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  • Capes lança aplicativo gráfico para consulta única de dados

    A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) reuniu todos os dados relativos à pós-graduação stricto sensu e à formação de professores para a educação básica em um único dispositivo, chamado de GeoCapes. O novo programa começou a operar na sexta-feira, 31.

    O Geocapes é um aplicativo gráfico que exibe num cartograma informações quantitativas com precisão geográfica. O sistema acessa nove bases de dados. Apresentado nos modos geográfico e de planilha, o programa oferece informações sobre o número de bolsas de mestrado e doutorado no país, bolsistas no exterior, quantidade de programas da Capes, professores e alunos.

    As informações relativas ao País estão consolidadas por unidade da federação. O detalhamento das informações permite ainda acessar dados por município e do exterior, agregadas por país.

    Também estão disponíveis na página do Geocapes, o número de acessos ao Portal de Periódicos e o volume de investimentos da Capes em bolsas e fomento. Dados sobre a distribuição de cursos e polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) também podem ser pesquisados pelo dispositivo, assim como o próprio Geocapes.

    Assessoria de Comunicação da Capes
  • Financiamento estudantil passará a atender a alunos de cursos de mestrado e doutorado

    O ministro da Educação, Henrique Paim, anunciou, nesta terça-feira, 1º de julho, a ampliação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para a pós-graduação. Ele informou que o sistema será aberto nesta semana para adesão das instituições privadas e, depois, para adesão dos estudantes. Em seguida, a inscrição manterá fluxo contínuo.

    “Existe uma demanda importante, principalmente de alunos de cursos de mestrado profissional”, observou o ministro. Ele disse que o financiamento já estava previsto há algum tempo e que, durante o período, houve definições para a nova modalidade, incluindo a integração entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), agente operador do Fies.

    O presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, lembrou que a iniciativa atende a uma demanda antiga das instituições não públicas. “É um passo importante para que os estudantes matriculados nos cursos de mestrado e doutorado dessas instituições se candidatem ao financiamento. Este é mais um avanço na reconhecida pós-graduação brasileira.”

    Para Jorge Guimarães, a iniciativa deverá ampliar a apresentação de propostas de pós-graduação stricto sensu dessas instituições à Capes e estimulará, também, a expansão de cursos de mestrado profissional, pois os estudantes dessa modalidade  serão contemplados igualmente como os matriculados em mestrados e doutorados acadêmicos.

    Fies –A possibilidade de financiamento para os cursos não gratuitos de mestrado acadêmico e profissional e de doutorado foi introduzida pela Lei nº 11.552/2007, que alterou a Lei do Fies (Lei nº 10.260/2001), condicionado, entretanto, à disponibilidade financeira do fundo. A partir de agora, as instituições mantenedoras com cursos recomendados pela Capes poderão aderir ao Fies da Pós-graduação. A portaria que regulamenta a adesão das mantenedoras foi assinada pelo ministro durante a cerimônia.

    Segundo o ministro da Educação, o Fies se consolidou com o modelo atual e conta com 1,6 milhões de contratos firmados. “Hoje, 40% dos estudantes matriculados em instituições de ensino superior privadas são apoiados por programas do Governo Federal – o Fies e o ProUni [Programa Universidade para Todos]. Esses programas garantem a presença [nas universidades] de todos que querem estudar”, disse.

    Paim ressaltou que as diversas ações do ministério e seus órgãos mudaram o imaginário das famílias brasileiras. “Antes, as famílias se preocupavam com o emprego de seus filhos no futuro. Hoje, a preocupação é com a educação, com uma melhor formação. Estamos abrindo mais um caminho de oportunidade”, finalizou.

    Beneficiários –A nova modalidade do Fies terá 31,6 mil potenciais beneficiários, matriculados em mais de 600 programas de pós-graduação stricto sensu ofertados por cerca de 170 instituições privadas. O Fies da Pós-graduação não atenderá cursos de especialização (lato sensu) nem cursos de ensino a distância. Alunos já contemplados com bolsas da Capes pelo Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (Prosup) não poderão solicitar o financiamento.

    Fabiana Santos

    Ouça a exposição do ministro durante a cerimônia

    Conheça o programa Fies da Pós-graduação

    Conheça os cursos recomendados pela Capes

  • Abertas inscrições para curso de pós-graduação na Fundaj

    Estão abertas as inscrições para a especialização em políticas educacionais e inovação, promovida pela Escola de Inovação e Políticas Públicas da Fundação Joaquim Nabuco (Eipp/Fundaj). Gratuito, o curso de pós-graduação possui metodologia inovadora e aplicada. O objetivo é que os alunos desenvolvam projetos de intervenção na área da educação, construindo coletivamente o aprendizado direcionado para desafios enfrentados na educação pública brasileira.

    Lançada durante a 1ª Conferência de Inovação e Políticas Públicas, que ocorreu em 29 de setembro, a especialização conta com professores formados nas melhores universidades do Brasil e do mundo, como Harvard e Oxford. As inscrições tiveram início em 11 de outubro e seguem até 10 de novembro.

    Para o diretor da Eipp/Fundaj, Felipe Oirá, a ideia veio junto com o surgimento da escola. “Como a gente constrói uma escola que serve às pessoas que estão trabalhando, na ponta, com política pública, surge a especialização a partir da demanda dos próprios gestores”, explicou. “Muitas vezes, quando falamos de política pública, no Brasil, principalmente, pensamos muito no planejamento, no desenho. Pensa-se pouco na implementação, como é que isso vai acontecer no dia-a-dia. E o que a gente faz nessa especialização é trazer esse paradigma de foco na implementação para o centro do curso. ”

    O curso terá a duração aproximada de um ano, com início previsto para março de 2018, contando com aulas à noite e aos finais de semana. As atividades serão realizadas na futura sede da Eipp, no campus da Fundação Joaquim Nabuco, no Recife. Como parte da metodologia inovadora, as salas de aula seguem o modelo invertido utilizado nas principais universidades internacionais, a exemplo de Harvard, MIT, Yale e Stanford. Tudo planejado para que o aluno se torne o centro do processo, aprendendo na prática os diversos aspectos da implementação efetiva de políticas públicas.

    Processo – A inscrição para a especialização em políticas educacionais e inovação divide-se em três etapas. As duas primeiras, análise curricular e análise do pré-projeto, são de caráter eliminatório. Já a terceira etapa, uma entrevista presencial, tem caráter classificatório. Após a primeira etapa, serão selecionados até 150 candidatos para a fase de análise do pré-projeto, conforme os critérios de avaliação elencados no edital. Para a terceira etapa, serão selecionados até 60 candidatos que tiverem os pré-projetos aprovados conforme os critérios de avaliação.

    As entrevistas presenciais serão realizadas entre 22 e 24 de novembro, em horários estabelecidos e previamente divulgados no site da Eipp. Ao todo, são oferecidas 30 vagas para a pós-graduação em políticas educacionais e inovação. Para acessar o formulário de inscrição e verificar o edital, clique aqui. Já as informações detalhadas sobre o curso podem ser obtidas na página da Eipp/Fundaj. Demais dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo., ou pelos telefones (81) 3073-6634 e (81) 3073-6635.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Fundaj 

     

  • Acordo com iniciativa privada prevê a oferta de 9 mil bolsas

    São Paulo — O programa Ciência sem Fronteiras tem dois novos parceiros. Nesta sexta-feira, 21, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, assinou em São Paulo termo de cooperação com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que prevê a doação, pela entidade e suas associadas, de 6,5 mil bolsas de estudo à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação, no valor de aproximadamente US$ 180 milhões. O acordo envolve também o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Um outro acordo foi firmado com a Eletrobras. Por meio de memorando de entendimento, a estatal do setor elétrico compromete-se a financiar 2,5 mil bolsas do Ciência sem Fronteiras. Serão 1.250 pela Capes e 1.250 pelo CNPq.

    Ao falar sobre a crise econômica global, o ministro afirmou que o país tem as ferramentas para a geração de emprego e o fortalecimento do mercado interno. Segundo ele, o governo brasileiro aposta na sustentabilidade do eixo educação, ciência e tecnologia para tornar o país mais competitivo. “É o jeito Dilma de ser Keynes.”

    O presidente da Capes, Jorge Guimarães, presente à solenidade, reiterou a importância da parceria do governo com o setor privado. Ele lembrou o impacto positivo que os investimentos em recursos humanos têm no desenvolvimento da economia. “Estados que reúnem jovens com maior nível de formação atraem naturalmente maior número de empresas estrangeiras e de investimentos e fortalecem o progresso”, afirmou.

    Meta— Lançado em dezembro de 2011, o programa Ciência sem Fronteiras já concedeu 16.788 bolsas de estudos — 8.762 da Capes e 8.036 do CNPq. A meta do programa é oferecer 101 mil bolsas até 2015. Serão 75 mil por parte do governo federal e o restante com ajuda da iniciativa privada. A expectativa até o fim deste ano é chegar a 20 mil bolsas, com investimento aproximado de R$ 1,12 bilhão. Os editais lançados até o momento selecionaram bolsistas para intercâmbio nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda, Espanha, Portugal, Austrália e Coréia do Sul.

    O programa promove a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileiras por meio do intercâmbio e da mobilidade internacionais de estudantes, professores e pesquisadores. A oferta de bolsas prevê as modalidades graduação-sanduíche, educação profissional e tecnológica e pós-graduação — doutorado-sanduíche, doutorado pleno e pós-doutorado.

    Pelo programa, estudantes de graduação e de pós-graduação podem fazer estágio no exterior para manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, o Ciência sem Fronteiras tenta atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar, por tempo determinado, no Brasil.

    Assessoria de Comunicação Social

    Republicada com correção de informações
  • Acordo inédito entre Brasil e Reino Unido vai agilizar reconhecimento mútuo de diplomas

    O acordo de cooperação foi assinado pelo ministro Mercadante, o presidente da Capes, Carlos Nobre, o representante do governo europeu, Sir Mark Walport, e o embaixador do Reino Unido, Alexander Ellis (Foto: Isabelle Araújo/MEC)O Ministério da Educação e o governo do Reino Unido criaram nesta quarta-feira, 13, uma comissão técnica bilateral para discutir os processos de diplomação de mestrado e doutorado dos dois países e estudar formas de ampliar o reconhecimento mútuo de diplomas de pós-graduação. O acordo é inédito para o Brasil.

    O protocolo de intenções foi firmado entre o ministro Aloizio Mercadante e o embaixador do Reino Unido no Brasil, Alexander Ellis. O documento também foi assinado pelo assessor sênior governamental para assuntos científicos do Governo Britânico, Sir Mark Walport, e o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Carlos Nobre.

    “Considerando que a Capes tem um sistema que avalia a qualidade de todos os programas de pós-graduação no Brasil e o Reino Unido tem um sistema equivalente, o diploma será automaticamente aceito”, afirma o presidente da Capes. No caso do Brasil, esta é uma das tarefas da Capes, que avalia 4,3 mil programas de pós-graduação “O Reino Unido reconhece a qualidade desse sistema e é isso que vai possibilitar todos os títulos brasileiros serem reconhecidos e vice-versa”, diz.

    A proposta já estava em discussão há mais de um ano. As primeiras reuniões do grupo ocorrem em maio, nos dois países. A perspectiva é de que o sistema mútuo de reconhecimento esteja em funcionamento no início do próximo semestre.

    A comissão vai trocar informações, consultar e solicitar orientação sobre a legislação educacional vigente nos respectivos países. A intenção é chegar a um acordo comum de compreensão dos sistemas de ensino e graus acadêmicos, além de garantia de qualidade do ensino. A iniciativa deve ser discutida também com outros países que tenham sistemas de avaliações semelhantes ao do Brasil.

    Reconhecimento – Atualmente, no Brasil, as instituições de ensino superior estabelecem acordos bilaterais com instituições no exterior para reconhecimento de títulos. A pessoa interessada em ter seu diploma de mestrado ou doutorado no exterior reconhecido no Brasil precisa buscar uma universidade que tenha curso equivalente e que seja recomendado pela Capes com nota igual ou superior a 3.

    Para o aluno dar entrada no processo, precisa apresentar uma série de documentos, além da dissertação ou tese. Tudo precisa ser registrado no consulado do país de origem para o reconhecimento oficial. O diploma precisa também ser traduzido. “A universidade brasileira identifica qual curso e departamento têm curso equivalente e uma banca constituída avalia e atesta ou não a equivalência da dissertação ou tese”, observa Carlos Nobre.

    Graduação – A iniciativa começa com pós-graduação e a perspectiva é que sirva de parâmetro para o estudo do reconhecimento de graduação. De acordo com o presidente da Capes, os cursos de graduação têm diferenças complexas de conteúdos que demandam mais tempo para uma possível análise de equivalência e reconhecimento. “No Brasil, medicina requer seis anos de estudo. Em alguns países, primeiro o aluno faz quatro anos de graduação para depois se inscrever na escola de medicina”, explica.

    Instituições que compõem a comissão:

    BRASIL

    • Ministério da Educação – Secretaria de Educação Superior (Sesu);
    • Ministério da Educação – Assessoria Internacional;
    • Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes);
    • Conselho Nacional de Educação (CNE);
    • Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes);
    • Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem);
    • Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc);
    • Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap);
    • Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop).

    REINO UNIDO

    • Departamento de Negócios, Inovação e Habilidades (BIS);
    • Representantes de universidades;
    • Departamento de Educação e Aprendizagem ao Longo da Vida, Escócia;
    • Departamento de Emprego e Aprendizagem, Irlanda do Norte;
    • Departamento de Educação e Habilidades, País de Gales;
    • Agência de Garantia de Qualidade (AGQ);
    • British Council (BC);
    • Universities UK (UUK);
    • Centro Nacional de Informação sobre Reconhecimento de Títulos e Graus Acadêmicos do Reino Unido (NARIC).

     

    Saiba mais sobre o processo de reconhecimento de diplomas no Brasil e sobre os cursos recomendados pela Capes.

    Assessoria de Comunicação Social

    Ouça:

     

  • Aluna surda passa por primeira banca da USP toda traduzida em língua de sinais


    Arte: ACS/MEC
    Apaixonada por livros, Natália Francisca Frazão, de 32 anos, tinha como meta estudar na Universidade de São Paulo (USP). Surda desde que nasceu, a jovem viu o sonho se tornar realidade ao encarar uma pós-graduação e receber, no último dia 4 de setembro, o título de mestre em educação pela USP, em Ribeirão Preto (SP). O feito, inédito na universidade, foi registrado em uma banca totalmente traduzida em libras (língua brasileira de sinais).

    Formada em administração de empresas por uma faculdade particular da capital paulista, Natália escolheu a área de educação para ajudar na inclusão e acessibilidade de surdos no ambiente acadêmico. “Esse é o meu maior objetivo”, disse a jovem, em conversa que sua mãe, Nilza Neto Frazão, traduziu para a reportagem a partir da linguagem de libras, que pratica com a filha. “Quero ajudar outros surdos a trilhar um caminho de sucesso, de prosperidade e fazer com que eles tenham acesso ao mundo como qualquer outra pessoa”, explica a jovem, reforçando seus planos para o futuro. “Quero ser professora universitária e me preparar para o doutorado. ”

            Nilza teve rubéola durante a gravidez e suspeitou que isso traria consequências para o bebê . Hoje, orgulhosa, lembra as dificuldades enfrentadas pela filha até alcançar esse objetivo: “Você não imagina para mim, como mãe, a vitória que é. Quando ela dizia que queria ser professora, eu falava: ‘Mas como ser professora se você não consegue falar’. Ela continuava: ‘Eu vou ser professora’. E hoje esse objetivo dela está aí, ela conseguiu. Então, aquele momento da banca examinadora foi quando conseguimos realizar esse sonho”.

    A descoberta da doença não foi fácil, conta: “Quando Natália tinha seis meses, eu descobri que ela era surda. A surdez dela é profunda e ela não escuta nada. No começo é um desespero até você imaginar aonde vai buscar ajuda e como que você vai alfabetizar”.

    Luta – O tempo passou e, mesmo após experiências que preocuparam a mãe, não só na fase da alfabetização, como na passagem pelo ensino médio, Natália chegou até a universidade, ultrapassando dificuldades que iam desde a falta de intérpretes até a busca de recursos que a permitissem interagir e avançar como os demais estudantes. “Ela sempre gostou de estudar, de ler, sempre visou a USP”, relata Nilza. “Ela falava para mim: ‘Eu vou estudar na USP e vou fazer pós-graduação voltada a educação’. ”

    Assim, Natália conquistou uma vaga na USP. Lá, buscou o campus de Ribeirão Preto e localizou a professora Ana Cláudia Lodi – fonoaudióloga, ligada aos processos de aprendizagem e linguística, nos quais se inclui o estudo de libras. Desse momento até a fase final da pesquisa, o trabalho entre as duas foi marcado por grande parceria. “A Natália lia bem, me falava em libras, ela discorria sobre conceitos, me contava sobre o que estava acontecendo, o estudo dela, eu passava para o português e voltava pra ela, pra garantir que eu tinha aprendido a ideia, para, então, a gente dar seguimento no texto”, explica a orientadora.

    Nesse processo, ainda foi preciso que a instituição regularizasse a contratação de um intérprete para que Natália pudesse assistir às aulas. Ela mesma conta que foi necessário acionar a justiça para ter seu direito garantido. “É importante mostrar que a Natália é a primeira da USP, mas já temos surdos e doutores desde 1998”, atenta Ana Cláudia. “Sempre que tem um surdo na pós-graduação, um surdo na graduação, ele terá um tradutor de libras fazendo exatamente esse papel. Então, eu acho que as federais estão muito mais à frente do que as estaduais paulistas neste sentido. ”

    Banca – A avaliação da banca examinadora ao trabalho de Natália foi complexa. Durante mais de quatro horas e com auxílio de duas intérpretes, os sinais da estudante foram traduzidos para que a banca e a plateia entendessem, pois havia no local amigos e convidados da jovem que também eram surdos. Da mesma forma, a fala dos professores era transformada em libras para que Natália pudesse argumentar.

    A dissertação do trabalho de Natália aborda as lutas sociais estabelecidas pela Associação de Surdos de São Paulo (ASSP) e contou com entrevistas feitas com fundadores e membros da instituição – todos surdos. O material colhido em campo, em libras, juntamente às referências bibliográficas, foi finalizado em texto escrito.

    Para a mãe da jovem, todos esses marcos legais representaram, na prática, a oportunidade para que a filha não desistisse de seguir com seus planos. “Lá trás, quando descobri que ela era surda, a minha preocupação era de ela conseguir aprender a ler”, lembra. “Eu nem imaginava uma faculdade naquele momento, mas ela foi descobrindo o mundo dela. ”

    Assessoria de Comunicação Social

  • Área de enfermagem recebe propostas até quinta-feira

    Coordenadores de programas de pós-graduação da área de enfermagem têm até quinta-feira, 19, para apresentar propostas para a obtenção de recursos de custeio. A retificação e consequente prorrogação do prazo de inscrições para o que estabelece o Edital Capes–Cofen n° 27/2016 foi publicada na segunda-feira, 16.

    O apoio a programas de pós-graduação da área de enfermagem é uma parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, fundação vinculada ao Ministério da Educação, com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) destinada a apoiar cursos de mestrado profissional, com nota da Capes igual ou superior a 3. O cursos devem estar vinculados a instituições de educação superior públicas ou particulares sem fins lucrativos.

    Os recursos chegam a R$ 3,5 milhões, provenientes do orçamento do Cofen, conforme o acordo de cooperação. Serão selecionadas propostas para receber R$ 25 mil por aluno — metade estimada para 2017 e outra para 2018, mediante a comprovação de conclusão dos alunos, para uso em despesas de custeio. Entre os itens financiáveis estão aquisição de material de consumo, passagens aéreas para mobilidade de professores e contratos de manutenção e prestação de serviços técnicos. A publicação do resultado está prevista para março próximo.

    As propostas devem ser submetidas on-line, na página da Capes, opção Apoio a Programas de Pós-Graduação da Área de Enfermagem, modalidade mestrado profissional, conforme estabelece o Edital nº 27/2016, cuja retificação foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira, 16, seção 3, página 22.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

  • Avanço depende do equilíbrio regional na oferta de cursos

    Um dos maiores desafios da educação superior brasileira é mudar o mapa da pós-graduação para superar as desigualdes regionais. Essa é uma das diretrizes para o avanço do setor apontadas na abertura do seminário Preparando a Avaliação, na quarta-feira, dia 25, em Brasília.


    De acordo com o diretor de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Lívio Amaral, enquanto São Paulo conta com 650 programas de pós-graduação, estados das regiões Norte e Nordeste não chegam a ter dez cursos. Isso influi diretamente na produção técnico-científica brasileira. “Mais cursos significam mais produção de conhecimento e de ciência e tecnologia”, afirmou.


    Em uma exposição sobre o sistema nacional de pós-graduação, Amaral mostrou como o Poder Público ainda é o principal responsável pela pós-graduação no país. As instituições federais e estaduais são responsáveis por mais de 80% da oferta de cursos de mestrado e doutorado.


    Avaliação — “A avaliação tem apenas um critério: desempenho máximo. Curso bom tem autocobrança”, afirma o presidente da Capes, Jorge Guimarães, ao definir o processo de aferição. “O curso deve formar bem os estudantes. Não adianta apenas um excelente grupo de pesquisa.”


    Para Guimarães, do encontro devem ser extraídos dados e informações que fundamentem um novo plano nacional de pós-graduação.


    O seminário, que se estenderá até esta sexta-feira, 27, é composto por apresentações sobre áreas como ciências exatas, linguística, letras e artes. Em cada uma das apresentações é feita uma síntese da área, com o número de programas e a expectativa de crescimento para os próximos anos. Participam do encontro os coordenadores de todas as 46 áreas do conhecimento.


    O encontro é visto por Lívio Amaral como uma oportunidade para debater e atualizar vários aspectos da avaliação trienal no próximo ano. “A avaliação só continuará sendo esse patrimônio construído coletivamente se tivermos a capacidade de realizá-lo com transparência”, disse.


    A cada três anos, a Capes avalia todos os cursos de pós-graduação stricto sensu do país. Em 2010, serão aferidos mais de quatro mil cursos de mestrado e doutorado. A avaliação abrange termos de proposta, corpos docente e discente, inserção social, teses, dissertações e produção intelectual.


    Saiba mais sobre a avaliação trienal na página eletrônica da Capes.

    Assessoria de Imprensa da Capes

  • Bolsas de mestrado nos EUA têm inscrições até o dia 31

    Profissionais com graduação na área de biologia, ciências biomédicas e da saúde fazem parte do público-alvo do programa de mestrado profissional nos EUA (foto: imagens.usp.br)Profissionais que pretendem obter bolsas de mestrado profissional nos Estados Unidos têm prazo até o dia 31 deste mês para fazer a inscrição. Para concorrer, é necessário ser graduado em 17 áreas do conhecimento, entre as quais engenharias, biotecnologia, energias renováveis e produção agrícola sustentável. Estão previstas mil bolsas de estudos para 21 meses de atividades acadêmicas em tempo integral, com início das aulas em agosto e setembro deste ano.

    Ao fazer a inscrição, o candidato pode indicar até três cursos de mestrado profissional de seu interesse em instituições de ensino norte-americanas, sem ordem de preferência. Para facilitar a escolha, a Chamada Pública nº 1/2013, do programa Ciência sem Fronteiras, relaciona os programas de mestrado oferecidos por 52 instituições.

    Os profissionais que forem selecionados receberão bolsa de US$ 1.150 [R$ 2.733,8] durante 21 meses, terão custeadas as taxas escolares e benefícios como:

    • Auxílio-deslocamento, de US$ 1.604 [R$ 3.813], ou passagem aérea de ida e volta, em classe econômica promocional de acordo com as normas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)
    • Auxílio-instalação de US$ 1,3 mil [R$ 3.090], em cota única
    • Auxílio adicional mensal de manutenção de US$ 400 [R$ 950] para estada em cidades de alto custo
    • Seguro-saúde, a ser pago diretamente à instituição de destino do bolsista, que providenciará a aquisição do benefício


    Todos os pagamentos serão feitos pela Capes.


    Áreas— O candidato precisa ser brasileiro, ter concluído a graduação depois de 1998 ou ter previsão de terminar o curso antes de agosto próximo, apresentar teste de proficiência em língua inglesa, com a pontuação mínima indicada e relacionada na chamada pública. Devem ter ainda graduação em uma das áreas:

    • Engenharias e demais áreas tecnológicas
    • Ciências exatas e da terra
    • Biologia, ciências biomédicas e da saúde
    • Computação e tecnologias da informação
    • Tecnologia aeroespacial
    • Fármacos
    • Produção agrícola sustentável
    • Petróleo, gás e carvão mineral
    • Energias renováveis
    • Tecnologia mineral
    • Biotecnologia
    • Nanotecnologia e novos materiais
    • Tecnologias de prevenção e mitigação de desastres naturais
    • Biodiversidade e bioprospecção
    • Ciências do mar
    • Indústria criativa, com ênfase em produtos e processos para desenvolvimento tecnológico e inovação
    • Novas tecnologias de engenharia criativa.

    O programa de mestrado profissional nos Estados Unidos integra o Ciência sem Fronteiras, programa do Ministério da Educação, criado há três anos, que concede bolsas de estudos para períodos da graduação e pós-graduação no exterior. Até o final de 2013 foram concedidas 60 mil bolsas, das quais 48 mil para cursos de graduação em instituições de educação superior de 40 países de todos os continentes. A meta do Ciência sem Fronteiras é fechar 2014 com 101 mil bolsas. Serão 75 mil garantidas pelo governo federal e 26 mil por empresas particulares.

    Ionice Lorenzoni
  • Bolsista brasileira publica artigo em revista internacional

    A pesquisadora brasileira Bianca Vieira publicou artigo na revista Ibis, the International Journal of Avian Science, que destaca trabalhos inovadores de ornitologia (estudo das aves) ligados a conservação, ecologia, comportamento e sistemática. O trabalho, Using Field Photography to Study Avian Moult, aborda o uso da fotografia de campo no estudo da troca de penas das aves.

    Bolsista de doutorado pleno no exterior pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão vinculado ao Ministério da Educação, Bianca desenvolve o curso no Instituto de Biodiversidade, Saúde Animal e Medicina Comparada da Universidade de Glasgow, Escócia, no Reino Unido, pelo programa Ciência sem Fronteiras.

    O estudo avaliou o uso da fotografia em análises de troca de penas (muda). Periodicamente, as aves trocam as penas, que se desgastam com os voos e a exposição ao sol. “O estudo da muda, historicamente, sempre foi realizado com aves capturadas ou depositadas em museus”, explica Bianca. “Essa limitação tornou o conhecimento sobre o assunto restrito a pesquisadores com acesso a museus ou àqueles com financiamento para a logística de captura das aves, incluídos equipamentos e licenças.”

    Com a confirmação da fotografia como método válido de estudo, a técnica pode agora ser amplamente aplicada por pesquisadores. O estudo das aves por meio das fotos também torna a ciência mais participativa, pois permite a inclusão de mais pessoas nos grupos de estudo.

    De acordo com Bianca, a estrutura oferecida pela Universidade de Glasgow, com o apoio da Capes, permite o avanço em diversos campos das ciências biológicas. “Aves sempre foram usadas como modelos de estudos para o desenvolvimento de teorias importantes que sustentam nossa sociedade”, afirma. “O método de uso sistemático da fotografia para verificar a muda nas aves pode trazer grandes avanços, por ser mais fácil e barato de executar.”

    Com as informações das fotos, a pesquisadora salienta que será possível fazer a estimativa de idade das aves e avaliar fatores como o efeito do estresse sobre o animal durante períodos vulneráveis, padrões de ecologia espacial, critérios de seleção de habitat, evolução, migração e estrutura de voo.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

  • Bolsista brasileiro cria e vende uma empresa de biotecnologia

    Durante os quatro anos que passou na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, como bolsista de doutorado pleno da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o pesquisador Leonardo Maestri Teixeira fundou uma empresa de biotecnologia. O projeto deu origem à GeneWeave Biosciences, que acaba de ser vendida a uma multinacional suíça com atuação no Brasil.

    A empresa, voltada para o desenvolvimento de um conjunto de rápido diagnóstico bacteriano e de susceptibilidade antimicrobiana, iniciou as atividades durante o segundo ano de doutorado de Leonardo. “Buscamos uma solução para a erradicação da tuberculose, focando no diagnóstico”, diz o pesquisador. “Daí surgiu o conceito da tecnologia, que posteriormente patenteamos, e aprovamos um projeto para o desenvolvimento da prova de conceito da ideia.”

    De acordo com Leonardo, empresas de base tecnológica normalmente têm como objetivo ser vendidas, ou fazer uma oferta pública de ações. “Nosso objetivo é realmente ver o produto em todos os hospitais, salvando milhares de vidas por ano, já que essa foi a proposta inicial”, ressalta. O valor da aquisição não é integralmente recebido por Leonardo e seus sócios. “Os investidores ficam com a maior parte do retorno da venda, o que é normal, já que o risco de capital é todo deles”, afirma.

    Leonardo fez curso de doutorado de 2004 a 2008, no Departamento de Microbiologia da Universidade de Cornell, no estado de Nova York. “Tínhamos mais de 30 pesquisadores, das mais diversas áreas, trabalhando em conjunto”, afirma. “Fiz a tese de doutorado em nanobiotecnologia, trabalhando com engenharia e uso de proteínas de superfície de bactérias como moldes em nanofabricação.”

    O apoio da Capes e de agências de fomento brasileiras acompanham a trajetória de Leonardo. “Sem o apoio da Capes não teria feito o que fiz”, destaca.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

  • Bolsista da Capes publica livro em Portugal sobre comunicação

    A bolsa-sanduíche em Portugal rendeu ao brasileiro Bruno Araújo o livro Diálogos Lusófonos em Comunicação e Política. A publicação, em parceria com os professores Liziane Guazina, da Universidade de Brasília (UnB), e Hélder Prior, da Universidade da Beira Interior, de Portugal, tem como objetivo afirmar os estudos em comunicação e política no âmbito do espaço regional lusófono.

    Araújo é bolsista em curso de doutorado na UnB pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão vinculado ao Ministério da Educação. “Apesar de já termos dado muitos passos nesse sentido, ainda são reduzidos os projetos científicos que apostam nesse tipo de aproximação”, explica Araújo. “Por outro lado, a obra é também uma oportunidade de projeção de vozes críticas que podem estimular espaços de pensamento alternativos aos tradicionais círculos anglo-saxônicos que têm dominado a pesquisa em ambas as áreas. É, por isso, também, um esforço de luta contra-hegemônica e de criação de alternativas.”

    O bolsista da Capes destacou a abordagem interdisciplinar como um dos pontos fortes do trabalho, ao privilegiar pesquisas de natureza comparativa e saberes múltiplos provenientes de diferentes domínios das ciências sociais e humanas. “Compartilho da ideia de que não será possível compreendermos o desempenho dos meios de comunicação e seus impactos sobre a vida social e política sem considerarmos conhecimentos formulados em outras esferas do saber”, diz.

    Estudos — Na UnB, em sua pesquisa de doutorado, Araújo pretende compreender o processo de “mediatização” da corrupção política no Brasil e em Portugal por meio da análise de uma cobertura jornalística específica. Sobre a oportunidade no exterior, o bolsista a analisa como riquíssima, tanto do ponto de vista acadêmico e profissional quanto sob o prisma cultural.

    Nos meses em que esteve em fora, além do trabalho de pesquisa quotidiano, o bolsista também estabeleceu contatos importantes para fortalecer laços em torno de novos projetos de pesquisa que envolvam Brasil e Portugal. “Isso vai diretamente ao encontro dos esforços de internacionalização do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UnB”, afirmou.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Bolsista desenvolve na Irlanda pesquisa sobre biocombustíveis

    O estudante brasileiro Clelton Santos, bolsista de pós-doutorado no exterior pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), participou de uma pesquisa na Irlanda, na área de bicombustíveis, que poderá causar impacto nas biorrefinarias. A equipe da qual Clelton fez parte publicou o estudo no jornal inglês Microbial Cell Factories, de grande prestígio na área científica.

    Durante a estadia na Irlanda, Clelton teve a oportunidade de trabalhar em um centro de excelência na área de bioquímica industrial e bioenergia, o que lhe permitiu desenvolver sua pesquisa usando enzimas recombinantes para melhorar a eficiência da degradação enzimática de biomassa, conforme ele explicou.

    Clelton Santos finalizou em maio deste ano o estágio pós-doutoral, que promoveu colaboração bilateral entre Brasil e Irlanda, por meio das Universidade de Campinas (Unicamp) e a National University of Ireland Galway (NUIG). “Meu pós-doutorado teve por objetivo buscar novas alternativas para melhorar a hidrólise enzimática de biomassa vegetal para a produção de bioetanol, com o uso de fungos”, explicou. Segundo ele, os fungos são excelentes produtores de enzimas (celulases) capazes de converter substratos celulósicos em açúcares livres, que por sua vez podem ser fermentados visando à geração de etanol. “O nosso estudo acrescenta novos conhecimentos à utilização de proteínas acessórias na degradação de biomassa vegetal”, explicou.

    Nesse sentido, o pesquisador destaca a elevação da qualidade da pesquisa e ciência brasileiras nos últimos anos. “O Brasil está passando por uma transição muito promissora, no que se refere à qualidade da pesquisa científica feita aqui em nosso país”, afirmou. “Diferente do que acontecia há poucos anos, atualmente já estamos executando projetos de pesquisa semelhantes aos que são realizados em universidades renomadas da Europa e Estados Unidos.

    Clelton considera a colaboração com grupos estrangeiros um fator extremamente importante para a consolidação de grupos de pesquisa fortes no Brasil. “O nosso trabalho, por exemplo, graças à colaboração com o grupo irlandês, adiciona novas informações com relação à produção e aplicação biotecnológica de proteínas recombinantes para a degradação de biomassa vegetal, nos permitindo vislumbrar novas abordagens e futuros projetos na área de biocombustíveis.”

    Clelton também posiciona a pesquisa no horizonte do conhecimento ligado à produção ambientalmente sustentável. “O Brasil, além de ser líder mundial na produção de etanol, tem se destacado no desenvolvimento de bioetanol de segunda geração, produzido a partir de biomassa residual da indústria de celulose, com especial atenção ao bagaço de cana-de-açúcar. Os nossos esforços se somam a outros grupos brasileiros, que têm trabalhado para que a indústria de biocombustíveis seja uma realidade certa no futuro do Brasil. O mundo pede um novo olhar sustentável com respeito ao meio ambiente e nós estamos tentando acrescentar nesse sentido.”

    Exterior – O bolsista define a possibilidade de viver fora do Brasil e realizar uma pesquisa em colaboração com um grupo no exterior como indescritível. “Você pode ler a respeito de uma cultura, pode conhecer a fundo a história de um povo, porém tudo é diferente quando você está lá vivendo o dia a dia com eles. Mais que acrescentar novas experiências à bagagem profissional, a experiência no exterior traz também profundas transformações pessoais”, comenta.

    Clelton também destaca o papel do fomento do Governo Federal em sua pesquisa. “A Capes teve um papel definitivo para que meu projeto de pós-doutoramento pudesse ser realizado na National University of Ireland Galway (NUIG). O referido projeto é também ligado a um projeto de biologia computacional coordenado pela professora Anete P. Souza, da Unicamp, também financiado pela Capes, que permitiu que meu projeto fosse inicialmente formulado e a colaboração com o grupo Irlandês fosse estabelecida. Sem o apoio da Capes nós não teríamos conseguido desenvolver com rapidez e sucesso tal projeto”, ressalta.

    Confira outras informações sobre o bolsista

    Acesse o estudo Production of a recombinant swollenin from Trichoderma harzianum in Escherichia coli and its potential synergistic role in biomass degradation.

    Saiba mais sobre o Programa de Pós-doutorado no Exterior

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes  

  • Bolsista desenvolve plataforma para detecção de doença canina

    Julia Pereira Postigo, bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu uma plataforma de baixo custo para detecção de cinomose – doença provocada por um vírus – em cães. Trata-se de um dispositivo de papel com determinadas proteínas que interagem com os anticorpos presentes no sangue do animal, o que permite identificar o vírus por meio de linhas vermelhas bem definidas e detectáveis a olho nu, em qualquer estágio da doença.

    A pesquisa foi desenvolvida durante a dissertação de mestrado da estudante, sob orientação do professor Emanuel Carrilho, do grupo Bioanalítica, Microfabricação e Separações (BioMicS). “A cinomose é a segunda doença que mais mata cães em todo o mundo, perdendo apenas para a raiva. Seus sintomas iniciais são comuns a outras doenças do sistema nervoso, o que dificulta muito o diagnóstico clínico. Quando os sintomas característicos aparecem, a chance de cura diminui consideravelmente, visto que o animal já está muito debilitado para responder ao tratamento”, explica Julia. Assim, o dispositivo tem grande importância para auxiliar no diagnóstico precoce e na cura de animais de pequeno porte.

    O aparelho tem custo menor que os importados e fornece o resultado em poucos minutos. Sendo assim, pode ser utilizado sempre que o animal passar por consulta preventiva, aumentando sua expectativa de vida. Com a indicação de que o cão está doente, pode-se iniciar o tratamento de imediato, mesmo que não apresente os sintomas característicos.

    Parceria – O estudo foi feito em parceria com a empresa ParteCurae, especializada no desenvolvimento de testes para a detecção de doenças de animais de pequeno e grande porte, assim como testes diagnósticos para infecções virais em plantas. “A ParteCurae viu uma necessidade de mercado, visto que no país não existe diagnóstico rápido e barato para a cinomose canina”, ressalta Julia. “Como a empresa é parceira do grupo BioMicS desde sua fundação, me foi oferecida a oportunidade de desenvolvimento do projeto, que resultou na dissertação. O grupo já é famoso pelo uso de papéis na fabricação de dispositivos de baixo custo, então a plataforma foi desenvolvida em papel de filtro, bem como nos moldes das plataformas convencionais”.

    A ParteCurae foi fundada por ex-alunos do professor Emanuel Carrilho, egressos do grupo BioMicS, o que permite a realização de pesquisas aplicadas. Para a bolsista, esse tipo de cooperação rende frutos positivos a todos os envolvidos. “A parceria entre empresas e a pós-graduação é muito bem-vinda, visto que direciona muito bem a pesquisa, pela união de conhecimentos vindos da universidade com os conhecimentos da iniciativa privada, em que sempre se visa maximizar os resultados com a diminuição dos custos”, destaca. Nesse tipo de parceria, a propriedade intelectual é compartilhada entre as instituições envolvidas, considerando a extensão do envolvimento de cada participante.

    Fomento – Julia foi financiada como bolsista da Capes e a ParteCurae recebeu recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). “Esse trabalho mostra o quão importante é o financiamento do governo à pesquisa, em todos os aspectos. No Brasil, a pesquisa de ponta, dentro das universidades é feita pelos alunos de mestrado, doutorado e pesquisadores pós-doutorandos que, por meio das bolsas, conseguem se sustentar e se dedicar com exclusividade ao trabalho, objetivando o crescimento e desenvolvimento do país. Sem o financiamento pela Capes, a pesquisa seria inviável por falta de mão de obra para a sua realização”, avalia a bolsista.

    O próximo passo é levar o produto à comercialização. “O projeto atual continua em desenvolvimento pela empresa, nas etapas de validação da plataforma com amostras reais para, posteriormente, realizar o desenvolvimento comercial – marketing, escala de produção e venda. Como pesquisadora, vou focar na publicação desse trabalho e encontrar novas oportunidades de projetos que estabeleçam parcerias similares a fim de ampliar o meu conhecimento”, conclui Julia, que defendeu a dissertação de mestrado no último dia 24.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

  • Bolsista é a primeira brasileira premiada em trabalho na Itália

    Ex-bolsista de doutorado pleno no exterior, a brasileira Aline Beltrame de Moura recebeu, em junho último, o prêmio Riccardo Monaco, concedido à melhor tese de doutorado defendida na Itália na área de direito internacional. Aline é a primeira estrangeira a receber o prêmio naquele país.

    O trabalho da pesquisadora, defendido em Milão, em fevereiro de 2014, contém uma análise da cidadania sob a perspectiva do direito internacional da União Europeia e do Mercosul. “O objetivo principal do trabalho é analisar a possibilidade de estabelecimento de uma cidadania regional no âmbito do Mercosul inspirada no modelo europeu, haja vista a assinatura do Plano de Ação para a Criação da Cidadania do Mercosul até 2021”, explica.

    Aline destaca a importância de ter realizado o trabalho no exterior. “Teria sido impossível realizar a pesquisa sem ter o acesso à bibliografia estrangeira, encontrada com facilidade nas bibliotecas europeias, e sem o contato com renomados professores da área, que em muito enriqueceram a pesquisa”, diz. “A Università degli Studi di Milano tem um excelente acervo e é uma referência na área do direito internacional.”

    O prêmio Riccardo Monaco é entregue anualmente pela Sociedade Italiana de Direto Internacional. “Realmente, não imaginava que poderia ganhar o prêmio, ainda mais por ter escrito a tese em italiano e ser estrangeira”, diz Aline. “É um reconhecimento de todo o trabalho que desenvolvi nos últimos anos, antes mesmo do doutorado.”

    De acordo com Aline, o tema da pesquisa foi amadurecendo com ela desde a época da graduação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e, depois, durante o mestrado, na mesma instituição, período em que foi orientada pelo professor Arno Dal Ri Júnior e no qual teve o auxílio da bolsa de estudos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação. “Teria sido impossível realizar o doutorado na Itália sem o apoio financeiro da Capes”, afirma. “Agradeço pela oportunidade de ter sido bolsista de doutorado pleno do exterior de 2010 a 2014.”

    Retorno — De volta ao Brasil, a pesquisadora salienta que o investimento realizado pelo governo na sua formação é agora repassado à educação do país. “Além de poder transmitir o conhecimento da matéria em forma de conteúdo em sala de aula, acredito ser muito importante que o magistério seja, na medida do possível, um referencial positivo para os alunos, no sentido de que um trabalho feito com dedicação e perseverança acabe refletindo seu esforço, mesmo que de modo inesperado, como foi este prêmio”, diz.

    Aline trabalha como professora na UFSC e na Faculdade Cesusc, em Florianópolis. “Voltar à UFSC, agora como professora, é ao mesmo tempo uma grande responsabilidade e alegria, pois tenho a possibilidade de contribuir e agradecer pelos anos de formação que tive nesta instituição, que sempre será a minha casa”, destaca.

    O programa de doutorado pleno no exterior da Capes contempla diversas áreas do conhecimento e destina-se a candidatos de elevado desempenho acadêmico. A oferta de bolsas é uma alternativa complementar às possibilidades abertas pelo conjunto dos programas de pós-graduação no Brasil e permite ampliar o nível de colaboração e de publicações conjuntas entre pesquisadores que atuam no Brasil e no exterior para dar visibilidade internacional à produção científica, tecnológica e cultural brasileira e ampliar o acesso de pesquisadores brasileiros a centros internacionais de excelência.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

  • Bolsista representa país em jornada europeia de línguas

    A estudante brasileira Marcela Magalhães de Paula ministrou conferência, como representante da língua portuguesa, na Jornada Europeia das Línguas, na Universidade La Tuscia, em Viterbo, Itália, em setembro de 2015. Bolsista de pós-doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Marcela foi indicada pelo Departamento de Promoção da Língua Portuguesa (DPLP) do Ministério das Relações Exteriores.

    O evento é realizado desde 2001, quando a União Europeia declarou a data de 26 de setembro como Dia Europeu das Línguas. “Trata-se de um dia para celebrar a diversidade linguística, o multilinguismo e a aprendizagem de línguas ao longo da vida dos estudantes e cidadãos europeus”, diz Marcela. “É uma iniciativa do Conselho Europeu e da União Europeia destinada a jovens e idosos, que são convidados a descobrir uma nova língua ou a aprender as competências linguísticas já adquiridas, como também para os professores e educadores, que são, assim, estimulados a elaborar estratégias para facilitar a aprendizagem de línguas e apoiar programas destinados a promover a língua.”

    O tema proposto na conferência foi o Tropicalismo e o Modernismo Brasileiro. “Fui chamada para representar a língua portuguesa, vertente brasileira, por meio de uma conferência, A Língua Portuguesa, o Modernismo Brasileiro e o Tropicalismo”, afirma. “A participação foi muito importante, pois rendeu um convite formal de intercâmbio direto entre os professores, alunos do mestrado na Unilab e o Departamento de Letras da Universidade La Tuscia.”

    A partir da conferência, surgiu convite da Embaixada do Brasil em Roma para Marcela desenvolver projeto-piloto, para o Departamento de Promoção da Língua Portuguesa (DPLP) do Ministério das Relações Exteriores, de elaboração e desenvolvimento de cursos on-line de português como língua estrangeira. “Em futuro próximo, pode beneficiar quem pretende aprender ou aperfeiçoar o idioma português em todas as partes do mundo”, diz a bolsista. “Inclusive alunos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).”

    Marcela foi convidada também a compor equipe de investigadores do projeto A Nona Ilha, em Portugal. “A proposta tem como objetivo coletar histórias de vida de imigrantes de Portugal e descendentes para a constituição de um corpus oral e publicação de obras teóricas em ciências sociais e humanas relacionadas ao tema”, diz a bolsista.

    Fórum — A Unilab integrará a comissão para a organização do próximo Fórum Internacional Interdisciplinar sobre As Novas Formas de Escravidão, a ser realizado em Bolonha, Itália, em 13 de maio próximo. “Vale lembrar que Redenção, uma das sedes da Unilab, foi a primeira cidade brasileira a libertar os escravos”, diz Marcela. “Coincidentemente, em 1256, Bolonha foi a primeira cidade do mundo a abolir a escravidão, ao promulgar o Liber Paradisus, texto legislativo que libertou então todos os servos.”

    A bolsista acredita que o trabalho realizado pode ter repercussão na realidade brasileira. “Minha pesquisa ajuda a pensar de que forma a violência racial se manifesta nos indivíduos, em dois aspectos ligados à linguística: cognitivo e social”, afirma. “É um tema atual e sempre em debate, principalmente na Unilab.”

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

  • Candidato a bolsa de doutorado na Alemanha pode se inscrever

    Estão abertas as inscrições para candidatos a bolsas de doutorado integral, doutorado-sanduíche e dupla titulação (no Brasil e no exterior) na Alemanha. Para concorrer, os candidatos devem apresentar propostas, sob a forma de projeto, e encaminhá-las pela internet, no formulário disponível na Plataforma Carlos Chagas, até as 18 horas (de Brasília) de 15 de março próximo. O resultado será divulgado até julho, e as bolsas serão implementadas a partir de abril de 2013.

     

    O candidato precisa atualizar o Currículo Lattes antes do preenchimento do formulário. A documentação a ser anexada ao formulário e aquela a ser enviada pelos Correios está especificada no Edital da Capes n° 7/2010. Após o envio do projeto, um recibo eletrônico de protocolo da proposta servirá como comprovante da transmissão.

     

    Desenvolvido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (Daad), o programa de oferta das bolsas prevê a formação de professores e pesquisadores de alto nível e a consolidação da cooperação científica entre os dois países.

     

    As bolsas serão concedidas a candidatos com excelente qualificação científica e acadêmica, em todas as áreas de conhecimento. A seleção caberá a uma comissão de consultores e representantes da Capes, do CNPq e do Daad.

     

    O programa prevê a oferta de cursos de alemão para os selecionados. A duração pode variar, de acordo com o conhecimento do idioma pelo candidato, área da pesquisa na Alemanha, condições e pré-requisitos da universidade anfitriã naquele país. Para bolsistas que necessitem de seis meses de curso, as aulas terão início em outubro; quatro meses, em dezembro; dois meses, em fevereiro de 2013. Os candidatos a doutorado-sanduíche terão direito ao curso de alemão caso a permanência no país seja de no mínimo dez meses.

    Mais informações no Edital nº 7/2012.


    Assessoria de Imprensa da Capes

     

    Confira a Plataforma Carlos Chagas

     

    Confira a Plataforma Lattes

  • Capes comemora 66 anos de existência nesta terça, 11

    Nesta terça-feira, 11, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) completou 66 anos dedicados à construção de um sistema capaz de formar recursos humanos de alto nível necessários para o desenvolvimento do país. Criada em 1951 pelo governo federal, a Capes, vinculada ao Ministério da Educação, desempenha papel fundamental na expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu brasileira.

    A história da agência se confunde com o processo de formação do sistema de pós-graduação brasileiro e com a construção da base da produção de conhecimento científico e tecnológico do país. Desde 2007, atua na formação de professores da educação básica, o que permitiu a ampliação do alcance de suas ações na formação de pessoal qualificado no Brasil e no exterior.

    As atividades da Capes estão agrupadas nas seguintes linhas de ação, cada qual desenvolvida por um conjunto estruturado de programas: avaliação da pós-graduação stricto sensu; acesso e divulgação da produção científica; investimentos na formação de recursos de alto nível no país e exterior; promoção da cooperação científica internacional; e indução e fomento da formação inicial e continuada de professores para a educação básica nos formatos presencial e a distância.

    A atuação da instituição é considerada decisiva para os êxitos alcançados pelo sistema de pós-graduação, tanto no que diz respeito à consolidação do quadro atual, como na construção das mudanças que o avanço do conhecimento e as demandas da sociedade exigem.

    Sistema –Em 2016, o Sistema Nacional de Pós-Graduação contabilizou 347.035 estudantes, sendo 266.818 matriculados em mestrado ou doutorado; 80.217 titulados (59.614 mestres e 20.603 doutores) e mais de 4 mil programas de pós-graduação. Pelos principais programas da Capes, foram concedidas, no mesmo ano, 100.385 bolsas no país, sendo 50.273 de mestrado, 43.045 de doutorado e 7.067 de pós-doutorado. No exterior, foram cerca de 17 mil bolsas. Esses dados estão disponíveis no sistema GeoCAPES.

    Periódicos - Instrumento essencial ao acesso e divulgação da produção científica, o Portal de Periódicos da Capes, biblioteca virtual que reúne e coloca à disposição de instituições de ensino e pesquisa no Brasil o melhor da produção científica internacional, tem atualmente um acervo de mais de 38 mil títulos com texto completo, 134 bases referenciais, 11 bases dedicadas exclusivamente a patentes, além de livros, enciclopédias e obras de referência, normas técnicas, estatísticas e conteúdo audiovisual.

    O portal foi criado tendo em vista o déficit de acesso das bibliotecas brasileiras à informação científica internacional, levando em conta que seria caro atualizar o acervo com a compra de periódicos impressos para cada uma das universidades do sistema federal de educação superior. Outro objetivo é o de reduzir os desnivelamentos regionais no acesso à informação no Brasil. O Portal de Periódicos é considerado um modelo de consórcio de bibliotecas único no mundo, já que é inteiramente financiado pelo governo brasileiro. É também a iniciativa do gênero com a maior capilaridade no planeta, cobrindo todo o território nacional.

    Avaliação –A Capes completa 66 anos em meio à realização da avaliação quadrienal de todos os programas de pós-graduação stricto sensu em funcionamento no Brasil. Iniciada em 1976, a avaliação da Capes é o instrumento fundamental para o funcionamento do Sistema Nacional de Pós-Graducação.

    Os resultados da avaliação têm usos diversos: estudantes se baseiam nas notas para escolher seus futuros cursos e agências de fomento nacionais e internacionais orientam suas políticas segundo as notas atribuídas. Os estudos e indicadores produzidos pela avaliação induzem políticas governamentais de apoio e crescimento da pós-graduação e estabelecem uma agenda para diminuir desigualdades entre regiões do Brasil ou no âmbito das áreas do conhecimento.

    Conforme o desempenho acadêmico no quadriênio, os cursos recebem notas que variam de 1 a 7. Notas 1 e 2 são consideradas insuficientes e provocam o descredenciamento do curso; nota 3 corresponde a desempenho médio, que apresenta padrões mínimos de qualidade; notas 4 e 5 significam um desempenho entre bom e muito bom, sendo 5 a nota máxima para programas que possuem apenas curso de mestrado. Notas 6 e 7 indicam desempenho equivalente a padrões internacionais de excelência. Confira a página da avaliação quadrienal.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

  • Capes divulga resultado do Programa de Apoio a Eventos

    A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou nesta quinta-feira, 20, o resultado do Programa de Apoio a Eventos no País (Paep), que seleciona propostas para apoio financeiro à realização de eventos científicos, tecnológicos e culturais de curta duração. A ação envolve pesquisadores, docentes e estudantes dos programas de pós-graduação e dos cursos de graduação em licenciaturas, bem como do ensino fundamental e médio.

    O Edital nº 03/2017 recebeu um total de 1.420 propostas, das quais 950 foram aprovadas, o que totaliza um atendimento de 67% da demanda. Os eventos deverão ocorrer entre 1º de agosto deste ano e 31 de janeiro de 2018. A seleção das propostas foi feita a partir da análise técnica e de mérito, classificação pela comissão de avaliação e homologação pela Diretoria de Programas e Bolsas no País da Capes.

    Em 2017, o Paep publicou dois editais, que contemplaram 1.391 eventos, com recursos de R$ 42.647.276,00. Por meio do programa, a Capes apoia a divulgação da produção científica, tecnológica e cultural, estimulando a inovação e a geração de conhecimentos, parcerias e produtos; promove a melhoria da qualidade da produção científica e tecnológica nacional; dá suporte a eventos que fortalecem a cooperação na pós-graduação com parceiros internacionais; e incentiva a participação de professores e alunos de pós-graduação.

    O resultado do Paep está disponível no portal da Capes.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

  • Capes eleva investimento para a formação de professores

    A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ao divulgar os números de orçamento e fomento relativos a 2016, comprova que mantém o compromisso com o fortalecimento da pós-graduação brasileira e com a formação de professores da educação básica. Em 2016, a Capes recompôs o orçamento destinado a programas e bolsas, ao aumentar os recursos em R$ 401 milhões, 16% a mais em relação a 2015.

    Esses recursos possibilitaram a continuidade de ações de apoio aos programas de pós-graduação e concessões adicionais de bolsas e recursos de fomento (custeio e capital), o que totalizou investimento de R$ 2,9 bilhões. Foram destinados R$ 30 milhões, em recursos de capital, ao Programa de Excelência Acadêmica (Proex) e ao Pró-Equipamentos. Outros R$ 23,1 milhões tiveram como alvo as ações do Portal de Periódicos.

    Foram concedidos também R$ 80,5 milhões adicionais de custeio à recomposição do orçamento do Proex, do Programa de Apoio à Pós-Graduação (Proap), dos programas de indução e inovação, doutorados interinstitucionais e acordos com as fundações de amparo à pesquisa. Além dessas ações, por meio do Programa de Apoio a Eventos no País (Paep), foram apoiados 1.501 eventos científicos no Brasil, com investimento de R$ 35 milhões.

    Para reduzir assimetrias regionais, houve a concessão adicional de 554 bolsas a instituições da região Norte. A média de cobertura de bolsas naquela região foi elevada de 27% para a média nacional de 31%.

    Com a recomposição orçamentária, além das ações mencionadas, foi possível manter o investimento nos principais programas de fomento à pós-graduação, com a concessão de 100.385 bolsas no país —50.273 de mestrado, 43.045 de doutorado e 7.067 de pós-doutorado.

    Professor — No segundo semestre de 2016, edital do Sistema Universidade Aberta do Brasil permitiu a oferta e liberação de aproximadamente 140 mil vagas, das quais 39 mil foram iniciadas no mesmo semestre. As demais vagas devem ser abertas ao longo deste ano.

    Com referência ao Programa de Mestrado Profissional para Qualificação de Professores da Rede Pública da Educação Básica (Proeb), voltado para a qualificação de docentes da educação básica das redes públicas, foram concedidas 2.436 bolsas ao longo de 2016. Para este ano, espera-se chegar a 3,5 mil, com a inclusão de três novos programas, nas áreas de educação física, química e biologia.

    O Plano Nacional de Formação de Professores (Parfor) atingiu a marca de 34.549 professores em serviço formados. Em 2017, seguirão em formação 36.871 profissionais de ensino da educação básica.

    No Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), o número de bolsas ativas alcançou o total de 72.057. Foram 58.055 para alunos de licenciatura, 9.019 para professores da educação básica e 4.983 para professores dos cursos de licenciatura. Tiveram apoio 1.010 bolsistas no Observatório da Educação (Obeduc) e 1.068 na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).

    O investimento total nesses programas, em 2016, foi de R$ 661.754.041,62. Em 2017, a Capes dará continuidade ao financiamento das turmas do Parfor e dos projetos vigentes do Pibid e promoverá o alinhamento de ações com a política de formação definida pelo Ministério da Educação.

    No que diz respeito a propostas de novos cursos de pós-graduação, em 2016 foram analisadas 637 propostas e, até agora, 149 foram aprovadas. Elas, portanto, serão acrescentadas ao Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG). Outras 155 propostas serão avaliadas este ano, em função de diligências em curso ou pedidos de reconsideração. Também em 2017, será realizada a avaliação quadrienal de 4,2 mil programas em funcionamento.

    Cooperação — Ainda em 2016, a Capes apoiou aproximadamente 19,3 mil estudantes com a concessão e a manutenção de bolsas de estudos para brasileiros no exterior e para estrangeiros no Brasil em diversas modalidades, além do apoio a 958 projetos de pesquisa e missões de trabalho. Essas ações ocorreram em cerca de 100 programas geridos pela Diretoria de Relações Internacionais. Para 2017, está previsto o apoio a aproximadamente 13,2 mil bolsistas e mais de 1,5 mil projetos.

    Os processos de seleção para os programas de estágio sênior no exterior, pós-doutorado no exterior e doutorado pleno no exterior de 2016 ainda estão em fase de finalização. Até agora, 4.238 candidatos concorrem a até 600 bolsas.

    Para o Programa de Estágio Sênior no Exterior, a Capes recebeu 914 propostas para cerca de 200 bolsas previstas no Edital nº 16/2016. Para o Programa de Pós-Doutorado no Exterior foram apresentadas 1.450 candidaturas a 200 bolsas previstas no Edital nº 15/2016. O Programa de Doutorado Pleno no Exterior, que previu a concessão de até 200 bolsas pelo Edital nº 18/2016, recebeu 1.874 candidaturas. No âmbito do doutorado-sanduíche, mais de 4 mil alunos devem ser beneficiados com estágios de quatro a 12 meses no exterior.

    Em 2017, a colaboração com parceiros no exterior deve ser fortalecida e a internacionalização da pesquisa e da pós-graduação brasileiras, mais valorizada.

    Assessoria de Comunicação Social

    Confira:
    Portal de Periódicos da Capes

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