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  • Instituto federal quer produzir dispensador de preservativos

    O campus João Pessoa, do instituto federal da Paraíba (IFPB), recebeu a visita de representantes do Ministério da Saúde (MS) e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). O objetivo foi avaliar a participação da instituição na terceira fase do Prêmio de Inovação Tecnológica, lançado em 2007. A equipe paraibana ficou em segundo lugar no concurso nacional para a criação de uma máquina distribuidora de camisinhas, semelhante às de refrigerante, que funcionam com fichas.


    A instituição já firmou acordo com o Ministério da Saúde para aprimorar este dispensador de preservativos, visando a sua futura produção em larga escala, que pretende atender, principalmente, estudantes de escolas públicas. Técnicos do Departamento de Economia da Saúde, vinculado ao Ministério da Saúde, assistiram à apresentação do professor José Aniceto Duarte e dos estudantes do ensino superior que estão trabalhando para aprimorar a máquina. Eles elogiaram o trabalho minucioso da equipe.


    Os estudantes Harlan Ellison, Victor Peixoto, Felipe Henrique e Iogo Teixeira, do curso de automação industrial, e Fernanda Nicolai, de design de interiores, estão trabalhando no equipamento desde outubro. As mudanças no mecanismo têm evoluído muito, para que a máquina se torne mais segura, leve e de menor custo. Os materiais utilizados, o funcionamento, as dificuldades e soluções encontradas foram todas expostas à equipe do MS e ao coordenador da Unidade de Medicamento, Tecnologia e Pesquisa, da Opas, Christophe Rerat.


    A organização está custeando esta etapa do projeto com o pagamento de bolsas para os alunos, através da Fundação de Educação Tecnológica e Cultural da Paraíba (Funetec). A superintendente da Fundação de Apoio, Cleidenedia Morais, e membros da equipe pedagógica do projeto acompanharam a visita. A intenção é que, em cada local, a distribuição das camisinhas seja paralela a um trabalho de educação sexual.


    Protótipo – Esta já é a segunda versão do protótipo. A primeira, vice-campeã, foi orientada pelo professor Alberdan Santiago, que está afastado. Os estudantes que participaram desta etapa já concluíram seus cursos.


    A expectativa do professor Aniceto Duarte é que em maio seja possível fazer uma apresentação do equipamento completo, em funcionamento. Ele informou que R$ 40 mil estão sendo destinados para auxiliar na criação da máquina. As equipes do Ministério da Saúde estimam, preliminarmente, em R$ 400 o custo das máquinas, quando passarem a ser fabricadas em escala industrial.


    Christophe Rerat, da Opas, destacou que o projeto pode ser levado inclusive a outros países da América Latina. Os campeões do prêmio, de Santa Catarina, ainda não entraram nesta segunda etapa de continuidade ao programa. A idéia original era que ambas as máquinas fossem fabricadas. Inicialmente, podem ser construídas 200 máquinas para que seu funcionamento seja testado.Elas também podem armazenar um banco de dados sobre o usuário.

    Assessoria de Imprensa do IFPB

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