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  • Atividades atraem os estudantes à biblioteca em escola paraibana

    Na biblioteca da escola, os estudantes participam de rodas de leitura de livros, leem jornais e revistas e fazem a leitura e a releitura de elementos iconográficos (foto: João Bittar-arquivo MEC)Incentivar estudantes e seus familiares a se envolver com a leitura, de modo lúdico e recreativo, é uma das razões que levaram o professor Enildo da Paixão Rodrigues a promover atividades capazes de atrair os alunos à biblioteca da Escola de Ensino Fundamental Durmeval Trigueiro Mendes, em João Pessoa. Professor de português, ele também é coordenador da biblioteca, que leva o nome do poeta Lúcio Lins (1948-2005), nascido na capital paraibana.

    “Todas as escolas deveriam ter bibliotecas, com bom acervo e condições de funcionamento” afirma Rodrigues. “Isso deveria se dar não apenas nas escolas, mas também nos bairros.”

    Para o professor, bibliotecas contribuem para o desenvolvimento da cidadania. “É importante fazer os estudantes compreenderam que é por meio da leitura que cada indivíduo pode se capacitar melhor para vivenciar a sua cidadania e, dessa forma, exigir o cumprimento dos direitos individuais e coletivos”, salienta.

    Rodrigues vê a Biblioteca Lúcio Lins como uma espécie de prolongamento da sala de aula e de outros espaços educacionais. Ele explica que ali é organizada uma agenda semanal de leitura e de narração de histórias. Para essas atividades, os professores de português levam os alunos à biblioteca uma vez por semana. Lá, os estudantes participam de rodas de leitura de livros, leem jornais e revistas e fazem a leitura e a releitura de elementos iconográficos.

    Atividades— Na biblioteca são realizadas palestras, oficinas, mostras de filmes e de vídeos sobre temas diversos, como direitos humanos, sustentabilidade ambiental, cidadania, ações antidrogas, questões de gênero, alimentação saudável, saraus literários, datas históricas e religiosas. Os estudantes têm acesso livre, nos intervalos das aulas, e podem pegar, ao longo do mês, quantos livros emprestados quiserem.

    Em datas históricas, durante a semana cultural da escola ou quando é necessário fazer a divulgação de livros ou de material pedagógico, são organizadas exposições. A biblioteca também abriga a realização de atividades interdisciplinares, como música, circo, teatro e dança, com a participação de diversos professores.

    Rodrigues constata que as atividades ajudam os estudantes a ganhar desenvoltura na leitura e na formação do discurso, oral ou escrito. “Os alunos passam a vislumbrar a beleza das histórias literárias, aprendem a distinguir realidade de ficção e concluem que a biblioteca é um espaço privilegiado para a aquisição de conhecimentos”, destaca. “Além disso, é um ambiente no qual os estudantes aprendem a ler, a pesquisar e a compor textos de forma autônoma.”

    A Biblioteca Lúcio Lins também é um local para a realização de projetos. Um deles, o Viajando Através das Histórias Infanto-Juvenis, criado para desenvolver a capacidade de leitura de alunos com dificuldade de aprendizagem. Outro projeto é o Conhecendo Nossa Comunidade e Escola, destinado a promover visitas a locais próximos à escola e a permitir que os estudantes conheçam projetos voluntários realizados na própria comunidade.

    “O objetivo é fazer o aluno participar, na prática, da vida da comunidade e exercer compromisso com a coletividade”, afirma Rodrigues. Com 38 anos de magistério, ele tem graduação em letras e especialização em educação em direitos humanos.

    Ana Júlia Silva de Souza

    Confira os blogs:
    • Da Escola Durmeval Trigueiro Mendes
    • Da Biblioteca Lúcio Lins

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  • Biblioteca da Fundaj realiza intercâmbio com Cabo Verde

    Desde 24 de setembro, a Biblioteca Blanche Knopf, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), órgão público vinculado ao Ministério da Educação, recebeu a visita de quatro técnicas da Biblioteca Nacional de Cabo Verde (BNCV). As biblioteconomistas cabo-verdianas Telma Brito, Maria Eduarda Santos, Maria Jacqueline Silva e Sheila Antunes vão implantar no seu país os procedimentos técnicos e operacionais adotados pela instituição brasileira.

    Durante a visitação, as especialistas passearam pelos diferentes andares, conhecendo seu espaço e organização. No processo houve a troca de informações acerca do acervo da Fundação, do atendimento ao usuário, o gerenciamento de base de dados, a memória e armazenamento editorial, higienização e conservação. As profissionais da BNCV também conheceram um pouco sobre cursos de extensão e processamento técnico de periódicos, monografias, obras raras, folhetos de cordel, entre outros materiais.

    “Estamos aprendendo muitas coisas que vamos colocar em prática em nossa biblioteca. Uma das coisas que estamos mais ambiciosas em aprender aqui é a conservação e os condicionamentos de higienização dos documentos, já que é uma área que precisa de melhorias em Cabo Verde”, explica Sheila Antunes, uma das técnicas que até o dia 5 de outubro realizam o intercâmbio de informações na Fundação Joaquim Nabuco.

    Para Nadja Tenório, coordenadora da biblioteca da Fundaj, a parceria trará benefícios tanto para a BNCV quanto para a Fundação. “É bastante interessante essa troca de conhecimentos, e para a instituição é gratificante saber que podemos contribuir muito para a Biblioteca Nacional de Cabo Verde. Nos sentimos muito felizes em poder colaborar para o crescimento de outra biblioteca em outro país”, destacou.

    Além de visitar a Biblioteca Blanche Knopf, as técnicas em biblioteconomia visitarão nos próximos dias outros setores da Fundação, como por exemplo o Centro de Estudos da História Brasileira, o Laboratório de Pesquisa, Conservação e Restauração de Documentos e Obras de Arte, o Museu do Homem do Nordeste e a Cinemateca Pernambucana. “Essa troca também promove essa via de internacionalização da educação, da cultura e da leitura promovidas pela Fundaj. É um projeto que certamente levará retorno à população de Cabo Verde", destacou a presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Ivete Lacerda.

    A visita é fruto de uma parceria firmada entre a Biblioteca Nacional de Cabo Verde e a Fundaj, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), que escolheu a Fundação para ministrar um curso de capacitação para as profissionais cabo-verdianas.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Bibliotecária leva amor pelos livros a moradores de rua

    (arte: ACS/MEC)O amor pelas pessoas e pelos livros ocupa os dias de uma bibliotecária de Belém há 34 anos. Terezinha Maria de Jesus da Conceição Lima, a Teca Lima, acredita que a leitura oferece às pessoas a possibilidade de adquirir conhecimento, crescer, viajar, relaxar e amenizar o sofrimento. “A leitura é um momento de prazer”, destaca. Ela tem se preocupado em levar os livros até aqueles que estão mais distantes e isolados, como detentos e quilombolas. “Tudo dá certo quando gostamos de pessoas”, diz.

    Funcionária da Biblioteca Estadual do Pará, cedida ao município da capital, Teca trabalha na Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha, no distrito de Icoaraci. E foi ali que ela desenvolveu projeto com moradores de rua, o Tornar Visíveis os Invisíveis, um Desafio Instigante, um dos ganhadores da oitava edição do Prêmio Viva Leitura, iniciativa dos ministérios da Cultura e da Educação, em parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI). Na premiação, entregue em maio deste ano, o projeto foi o vencedor da categoria 1, Biblioteca Viva. Teca o criou em 2014, a partir da observação da parcela da sociedade que inclui pedintes, guardadores de carros e artesãos.

    O trabalho, realizado em parceria com o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), contribuiu para a integração e o reconhecimento da comunidade em relação aos moradores em situação de rua. Segundo Teca, eles gostam de frequentar o espaço da biblioteca, onde não só têm oportunidade de ler e pegar livros emprestados, como de usar o computador e participar dos variados projetos culturais lá desenvolvidos. Um deles é o Boi Literário Paraense, promovido pela biblioteca há mais de 30 anos. Em preparação para a festa, realizada em 24 de junho, com brincadeiras típicas juninas, os homens participaram de oficinas de musicalidade e as mulheres dedicaram-se à personalização de indumentárias e bordados.

    Outra importante atividade promovida pela biblioteca é o Jardim Poético, realizado sempre em abril. Um dia inteiro é dedicado a atrações, como apresentações de banda e coral, além de exposição dos objetos de artesanato feitos pelos moradores de rua.

    Sorte — A biblioteca também apoia os projetos desenvolvidos pelo Centro Pop, como o Auto de Natal e a Paixão de Cristo, e atividades culturais, como o Cinema na Biblioteca, que contam sempre com a participação dos moradores de rua. “Deus me colocou na profissão acertada”, diz a bibliotecária, que tem especialização em organização de arquivos e em gestão pública. Inicialmente, ela sonhava em ser psicóloga. “A leitura tem me surpreendido além do que eu já sei, pois as possibilidades são intermináveis”, diz. “Afinal, é só se permitir deixar acontecer.”

    Teca acredita ter sorte de trabalhar naquele local. “É uma biblioteca dinâmica, atuante, com pessoas que comungam com os meus pensamentos”, afirma. “Tanto que todos os nossos projetos têm sempre a literatura como base para outras linguagens artísticas.”

    Prêmio — O Prêmio Vivaleitura foi o primeiro que Teca obteve em sua carreira, mas ela se sente premiada sempre que empresta um livro, vê que algum leitor conseguiu pesquisar sobre o assunto procurado ou que usuários da biblioteca são aprovados em concursos, entre outros pontos. “Isso, para mim, é um prêmio porque sei que tive uma pequena participação na realização de sonhos.”

    O prêmio recebido, no valor de R$ 25 mil, ajudou a implementar e incrementar o espaço de leitura criado no Centro Pop, com a doação de estantes e obras para o acervo. Os livros foram adquiridos a partir das indicações de assuntos e títulos feitas pelos próprios moradores de rua. Localizado na mesma rua da biblioteca, a quatro quarteirões de distância, o Centro Pop conta com profissionais dedicados a trabalhos como abordagem e triagem de moradores de rua, emissão de documentos e realização de oficinas.

    Fátima Schenini

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    Leia também:

  • Como é feita a distribuição de livros pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola?

    Os títulos são distribuídos às bibliotecas escolares segundo o número de matrículas registrado no Censo Escolar. Escolas com até 250 alunos receberão 100 títulos; de 251 a 500 alunos, 200 obras; acima de 501 estudantes, 300 títulos.
  • Escola de Recife atende alunos excluídos e com deficiência

    A escola de Recife atende alunos com problemas de baixa visão e diversas outras deficiências (foto: João Bittar)Criada em 1994, com a ideia inicial de atender jovens surdos que viviam na rua e fora do sistema de ensino, a Escola Municipal Padre Antônio Henrique, de Recife, atende todos os tipos de estudantes. Entre eles alunos com síndrome de Down, paralisia cerebral e baixa visão.

    “Temos 300 estudantes, dos quais 72 são surdos ou com outras deficiências. É uma escola que tem sensibilidade para esse público”, assegura a diretora da instituição, Maria de Fátima Ribeiro Ferraz. Segundo ela, a instituição tinha cerca de 170 alunos surdos em 2009. Com o processo de inclusão, esse número foi se reduzindo. “Os surdos foram conquistando outros espaços”, esclarece. Outro motivo para a redução, segundo ela, é a conclusão do ensino fundamental por muitos desses estudantes.

    De acordo com Maria de Fátima, a instituição sempre trabalhou com projetos de leitura e considerou a importância de contar com um espaço específico para essa atividade e para a pesquisa. Por essa razão, participou, em 2006, de concurso para a implementação de bibliotecas em escolas municipais, promovido pela Gerência de Biblioteca e Formação de Leitores da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer de Recife. O projeto apresentado pela escola foi classificado, o que garantiu o recebimento de recursos para a instalação da biblioteca.

    “É uma biblioteca comum, com recursos variados, de acordo com as especificidades da escola”, diz a diretora. Além de obras literárias tradicionais, CDs em libras, livros em braile e jogos pedagógicos fazem parte do acervo. “É pequena, mas muito equipada”, destaca. Apesar de a escola não contar com bibliotecária, os professores contribuem na organização e no trabalho com os estudantes. Além disso, estagiários trabalham como mediadores de leitura.

    O acervo é adquirido de várias maneiras — envio de obras pelo Ministério da Educação, aquisição com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e parcerias com empresas particulares, entre outras. A próxima meta de Maria de Fátima é montar uma sala de atendimento especializado, com equipamentos e jogos capazes de contribuir para a melhoria do aprendizado e a inclusão dos alunos com deficiência.

    Fátima Schenini

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  • Estímulo à leitura é a proposta de projetos de escola de MS

    Projeto desenvolvido na escola sul-mato-grossense pretende estimular o hábito da leitura entre os 680 estudantes matriculados, da educação infantil ao nono ano do ensino fundamental (foto: João Bittar–arquivo MEC)Na Escola Municipal Professor Virgílio Alves de Campos, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, o incentivo à leitura é uma preocupação constante e faz parte de diferentes projetos. A Roda de Leitura, realizada na Biblioteca Pedro José da Silva, é exemplo de projeto programado para estimular o hábito entre os 680 estudantes matriculados na instituição, da educação infantil até o nono ano do ensino fundamental.

    De acordo com Analu Roncaglio Fernandes, funcionária da biblioteca, a Roda de Leitura é uma atividade pré-agendada, realizada com uma turma diferente a cada dia. Começa com a narração de uma história. Depois, os estudantes fazem leitura livre e escolhem um livro para ler em casa.

    Outro exemplo de projeto é a Roda do Meio Ambiente e Saúde, criada para incentivar a leitura, despertar a consciência ecológica e os cuidados com a saúde e o meio ambiente. Segundo Analu, um setor da biblioteca reúne livros, revistas, gibis e outras publicações sobre esses temas. O material está à disposição dos professores.

    A Sacola da Leitura é outro projeto. O nome vem do material, feito em tecido, usado para acondicionar a obra a ser levada pelo estudante para a leitura em casa. Na sacola vão também orientações para pais e responsáveis. A cada dia, três alunos de cada série podem escolher um livro, que deve ser devolvido à escola depois da leitura.

    Gibi— A professora Mônica Inácio de Oliveira Prestes, que leciona nos anos iniciais do ensino fundamental, desenvolveu vários projetos de estímulo à leitura nos 15 anos de atuação no magistério. Atualmente, tem trabalhado com o Projeto Gibi. “Uma vez por semana, os alunos vão à biblioteca, escolhem gibis de um tema único para toda a sala e os levam para ler em casa no fim de semana”, explica Mônica. Depois da leitura, cada estudante deve elaborar de três a cinco perguntas sobre a história para fazer aos colegas na sala de aula, de forma a gerar um debate sobre os temas.

    Formada em pedagogia, com licenciatura plena em educação infantil e ensino fundamental e pós-graduação em mídias na educação e psicopedagogia clínica e institucional, Mônica trabalha também com o projeto Ciranda da Leitura. “Os alunos estão lendo, em média, oito livros da roda por mês, com um resultado significativo na melhoria da leitura e da escrita”, revela.

    Nesse projeto, cada aluno escolhe duas obras. Depois, as troca com os colegas. Após a leitura, os estudantes relatam, recontam e ilustram o que leram e respondem a perguntas dos colegas. Algumas vezes, os familiares participam das atividades, ao recontar as histórias.

    Fátima Schenini


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  • Fundaj oferta curso de mediação de leitura para professores

    A Biblioteca Central Blanche Knopf, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), é parceira do curso de Mediação de Leitura, promovido pela Ekó Educação e Cultura, organização pernambucana de assessoria pedagógica. O objetivo é oferecer mais ferramentas para que os alunos se sintam estimulados a ler. “A biblioteca viu a necessidade de promover um curso assim, porque a leitura hoje em dia traz cada vez mais uma questão histórico-social de inclusão", afirma a coordenadora da biblioteca da Fundaj, Nadja Tenório Pernambucano.

    O curso vai ao encontro da humanização das relações entre professor, obra e estudante. “A leitura é uma forma de enxergar além do que a sociedade coloca para a gente. Tem um ativismo muito forte em como ela dá possibilidades de nos posicionarmos de forma diferente”, aponta a assessora da Ekó Erica Verçoza, que ministra o curso juntamente com a doutora em biblioteconomia Cida Fernandez.

    Cida considera a mediação uma peça fundamental do educador para uma abordagem mais didática. “Entendemos a literatura como essencial para o desenvolvimento humano. Ela cumpre funções essenciais, como a necessidade de fabulação. Se a gente não sonhar, enlouquece”, diz.

    Na primeira edição, as aulas foram focadas na capacitação para mediar leitura, mas tanto as professoras quanto os alunos sentiram a necessidade de ir mais adiante. Agora, em sua segunda edição, o curso é dividido em iniciante e avançado e, além de habilitar o mediador, ensina a organizar uma biblioteca escolar, focando na divisão do acervo por cores como forma de classificar os títulos. “Isso estimula a criança a transitar pelo acervo; ela pega livros que teoricamente não são exclusivos de sua faixa etária, então ela é desafiada”, explica Cida.

    Para os professores, as aulas já estão mostrando resultado. A aposentada Maria José de Arimatéia afirma ter passado a entender a leitura como um direito, não só como um prazer. “Eu melhorei muito profissionalmente. Antes, eu apenas lia a história; agora, faço intervenções, converso, canto e promovo debates”.

    Para Mitafá – eu lírico criado por Fátima Gaspar durante uma contação de história – o curso cria uma responsabilidade maior para com os estudantes na hora de transmitir o conteúdo do livro. “Ele ampliou demais a minha visão como mediadora, como leitora, e como alguém que perpetua o direito humano. Fiz o primeiro e quando surgiu a oportunidade de fazer o avançado não pensei duas vezes".

    O curso é ministrado uma vez por ano, de quinze em quinze dias, entre os meses de julho e dezembro, com duração total de 120 horas e direito a certificação. Tanto o iniciante quanto o avançado se dividem em quatro módulos. As vagas são limitadas.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Fundaj

  • Ministério da Educação doa primeira biblioteca para o sistema prisional brasileiro

    A penitenciária feminina de Votorantim, no interior do estado de São Paulo, será contemplada com a primeira biblioteca entregue pelo Ministério da Educação ao sistema carcerário brasileiro. O termo de doação foi assinado nesta segunda-feira, 20, pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, e o governador Geraldo Alckmin, durante a cerimônia de inauguração da nova unidade prisional do município.

    Mendonça Filho exaltou a felicidade em celebrar uma parceria “tão importante, envolvendo a área da educação e o sistema penitenciário paulista”. Destacou, ainda, que a instalação das bibliotecas nas unidades prisionais brasileiras é um fator importante para a ressocialização dos presos. “Promover o acesso à educação significa promover o acesso à justiça e à equidade social”, disse.

    O ministro também falou da importância desse tipo de parceria para estados e municípios. “Eu estarei sempre à disposição para continuar atuando em parceria no reforço da área da educação nas várias etapas, desde a educação infantil e fundamental, responsabilidade constitucional dos municípios brasileiros, passando pela área de competência principal dos estados, o ensino fundamental em seus anos finais, o nível médio, a educação técnica e tecnológica e, também, o ensino superior”.

    A doação faz parte de uma parceria firmada em janeiro deste ano entre o MEC e o Supremo Tribunal Federal (STF), que prevê a instalação de 40 bibliotecas em instituições prisionais de todo o país. Pelo acordo, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) fará a doação de, aproximadamente, 20 mil livros, a um custo total de cerca de R$ 150 mil. Cada acervo terá 487 obras.

    O governador Geraldo Alckmin agradeceu ao ministro pela doação da biblioteca. “A leitura é uma forma de nós melhorarmos”, afirmou. Segundo Alckmin, o estado de São Paulo tem, atualmente, 16.678 presos estudando, sendo 2.873 em processo de alfabetização, 7.407 cursando o ensino fundamental, 6.351 no ensino médio e 47 na educação superior.

    A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, explicou que a instalação das bibliotecas será feita nas unidades prisionais que têm condições de oferecer ao preso não a liberdade, mas espaços de libertação. “O preso já está exatamente privado da liberdade pela decisão judicial. Mas a libertação independe da própria condição”, disse. “A libertação se faz pela possibilidade de se ter esperança, para a qual contribui muito a leitura, a educação, outras formas de experimentar essa triste cena que alguns têm que passar na vida quando erram, de se afastar da sociedade, da sua família e das pessoas queridas, para cumprir o que devem à sociedade”.

    Também participaram da solenidade o prefeito de Votorantim, Fernando Oliveira; o presidente do Tribunal de Justiça do estado de São Paulo, desembargador Paulo Dimas; o secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, Lourival Gomes; o secretário da Justiça e Defesa da Cidadania de São Paulo, Marcio Rosa; o diretor de Ações Educacionais do FNDE, José Fernando Uchôa; e a diretora da unidade penitenciária de Votorantim, Gisele Mota.

    O ministro da Educação, Mendonça Filho, participou da cerimônia de inauguração da nova penitenciária feminina de Votorantim (SP), junto ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, nesta segunda-feira, 20 (Foto: Rafael Carvalho/MEC)Unidade– A penitenciária feminina de Votorantim possui cerca de 17 mil m² de área construída, com capacidade para abrigar 848 mulheres, sendo 740 no regime fechado e 108 no regime semiaberto. Os pavilhões têm área específica para amamentação e para atividades esportivas, além de pátio descoberto com palco multiuso e áreas de convivência e visita, compostas por playground, praça de areia, minicampo de futebol e salas para atividades educativas de prisioneiras com os filhos.

    Esta é a quinta unidade feminina do plano de expansão do governo do estado de São Paulo construída nesses moldes. O modelo leva em conta o respeito às particularidades e necessidades das mulheres, principalmente ligadas à saúde. “Não se trata de uma unidade masculina que foi adaptada”, frisou o governador Alckmin.

    Ações– O Ministério da Educação possui diversas ações para pessoas privadas de liberdade, como o programa Brasil Alfabetizado, que permite a alfabetização de jovens e adultos nos estabelecimentos penais, com a oferta de bolsas diferenciadas aos alfabetizadores. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), a demanda de presos que se declaram analfabetos gira em torno de 20 mil. A meta do programa para o ciclo 2016, que está em execução, é atender, pelo menos, metade delas.

    O MEC também executa ações de educação de jovens e adultos; o programa Mulheres Mil, de formação profissional e tecnológica em presídios femininos; e o Plano de Ações Articuladas (PAR), junto aos entes federados. A pasta quer, ainda, ampliar a educação a distância nas instituições prisionais e, a partir do segundo semestre de 2017, oferecer o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), já separado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • PNBE - Acervos




     

  • Programa ajudou a criar mais de 11 mil bibliotecas em áreas rurais


    Ações como o Programa de Bibliotecas Rurais Arca das Letras contribuem para incentivar o hábito da leitura (Foto: Ubirajara Machado/Ascom Sead)

    No Dia Nacional da Leitura, comemorado nesta quinta-feira, 12, projetos de incentivo ao hábito de ler demonstram o quanto os livros são essenciais para formar senso crítico e estimular a criatividade, imaginação e vocabulário dos leitores. Um dos exemplos é o Programa de Bibliotecas Rurais Arca das Letras, da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Casa Civil.

    A ação, que teve início em 2003, tem o objetivo de contribuir para que a população do campo no Brasil tenha mais acesso a livros e, consequentemente, ao hábito da leitura. De acordo com Rodrigo de Lira, analista técnico de políticas sociais da Subsecretaria de Desenvolvimento Rural da Sead, as primeiras bibliotecas do programa foram implantadas em cinco comunidades rurais do semiárido de Pernambuco, Paraíba e no estado do Rio Grande do Sul. “A iniciativa deu certo e, passados 14 anos, o programa alcançou mais de 11 mil bibliotecas rurais implantadas”, relata.

    Desde o início, o programa conta com uma rede de parcerias nas esferas governamentais, não governamentais e sociedade civil, para confecção de móveis do tipo arca e doação de acervos bibliográficos. “O Arca das Letras atua na democratização do acesso ao conhecimento e vem contribuindo para que a população rural no Brasil tenha mais acesso ao livro. Em alguns casos, as bibliotecas rurais estão inseridas em comunidades que jamais tiveram acesso à informação e à cultura”, enfatiza Lira.

    Até hoje, o programa implantou 11.404 bibliotecas, beneficiando em torno de 1,3 milhão de famílias. A arca é um móvel, em formato padronizado, que abriga um acervo formado por cerca de 200 livros, distribuídos entre literatura nacional, internacional, infantil e infanto-juvenil. As bibliotecas são implantadas, preferencialmente, nas sedes das associações de moradores ou em lugares comunitários, por serem espaços democráticos e de maior circulação de pessoas. Nos casos em que a comunidade não possui esses espaços, as bibliotecas são instaladas na casa de um morador que se voluntarie a acolher a arca em horários pré-estabelecidos e dar acesso à população do local.

    Mobilização – Para implantar uma biblioteca Arca das Letras, o primeiro passo é a mobilização das localidades que decidem aderir ao programa. É preciso convocar membros da comunidade, em especial, líderes comunitários, pessoas que atuam em ações culturais, e interessados em geral. As discussões entre os participantes devem estar centradas na função da biblioteca e sua importância em atividades educacionais, culturais e sociais. 

    O MEC, por meio do Programa Nacional Biblioteca da Escola, distribui várias obras da literatura nacional entre as escolas públicas (Foto: Ubirajara Machado/Ascom Sead)

    O segundo passo é preencher o formulário de consulta, que tem o propósito de traçar o perfil das famílias a serem beneficiadas. O documento envolve questões relacionadas a aspectos culturais, educacionais e econômicos. Por último, é feita a indicação do agente de leitura que irá atuar como responsável pela gestão da biblioteca. O agente será capacitado pela equipe da coordenação do Programa Arca das Letras.

    Nataly Elen Barbosa, licenciada em letras-língua portuguesa pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), tornou-se agente do programa em sua comunidade, Patos, que fica na zona rural de Floresta do Piauí. “Conheci o projeto em 2012, me interessei e fui em busca de trazer para a minha comunidade. Após todo o processo para conseguir implantar o programa, os livros chegaram, e uma alegria enorme tocou meu coração, porque por meio dos livros é possível levar conhecimento a muitas pessoas”, ressaltou. A jovem conta que faz visitas a famílias para levar livros e que, aos domingos, costuma reunir crianças em rodas de leituras, com diversas atividades, como brincadeiras de roda e apresentações culturais.

    Data – O Dia Nacional da leitura – 12 de outubro – foi instituído por meio da Lei nº 11.899, de 8 de janeiro de 2009, que também prevê a celebração da Semana Nacional da Leitura e da Literatura no Brasil..

    Saiba mais sobre o Programa de Bibliotecas Rurais Arca das Letras.

    Assessoria de Comunicação Social 

  • Programa Nacional Biblioteca da Escola

    O Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), desenvolvido desde 1997, tem o objetivo de promover o acesso à cultura e o incentivo à leitura nos alunos e professores por meio da distribuição de acervos de obras de literatura, de pesquisa e de referência. O atendimento é feito de forma alternada: ou são contempladas as escolas de educação infantil, de ensino fundamental (anos iniciais) e de educação de jovens e adultos, ou são atendidas as escolas de ensino fundamental (anos finais) e de ensino médio. Hoje, o programa atende de forma universal e gratuita todas as escolas públicas de educação básica cadastradas no Censo Escolar.

    O programa divide-se em três ações: PNBE Literário, que avalia e distribui as obras literárias, cujos acervos literários são compostos por textos em prosa (novelas, contos, crônica, memórias, biografias e teatro), em verso (poemas, cantigas, parlendas, adivinhas), livros de imagens e livros de história em quadrinhos; o PNBE Periódicos, que avalia e distribui periódicos de conteúdo didático e metodológico para as escolas da educação infantil, ensino fundamental e médio e o PNBE do Professor, que tem por objetivo  apoiar  a prática pedagógica dos professores da educação básica e também da Educação de Jovens e Adultos por meio da avaliação e distribuição de obras de cunho teórico e metodológico. 

    A apropriação e o domínio do código escrito contribuem significativamente para o desenvolvimento de competências e habilidades importantes para que os educandos e educadores possam transitar com autonomia pela cultura letrada.  O investimento contínuo na avaliação e distribuição de obras de literatura tem por objetivo fornecer aos estudantes e seus professores material de leitura variado para promover tanto a leitura literária, como fonte de fruição e reelaboração da realidade, quanto a leitura como instrumento de ampliação de conhecimentos, em especial o aprimoramento das práticas educativas entre os professores.

    Como faço para receber o livro de literatura em minha escola?

    O procedimento para as escolas públicas receberem os acervos do PNBE é estarem cadastradas no censo escolar realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) não havendo necessidade de adesão. Somente estas estão aptas a receberem as obas do referido programa.

    A distribuição dos livros é feita diretamente das editoras às escolas ou, dependendo do tipo de acervo, das editoras a um centro de mixagem, para formação das coleções e posterior envio às escolas. A distribuição do PNBE é feita pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Essa etapa do PNBE conta com o acompanhamento de técnicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE e das Secretarias Estaduais de Educação. Em se tratando de escolas das zonas rurais, os acervos são entregues na sede das prefeituras ou das secretarias municipais de educação, que devem distribuí-los às escolas.

    Para dúvidas sobre o recebimento das obras sugerimos o contato com o próprio FNDE, no portal www.fnde.gov.br, link Biblioteca da Escola e link Livro Didático e com a Coordenação-Geral dos Programas do Livro (FNDE), no endereço: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, Coordenação-Geral dos Programas do Livro (CGPLI/Dirae), SHS - Quadra 5 - Bloco B - Edifício Anexo do FNDE - 1º andar - Brasília – DF, ou pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. Há ainda o contato do Atendimento Institucional do FNDE pelo telefone 0800 616161 (ligação gratuita). Para falar com o FNDE, digite 2 e, em seguida, digite 5. Há ainda o endereço eletrônico: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

    Mas lembramos, o MEC não dispõe de acervos das obras do PNBE e nem de livros didáticos do PNLD para distribuição avulsa ao público e bem como não possuímos versão para download destas obras.

    Como faço para inscrever uma vender uma obra para o MEC distribuir para as escolas?

    Os materiais a serem adquiridos e distribuídos às escolas públicas de educação básica do país por meio do PNBE devem ser inscritos em editais do programa e submetidos à avaliação pedagógica e à seleção do acervo, realizada por esta Secretaria, em parceria com universidades públicas do país.

    As obras são inscritas pelos detentores de direitos autorais, conforme critérios estabelecidos em edital, e avaliadas por especialistas da área do conhecimento, que compõem os acervos que serão distribuídos naquele ciclo. Os interessados em participar da avaliação e seleção de obras no âmbito do PNLD ou do PNBE devem acompanhar a abertura dos editais específicos, disponibilizados no endereço eletrônico do FNDE: Programas.

    No âmbito do PNBE, não há parcerias específicas para a distribuição de livros, ainda que em datas comemorativos ou grandes eventos. Toda a distribuição de livros depende da abertura de edital específico, assegurando a ampla concorrência e a melhor qualidade do acervo para os fins pretendidos. 

  • Projeto de biblioteca em shopping popular do Distrito Federal atrai quem gosta de aprender


    (arte: ACS/MEC)A expressão rato de biblioteca é usada para identificar pessoas que gostam muito de ler e que gostam de estar cercadas dos mais variados exemplares de obras diversas. Essa foi a inspiração que deu origem à organização não governamental Roedores de Livros, criada em 2006, em uma biblioteca da Asa Norte, em Brasília.

    A ideia deu certo. Tanto que a proposta foi expandir a iniciativa. Depois de passar por diferentes locais, ela chegou a um shopping popular em Ceilândia, maior região administrativa do Distrito Federal (cerca de 490 mil habitantes).

    Aos sábados, de manhã, mais de 30 crianças, em grupos bem variados, com idade entre 4 e 14 anos, vão à biblioteca, organizada pelos Roedores, e lá ouvem histórias, participam de oficinas de artes e outras atividades. Tudo é coordenado por um grupo de adultos voluntários, verdadeiros ratos de biblioteca, que se dedicam a atrair outros “roedores” interessados em aprender e a se divertir com a mágica dos livros.

    Segundo a professora Ana Paula Bernardes, a proposta é acolher a todos. “A gente deixa todos juntos. Temos todas as idades no projeto”, diz. “O grande presente é convidar a criança para ler junto, para se divertir, fazer uma coisa mais aconchegante.”

    De acordo com a professora, a leitura tem de ser um ato de carinho, de amor, de estar junto. “E a criança vai levar esse ‘estar junto’ para sempre”, afirma. “E vai sempre associar o livro a uma coisa muito boa. E é isso que aproxima a criança do livro.”

    Para que os estudantes conheçam os Roedores de Livros, os voluntários vão até as escolas e falam sobre o projeto. O local, na Feira de Ceilândia, não só recebe a criançada, como também promove o empréstimo de livros a quem pretende levar o exemplar para ler em casa. “O projeto acontece numa feira, no shopping popular de Ceilândia. Então, a grande maioria do nosso público é da própria feira: são os filhos dos feirantes, pessoas que estão passeando no local, que conhecem o projeto e passam a participar”, destaca Ana Paula.

    A professora revela que são feitas campanhas em escolas mais próximas para convidar os estudantes a conhecer a biblioteca e participar do projeto. “Vários jovens [frequentadores da biblioteca] de escolas próximas fazem empréstimo de livros”, diz.

    Escritores — As atividades, no entanto, não estão limitadas ao espaço da biblioteca nem aos pequenos estudantes. A passagem é livre pela “toca” do projeto.  “Esse ano, promovemos um grande encontro, que chamamos Encontro com Escritores: visitamos dez regionais administrativas levando um escritor e falando do projeto Roedores de Livros”, revela Ana Paula. Isso foi feito para incentivar não só os jovens, mas os professores, a procurar a biblioteca, que tem um grande acervo, segundo a professora. “Temos feito campanhas para que os professores conheçam nosso trabalho no shopping popular de Ceilândia.”

    Hoje, a biblioteca dos Roedores, apesar do bom acervo, considera as doações sempre bem-vindas. Em razão da quantidade de livros disponíveis, tudo o que chega como doação é encaminhado aos demais polos culturais da região. “Encaminhamos as doações a outras instituições em Brasília que estejam se organizando, montando pequenas bibliotecas”, diz a professora. “Oferecemos ainda um apoio a pequenos projetos e a organizações não governamentais.”

    No blogue do Roedores de Livros é possível conhecer o projeto e acompanhar as atividades promovidas pelo grupo.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Projeto desenvolvido em Brasília incentiva os alunos a lerem mais

    Os alunos da Escola Classe 308 Sul têm intensificado o hábito de ler a partir de um projeto que estimula o compartilhamento de informações sobre o conteúdo dos livros oferecidos pela biblioteca local (Foto: Divulgação)

    Há cinco anos, o incentivo à leitura entre as crianças tem sido um dos pilares principais da Escola Classe 308 Sul, em Brasília. O projeto, que tem dois nomes – “Era uma vez” e “Sacola literária” –, consiste em emprestar um livro ao aluno, deixar que ele aproveite o conteúdo durante o final de semana e,  a partir dessa vivência, criar espaço para discutir, em sala de aula, o que foi lido nos dias anteriores. O trabalho incorpora a meta do Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado no país em 18 de abril.

    A coordenadora pedagógica da escola, Luciara de Sá, conta que o projeto nasceu de reuniões com um grupo de professores que identificaram a carência de leitura dos alunos. “Hoje, vejo o quanto é gratificante, mas a nossa maior dificuldade foi fazer com que os pais incentivassem a leitura em casa”, diz. “Quando isso não acontecia, o aluno se sentia deslocado em sala ao perceber que somente ele não tinha entrado na brincadeira e não participaria do debate. ”

    Atualmente, esse problema não existe. A biblioteca é um grande estímulo, oferecendo acervo com títulos consagrados, como Romeu e Julieta dos Quadrinhos, de Maurício de Sousa; e, da safra internacional, os livros da coleção Harry Potter, da escritora e roteirista britânica J. K. Rowling; Diário de um banana, de Jeff Kinney; e Diário de uma princesa, de Gary Marshall. O objetivo é fazer com que os alunos contem suas experiências e despertem a curiosidade uns dos outros. Assim, todos experimentam as histórias lidas pelos colegas.

    “Eles precisam ler aquilo de que gostam, e ver o colega comentando é o principal incentivo”, explica Luciara. “Fico muito feliz, pois, além disso, vejo que eles cuidam muito bem de todos os exemplares. ”  Os volumes são acondicionados em sacolas que, inicialmente feitas de plástico e TNT, hoje são confeccionadas pelos próprios alunos e professores em algodão, material resistente e ecologicamente correto. “Conseguimos evoluir nisso também”, comemora a coordenadora.

    Incentivo – Para fomentar ainda mais o conhecimento desde os primeiros anos de escola, o Ministério da Educação criou o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE). O plano é direcionado à aquisição e distribuição de obras literárias para escolas públicas de educação infantil, anos iniciais e finais do ensino fundamental, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ensino médio, com acervos de títulos de diversos gêneros literários, como crônica, novela, romance, bibliografia, teatro, poesia, livros de imagens, histórias em quadrinhos, entre outros.

    No início de março deste ano, o MEC e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao ministério, promoveram uma audiência pública para debater o edital de aquisição de obras literárias para alunos da rede de educação básica. Os principais objetivos da publicação são o apoio à formação dos acervos das escolas públicas, a ampliação das oportunidades de acesso dos estudantes à literatura de qualidade e a contribuição para o desenvolvimento de competências e habilidades dos estudantes, em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Projeto incentiva leitura em órgão público de Araraquara

    Quando o amor à profissão fala mais alto que os interesses profissionais, a dedicação e o entusiasmo tornam o trabalho um prazer. A bibliotecária Joelma Paula Moraes é prova disso. Servidora do Departamento Autônomo de Águas e Esgotos (DAAE) de Araraquara (SP), conseguiu introduzir uma biblioteca no ambiente de trabalho.

    “A gente construiu, com a ajuda de funcionários, doações e uma parceria com a coleta seletiva da cidade, uma biblioteca para os servidores”, conta. O projeto começou em 2009 e, atualmente, já reúne cerca de 1,5 mil livros.

    Os funcionários passaram a fazer doações de obras, de gêneros e temáticas diversas, e a equipe responsável pela coleta seletiva começou a separar os livros que eram descartados pela população. As obras são entregues diretamente na instituição.

    Paralelo a isso, Joelma explica que o programa Caixa de Cultura, do Serviço Social da Indústria (Sesi), já existia no DAAE. A ação consiste em deixar disponível nas empresas uma caixa metálica com um acervo literário de 40 a 100 títulos.

    “Eu peguei esse projeto e incrementei com a criação da biblioteca, para incentivar a leitura dos funcionários no horário de descanso no trabalho ou mesmo para levar pra casa”, diz Joelma.

    Atualmente, o DAAE possui cerca de 480 funcionários. Por mês, a biblioteca do órgão realiza, aproximadamente, 30 empréstimos de livros. “Apesar de tanta tecnologia, o livro em papel não morreu”, comemora.

    Outro projeto do departamento para incentivar a leitura é o chamado Momento Leitura. Quinzenalmente, a bibliotecária expõe os livros e dá dicas de leitura nos murais da instituição. Um informativo mensal distribuído aos servidores também tem espaço para o Momento Leitura, em que os funcionários fazem a indicação de obras literárias.

    Mudança– Joelma diz que considera a profissão muito importante. “Aquela coisa do bibliotecário sentado, de óculos, silencioso não existe mais. A gente tomou outro comportamento”, diz. “Me formei em 1995, e de lá pra cá muita coisa mudou.”
    Joelma explica que as pessoas tendem a achar que o bibliotecário já leu todos os livros. “Mas não é assim; a gente indica”, esclarece. Ela diz que procura estar sempre “antenada”, se inteirando dos lançamentos, tanto no que diz respeito à literatura de lazer quanto na específica que, no seu caso, é saneamento.

    “Muitos servidores fazem o trabalho de conclusão de curso de mestrado, doutorado na área de saneamento e meio ambiente, então eles sempre nos procuram para ver se temos material”, afirma Joelma. “Eu tenho muita procura e tenho prazer em ajudar, porque isso faz a gente saber que o trabalho é válido. A profissão do bibliotecário é fundamental para o enriquecimento da educação. E isso não tem idade”, conclui.

    Programa – Criada em 1948, a Caixa de Cultura é um programa integrador que promove ações culturais no ambiente de trabalho para fomentar a prática da leitura e da apreciação artística. Por meio de convênio, o Sesi coloca à disposição das empresas um acervo literário que varia de 40 a 100 títulos, de gêneros e temáticas diversas.

    Após o tempo de permanência estipulado, que varia de quatro a seis meses, é efetuada a troca da caixa por outra com acervo atualizado e renovado, para utilização dos funcionários. O serviço é gratuito.

    Homenagem– O Dia do Bibliotecário é comemorado no dia 12 de março em todo o país. A data, instituída pelo Decreto nº 84.631, de 1980, homenageia Manuel Bastos Tigre, considerado o primeiro bibliotecário concursado do Brasil.

    Nascido em 12 de março de 1882, Manuel Tigre foi aprovado em primeiro lugar no concurso para bibliotecário do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Trabalhou por dois anos na Biblioteca Nacional, assumindo, em seguida, a direção da Biblioteca Central da Universidade do Brasil. Lá, trabalhou junto ao reitor da instituição, mesmo depois de aposentado.

    Engenheiro de formação, trocou a ocupação pela biblioteconomia após conhecer o bibliotecário Melvil Dewey, que instituiu o Sistema de Classificação Decimal. Em 1915, aos 33 anos de idade, Manuel Tigre assumiu de vez a nova profissão.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Projeto Roedores de Livros desperta o gosto pela leitura entre crianças do Distrito Federal

    Há mais de dez anos, o projeto Roedores de Livros utiliza ações integradas para despertar o gosto pela literatura entre crianças e adolescentes do Distrito Federal. O trabalho, que começou no Plano Piloto, atualmente tem uma sede fixa em Ceilândia, que, sendo a maior cidade do Distrito Federal, possibilita a ampliação do atendimento às crianças. A utilização do espaço é gratuita.

    A professora Ana Paula Bernardes, coordenadora do projeto, lembra que tudo teve início com a criação de uma biblioteca na Asa Norte – local que, contemplado com muitas doações, acabou por inspirar o Roedores de Livros. O nome é uma alusão à expressão “ratos de biblioteca”, como costumam ser chamadas as pessoas que passam muito tempo nesses espaços de leitura.

    Na sede atual, todos os fins de semana, os estudantes ouvem histórias e participam de oficinas de artes, entre outras atividades. Professores também podem aproveitar o local, onde são realizadas palestras específicas para a categoria. O acervo é predominantemente infantil e juvenil, mas há obras para todas as idades. “É uma biblioteca comunitária aberta que qualquer pessoa pode frequentar”, ressalta Ana Paula.

    Espaço aberto – A professora destaca a leitura como boa indicação para os momentos que todas as pessoas precisam criar, segundo sua avaliação, para “pensar em coisas boas”. O hábito de ler, avalia, sempre pode trazer mudanças de perspectiva na vida de qualquer um. A maioria das crianças que participam do projeto é formada por filhos de feirantes locais. A tendência natural desse público, observa Ana Paula, era seguir os passos dos pais, algo que foi mudado a partir do contato frequente com a leitura.

    “As crianças querem ser pediatras, professores e seguir outras profissões pelas quais, no início, não manifestavam interesse”, relata a coordenadora. “A partir desse momento em que elas vislumbram outras possibilidades, quando veem que o mundo é muito grande e que tem muitas coisas para serem feitas, a gente vai mudando esse lugarzinho.”

    Além das crianças, seus familiares também acabam sendo envolvidos pelas atividades do projeto. “Os pais ficam super animados e vêm buscar livros com a gente”, conta Ana Paula. “Todo ano, no Dia da Criança, a gente doa um livro para que essa criança também monte sua biblioteca, para que o amor ao livro não fique restrito ao Roedores.”

    Confiança – Os momentos de leitura são intercalados com conversas, que estabelecem um ambiente favorável para conquistar a confiança dos frequentadores. Esses contatos criam uma ligação afetiva que, segundo observa Ana Paula, muitas vezes não ocorre em casa ou na escola.

    “O livro aproxima a gente”, resume a coordenadora do Roedores de Livros. “Então, quando a gente faz uma leitura a partir da qual a criança ou jovem se sente à vontade para conversar, ela tira algumas dúvidas, vai experimentando outras coisas. Quando tem algum problema e quer conversar, às vezes não consegue falar isso em casa, e vem para cá.”

    Atualmente, cinco voluntários trabalham no projeto. A biblioteca fica aberta ao público aos sábados, das 9h30 às 12h. Escolas podem agendar visitas por O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

    Conheça outros detalhes do projeto

    Assessoria de Comunicação Social 

     

  • Projetos de estímulo à leitura podem ser inscritos até dia 10

    Experiências bem sucedidas de estímulo à leitura receberão R$ 90 mil em prêmios. Foto: João BittarO prêmio Vivaleitura 2011 já conta com 1.238 candidatos, mas escolas, bibliotecas e entidades da sociedade civil ainda podem apresentar suas experiências e concorrer a R$ 90 mil. O prazo para inscrições, que se encerraria no último dia 20, foi prorrogado até 10 de agosto.

    Dados da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), entidade que coordena o Vivaleitura, mostram que a categoria escolas públicas, privadas e comunitárias apresentou, até esta segunda-feira, 25, o maior número de trabalhos, 680. A categoria sociedade, que compreende empresas, organizações não-governamentais, pessoas físicas, universidades e instituições sociais, aparece na segunda posição, com a inscrição de 409 projetos.

    As bibliotecas públicas, privadas e comunitárias, que formam a terceira categoria, inscreveram 149 experiências. O prêmio de R$ 90 mil será distribuído entre os três setores, sendo R$ 30 mil para cada um.

    O regulamento do Vivaleitura 2011 prevê prazos de início e conclusão dos projetos concorrentes: experiências que começaram em janeiro de 2009 e que serão concluídas até julho de 2011; ou projetos permanentes com indicadores de resultados.

    As inscrições, gratuitas, devem ser feitas na internet, ou via postal, como carta registrada, com aviso de recebimento, para o endereço Prêmio Vivaleitura 2011, caixa postal 71.0377, cep 03410-970 – São Paulo (SP).

    Criado no Ano Ibero-Americano da Leitura, em 2005, o prêmio incentiva a leitura em espaços escolares, bibliotecas, instituições, entidades e residências. Democratizar o acesso ao livro, estimular a leitura e a formação cidadã, valorizar o livro e a leitura e apoiar a criação e a produção literárias são objetivos do Vivaleitura.

    A promoção é dos ministérios da Educação e da Cultura e a coordenação é da OEI, com o patrocínio da Fundação Santillana, da Espanha. A iniciativa tem o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

    O regulamento da sexta edição e o formulário de inscrição estão na página eletrônica do prêmio, onde também podem ser conhecidas as 15 experiências vencedoras, desde a primeira edição, de 2006.

    Ionice Lorenzoni
  • Saiba mais

    Execução

    O PNBE é executado pelo FNDE em parceria com a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação. Uma vez definidos os critérios de avaliação e atendimento, além da disponibilidade dos recursos orçamentários previstos no Plano Plurianual (PPA), dá-se início à operacionalização do programa do referido exercício.

    As ações do PNBE são executadas de forma centralizada, com o apoio logístico das escolas públicas, prefeituras e secretarias estaduais e municipais de Educação.

    Inscrição

    O edital estabelecendo as regras para a inscrição e avaliação das coleções de literatura é publicado no Diário Oficial da União e disponibilizado na Internet. Ele determina as regras de aquisição e o prazo para a apresentação das obras pelas empresas detentoras de direitos autorais.

    Avaliação e seleção das obras


    A avaliação e a seleção das obras são realizadas por um colegiado, instituído anualmente, por portaria ministerial, com representantes do Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed), da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler), de intelectuais e de técnicos e especialistas na área de leitura, literatura e educação do Ministério da Educação e de universidades.

    Aquisição

    Após a avaliação e seleção das coleções e acervos, o FNDE inicia o processo de negociação com as editoras. A aquisição é realizada por inexigibilidade de licitação, prevista na Lei nº 8.666/93, tendo em vista os direitos autorais das obras.

    Produção


    Concluída a negociação, o FNDE firma o contrato e informa os quantitativos e as localidades de entrega para as editoras, que dão início à produção dos livros, com supervisão integral dos técnicos do FNDE.

    Qualidade física

    O FNDE firmou parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) pela qual cabe a esse instituto a responsabilidade de coletar amostras e realizar o controle de qualidade dos livros, de acordo com normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), normas ISO e de manuais de procedimentos de ensaio pré-elaborados.

    Distribuição

    Dependendo do tipo de acervo e da clientela beneficiária, a distribuição dos livros é feita diretamente das editoras às escolas ou das editoras a um centro de mixagem, para formação das coleções e posterior envio às escolas. A distribuição do PNBE é feita por meio de contrato firmado com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Essa etapa do PNBE conta com o acompanhamento de técnicos do FNDE e das secretarias estaduais de Educação. Em se tratando de escolas das zonas rurais, os acervos são entregues na sede das prefeituras ou das secretarias municipais de Educação, que devem passá-los a essas escolas.

    Recebimento

    Dependendo das características do beneficiário do programa - se alunos ou escolas -, os livros chegam aos destinatários no primeiro ou no segundo semestre do ano letivo. Os acervos para as escolas geralmente são enviados até o início do segundo semestre, para serem utilizados ainda naquele ano, de forma coletiva, pelos alunos da escola.

    Pesquisa Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE): leitura e biblioteca nas escolas públicas brasileiras

    O Ministério da Educação, por meio da Secretaria da Educação Básica, realizou pesquisa de avaliação diagnóstica do Programa Nacional Biblioteca da Escola - PNBE nas escolas públicas brasileiras em parceria com uma equipe de pesquisadores ligados à Associação Latino-americana de Pesquisa e Ação Cultural (ALPAC), do Laboratório de Políticas Públicas (LPP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

    A pesquisa Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE): leitura e biblioteca nas escolas públicas brasileiras teve a finalidade de investigar a realidade das práticas pedagógicas em torno das obras distribuídas pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola.

    O resultado dessa pesquisa pretende contribuir para uma reflexão de gestores e professores no que respeita às práticas de leitura que se desenvolvem na escola, à formação do professor e à situação do espaço físico necessário para a implantação da biblioteca escolar, de forma a integrá-la à dinâmica da escola, como ambiente central aos processos de aprendizagem e de disseminação de informação. Para tanto, é necessário repensar as práticas de leitura desenvolvidas nas salas de aula, bem como o papel da biblioteca no projeto político-pedagógico das escolas, transformando-a em um espaço de convivência, de debate, de reflexão e de fomento à leitura.


    Relação dos Livros

    PNBE/2008

    PNBE/2006
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