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  • A história de Zumbi dos Palmares e inglês se destacam no programa

    O Hora do Enem desta semana faz uma viagem histórica pelo Brasil e vai até a Nova Zelândia. O programa mostra ainda mulheres que fazem diferença nas Ciências Exatas e mais uma redação nota mil. Tudo isso para ajudar os alunos a conseguirem um bom desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2018), que acontece nos dias 4 e 11 de novembro.

    Na terça-feira, 28, é dia de História Negra e o personagem principal é Zumbi dos Palmares. Para contar a trajetória dessa figura brasileira, o historiador Flávio Gomes aborda a biografia que escreveu sobre este ícone da resistência contra a escravidão no Brasil. Para completar, a Professora Jessika Souza, resolve a questão 76 do Caderno Azul do Enem 2017 sobre a história da população negra no país.

    Já na quarta-feira, 29, a língua inglesa aterrissa no Hora do Enem. O Professor Gustavo Gomes resolve a questão 5 do Caderno Azul do Enem 2017 e revisa técnicas de interpretação de texto em inglês. E mais: o educador financeiro Samyr Castro explica como, sem saber uma palavra em inglês, embarcou para a Nova Zelândia e aprendeu o idioma na prática.

    Na quinta-feira, 30, resistores ôhmicos dão o tom da questão 93 do Caderno Azul do Enem 2017, resolvida pelo professor Thiago Higino. Além dele, a convidada Erica Polycarpo, física e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, explica mais sobre a física das partículas quarks e mésons.

    Para fechar a semana, nada melhor que um exemplo de redação nota mil. Por isso, Land bate um papo com o estudante duas vezes nota mil na redação do Enem, Felipe Bezerra, de Fortaleza, Ceará. Desta vez, ele revela como conseguiu a nota máxima na prova de 2016.

    Hora do Enem é exibido de segunda a sexta-feira, às 7h, 13h e 18h. Todos os episódios estão disponíveis no portal da TV Escola e no aplicativo.

    Assista o programa também no canal da emissora no YouTube.

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Mulheres desempenham papel de destaque na educação brasileira

    Tida como a primeira mulher alfabetizada em terras brasileiras, Madalena Caramuru, com data de nascimento incerta, teve seu letramento atribuído ao marido, o português Alfonso Rodrigues, com quem se casou em 1534. O papel de seu pai, o colonizador Diogo Alvarez Correia, foi fundamental no aprendizado da filha. Contudo, o que ela fez com o conhecimento adquirido é que fez a diferença. A indígena se dedicou à luta pelo fim das crueldades praticadas na então Colônia, especialmente, contra as crianças negras escravas.

    Carta de Madalena, datada de 1561, endereçada ao bispo de Salvador, tentava interceder por essas crianças que, em suas palavras, “se veem separadas dos pais cativos, sem conhecer Deus, sem falar a nossa língua e reduzidas a esqueletos”. Embora não tenha sido atendida em seu clamor ao clérigo, ela conseguiu salvar a vida das crianças que conseguiu comprar dos traficantes escravagistas.

    Séculos mais tarde, Nísia Floresta veio para se tornar um marco na vida de meninas e mulheres brasileiras. Nascida no Rio Grande do Norte, publicou uma série de artigos no jornal Espelho das Brasileiras sobre a condição das mulheres. No ano seguinte, publica o seu primeiro livro: Direito das mulheres e injustiça dos homens. Em 1938, ela chega ao Rio de Janeiro.

    Foi nesse ano que fundou o Colégio Augusto, instituição revolucionária para a época, quando o ensino voltado para as meninas era composto pelo que era considerado necessário saber para casar e ter filhos. Na escola de Nísia, elas tinham acesso a conhecimentos de ciências, geografia, história, línguas, artes, literatura, religião e educação física. Apesar das inúmeras e contumazes críticas, Nísia seguiu no caminho do conhecimento e da igualdade para as mulheres até o final de sua vida, em 1885.

    Superação - Dorina de Gouvêa Nowill (1919-2009) perdeu a visão aos 17 anos. Mais de 70 anos de convivência com a cegueira, no entanto, não serviram de obstáculo para o protagonismo da professora na educação brasileira. Primeira aluna cega a frequentar um curso regular na Escola Normal Caetano de Campos, no centro de São Paulo, posteriormente Dorina se especializou em educação de cegos na Universidade de Columbia, em Nova York. Em 1946, criou a Fundação para o Livro do Cego no Brasil e, em 1948, fundou a primeira imprensa braile em grande escala do país.

    No Ministério da Educação, Dorina atuou por mais de uma década. De 1961 a 1973, dirigiu a Campanha Nacional de Educação de Cegos – época em que foram criados os serviços de educação de cegos em todo o território nacional. Dorina se destacou, ainda, na luta pela abertura de vagas para pessoas com deficiência visual no mercado de trabalho.

    Luta - Considerada uma das maiores líderes políticas na luta pelo direito das mulheres, Bertha Lutz, nascida em São Paulo, em 1894, se empenhou na luta pela aprovação da Lei que garantiu o direito de as mulheres votarem e serem votadas. Formada em biologia pela Universidade de Sorbonne, na França, voltou ao país e, em 1919, criou a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher, que viria se tornar a Federação Brasileiro pelo Progresso Feminino (FBPF).

    Foi Bertha quem organizou o primeiro congresso feminista do país e foi discutir os problemas do mundo do trabalho para as mulheres na Organização Internacional do Trabalho (OIT). Também foi a responsável por fundar a União Universitária Feminina, a Liga Eleitoral Independente, a União Profissional Feminina e a União das Funcionárias Públicas.

    Tornou-se deputada na Câmara Federal em 1936, após a morte do titular do cargo, Cândido Pessoa. No cargo, atuou na luta por melhores condições de trabalho, especialmente, para mulheres e jovens. Defendia a igualdade salarial, licença-maternidade de três meses e redução da jornada de trabalho que, na época, era de 13 horas diárias.

    Campeã - Débora Seabra é outro destaque da educação brasileira. Formada em magistério na Escola Estadual Professor Luis Antônio, em Natal, foi a primeira professora com Síndrome de Down do Brasil. Desde 2004, trabalha como professora assistente em turmas de educação infantil e primeiro ano do ensino fundamental e hoje, além das aulas, dá palestras em vários países e já lançou um livro de fábulas infantis. Quando ela nasceu, em 1981, pouco se sabia no Brasil sobre a trissomia do cromossomo 21, ou Síndrome de Down. Mesmo assim, seus pais sempre fizeram questão de que ela estudasse em instituições de ensino regular.

    Sustentabilidade – Um trabalho que transforma diretamente a vida de 600 jovens e crianças deu notoriedade a outra mulher educadora. O projeto de Débora Garofalo, de 39 anos, que atua na Escola Municipal Almirante Ary Parreiras, na periferia de São Paulo, vem mudando até mesmo a relação dos estudantes com a comunidade em que vivem.

    Atenta e motivada a encontrar algo que pudesse melhorar a vida dos estudantes, Débora apostou no ensino da programação, aliado a atividades sustentáveis. Daí nasceu o projeto Robótica com Sucata, cujo objetivo é envolver as crianças em ações de pertencimento por meio do uso da tecnologia para alavancar a aprendizagem. A iniciativa de Débora Garofalo ganhou, no ano passado, o Prêmio Professores do Brasil, do MEC, e agora é finalista do Global Teacher Prize – prêmio internacional considerado o nobel da educação.

    Mais mulheres – Outras mulheres que exercem papel fundamental nas escolas brasileiras são as merendeiras. Dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), indicam que mais de 100 mil delas trabalham em160 mil escolas e são diretamente responsáveis pela preparação das refeições de 45 milhões de estudantes em todo o país.

    Para valorizar o trabalho das merendeiras, a TV Escola promoveu, em 2018, o reality show Super Merendeiras. A ganhadora foi a merendeira Dejanira de Souza da Escola Municipal Nossa Senhora Das Candeias da Ilha da Maré, Bahia. A receita campeã foi abará de carne moída com aipim.

    Pesquisas comprovam que, no ambiente escolar, mulheres são maioria. Segundo o Censo Escolar 2018, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no Brasil são mais de 1,7 milhão de professoras. Dados mais recentes do Censo da Educação Superior, referentes a 2017, também mostram a predominância das mulheres na educação superior. Elas são 55% dos estudantes ingressantes, 57% dos matriculados e 61% dos concluintes dos cursos de graduação. Na licenciatura, por exemplo, 70,6% das matrículas são do sexo feminino.

    Assessoria de Comunicação Social 

  • Mulheres ganham espaço em competição na área de robótica

    Equipe do Instituto Federal do Paraná no Desafio de Tecnologia e Inovação é composta por estudantes do sexo feminino (foto: Makfferismar Santos/Setec) Os visitantes da arena do Desafio de Tecnologia e Inovação dos Institutos Federais surpreendem-se com o número de mulheres que participam da competição, que vai até quarta-feira, 1° de junho, em Porto Velho, Rondônia. É cada vez maior o interesse delas pela área, antes território dominado pelos homens. A equipe do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR), por exemplo, é formada inteiramente por mulheres. Elas estão entre os quase 200 competidores do evento, organizado pelo Instituto Federal de Rondônia (IFRO), com o apoio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação.

    “As meninas, agora, se interessam por temas de alta tecnologia, como a robótica”, diz a estudante Maiara Silva, integrante da equipe Hakuna Matata, do campus de Curitiba do IFPR, com as amigas Júlia Christina e Eleonora Avello. O interesse pela robótica fez as jovens mudarem de curso. Até 2015, Maiara e Júlia eram alunas do curso técnico integrado em contabilidade. Eleonora fazia o de informática. Em 2016, para ficar mais próximas da área, as jovens fizeram a opção pela transferência. Hoje, são alunas do curso técnico integrado em mecânica.

    Dispostas a participar do Desafio, Maiara, Júlia e Eleonora chegaram a promover atividades de arrecadação de recursos para as despesas com passagens, hospedagem e alimentação. “Chegamos a um momento em que os recursos não eram suficientes para financiar a presença de nós três, mesmo tendo apoio do instituto”, diz Maiara. “Conversamos com uma professora de empreendedorismo, que nos sugeriu promover atividades. Assim, realizamos palestras cujo tema era a robótica.”

    De acordo com a estudante, quem ingressava na palestra adquiria um tíquete e concorria ao sorteio de brindes. A meta era arrecadar R$ 2,3 mil. “No fim de uma semana, arrecadamos R$ 2,7 mil”, destaca.

    Olimpíada — Maiara afirma ainda que o objetivo é usar o dinheiro excedente para financiar a participação de equipes do IFPR na disputa nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), em outubro, em Recife. “Vamos continuar promovendo atividades para arrecadar recursos e destinar todo o montante para a equipe do IFPR que se classificar para a fase nacional da OBR, independentemente de ser ou não a nossa equipe.”

    Na primeira edição do Desafio de Tecnologia e Inovação, as integrantes da equipe Hakuna Matata vão competir na modalidade Seguidor de Linha, cuja missão é programar um robô para que ele siga um trajeto demarcado em um circuito com obstáculos.

    Financiamento — Orientador da equipe, o professor Marlon Oliveira destaca a importância do investimento para a formação e participação de equipes em competições de educação profissional e tecnológica. A equipe do IFPR, por exemplo, foi financiada com recursos da Chamada Setec–Cnpq N° 17/2014, que destinou R$ 40 milhões em recursos para projetos de pesquisa aplicada, inovação e extensão tecnológica. O financiamento à equipe possibilitou o investimento em compras de equipamentos e o custeio de bolsas, num total de R$ 45 mil.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Setec

    Leia também:

  • Mulheres representam 60% dos bolsistas atendidos pela Capes

    Elas são maioria entre bolsistas. As brasileiras representam 60% do total de beneficiários das bolsas pagas atualmente pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na pós-graduação e nos programas de formação de professores.

    No último levantamento, feito em janeiro deste ano, constatou-se que, do total de 201.449 bolsistas, 122.103 são mulheres. Elas somam 53.667 entre os estudantes que recebem o benefício para a pós-graduação no Brasil e no exterior e 68.436 dentre os que têm o auxílio nos programas de formação de professores da educação básica. Em 2017, a pós-graduação no Brasil tinha 364 mil estudantes, dos quais 53% (195 mil) eram mulheres.

    Na visão de Connie MacManus, diretora de relações internacionais da Capes, é preciso assegurar às novas pesquisadoras autoconfiança para que elas consigam alcançar seu pleno potencial. “Assim, podem inspirar futuras gerações.” Citando o editorial de 2018, da revista Nature Cell Biology, que oferece conselho valioso para mulheres na ciência, a diretora recomenda: “não desistam, busquem e ofereçam orientação e colaboração, tenham confiança para aproveitar as oportunidades e trabalhem para a mudança.”

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

  • No Brasil, mulheres são maioria nos cursos de pós-graduação

    Os dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) sobre o Sistema Nacional de Pós-Graduação apontam que as mulheres são maioria nessa modalidade da educação brasileira. Os números mais recentes, de 2015, indicam 175.419 mulheres matriculadas e tituladas em cursos de mestrado e doutorado, enquanto os homens somam 150.236, uma diferença de aproximadamente 15%.

    Apenas na modalidade de mestrado acadêmico, as mulheres somaram 11 mil matrículas a mais que os homens e aproximadamente 6 mil títulos a mais foram concedidos a mulheres naquele ano. A modalidade de doutorado também traz realidade semelhante, com um total de 54.491 mulheres matriculadas e 10.141 tituladas, ao passo que os homens somaram 47.877 matrículas e 8.484 títulos.

    Ainda que o crescimento da participação feminina seja uma realidade, existe uma série de desafios para uma plena igualdade de gêneros, inclusive na ciência e na pós-graduação. Áreas do conhecimento tradicionalmente masculinas, como engenharias, computação e ciências exatas e da terra, continuam com a presença maciça de homens, mesmo que a perspectiva apresentada com os números dos últimos 15 anos seja de maior igualdade nessa relação.

    Esse quadro também ainda não é suficiente para registrar mudanças na situação de vulnerabilidade da mulher brasileira. Pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, apesar de atualmente as brasileiras serem maioria da população, viverem mais, acumularem mais anos de estudo e terem aumentado ano a ano a responsabilidade por manter os domicílios do país, elas ainda ganham menos que os homens e são vítimas de violência doméstica, deixando o Brasil com a quinta maior taxa de feminicídio do mundo.

    O rendimento médio mensal real das mulheres é menor que o dos homens: R$ 1.480 para mulheres e R$ 1.987 para homens, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2014). Na comparação, as mulheres receberam em média 74,5% do rendimento de trabalho dos homens em 2014.

    Total de discentes por situação, nível, e sexo, ano de 2015.

    *Fonte: Plataforma Sucupira (Capes/MEC).
    (CCS/Capes – com informações da Agência Brasil e CNPq)

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

  • Ocupação das vagas indica a predominância das mulheres

    As mulheres continuam na liderança tanto na ocupação de vagas no ensino superior quanto na conclusão dos cursos de graduação (foto: Fabiana Carvalho) No período de 2001 a 2010, as mulheres mantiveram a liderança na ocupação de vagas nas instituições de ensino superior públicas e particulares. Elas também aparecem com destaque entre os universitários que concluíram a graduação, segundo o Censo da Educação Superior coletados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

    Dados relativos aos últimos dez anos mostram que, em 2001, as mulheres representavam 56,3% dos estudantes matriculados. Elas chegaram a 2010 com 57% das vagas — as matrículas do ano passado somaram 6.379.299 estudantes, distribuídos em 29.507 cursos presenciais e a distância, em 2.377 instituições de ensino.

    O mapa comparativo dos alunos que concluíram a graduação nos dez anos analisados também mostra desempenho superior das mulheres. Em 2001, 62,4% dos estudantes que terminaram a faculdade eram do sexo feminino; em 2010, 60,9%.

    Ionice Lorenzoni

    Leia mais sobre o Censo da Educação Superior

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