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  • Estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina visitaram diversas instituições de caridade da região metropolitana de Florianópolis e prepararam o almoço para as pessoas ali abrigadas. A iniciativa dos alunos do curso técnico em cozinha do campus Florianópolis Continente contou com o apoio do Programa Sesc Mesa Brasil, que recolhe alimentos não aproveitados pelos supermercados, mas em condições de consumo.


    Implantada há dois anos, a atividade não se resume à produção de refeições. Os estudantes visitam a cozinha das instituições e identificam a forma de trabalho, com base em critérios como higiene e manipulação dos alimentos. “É uma experiência diferente daquelas com as quais a maioria dos alunos está acostumada”, explica a professora Gladis Slonski. “Para essas instituições, nossa atividade é muito importante.”


    A próxima etapa do projeto será a elaboração de um relatório, a ser encaminhado ao projeto Mesa Brasil e às instituições visitadas. O documento conterá recomendações sobre o tratamento dado ao lixo e sobre as condições de higiene nas quais são manipulados os alimentos, entre outros aspectos.

    Assessoria de Imprensa da Setec

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  • Florianópolis – Com o objetivo de adequar-se às necessidades do setor gastronômico e conhecer melhor o perfil dos trabalhadores da área, o  Campus Florianópolis-Continente do Instituto Federal de Santa Catarina (IF-SC) promoveu, entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, uma pesquisa em 408 estabelecimentos da Grande Florianópolis. A iniciativa, que envolveu entrevistas com cerca de 1.500 trabalhadores do ramo, mostra um cenário preocupante: apenas um quarto dos profissionais da área possui alguma qualificação.


    A pesquisa reflete um mercado de gastronomia e serviços com baixo índice de profissionalização. Foi constatado que, dentre os entrevistados, 75% dos trabalhadores de restaurantes, bares, panificadoras, lanchonetes e confeitarias não possuem nenhuma qualificação profissional e 78% estão há menos de três anos no mercado de trabalho.


    “Os números nos indicam mais do que falta de qualificação, mostram um mercado ávido por mais profissionais”, explica a professora e coordenadora de pesquisa do Campus Florianópolis-Continente, Fabiana Mortimer Amaral. “O cenário é preocupante para uma cidade com potencial turístico como Florianópolis, e mostra que muitos profissionais não vêem que a qualidade profissional passa pela educação.”


    A pesquisa revela também a qualificação como importante fator na permanência das empresas no mercado. Dos 408 estabelecimentos pesquisados, 67,6% estão em funcionamento há menos de 10 anos. Segundo Fabiana, isso reforça a tese de que a qualificação profissional mantém a empresa e que muitas vezes a falta de profissionalização é responsável pelo insucesso dos empreendimentos.


    Embora todos os entrevistados apontem a profissionalização dos serviços como fator importante e decisivo para a contratação do profissional, apenas 36% investem em programas para qualificar os trabalhadores.


    Além disso, 38,5% dos entrevistados não possuem ensino médio completo, o que inviabiliza seu ingresso nos cursos técnicos subsequentes (pós-ensino médio). Atualmente, o Instituto Federal estuda formas de viabilizar o ingresso desses alunos e também aumenta a oferta de cursos de qualificação profissional (FIC) e cursos técnicos integrados à educação de jovens e adultos (Proeja). São oferecidos hoje, em convênio com as prefeituras de Itapema e São José, cursos para este público na área de panificação.


    Outra medida adotada pelo IF-SC é a adequação dos horários dos cursos à jornada de trabalho. “Os cursos na área de gastronomia e serviços são oferecidos nos três períodos, pensando no trabalhador”, detalha Fabiana. No Campus Florianópolis-Continente do IF-SC, existem hoje os cursos técnicos em cozinha, hospedagem, panificação e serviços de restaurante e bar.


    Mesmo diante de um mercado com baixo índice de profissionalização, o setor vem sendo cada vez mais formalizado: 67,6% dos entrevistados trabalham com carteira assinada. Para Fabiana, o índice  revela um cenário otimista aos alunos de cursos profissionalizantes: “Números como esse mostram que o profissional que quer se qualificar muito provavelmente estará inserido no mercado”. 

    Assessoria de imprensa do IF-SC

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