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  • bibliotecasEscolas, bibliotecas e instituições podem participar da segunda edição do Prêmio VivaLeitura que, em 2007, vai distribuir R$ 75 mil aos vencedores. As inscrições estão abertas até 23 de julho. Promoção dos ministérios da Educação e da Cultura e da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), o prêmio é um estímulo ao desenvolvimento do hábito da leitura entre crianças, jovens e adultos. O VivaLeitura tem o patrocínio da Fundação Santillana, da Espanha.

    O concurso está dividido em três categorias: bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; escolas públicas e privadas; e sociedade que compreende empresas, organizações não-governamentais, pessoas físicas, universidades e instituições sociais. O primeiro colocado em cada categoria receberá R$ 25 mil. O prêmio tem quatro objetivos: democratizar o acesso à leitura; fomentar a leitura e a formação do cidadão; valorizar o livro e a leitura; e apoiar a criação e a produção literárias.

    Entre os critérios para seleção dos projetos, têm peso os quesitos originalidade, abrangência da atividade, recursos utilizados, dinamismo e promoção da cidadania, duração dos resultados alcançados. As inscrições, gratuitas, podem ser feitas pela internet na página eletrônica do prêmio ou por carta registrada para Prêmio VivaLeitura, caixa postal 710377, CEP 03410-970 – São Paulo (SP).

    Sucesso — Na primeira edição, em 2006, o VivaLeitura recebeu 3.031 projetos de todo o país. Na categoria bibliotecas foram 161 trabalhos; escolas, 1.351; e pessoas e instituições, 1.519. VivaLeitura é o nome dado no Brasil ao Ano Ibero-Americano da Leitura, comemorado em 21 países das Américas e da Europa desde 2005. No Brasil, além do prêmio, os ministérios da Educação e da Cultura instituíram, em 11 de agosto de 2006, o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) como política de Estado, que visa assegurar o acesso ao livro e à leitura a todos os brasileiros e a formar uma sociedade de leitores. O PNLL tem duração de três anos, 2006-2008.

    Ionice Lorenzoni

  • O ministro da Educação, Fernando Haddad, visitou nesta quinta-feira, 29, as obras do Pólo Universitário de Volta Redonda (PUVR), no Rio de Janeiro, ligado à Universidade Federal Fluminense (UFF). Segundo Haddad, Volta Redonda simboliza o início do processo de industrialização brasileiro, portanto, “é contraditório que uma cidade com essa tradição não tivesse a presença federal do ponto de vista da educação superior”. O investimento nas obras é de R$ 7,4 milhões.

    Para o ministro, a regra no Brasil era, até então, de que os pólos produtivos não tinham oferta de educação superior: “Nossa expectativa com a descentralização é que a expansão passe a significar, no plano geográfico, o acesso mais democrático ao ensino superior”, afirmou. Para ele, a expansão fomenta o desenvolvimento regional orientado para a vocação de cada região.

    Haddad ressaltou que a nova unidade de Volta Redonda faz parte de um conjunto de realizações para a formação de quadros no estado do Rio: “A indústria, a Petrobrás e a indústria naval do Rio de Janeiro estão investindo em uma escola técnica federal em Nova Iguaçu. Então, é importante formar pessoas especializadas para preencher os quadros na área de educação superior”. 

    Obras – Depois de visitar as obras, o ministro da Educação aproveitou para conversar com um grupo de 33 professores que prestaram concurso e já assumiram seus cargos na Universidade Federal Fluminense. Fernando Haddad frisou a importância da região como pólo industrial, que precisa expandir a formação de recursos humanos, principalmente na área das engenharias.

    Haddad também visitou as futuras instalações do prédio anexo à Escola de Engenharia Industrial e Metalúrgica de Volta Redonda (EEIMVR), em companhia do reitor da UFF, professor Cícero Mauro Fialho Rodrigues, o prefeito de Volta Redonda, Gothardo Netto, entre outras autoridades.

    O terreno para a construção da nova unidade foi doado pela prefeitura de Volta Redonda. A previsão é de que as obras de construção da unidade que irá abrigar os cursos de engenharia terminem em dezembro deste ano.

    Cristiano Bastos e Adriane Cunha

  • O projeto de implantação do Pólo Universitário de Volta Redonda da Universidade Federal Fluminense (UFF) será apresentado nesta terça-feira, 2, às 16h, para alunos e professores de ensinos médio e superior da cidade. O evento contará com a presença do secretário de Educação Superior do MEC, Nelson Maculan. O Pólo Universitário é fruto de um convênio do Ministério da Educação com a UFF e está dentro da política de expansão da educação superior pública.

    O reitor da UFF, Cícero Mauro Fialho Rodrigues, apresentará os resultados do projeto Diagnose de Demanda Regional para a Formação Inicial e Continuada, um projeto inicial para verificar quais cursos contribuem socialmente para a região.

    Serão criados, em Volta Redonda, cursos de administração de mercados e produção e serviços, em 2006, e de psicologia da educação e do trabalho, em 2007. A expectativa é que o pólo tenha 2,8 mil alunos. O novo campus da UFF, em Volta Redonda, contará com 80 professores e terá duas unidades: a Unidade de Engenharia e Ciências Básicas (ECB) e a Unidade de Humanidades, Ciências Sociais e Ciências Sociais Aplicadas (HCS). À ECB se agregarão os cursos oferecidos na Escola de Engenharia Industrial e Metalúrgica de Volta Redonda. E à HCS, o curso de administração de empresas, já criado e em andamento desde agosto de 2004, oferecido pela UFRRJ. (Assessoria de Imprensa da SESu)

  • Belém — A paraense Gabriela Fernandes, de 18 anos, ainda sonha em ser estudante universitária, mas já conhece a Universidade Federal do Pará (UFPA) com detalhes. Ela é voluntária do Fórum Social Mundial, que ocorre em Belém, na UFPA e na Federal Rural da Amazônia, a Ufra, até domingo, dia 1º. Foram 1,5 mil pessoas capacitadas para receber e orientar, nas universidades, hotéis e pela cidade de Belém, os 93 mil inscritos no fórum.

    Luciano Meireles, estudante do curso de direito da UFPA, trabalha como voluntário no fórum (Foto: Maria Clara Machado)“Eu queria conhecer novas pessoas”, justifica a estudante a opção de trabalhar de graça. Mas lamenta a impaciência dos participantes. “Muitos reclamam que não sabemos orientá-los”, desabafa. A grande extensão das universidades e a pouca sinalização, somadas ao calor intenso e úmido da capital paraense, deixam os participantes, sempre apressados, sem ânimo para procurar o espaço de debates de seu interesse com calma. “A gente também não sabe de tudo”, provoca. É que cada voluntário tem uma tarefa específica, nem sempre a de indicar os endereços dentro dos campi. Há os que pesquisam sobre o perfil dos participantes, os que ajudam a organizar as tendas e os que ficam espalhados pela cidade para dar dicas turísticas, além daqueles que efetivamente devem dar informações sobre as localidades dos eventos, vestidos de verde, nas ruas e prédios da UFPA e da Ufra.

    O estudante de direito da UFPA, Luciano Meireles, também voluntário, acha que as reclamações são normais e acredita que muitos voluntários não estão familiarizados com os campi porque não estudam nas federais. Apesar das dificuldades do trabalho, Luciano está animado. “Vou ganhar horas extras no currículo e queria muito conhecer como é o Fórum Social Mundial”, conta.

    Para ele, o calor ou a chuva das tardes de Belém não incomodam. Em menos de meia hora, atende a seis pessoas, sempre de bom humor, e aceita atravessar mais uma vez – foram cinco desde que chegou ao campus – para ajudar um participante menos orientado.

    O trabalho dos voluntários é dividido em três turnos de quatro horas cada um, a partir das 8h da manhã até as 20h. Luciano trabalha de manhã. Está de férias e aproveitando para aprender um pouco de inglês com os inscritos no fórum. Gabriela trabalha pela tarde e está em fase de estudos para o vestibular da UFPA, que vai ser domingo, dia 1º. Faz cursinho à noite e acorda às 4h da manhã para dar tempo de estudar. “O trabalho é cansativo, mas eu, com certeza, seria voluntária de novo”, diz.

    Maria Clara Machado

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  • O trabalho de cerca de 80 voluntários está contribuindo para o bom resultado do programa Escola Aberta no município de Vila Velha (ES). São profissionais das mais diversas áreas, que se candidataram para ministrar oficinas de tapeçaria, panificação, cabeleireiro, capoeira, violão e flauta, entre outras. "Além disso, a prefeitura ofereceu, como contrapartida, professores de educação física e instrutores de informática", diz a coordenadora do programa em Vila Velha, Andréa Toniato.

    As oficinas serão realizadas nos fins de semana, quando as escolas abrem as portas à comunidade. Em Vila Velha, cada escola está oferecendo de 12 a 15 oficinas, com duas horas de aulas, aos sábados e domingos. "O tempo de duração de cada oficina depende do professor ou instrutor, mas, em média, é de três meses, com turmas de até 20 alunos", afirma Andréa. Funcionando no município desde 6 de novembro do ano passado, o programa está implantado em sete escolas da rede municipal e já beneficiou em torno de oito mil pessoas.

    Avaliação - Por enquanto, o programa está funcionando em caráter experimental em 154 escolas das regiões metropolitanas de Vitória (ES), Recife e Olinda (PE) e Belo Horizonte (MG). Em abril, haverá uma primeira avaliação das atividades desenvolvidas nestes locais, para o projeto ser aperfeiçoado e, a partir daí, estendido a outros sete estados. "A meta é beneficiar, em 2005, mil escolas em dez estados", afirma o coordenador interino do programa pelo FNDE/MEC, Ronaldo Farias. O orçamento do programa para os 40 meses previstos de funcionamento é de R$ 95,4 milhões.

    O Escola Aberta é desenvolvido em parceria pelos ministérios da Educação, do Trabalho e Emprego, do Esporte e da Cultura e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Tem por objetivo promover a melhoria da qualidade da educação e ampliar as oportunidades de acesso a atividades educativas, culturais, esportivas, de lazer e de geração de renda por meio da abertura de escolas públicas de 5ª a 8ª séries e de ensino médio nos sábados e domingos. As atividades estão à disposição de toda a comunidade e visam à melhoria do relacionamento entre professores, alunos e familiares, de maneira a reduzir os índices de violência entre os jovens, sobretudo aqueles em situação de vulnerabilidade social.

    Repórter: Beth Almeida

  • A proposta de emenda constitucional para a criação Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que estava na pauta da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, 5, não entrou em votação.

    Por falta de quórum, a sessão foi encerrada. O Fundeb está na Ordem do Dia do plenário da Câmara e pode ser votado nesta quarta-feira, 6, pela manhã.

    Fabiana Gomes

  • Votuporanga, cidade de 82 mil habitantes, no noroeste de São Paulo, a 540 quilômetros da capital, está em festa, comemorando o seu 69o aniversário. Um dos pontos altos das comemorações será a tradicional sessão solene da Câmara Municipal, nesta terça-feira, 8, às 9h30, que dará o título de cidadão votuporanguense a oito personalidades, uma delas o ministro da Educação, Fernando Haddad.

    A sugestão do nome do ministro para receber o título partiu do vereador Osvaldo Carvalho da Silva e foi aprovada por unanimidade pela Casa. Nascido em São Paulo, em 1963, o ministro Fernando Haddad passou grande parte de sua infância em Votuporanga, cidade onde ainda tem vínculos de amizade e de parentesco.

    A expectativa dos vereadores é de reunir cerca de 400 pessoas – entre autoridades, lideranças e a comunidade em geral – durante a homenagem. Além do ministro, receberão o título de cidadão votuporanguense o empresário Rames Cury, o jornalista José Hawilla, o ex-presidente da Câmara Municipal, Arnaldo José Santa Fé Trindade, o empresário Rolando César de Carvalho Nogueira, o escritor Luciano Viana, o administrador de empresas Euclides Facchini Filho e o advogado Nasser Marão Filho.

    Votuporanga comemora seu aniversário com extensa programação, que inclui desde torneios esportivos a shows culturais e de lazer e entretenimento. Na cidade, se realiza a 31a feira agropecuária, com comércio de animais e apresentação de duplas sertanejas.

    A economia de Votuporanga se baseia na indústria e no comércio. O município é considerado o segundo pólo moveleiro do país, inclusive com uma escola no setor: o Centro Tecnológico de Formação Profissional da Madeira e do Mobiliário, ligado ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A instituição de ensino está montada com o que existe de mais avançado em equipamentos e tecnologia do setor moveleiro, no qual é referência.

    Repasses – Votuporanga tem vários programas desenvolvidos com recursos do Ministério da Educação. Dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), atualizados este mês, indicam que a prefeitura da cidade recebeu este ano R$ 180.818,40 para aplicar no Programa Nacional de Alimentação Escolar; R$ 9.944,00 do Programa Nacional de Alimentação Escolar para Creche; R$ 14.391,80 do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar; e R$ 9.052,89 do Programa de Apoio do Sistema de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e Adultos.

    A verba maior de repasse do FNDE para Votuporanga, no entanto, é do Salário-Educação, R$ 847.605,58, para investimentos em programas, projetos e ações que qualifiquem profissionais da educação e estimulem alunos a permanecerem em sala de aula. Veja detalhes na página eletrônica do programa.

    Outras informações na página eletrônica do FNDE, pelo telefone 61-3212-4120, na página eletrônica da Câmara Municipal de Votuporanga ou pelos telefones 17-8123-7868 (Emerson) e 17-3421-1188.

    Repórter: Susan Faria

     

  • Projeto incentiva alunos a preservar a natureza, reutilizando materiais recicláveis na produção de peças de xadrez. (Júlio César Paes)Aliar arte, raciocínio e consciência ambiental por meio do jogo de xadrez é a proposta de trabalho exposto pelos alunos do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) da Paraíba na segunda edição da Feira Nacional de Ciências da Educação Básica (Fenaceb), evento paralelo à 1ª Conferência Nacional da Educação Básica, que será encerrada nesta quinta-feira, 17, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

    De acordo com a professora de arte e reciclagem do Cefet-PB, Lenilde Cordeiro Gonçalves, o objetivo do trabalho é vincular a educação ambiental com a temática do lixo a partir da confecção de peças de xadrez produzidas com papel machê. Para Lenilde, ao criar peças por meio de uma técnica de reciclagem como a do papel machê, o aluno passa a ter uma postura mais crítica com questões ligadas ao meio ambiente. “Além de estimulá-los a freqüentar as aulas de xadrez oferecidas pela escola, ajudamos a despertar nos estudantes a responsabilidade ambiental.”

    A meta do Cefet para este ano é difundir o projeto entre os professores das escolas da rede pública da região da grande João Pessoa, formada pelos municípios de Bayeux, Conde, Santa Rita e Cabedelo.

    O projeto surgiu em 2007, durante as aulas de xadrez. “Tínhamos de apresentar um trabalho que aliasse arte e xadrez para a feira de ciências do Cefet”, diz Gabriella de Oliveira Chagas, estudante do curso técnico integrado de eletrotécnica do Cefet-PB. Para ela, a criação de peças de xadrez com papel machê não surgiu por acaso. “Escolhemos a política dos três erres: reduzir, reutilizar e reciclar.”

    De acordo com a estudante, uma das principais ações utilizadas por empresas e órgãos governamentais em seus programas de gerenciamento de resíduos é a adoção dos três erres. “Ajudamos a preservar a natureza reduzindo, reutilizando e reciclando materiais que seriam jogados no lixo”, explica.

    Extensão — O trabalho exposto na Fenaceb foi criado a partir de um projeto de extensão, composto de desafios cognitivos e sociais, desenvolvido pelo Cefet-PB em escolas, praças públicas e comunidades carentes de João Pessoa. Para o coordenador do projeto, Walmeran Trindade Júnior, o ensino do xadrez transcende o próprio jogo. “O xadrez passa a ser um suporte pedagógico para colaborar na formação pessoal, social e acadêmica dos alunos”, garante.

    A Fenaceb reúne 170 trabalhos de estudantes e professores das escolas públicas de ensino fundamental e médio de todo o país. Entre as instituições federais de educação profissional e tecnológica que participam da feira estão os Cefets de Campos (RJ), de Química de Nilópolis (RJ), de Bento Gonçalves (RS), do Maranhão, de São Vicente do Sul (RS) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

    Marco Aurélio Fraga

  • Cerca de 50 professores por estado e do Distrito Federal já começaram a ser capacitados para a implantação do projeto Xadrez nas Escolas, que começará no segundo semestre de 2005. A iniciativa é da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) em parceria com o Ministério dos Esportes. A idéia é que o ensino do jogo de xadrez seja mais um instrumento pedagógico nos projetos da rede oficial de ensino.

    O projeto será implantado em até 50 escolas de 25 unidades da federação, exceto São Paulo e Acre. Cada escola receberá um kit contendo um livro sobre xadrez, 20 jogos e um mural para que o professor possa ensinar os alunos. A seleção das escolas será feita pelas secretarias de educação dos estados. A orientação do MEC é que sejam escolhidas as escolas mais carentes.

    De acordo com a responsável pelo projeto na SEB, Miriam Sampaio de Oliveira, com o tempo, um número maior de escolas deverão ser atendidas gradativamente, pois o xadrez estimula o desenvolvimento do aluno. "O xadrez ajuda o aluno em vários aspectos, como raciocínio rápido, memorização, resolução de problemas, imaginação e criatividade. Por isso, acreditamos que o sucesso do projeto fará com que ele se estenda para mais escolas", considerou.

    Em 2003, o MEC e o Ministério dos Esportes, em parceria com governos estaduais, levaram o xadrez para as escolas municipais de Recife (PE), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS) e Teresina (PI). Com resultados positivos confirmados, agora virá a fase de implantação.

    O projeto busca também a inserção de alunos portadores de necessidades especiais, contribuindo para o acesso, a inclusão e a permanência desses alunos nas escolas e na comunidade. Além disso, deverá ser expandido para jovens em privação de liberdade. Segundo Miriam, no estado do Paraná, o xadrez é ensinado há 20 anos e apresenta ótimos resultados pedagógicos.

    Edmilson Freitas

  • Presidente Lula durante formatura da 1ª turma de formandos em Administração da Faculdade Zumbi dos Palmares (Foto: Ricardo Stuckert/PR)São Paulo – “Precisamos criar um país em que todos possam sentar nos bancos das universidades”, disse o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva na madrugada desta sexta-feira, 14, para 126 formandos – 87% negros – e suas famílias. O presidente e o ministro da Educação, Fernando Haddad, participaram, em São Paulo, da colação de grau da primeira turma de administração da Faculdade Zumbi dos Palmares – que busca ampliar o acesso do negro ao ensino superior.

    Para o presidente, o jovem pobre brasileiro se depara com duas dificuldades ao prestar vestibular: a alta competitividade para conseguir uma vaga nas universidades federais e a falta de recursos para pagar mensalidades caras nas particulares. “Vamos reverter essa situação porque, até 2010, vamos inaugurar dez universidades novas, 48 extensões universitárias em todo o Brasil e 214 escolas técnicas” afirmou.

    Em relação ao acesso ao ensino superior dos negros, Lula destacou que o país está mudando para melhor. “A gente não via um negro dentista, um negro médico. Quantos negros advogados?” perguntou o presidente. Já o ministro Haddad contou que em 15 anos na Universidade de São Paulo (USP) – estudou direito, economia e filosofia – não conviveu com nenhum colega negro. “Hoje vivemos a realidade em que as universidade públicas adotam políticas afirmativas e as particulares contam com o ProUni”, lembrou, referindo-se ao Programa Universidade para Todos de concessão de bolsas a alunos de baixa renda.

    Haddad destacou que uma das medidas para ampliar o acesso ao ensino superior de todos os brasileiros foi a assinatura dos acordos de metas do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), realizada na quinta-feira, 13, no Palácio do Planalto. Todas as 53 universidades federais aderiram ao Reuni, que prevê, entre outras medidas, a duplicação do número de vagas até 2012.

    “Se continuarmos com essas políticas públicas, de financiamento estudantil, concessão de bolsas, ampliação de vagas e apoio a iniciativas privadas, o Brasil será mais igual na sua diversidade”, ressaltou o ministro.

    Durante a cerimônia, o presidente contou a história de duas alunas pobres e negras da instituição – Elaine Duarte e Andressa Santos – que conseguiram se formar mesmo em condições adversas, e destacou o apoio das famílias nesse processo.

    De acordo com o presidente, o pai de Elaine era vigia desempregado e sua renda como catador de papelão era insuficiente para custear os estudos da filha. Diante das dificuldades, os pais não deixaram de apóia-la. A frase que a mãe sempre repetia – “a gente toma sopa de pedra, mas você termina a faculdade” – representa a luta da família para garantir à filha o direito de aprender que eles não tiveram. Já Andressa vendia frutas desde pequena para complementar a renda familiar. Hoje, as duas estão empregadas em bancos.

    Os ministros Alfredo Nascimento (Transportes), Márcio Fortes (Cidades), Edson Santos (Igualdade Racial), Miguel Jorge (Desenvolvimento), Luiz Marinho (Previdência) e Orlando Silva (Esporte) também participaram da cerimônia de colação de grau.

    Maria Clara Machado

    Discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva  / áudio

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