-graduação em psicomotricidade e em cultura africana e afro-brasileira, ela acredita que os passeios desenvolvem, ainda, qualidades como empenho, organização, flexibilidade, tolerância, espírito esportivo, princípios éticos e de cidadania.

    Prêmios — Com licenciatura plena em história e 32 anos de magistério, Fátima já teve dois projetos premiados no Concurso Professor Alberto Pirro, promovido pela Secretaria Municipal de Educação. Em julho, ela promoveu visita ao Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, em São Cristóvão, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, capital. Um dos propósitos do passeio foi o de levar os estudantes a compreender o êxodo nordestino e sua relação com a ocupação da Baixada Fluminense, região na qual está inserido o município de Queimados. A professora pretendeu, ainda, estimular os alunos a analisar as próprias origens, reconhecer o legado político e social do Nordeste no município e valorizar a contribuição nordestina na ocupação da região.

    Depois do passeio, os estudantes sintetizaram as observações por meio da produção de literatura de cordel, relatórios, gráficos, desenhos, dobraduras, pinturas, com dramatizações e confecção de bandeirolas e bonecos. Todos os trabalhos foram expostos na escola.

    No mesmo mês, a professora Denise promoveu visita ao Belmonte Futebol Clube, com a participação de estudantes dos três últimos anos do ensino fundamental. O passeio fez parte do projeto Histórias da Capoeira e do Futebol de Queimados, desenvolvido por ela na disciplina de educação física. Na escola, Denise incentivou debate para troca de impressões, exposição de dúvidas e resumo das experiências vividas pelos estudantes.

    Também este ano, as duas professoras levaram os alunos ao centro do Rio de Janeiro para conhecer o Museu Histórico Nacional e o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Para este semestre, estão previstas visitas ao Espaço Cultural da Marinha do Brasil, também no centro da capital, e à Vila Olímpica de Queimados. Lá, os estudantes conhecerão as aulas de capoeira de Mestre Comprido.

    “As saídas pedagógicas são enriquecedoras”, avalia a orientadora educacional Cilene Maria Cavalcanti. Ela observa que os passeios permitem o contato com o conteúdo programático de forma dinâmica e desenvolvem a capacidade de trabalho em equipe. Para Cilene, as visitas estimulam princípios éticos e de cidadania entre os alunos e estreitam os laços entre família, escola e comunidade.

    Fátima Schenini

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    Confira o blog da EM Professor Washington Manoel de Souza

  • Atrair pais de alunos ajuda a oferecer ensino de qualidade

    Em passeata organizada pelas professoras, crianças da escola capixaba chamaram a atenção da comunidade sobre necessidade de preservar o meio ambiente e ajudar na doação de livros (foto: arquivo do CEI Nilda Vanette)O Centro de Educação Infantil Nilda Vanette, no município capixaba de Serra, na região metropolitana de Vitória, empenha-se em proporcionar ensino de qualidade, que prepare os alunos para o ensino fundamental. Fundada há cinco anos, a instituição atende 380 crianças de 11 meses a cinco anos e 11 meses.

     

    “Trazer a família para a escola é nossa meta principal”, diz a diretora, Eliene Azevedo Braga. Eventos culturais, oficinas, seminários, apresentações culturais e passeatas, além de reuniões pedagógicas, são algumas das atividades promovidas pela escola, sempre com a participação dos pais. “A cada ano, sentimos necessidade de ampliar essa participação, fazendo agendamento de famílias para os eventos como garantia de participação de todos de forma tranquila e prazerosa”, revela.

     

    Pedagoga, pós-graduada em planejamento, há 30 anos no magistério, Eliene atribui a necessidade de agendamento à grande participação das famílias. Só assim todos podem prestigiar os trabalhos desenvolvidos pelas crianças e seus professores.

     

    Integrante do grupo de vencedores da quinta edição do prêmio Professores do Brasil, em 2011, com o projeto Pequenos Artistas, a professora Geanne Duarte Pollini desenvolve, desde abril, o projeto Embarcando nas Aventuras do Pequeno Príncipe. Um dos benefícios do projeto será a criação, na escola, da biblioteca Pequeno Príncipe, em homenagem ao personagem criado pelo escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, na famosa obra de mesmo nome, lançada em 1943.

     

    Além de alunos na faixa etária de quatro anos, estudantes com idade de três anos, de outras duas turmas, participam do projeto. Geanne e as demais professoras envolvidas no trabalho procuram atrair a ajuda das famílias e da comunidade em geral para a criação e funcionamento da biblioteca. Nesse sentido, já promoveram uma passeata das crianças.


    O projeto conta com atividades variadas, que incluem a receita de uma tradicional sobremesa francesa, o pavê, e a confecção de aviões com garrafas plásticas. A atividade, que antecede a visita dos estudantes ao aeroclube do município vizinho de Vila Velha para conhecer um avião, por dentro e por fora, é justificada pelo fato de Exupéry ter sido aviador. “O projeto desenvolve ações em sala de aula e em locais que têm a ver com o livro”, explica Geanne. Pedagoga, com pós-graduação em psicopedagogia, ela está no magistério há 12 anos.


    Fátima Schenini

     

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  • Aulas de alemão preservam tradições em cidade catarinense

    Além do ensino bilíngue, todas as turmas da rede de ensino de Pomerode têm aulas de língua alemã na grade curricular normal (foto: arquivo da EBM Olavo Bilac)Conhecida como a cidade mais alemã do Brasil, a pequena Pomerode, em Santa Catarina, a 150 quilômetros de Florianópolis, preserva as tradições culturais herdadas dos colonizadores, vindos, em grande parte, da Pomerânia, região no norte da Alemanha. A herança germânica pode ser vista por toda a parte no município, desde as construções e jardins até os grupos folclóricos e pratos típicos. Nesse ambiente, nada mais natural do que o interesse pelo idioma alemão, oferecido na Escola Básica Municipal Olavo Bilac, desde 2008, e na Escola Básica Municipal Dr. Amadeu da Luz, desde 2009.

    Segundo a professora Ana Cristina Kamchen Buettgen, diretora da escola Olavo Bilac, a ideia de oferecer o ensino bilíngue surgiu em 2007, inspirada em experiência de escola bilíngue em Berlim, Alemanha. Embora a intenção inicial fosse transformar a escola Olavo Bilac em uma unidade de ensino bilíngue, observou-se que nem todos os alunos tinham interesse em aprender o alemão. “Outra dificuldade era a diferença de grade curricular entre as escolas do município, que inviabilizava transferências e matrículas de novos alunos”, lembra a professora. Assim, foi necessário rever o formato do projeto.

    Em 2011, o ensino bilíngue passou a ser oferecido de forma optativa, a partir do segundo ano do ensino fundamental, duas vezes por semana, no período de contraturno. “Hoje, são 19 turmas na escola Olavo Bilac; a primeira turma está no oitavo ano”, afirma a diretora. Ela destaca que o processo ainda é de construção. “Fazendo ajustes, pesquisando metodologias e estratégias que atendam amplamente os objetivos e expectativas do ensino bilíngue.”

    A grade curricular nacional é seguida normalmente no horário regular de aula, e os professores que trabalham com essa grade não precisam dominar a língua alemã. “Além das aulas do ensino bilíngue, todas as turmas da rede municipal de ensino têm na grade curricular normal uma aula de língua alemã do primeiro ao quinto ano e duas aulas do sexto ao nono ano”, ressalta.

    Há 24 anos no magistério e há dois anos e meio na direção, Ana Cristina tem graduação em pedagogia e especialização em ludopedagogia e alfabetização e em mídias na educação.

    Valorização — Todas as escolas da rede municipal também têm em sua grade curricular a disciplina de língua inglesa, a partir do primeiro ano do ensino fundamental. “Ao ter acesso ao aprendizado formal de uma segunda língua, novas janelas se abrem. Você não só conhece uma língua, mas novas culturas, tradições, formas de viver”, diz Ana Cristina. “É abrir as janelas do mundo.” Ela enfatiza ainda a expectativa de uma valorização profissional no futuro. “Em Pomerode, há empresas alemãs que valorizam funcionários que dominam o idioma.”

    A opinião é compartilhada pelo professor de língua alemã Endrigo de Oliveira Knetsch, que atende turmas do quarto ao oitavo ano do ensino fundamental. “A comunidade percebe que o ensino bilíngue contribui para a formação e preparação do aluno para a vida e para o futuro mercado de trabalho, visto que a proficiência de idiomas é cada vez mais desejável por parte das grandes empresas instaladas no município e região”, esclarece.

    Com graduação em letras e há 11 anos no magistério, ele participa regularmente de seminários para professores promovidos pela Fachberatung, órgão do governo alemão que orienta as escolas do exterior que oferecem o idioma na grade curricular e aplicam provas de certificação e diplomação.

    Benefícios — Professora regente de turma do terceiro ano do ensino fundamental, Dorotéa Brandt Hornburg acredita que o ensino bilíngue traz benefícios. “As aulas em alemão complementam o que está sendo trabalhado no turno regular, e os alunos desenvolvem a aprendizagem e ampliam os conhecimentos”, avalia a pedagoga, com especialização em alfabetização. Ela está no magistério há 25 anos.

    A escola Olavo Bilac tem 748 alunos matriculados na educação infantil e no ensino fundamental, no período diurno. Desse total, 347 frequentam o ensino bilíngue. No período noturno, o espaço físico da instituição é cedido para o atendimento de estudantes do ensino médio da rede estadual de ensino.

    Fátima Schenini

    Saiba mais no Jornal do Professor e na página da EBM Olavo Bilac na internet

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    Japonês e mandarim estão entre as opções para alunos paulistas
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  • Aulas de xadrez contribuem para mudar a realidade de escola

    Na escola mato-grossense, as aulas de xadrez colaboram para a melhoria do rendimento escolar dos estudantes (foto: Luciana Dotto/Projeto Xadrez na Escola)Professor de educação física e xadrez na Escola Municipal Jardim das Palmeiras, em Campo Novo do Parecis, Mato Grosso, Cleiton Marino Santana idealizou projeto para tentar mudar a realidade daquela instituição de ensino, inserida em um complexo de desigualdade e vulnerabilidade social.

    O projeto, Xadrez como Ferramenta de Inclusão Social, foi um dos vencedores, no ano passado, da sétima edição do Prêmio Professores do Brasil, na categoria Temas Livres, subcategoria Séries ou Anos Finais do Ensino Fundamental.

    Com recursos da Fundação André Maggi, de utilidade pública, foram adquiridos móveis, computadores, impressora, lousa digital, 70 peças de xadrez escolar, dez peças de xadrez oficial, seis livros e 45 relógios específicos do jogo, entre outros equipamentos. “Nosso objetivo era criar a melhor sala de ensino de xadrez do Brasil”, diz o professor.

    Além dos alunos que participam das aulas, o projeto conta com alunos-monitores, que ajudam na organização da sala, no ensino da modalidade e em outras atividades. Cada monitor é responsável por uma área do projeto e recebe treinamento semanal sobre os conceitos técnicos do jogo e de suas metodologias de ensino. De acordo com Cleiton, isso contribui para a evolução do aluno-monitor quanto a itens como cumprimento de horários, responsabilidade, organização, respeito, paciência, autocontrole e demais habilidades necessárias à futura inserção no mercado de trabalho.

    As aulas de xadrez fizeram tanto sucesso que logo ultrapassaram o horário da educação física, ao qual estava restrita. O projeto foi ampliado e, hoje, a sala de xadrez fica aberta de segunda a sexta-feira, das 7 às 11 e das 13 às 17 horas. Aos sábados, das 7 às 11 horas, com atendimento a mais de 750 alunos por semana.

    Com a repercussão, outras escolas mostraram interesse. Isso levou Cleiton a preparar alunos integrantes do projeto para atuar como professores-monitores nas demais instituições.

    Com graduação em educação física e pós-graduação em docência do ensino superior, Cleiton considera o xadrez uma grande ferramenta escolar, pois a prática colabora para a concentração do aluno. Entre os bons resultados do projeto, ele cita melhoria no rendimento, como a obtenção de notas médias melhores entre os alunos que praticam o jogo em relação aos demais.

    Estímulo — Os estudantes convidados a participar de competições em eventos municipais, regionais ou nacionais tiveram a oportunidade de conhecer localidades e de entrar em contato com outras culturas. Para o professor, que está no magistério há 12 anos, a atividade contribui, assim, para ampliar os horizontes e as perspectivas dos alunos. Ele afirma ainda que a oportunidade de participar de torneios e fazer viagens é um estímulo para que os alunos não integrantes do projeto passem a se dedicar ao xadrez.

    O desenvolvimento do projeto Xadrez como Ferramenta de Inclusão Social possibilitou, ainda, a integração entre pais e alunos, a aprendizagem de tecnologias (computador e lousa digital), a criação da Associação de Xadrez de Campo Novo e o destaque dos monitores do projeto na segunda fase das Olimpíadas Brasileiras de Matemática.

    Fátima Schenini

    Assista ao vídeo sobre o projeto

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  • Aulas sobre o jogo resultam em melhor desempenho dos alunos

    O professor Sérgio Ricardo destacou a rápida adaptação dos estudantes à prática do xadrez: “Temos alunos que estão evoluindo muito no raciocínio estratégico exigido para se fazer boas jogadas” (foto: arquivo da EE Clertan M. Vale)Ao perceber os benefícios do xadrez no rendimento e no comportamento dos alunos que se sentavam diante do tabuleiro, a diretora da Escola Estadual Clertan Moreira do Vale, em Tupaciguara, região do Triângulo Mineiro, não teve a menor dúvida. As aulas do jogo de origem indiana, até então restritas aos estudantes do turno integral, foram incorporadas à grade curricular e tornaram-se obrigatórias no projeto pedagógico da escola. Assim, há quatro anos, os 880 alunos de turmas do primeiro ao nono ano do ensino fundamental têm aulas de xadrez, com duração de 50 minutos, duas vezes por semana.

    Com isso, as aulas de educação física passaram a ser dadas no contraturno. “Como nossa cidade é pequena, os alunos podem almoçar em casa e voltar à tarde para as atividades de educação física”, explica a diretora, Patrícia Andrade. Desse modo, a escola não apenas criou mais conforto para os alunos, que deixaram de ir suados para as salas de aula. Os estudantes passaram a ter uma atividade extra no turno regular. Os resultados positivos com a nova dinâmica do xadrez se traduzem em melhores notas em leitura e em matemática e também no relacionamento com professores e colegas, além da própria família.

    “As mudanças trazidas pelo xadrez foram muitas”, afirma a diretora. “Os alunos estão mais concentrados nas atividades de sala de aula, e as notas melhoraram.” Segundo Patrícia, o gosto pelo jogo de tabuleiro é tanto que os alunos aproveitam a hora do recreio para jogar no pátio da escola.

    O xadrez chegou à escola pelo professor de educação física Sérgio Ricardo Ferreira, autodidata. Ele se apaixonou pelo jogo aos seis anos de idade. “Aprendi vendo os adultos jogarem”, conta. “Começamos com dois alunos e, atualmente, todos os 300 estudantes do integral participam. Foi uma evolução muito rápida.”

    Competições — Há três anos, a escola participa dos Jogos Escolares e sempre conquista medalhas. Em 2015, quatro alunos foram classificados para a etapa regional. “Temos alunos que estão evoluindo muito no raciocínio estratégico exigido para se fazer boas jogadas; daqui a pouco, eu é que serei o aluno deles”, brinca o professor.  

    Dione Henrique Pereira Santos, 13 anos, aluno do oitavo ano, é um desses aprendizes de sucesso. Ele aprendeu a jogar nas aulas, em 2014, e já começa a colecionar resultados de destaque nas competições escolares. E não é só. O estudante conta que suas notas em matemática melhoraram. “O xadrez é um jogo de inteligência, tem de raciocinar e de pensar estrategicamente”, ensina. “É preciso ficar focado, concentrado, pensando na melhor resolução; aprendi a usar isso na matemática: olho os problemas como um jogo de xadrez e tento chegar ao xeque-mate.”

    Em casa, o xadrez permitiu melhorar o relacionamento de Dione com a madrasta. “Depois que saio da escola, jogamos à tarde; ela me vence, às vezes; estamos bem mais próximos.”

    Mancala — Em Sabará, cidade histórica, na área metropolitana de Belo Horizonte, o xadrez também repercutiu em notas e comportamento melhores entre os alunos do sexto e do sétimo anos da Escola Estadual Christiano Guimarães. Diante do sucesso do projeto, trabalhado em parceria no ano passado, as professoras Sônia Teodora dos Santos, de matemática, e Cristiane Mendes Pinto Rezende, de educação física, planejam repeti-lo neste ano letivo. Sônia introduziu em suas aulas a mancala (jogo de semeadora), de origem africana, e Cristiane, o xadrez, dois jogos que estimulam o raciocínio lógico.

    As professoras promoveram uma competição interna, nas salas, e depois entre as turmas como forma de aumentar o interesse. Ao fim do projeto, os melhores alunos foram premiados com medalhas e avaliados pelas professoras. “Por incrível que pareça, os alunos deixaram de lado os tablets e os celulares para jogar xadrez e mancala”, diz Sônia. “Isso é muito bom para o rendimento matemático porque eles saem do imediatismo das novas tecnologias e aprendem a ter paciência e mais calma, a se concentrar com os jogos de tabuleiros.”

    Com duas décadas de experiência em sala de aula, há oito anos a professora de matemática prefere trabalhar, a cada bimestre, com um tipo diferente de jogo. A mancala, segundo ela, permite aos estudantes aprender sobre o plano cartesiano e a contar por agrupamento e aprimorar o raciocínio lógico. Para estimular o aprendizado, os próprios alunos constroem o jogo, com feijões e caixas de ovos. Além do mais, de acordo com a professora, a mancala é uma forma de trabalhar com os alunos, de forma transversal, um pouco da história e da tradição africanas.

    Estratégia — O xadrez foi introduzido na escola, nas aulas de educação física, como estratégia para tornar os alunos menos ansiosos. As professoras consideram o retorno muito melhor do que o planejado. “Por isso, pelo menos em um bimestre a cada ano letivo, esse jogo de tabuleiro é adotado como projeto pedagógico”, diz a professora Cristiane, que agora assume como vice-diretora da escola. “Percebemos que o xadrez ajuda na disciplina, na socialização, na concentração, no raciocínio lógico, e isso se reflete em melhores notas e na relação professor-aluno.”

    O xadrez, a mancala, o dominó e outros jogos educativos são formas de despertar o interesse dos alunos pela matemática. “Os jogos educativos dão outra qualidade ao ensino da matemática, que deixa de ser aquela disciplina temida e mecânica”, afirma Sônia. “Até o meu relacionamento com os alunos se tornou melhor e mais próximo.”

    Rovênia Amorim

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  • Base Comum Curricular será homologada por ministro da Educação Mendonça Filho no dia 20

    A homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da educação infantil e ensino fundamental, aprovada esta semana pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), será homologada na próxima quarta-feira, 20, pelo ministro da Educação Mendonça Filho. O ato acontece no Palácio do Planalto. Este documento estabelece, com clareza, processos essenciais que os alunos devem desenvolver em cada etapa da educação básica brasileira, assegurando os seus direitos de aprendizagem. Ele servirá de parâmetro para a construção dos currículos pelas escolas e redes de ensino.

    “Com a BNCC, o Brasil se alinha aos melhores e mais qualificados sistemas educacionais do mundo, que já se organizam em torno de uma base comum. Vamos entregar aos brasileiros um texto plural e contemporâneo, que terá papel crucial na melhoria da qualidade e da equidade da educação no Brasil”, garantiu o ministro. A BNCC foi construída nos últimos três anos, sob a coordenação do MEC e com a colaboração de educadores, especialistas e acadêmicos de todas as regiões do país.

    Ao longo 2018 as escolas e redes de ensino deverão se adaptar e rever seus currículos para iniciarem a implementação da Base em 2019. A previsão é de que todo o processo esteja consolidado até 2020. Durante este tempo os professores receberão formação para conhecer em profundidade o documento e haverá a adequação necessária do material didático.

    “A base é um passo decisivo para a melhoria da educação infantil e do ensino fundamental para o aperfeiçoamento do material didático, dos programas de formação continuada de professores e das ações do MEC de apoio aos estados e municípios”, disse o secretário de Educação Básica do MEC, Rossieli Silva. O documento a ser homologado traz avanços expressivos em áreas como tecnologia e língua portuguesa, enfatizando a compreensão e produção de novas tecnologias digitais de informação e comunicação.

    Outro item de destaque na BNCC do ensino fundamental é o aprimoramento da progressão em língua portuguesa, com detalhamento dos objetivos a serem alcançados desde a fase inicial de alfabetização até o fim do ensino fundamental e o aumento gradativo da complexidade das habilidades a serem desenvolvidas. A implantação de uma Base Nacional Comum Curricular estava prevista na Constituição e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996). A primeira versão da BNCC foi divulgada pelo MEC em setembro de 2015 e recebeu 12 milhões de contribuições. Em maio de 2016, foi lançada uma segunda versão, incorporando o debate anterior.

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Candidatos que fizeram prova no exterior têm acesso a resultados

    Já está disponível no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) o resultado do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), para quem fez a prova no exterior, para pessoas privadas de liberdade e jovens sob medidas educativas.

    O Encceja é uma avaliação voluntária e gratuita disponível às pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir o ensino fundamental em idade apropriada. Seu objetivo é aferir competências, habilidades e saberes adquiridos tanto no processo escolar quanto no extraescolar.

    No Brasil e no exterior, o exame pode ser realizado por pessoas que têm no mínimo 15 (quinze) anos completos na data de realização das provas, e vale certificação no nível de conclusão do ensino fundamental. Já a certificação do ensino médio é realizada com os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), desde 2009, quando foi instituído.

    O resultado para os demais participantes foi divulgado em 30 de setembro e também está disponível no portal do Inep.

    Assessoria de Comunicação Social do Inep
  • Cem mil educadores receberão formação continuada em 2010

    Foto: Banco de imagem/MECProfessores dos anos iniciais do ensino fundamental terão a oportunidade, em 2010, de fazer cursos de formação continuada em matemática, alfabetização e linguagem pelo programa Pró-Letramento. A meta para o próximo ano é oferecer formação a cem mil educadores das redes públicas que aderiram ao programa em 2009.

    O Pró-Letramento é desenvolvido pelo Ministério da Educação em parceria com 19 universidades que integram a Rede Nacional de Formação Continuada e com a adesão de estados e municípios. De acordo com a coordenadora-geral de formação de professores da Secretaria de Educação Básica, Helena Costa Lopes de Freitas, hoje 169.764 docentes estão fazendo formação continuada no Pró-Letramento. Desde 2005, quando o programa foi criado, 254 mil profissionais já foram qualificados.

    Neste programa, os educadores no exercício do magistério podem fazer dois tipos de formação: um curso de alfabetização e linguagem e outro de matemática, com carga de 120 horas cada. A formação combina encontros presenciais e atividades individuais durante oito meses.

    Enfrentar os desafios das crianças no aprendizado da leitura e da escrita é um dos motivos que deve estimular o professor a ampliar sua formação, diz a coordenadora. Outras motivações são a atualização dos conteúdos, a elevação da auto estima e o enfrentamento do fracasso escolar. “A atualização é uma necessidade imperiosa nos dias atuais”, segundo Helena de Freitas.

    No Pró-Letramento, a formação dos educadores é realizada com o auxílio de tutores que ajudam na orientação dos estudos. Em 2009, o programa qualificou 4.256 tutores em cursos de 118 horas, sendo 102 horas presenciais e 16 horas a distância. Para desenvolver essa atividade, os tutores recebem bolsas mensais no valor de R$ 400,00 pagas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que é uma autarquia do MEC.

    Informações sobre o programa, manuais e materiais de estudos estão na página eletrônica da Secretaria de Educação Básica.

    Ionice Lorenzoni
  • Ciclo de alfabetização deve prosseguir sem interrupção

    De acordo com as diretrizes, os três anos iniciais do ensino fundamental devem ser considerados como um bloco pedagógico ou um ciclo sequencial não passível de interrupção (Foto: Wanderley Pessoa)Os três anos iniciais do ensino fundamental de nove anos constituem o ciclo da alfabetização e letramento e não devem ser passíveis de interrupção. É o que recomendam as novas diretrizes curriculares nacionais.

    De acordo com o documento, mesmo quando o sistema de ensino ou a escola fizerem opção pelo regime seriado, será necessário considerar os três anos iniciais do ensino fundamental como um bloco pedagógico ou um ciclo sequencial não passível de interrupção, voltado para ampliar a todos os alunos as oportunidades de sistematização e aprofundamento das aprendizagens básicas.

    Pesquisas já detectaram que a repetência durante esse período escolar não garante a alfabetização e pode prejudicar o rendimento escolar da criança no ensino fundamental como um todo e, particularmente, na passagem do primeiro para o segundo ano de escolaridade e deste para o terceiro.

    A complexidade do processo de alfabetização requer a continuidade do aprendizado para que sejam respeitados os diferentes tempos de desenvolvimento das crianças de seis a oito anos de idade. Ao final do ciclo, a criança deve estar alfabetizada.

    O Conselho Nacional de Educação (CNE) recomenda que os professores adotem formas de trabalho que proporcionem maior mobilidade das crianças nas salas de aula e as levem a explorar mais intensamente as diversas linguagens artísticas, a começar pela literatura, e a utilizar materiais que ofereçam oportunidades de raciocinar, manuseando-os e explorando as suas características e propriedades.

    Já a avaliação deve assumir um caráter processual, formativo e participativo; ser contínua, cumulativa e diagnóstica. Para tanto, os educadores devem utilizar vários instrumentos e procedimentos, tais como a observação, o registro descritivo e reflexivo, os trabalhos individuais e coletivos, os portfólios, exercícios, provas, questionários, dentre outros, tendo em conta a sua adequação à faixa etária e às características de desenvolvimento do educando.

    Assessoria de Imprensa da SEB

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    Novas diretrizes atualizam as normas segundo a legislação

    Leia a Resolução nº 7, do CNE, que fixa diretrizes para o ensino fundamental de nove anos.
  • Coleção vai destinar obras a professores dos anos iniciais

    Professores dos anos iniciais do ensino fundamental público vão receber, este ano, seis livros da coleção Explorando o Ensino. Pela primeira vez, os editores incluem obras para os educadores dessa etapa do ensino. De 2004 a 2009, o material foi dirigido a professores dos anos finais e para as três séries do ensino médio.

    Cada livro terá tiragem de 156,7 mil volumes, que serão enviados no segundo semestre a escolas públicas do ensino fundamental e a secretarias de educação municipais, estaduais e do Distrito Federal. A coleção compreende obras de língua portuguesa, literatura, matemática, ciências, geografia e história.

    O volume sobre literatura, elaborado por dez pesquisadores, é composto de ensaios relativos ao trabalho do professor na sala de aula e na biblioteca, considerados os espaços mais comuns nas escolas públicas. O objetivo da obra é contribuir para a formação continuada do professor e ajudá-lo a refletir sobre a importância da literatura na formação das crianças, além de propor e executar atividades com os estudantes.

    Os seis volumes estão à disposição dos educadores, para leitura e download (cópia), na página eletrônica do Ministério da Educação.

    Ensino médio — Obras de espanhol, sociologia e filosofia ampliam a coleção dirigida a professores do ensino médio, que reúne 13 volumes. Cada livro tem tiragem de 27,9 mil unidades, a serem enviados a escolas e secretarias também no segundo semestre. O ensino de língua espanhola tornou-se obrigatório no currículo do ensino médio pela Lei nº 11.161, de 5 de agosto de 2005, mas as escolas ganharam prazo de cinco anos para oferecê-la.

    Nação com maior território na América Latina, única a falar a língua portuguesa na região, o Brasil faz fronteira com dez países, dos quais sete têm o espanhol como língua oficial — Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. No ensino médio brasileiro, os estudantes podem optar por espanhol ou inglês.

    As disciplinas de sociologia e filosofia foram reincorporadas no currículo do ensino médio pela Lei nº 11.684, de 2 de junho de 2008. Em 1971, elas foram banidas e substituídas pela disciplina de educação moral e cívica.

    Ionice Lorenzoni
  • Colégio Pedro II inova aulas de geografia com uso de videogame

    O projeto NuGame permite a pesquisa de métodos para adoção de jogos comerciais nas aulas de geografia (ilustração: Mário Afonso/MEC)Dois professores de geografia desenvolvem experiência inovadora com os alunos dos 8º e do 9º anos do ensino fundamental do Colégio Pedro II. É o Núcleo de Game, Atividade e Metodologia de Ensino (NuGame), que pesquisa formas de usar videogames para o ensino. A experiência conta com 14 alunos, em atividades extraclasse.

    Criado pelos professores Marcos Lima e Rafael Andrade, do campus São Cristóvão II, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o NuGame tem entre as propostas contestar as teses contrárias ao uso de jogos nas escolas e permitir a aplicação dos videogames no ensino de geografia.

    Lima destaca que o projeto permite a pesquisa de métodos para adoção de jogos comerciais nas aulas. “Nossa proposta é trabalhar a geografia a partir de jogos como GTA, Assassins Creed, Minecraft e Street Fighter, em três linhas de pesquisa que abrangem história, organização das cidades e cenários geográficos”, explica.

    Para o professor, o objetivo é levar uma atividade comum aos estudantes — jogar videogame — para a sala de aula. “Sou da geração que cresceu com videogames e sempre usei os jogos como exemplo para ilustrar alguns dos conteúdos trabalhados em sala”, afirma.

    O NuGame é uma parceria com o Departamento de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), onde Lima é doutorando, com uma linha de pesquisa sobre videogames e sua utilização como ferramentas de ensino.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Com experiência em educação, mulheres atuam no comando das escolas cívico-militares

    A missão da Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares é gerenciar programas nos campos didático-pedagógicos e de gestão educacional semelhantes aos dos colégios militares (Foto: André Borges/MEC)

    Dois pontos altos marcaram a vida de Márcia Amarílio da Cunha Silva nos últimos meses. Além de ter sido a primeira mulher a ser anunciada para a equipe do presidente Jair Bolsonaro, ainda no início de novembro de 2018, a tenente-coronel de 44 anos foi nomeada para chefiar a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares. Além dela, abraçaram a missão Eliane Vieira de Assis, coordenadora-geral de Desenvolvimento Didático-Pedagógico, Cristianne da Silva Antunes, coordenadora-geral de Acordos e Cooperação Técnica, e Angela de Oliveira Pereira, coordenadora-geral de Capacitação de Profissionais da Educação.

    Há 25 anos no Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal e sempre envolvida com a educação, a subsecretária de Fomento às Escolas Cívico-Militares acredita em trabalho árduo e competência para contribuir significativamente com a educação. “Desempenhei algumas funções de instrutora na área de ensino da corporação e depois fui designada para função de assessoria parlamentar”, recorda. “Quando fui convidada a trabalhar na pasta de educação do novo governo, comandava uma unidade de ensino direcionada para a gestão de militares de alta patente. É um grande desafio. A gente percebe que a população quer muito essa mudança na educação. Fui convidada pelo ministro e aceitei o desafio.”

    A ideia da subsecretaria nasceu de uma conversa entre Márcia e o ministro da Educação, professor Ricardo Vélez Rodríguez. “À época conversei com o ministro sobre a boa situação das escolas militares no Brasil, que já é uma realidade, um modelo que cresce a cada ano, e chegamos à ideia de colocar isso no papel. Nos baseamos nos resultados apresentados por esse modelo ao longo dos anos e no desejo da população pela mudança no ensino”, destaca a subsecretária. “A busca por essas escolas cresce tanto a cada ano que as listas de espera de algumas delas chegam aos milhares de alunos. Então temos obrigação, como servidores públicos, de entender o que a população quer e aplicar isso em prol dela.”

    Desafio – Eliane Vieira, 48, contribuiu com a educação por 30 anos, grande parte deles lecionando no Colégio Militar Dom Pedro II, em Brasília. Agora, a tenente-coronel tem a chance de levar sua experiência a mais alunos. “Iniciei minha vida na educação fazendo o magistério e o começo da carreira de professora foi em uma escola particular. Depois passei para a Secretaria de Educação, que à época se chamava Fundação Educacional. Há 21 anos fiz o concurso para pedagoga do Corpo de Bombeiros e lá estou desde então”, conta Eliane, que também realizou trabalhos em programas sociais da corporação e coordenou cursos de carreira de oficiais. “O desafio é gigantesco, mas todas aqui queremos contribuir para essa mudança. Meu trabalho vai ser mais operacional, como o cuidado com a postura dos militares na escola, os uniformes dos alunos, as normas, enfim, aquilo que reflete operacionalmente nos alunos no dia a dia.”

    Outra profissional convidada à subsecretaria e que também vê com empolgação a missão que tem pela frente é Cristianne da Silva Antunes, 44. “É um desafio muito grande. Sabemos que a educação básica do Brasil precisa de um reforço, de uma mudança, pois os resultados não estão de acordo com a grandeza do nosso país”, destaca a militar, que também é tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do DF. “Mudanças assim exigem esforços combinados, cooperação e um tempo hábil para colher um resultado mais efetivo. Mas acreditamos que esse modelo vai trazer mudanças significativas por causa dos resultados que ele tem apresentado, ao longo dos anos, em todo o país. Essa parceria visa uma melhor formação, criar pessoas de bem, pessoas amantes do seu país e que estejam prontas para ajudar no desenvolvimento do Brasil.”

    Cristianne é formada em direito e vai cuidar de toda a parte jurídica do projeto, mas também esteve ligada à educação por toda a carreira. “No Corpo de Bombeiros fui instrutora de várias matérias e participei da parte jurídica de criação e estabelecimento do Colégio Militar Dom Pedro II. Na área de educação, também trabalhei muito tempo na Secretaria Nacional de Defesa Civil, do Ministério de Integração”, pontua Cristianne. “Lá eu fui coordenadora-geral de Minimização de Desastres, que cuida de capacitação em todo o país. Mas o convite à subsecretaria surgiu mesmo por conta do conhecimento da legislação militar em relação à educação. Vamos ter de buscar esse subsídio e adequar com nossa legislação para que consigamos fazer com que esse modelo de escola seja multiplicado no Brasil.”

    Demanda – A subsecretaria foi criada com o Decreto Federal 9.665, de 2 de janeiro de 2019, quando o MEC passou a reconhecer um novo modelo que pode transformar escolas públicas do Brasil em alto padrão. A missão da Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares é gerenciar programas nos campos didático-pedagógicos e de gestão educacional semelhantes aos dos colégios militares – comprovadamente eficientes em relação a desempenho, valores cívicos, de cidadania e capacitação profissional – que podem ser aplicados nas instituições indicadas pelas próprias secretarias de educação. O foco é propor e desenvolver um modelo de escola de alto nível nos ensinos fundamental 2 e médio das instituições que solicitarem o programa, resgatando a disciplina e a organização, principalmente nas escolas públicas de maior vulnerabilidade social.

    A implementação do modelo depende de demanda das secretarias de educação ao redor do país. Elas é que devem procurar o MEC e apontar quais escolas poderiam receber o modelo cívico-militar. “A intenção é trabalhar preferencialmente com escolas de alta vulnerabilidade social e com baixo índice de Ideb”, explica a subsecretária Márcia Amarílio. “Tudo depende da localização da secretaria estadual de educação que vai designar o projeto, aliada à disponibilidade da força militar em atuar naquela região. A subsecretaria vai fazer um alinhamento entre o pedido da secretaria com a disponibilidade da força de atender naquele local.”

    Tudo o que diz respeito ao planejamento pedagógico e financeiro continua com a Secretaria de Educação. Assim, a força militar requisitada pela subsecretaria cuidará apenas da gestão. “Nós entramos com os recursos humanos, ou seja, com pessoas que vão ajudar na organização. A proposta é que possamos ajudar para que o professor tenha tranquilidade e tempo disponível para montar sua aula. O professor vai poder se preocupar apenas em dar aula, com a metodologia, e o militar com a disciplina, da ordem, do civismo”, explica a subsecretária.

    Assessoria de Comunicação Social

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