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Página inicial > Todas as notícias > Filosofia e sociologia devem ser incluídas nas escolas até 2011
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  • Aberto prazo para propostas de mestrado profissional em saúde

    Os cursos de mestrado profissional vão qualificar recursos humanos para atuar na área de sáude. (Foto: Júlio César Paes)Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 3, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o edital para o recebimento de propostas de programas de Pós-Graduação em Mestrado Profissional Associado a Programas de Residência em Saúde. O prazo para apresentação de propostas é 30 de dezembro.

    O edital está em consonância com o Ministério da Saúde e a coordenação geral de residências em saúde da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação. O programa dirige-se a instituições brasileiras, públicas e privadas, que já têm programas de pós-graduação stricto sensu reconhecidos pela Capes na área da saúde e pretendam ter novos mestrados profissionais.

    O objetivo do programa é contribuir para a criação, o fortalecimento e a ampliação de programas de pós-graduação stricto sensu que tratem de assuntos relativos a práticas em saúde. Ampliar a produção científica sobre questões relacionadas a práticas em saúde e apoiar a ampliação de recursos humanos capacitados para atuar na área também são finalidades da iniciativa. Lançado em 22 de outubro de 2009, o edital destaca dez áreas temáticas como prioritárias, tais como saúde oral e saúde e meio ambiente.

    A publicação do Diário ainda prevê um seminário para aprofundar o tema da residência e mestrado profissional para os dias 11 e 12 de novembro de 2009. A previsão é de que as propostas sejam analisadas em janeiro e fevereiro de 2010. Informações sobre o seminário podem ser obtidas na Coordenação-Geral de Residências em Saúde, da Secretaria de Educação Superior do MEC, pelos telefones (61) 2022-8002 e 8015.

    As propostas deverão ser enviadas pelo sítio da Capes. A Diretoria de Avaliação da Capes oferece o telefone (61) 2022-6488 e o O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. eletrônico para eventuais esclarecimento.

    Assessoria de Comunicação da Capes

    Acesse o edital.
  • Área de enfermagem recebe propostas até quinta-feira

    Coordenadores de programas de pós-graduação da área de enfermagem têm até quinta-feira, 19, para apresentar propostas para a obtenção de recursos de custeio. A retificação e consequente prorrogação do prazo de inscrições para o que estabelece o Edital Capes–Cofen n° 27/2016 foi publicada na segunda-feira, 16.

    O apoio a programas de pós-graduação da área de enfermagem é uma parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, fundação vinculada ao Ministério da Educação, com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) destinada a apoiar cursos de mestrado profissional, com nota da Capes igual ou superior a 3. O cursos devem estar vinculados a instituições de educação superior públicas ou particulares sem fins lucrativos.

    Os recursos chegam a R$ 3,5 milhões, provenientes do orçamento do Cofen, conforme o acordo de cooperação. Serão selecionadas propostas para receber R$ 25 mil por aluno — metade estimada para 2017 e outra para 2018, mediante a comprovação de conclusão dos alunos, para uso em despesas de custeio. Entre os itens financiáveis estão aquisição de material de consumo, passagens aéreas para mobilidade de professores e contratos de manutenção e prestação de serviços técnicos. A publicação do resultado está prevista para março próximo.

    As propostas devem ser submetidas on-line, na página da Capes, opção Apoio a Programas de Pós-Graduação da Área de Enfermagem, modalidade mestrado profissional, conforme estabelece o Edital nº 27/2016, cuja retificação foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira, 16, seção 3, página 22.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

  • Aulas do mestrado profissional para servidores do MEC têm início

    A aula inaugural do mestrado profissional voltado aos servidores do Ministério da Educação foi realizada nesta terça-feira, 26, em Brasília. A pós-graduação, na área de educação profissional e tecnológica, é fruto de uma parceria da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) com 18 institutos federais de educação profissional, ciência e tecnologia. O curso tem como objetivo a produção de conhecimento e o desenvolvimento de produtos por meio da formação dos servidores.

    A titular da Setec, Eline Santos, destaca a importância da formação continuada. “A turma especial do MEC é importante porque é quem está trabalhando a política de educação profissional e pode contribuir de uma maneira mais sistêmica dentro da rede federal”, salienta.

    A turma é formada por 20 servidores do quadro de carreira do MEC, aprovados em processo seletivo, dos quais 12 são vinculados à Setec. O curso tem duas linhas de pesquisa: práticas educativas em educação profissional e tecnológica, e gestão e organização do espaço pedagógico em educação profissional e tecnológica.

    Essa é a segunda turma do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT). Na primeira, lançada em fevereiro deste ano, mais de 400 pessoas participaram, sendo metade da rede federal de educação profissional e tecnológica e metade da comunidade em geral.

    Rony Freitas, coordenador do ProfEPT e professor do Instituto Federal do Espírito Santo, também defende a importância do mestrado profissional para o desenvolvimento de políticas de educação tecnológica. “Temos servidores de carreira envolvidos nas discussões. Isso vai facilitar os diálogos do MEC com as instituições, com a rede federal, a partir do momento em que as pessoas conhecem mais profundamente as bases teóricas que ajudam a gerir a educação profissional no Brasil”, prevê. 

    O mestrado tem a duração de dois anos e será coordenado pelo Instituto Federal do Espírito Santo. As aulas serão realizadas na sede do MEC, a cada 15 dias, e serão ministradas por professores de todos os 18 institutos federais parceiros.

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Bolsas de mestrado nos EUA têm inscrições até o dia 31

    Profissionais com graduação na área de biologia, ciências biomédicas e da saúde fazem parte do público-alvo do programa de mestrado profissional nos EUA (foto: imagens.usp.br)Profissionais que pretendem obter bolsas de mestrado profissional nos Estados Unidos têm prazo até o dia 31 deste mês para fazer a inscrição. Para concorrer, é necessário ser graduado em 17 áreas do conhecimento, entre as quais engenharias, biotecnologia, energias renováveis e produção agrícola sustentável. Estão previstas mil bolsas de estudos para 21 meses de atividades acadêmicas em tempo integral, com início das aulas em agosto e setembro deste ano.

    Ao fazer a inscrição, o candidato pode indicar até três cursos de mestrado profissional de seu interesse em instituições de ensino norte-americanas, sem ordem de preferência. Para facilitar a escolha, a Chamada Pública nº 1/2013, do programa Ciência sem Fronteiras, relaciona os programas de mestrado oferecidos por 52 instituições.

    Os profissionais que forem selecionados receberão bolsa de US$ 1.150 [R$ 2.733,8] durante 21 meses, terão custeadas as taxas escolares e benefícios como:

    • Auxílio-deslocamento, de US$ 1.604 [R$ 3.813], ou passagem aérea de ida e volta, em classe econômica promocional de acordo com as normas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)
    • Auxílio-instalação de US$ 1,3 mil [R$ 3.090], em cota única
    • Auxílio adicional mensal de manutenção de US$ 400 [R$ 950] para estada em cidades de alto custo
    • Seguro-saúde, a ser pago diretamente à instituição de destino do bolsista, que providenciará a aquisição do benefício


    Todos os pagamentos serão feitos pela Capes.


    Áreas— O candidato precisa ser brasileiro, ter concluído a graduação depois de 1998 ou ter previsão de terminar o curso antes de agosto próximo, apresentar teste de proficiência em língua inglesa, com a pontuação mínima indicada e relacionada na chamada pública. Devem ter ainda graduação em uma das áreas:

    • Engenharias e demais áreas tecnológicas
    • Ciências exatas e da terra
    • Biologia, ciências biomédicas e da saúde
    • Computação e tecnologias da informação
    • Tecnologia aeroespacial
    • Fármacos
    • Produção agrícola sustentável
    • Petróleo, gás e carvão mineral
    • Energias renováveis
    • Tecnologia mineral
    • Biotecnologia
    • Nanotecnologia e novos materiais
    • Tecnologias de prevenção e mitigação de desastres naturais
    • Biodiversidade e bioprospecção
    • Ciências do mar
    • Indústria criativa, com ênfase em produtos e processos para desenvolvimento tecnológico e inovação
    • Novas tecnologias de engenharia criativa.

    O programa de mestrado profissional nos Estados Unidos integra o Ciência sem Fronteiras, programa do Ministério da Educação, criado há três anos, que concede bolsas de estudos para períodos da graduação e pós-graduação no exterior. Até o final de 2013 foram concedidas 60 mil bolsas, das quais 48 mil para cursos de graduação em instituições de educação superior de 40 países de todos os continentes. A meta do Ciência sem Fronteiras é fechar 2014 com 101 mil bolsas. Serão 75 mil garantidas pelo governo federal e 26 mil por empresas particulares.

    Ionice Lorenzoni
  • Curso seleciona professores de biologia da rede pública

    A coordenação do Mestrado Profissional em Ensino de Biologia em Rede Nacional (ProfBio) publicou o novo edital de seleção 2018. O curso é semipresencial, com oferta simultânea nacional, e tem como objetivo a qualificação profissional de professores das redes públicas de ensino em efetivo exercício da docência de biologia. As inscrições vão de 13 de março a 23 de abril.

    O ProfBio pauta-se na lógica da construção e consolidação dos conhecimentos biológicos por meio da aplicação do método científico e de utilização de tecnologias da informação e comunicação (TICs). O conhecimento construído é pensado para transposição didática imediata para a sala de aula, de maneira que o mestrando possa trabalhar simultaneamente com seus alunos do ensino médio os conceitos-chave explorados em cada tópico de biologia.

    A rede nacional do ProfBio congrega 18 instituições de ensino superior públicas, federais e estaduais, em 20 campi distintos, distribuídos por todo território nacional, contemplando 14 estados da federação, além do Distrito Federal. As instituições integrantes do ProfBio, ou instituições associadas, participam do Sistema Nacional de Pós-Graduação e do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB).

    A rede ProfBio está sob a coordenação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O curso foi aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia do Ministério da Educação, em dezembro de 2016, obtendo a nota 4, de um máximo de 5, atribuída a programas de mestrado.

    Rede – O ProfBio é parte do Programa de Mestrado Profissional para Qualificação de Professores da Educação Básica (Proeb). Gerido pela Diretoria de Educação a Distância da Capes, o Proeb reúne cursos de mestrado profissional em rede nacional, nos formatos presencial ou semipresencial, voltados a professores da educação básica.

    O Proeb possui atualmente cursos nas áreas de matemática (Profmat); letras (Profletras); ensino de física – MNPEF (ProFis); artes (ProfArtes); história (ProfHistória); educação física (ProEF); química (ProfQui); filosofia (Prof-Filo); e biologia (ProfBio). Também são ofertados neste mesmo formato os cursos em administração pública (ProfiAP); em gestão e regulação de recursos hídricos (ProfÁgua); e em ensino de ciências ambientais (ProfCiamb).

    UAB – Criada em 2005, a Universidade Aberta do Brasil (UAB) é uma rede formada por instituições públicas que oferece cursos de nível superior por meio de educação a distância. A prioridade da UAB é ofertar formação para pessoal atuante na educação básica – professores, gestores e colaboradores –, mas existem ofertas de formação para o público em geral. O Sistema UAB é coordenado pela Diretoria de Educação a Distância (DED) da Capes.

    Confira o edital do ProfBio 

    Obtenha mais informações sobre o ProfBio

    Saiba mais sobre a Universidade Aberta do Brasil (UAB)

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

     

  • Instituições oferecem curso de mestrado a professor de física

    Seis instituições federais de ensino superior de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe oferecem 65 vagas para o Mestrado Profissional em Ensino de Física. Podem concorrer às vagas professores graduados em física que estejam no exercício da atividade docente na disciplina e estudantes do último semestre do curso. As inscrições devem ser feitas até a próxima quinta-feira, 12, na internet.

    A pós-graduação em física é um curso em rede nacional, organizado pela Sociedade Brasileira de Física (SBF), desenvolvido em polos de universidades e institutos federais vinculados à Universidade Aberta do Brasil (UAB). A formação é semipresencial, gratuita, com duração de dois anos, dirigida a professores que lecionam na educação básica, superior ou na disciplina de ciências no ensino fundamental.

    A capacitação abrange o domínio de conteúdos de física e técnicas atuais de ensino para aplicação na sala de aula. Entre as técnicas, estão recursos de mídia eletrônica e meios tecnológicos para motivação, informação, experimentação e demonstração de fenômenos físicos.

    Curso – Neste edital são oferecidas dez vagas em cada polo das seguintes universidades federais: Rural de Pernambuco (UFRPE), em Garanhuns; Vale do São Francisco (Unvasf), em Juazeiro (BA); Rural do Semiárido, em Mossoró (RN); de Sergipe (UFSE), em São Cristóvão. O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) abre dez vagas em Natal, e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), 15 vagas, em Caruaru.
    A seleção dos educadores será realizada em duas etapas, ambas de caráter eliminatório e classificatório, com pontuação de zero a dez. A primeira fase é uma prova escrita sobre tópicos de física geral, aplicada em 1º de março, às 13h, horário de Brasília, no polo onde o professor fez a inscrição.

    A segunda fase da seleção é oral. O candidato ao mestrado profissional vai discorrer sobre sua trajetória profissional e o plano de trabalho a ser desenvolvido durante o mestrado. A defesa será nos dias 12, 13 e 14 de março, no polo. Os aprovados devem fazer a matrícula no período de 23 a 27 de março.

    Trajetória – A primeira turma do Mestrado Profissional em Ensino de Física selecionou 360 professores em novembro de 2013; a segunda, em setembro de 2014, abriu 483 vagas em 38 polos de 34 instituições federais de ensino superior. A pós-graduação em física integra a série de mestrados profissionais criados pelo Ministério da Educação para qualificar professores da educação básica, com prioridade para trabalhadores do ensino público. O primeiro mestrado profissional foi de matemática, o Profmat, aberto em 2011; o segundo, letras, o Profletras, lançado em 2013. Em 2014, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) aprovou mestrados profissionais em história, artes e administração pública.

    Ionice Lorenzoni

    Confira no portal da Sociedade Brasileira de Física o Edital MNPEF/SBF nº 1/2015

  • Instituto abre vagas em curso na área de sustentabilidade

    O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) abriu as inscrições do processo seletivo para o preenchimento de 21 vagas no curso de mestrado profissional em tecnologia de processos sustentáveis, no campus de Goiânia. As inscrições, gratuitas, podem ser feitas até 8 de maio próximo.

    O mestrado profissional é direcionado a quatro linhas de pesquisa — energias renováveis e engenharia econômica aplicada; tecnologia de redução e gerenciamento de resíduos; modelagem de sistemas ambientais; fontes alternativas de água. O público-alvo é formado por profissionais com graduação em gestão, engenharia, tecnologia, licenciatura e bacharelado nas áreas de ciências exatas e da terra, ciências biológicas, biotecnologia, materiais e meio ambiente.

    A seleção terá as etapas de análise da documentação e homologação das inscrições; prova escrita; prova de interpretação e compreensão de texto em língua inglesa; avaliação do pré-projeto de pesquisa e avaliação do currículo Lattes.

    As aulas serão ministradas, preferencialmente, no período vespertino dos dias úteis e aos sábados, de manhã. O início do curso está previsto para 13 de agosto próximo. O resultado final da seleção será divulgado em 30 de junho. Os selecionados farão a matrícula em 4 e 5 de agosto.

    Inscrições — As inscrições devem ser feitas pessoalmente, ou por procurador devidamente constituído, na Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Tecnologias de Processos Sustentáveis, sala T-203, campus de Goiânia do IFG, das 14h às 17h.

    Mais informações no Edital nº 6/2015, da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação do IFG, e na página do instituto na internet.

    Assessoria de Comunicação Social

  • MEC institui nova modalidade de doutorado profissional

    Em portaria publicada na última sexta-feira, 24, no Diário Oficial da União (DOU), o Ministério da Educação instituiu, no âmbito da pós-graduação stricto sensu, as modalidades de mestrado e doutorado profissional. A novidade é o doutorado, que até então não existia no Sistema Nacional de Pós-Graduação. O mestrado profissional teve início na década de 1990 e, atualmente, possui 718 cursos em funcionamento.

    De acordo com a portaria, as modalidades têm como objetivos capacitar profissionais qualificados para o exercício da prática profissional avançada e transformadora de procedimentos, visando atender demandas sociais, organizacionais ou profissionais e do mercado de trabalho; transferir conhecimento para a sociedade, atendendo demandas específicas e de arranjos produtivos com vistas ao desenvolvimento nacional, regional ou local; promover a articulação integrada da formação profissional com entidades demandantes de naturezas diversas, visando melhorar a eficácia e a eficiência das organizações públicas e privadas por meio da solução de problemas e geração e aplicação de processos de inovação apropriados; e, ainda, contribuir para agregar competitividade e aumentar a produtividade em empresas, organizações públicas e privadas.

    Os títulos de mestres e doutores obtidos nos cursos profissionais avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), reconhecidos pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologados pelo MEC terão validade nacional. A Capes terá o prazo de 180 dias para regulamentar e disciplinar, por meio de portaria, a oferta, a avaliação e o acompanhamento dos programas de mestrado e doutorado profissional.

    Histórico –Em artigo publicado na Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG) nº 4, de julho de 2005, está o relato da constituição, no ano de 1995, de uma comissão que elaborou documento dando origem a uma proposta da Diretoria Colegiada ao Conselho Superior da Capes, que recebeu o título de Programa de Flexibilização do Modelo de Pós-Graduação Senso Estrito em Nível de Mestrado e resultou na Portaria nº 47/95.

    Os documentos enfatizavam a importância de implementar programas dirigidos à formação profissional, propondo a implantação, pela Capes, de procedimentos adequados à avaliação e ao acompanhamento dessa nova modalidade de mestrados no contexto da pós-graduação, preservando os níveis de qualidade alcançados pelo sistema.

    Três anos depois, a Portaria nº 80/98 reorganizou e trouxe orientações mais detalhadas quanto aos requisitos e condições de enquadramento das propostas de mestrado profissional, incluindo avanços no entendimento em relação à legislação precedente. As regulamentações foram aperfeiçoadas e novas normas sobre o mestrado profissional foram publicadas. A portaria atual revoga a de nº 17/2009, que regulamentava os mestrados profissionais até então.

    Confira a íntegra da Portaria n° 389/2017.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

  • Mestrado ajuda professores a trocar experiências sobre aulas

    O mestrado profissional é considerado um espaço de criação e produção artística, que permite observar o ensino de artes além da sala de aula (arte: Mário Afonso/MEC)Professora de artes no município mineiro de Araguari, Laíza Coelho tem o teatro como tema de suas aulas, ministradas uma vez por semana a alunos do nono ano do ensino fundamental e dos dois primeiros do ensino médio. Com licenciatura em teatro, Laíza cursa o Mestrado Profissional em Artes, com área de concentração em ensino de artes.

    “O curso tem superado minhas expectativas”, diz. “Dividir experiências com professores de todo o país e, juntos, buscarmos novas soluções para problemas que parecem ser comuns a todos é uma experiência muita rica”, avalia. Segundo Laíza, que leciona nas escolas estaduais Professora Katy Belém e Professor Antônio Marques, o mestrado é também um espaço de criação e produção artística e permite enxergar o ensino de artes além da sala de aula, abrangendo a formação pessoal e mais humanizada tanto do aluno quanto do professor. “Isso faz valer a pena”, enfatiza.

    O programa, coordenado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), é oferecido em 11 instituições de educação superior, com aulas presenciais e a distância. As aulas de Laíza são oferecidas no polo da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

    A Universidade de Brasília (UnB) também está credenciada a oferecer o mestrado profissional em artes. Um dos participantes é Hugo Nicolau Vieira de Freitas, que leciona teatro a alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental na Escola-Parque 313–314 Sul, em Brasília.

    Para Hugo, o mestrado representa a oportunidade de crescimento profissional. “É uma forma muito direta de tentarmos mudar a realidade da educação pública brasileira por meio da formação de qualidade dos docentes”, ressalta. “É também possibilidade de formação continuada e de contato com a pesquisa.”

    Com licenciatura em artes cênicas e em pedagogia e experiência de oito anos no magistério, Hugo considera proveitosa a participação no curso de mestrado. “O Mestrado Profissional em Artes possibilita a reflexão das nossas práticas como docentes”, diz. “Ao trazer uma abordagem voltada para aprendizagem significativa, o mestrado proporciona nova dinâmica na formação continuada do professor e também na formação que esse professor passa a oferecer aos alunos.”

    No curso, Hugo tem como objeto de pesquisa o ensino de teatro partindo da leitura do espaço. “Saímos do ensino tradicional do teatro, que em geral tem início na parte corporal, e passamos a construir um ensino partindo do olhar, da observação, da leitura que fazemos dos lugares que ocupamos no mundo, refletindo nossa relação com esses espaços”, salienta.

    Dissertação — O tema da dissertação de Laíza Coelho está ligado à possibilidade de vivenciar um processo de criação teatral com os alunos no contexto de uma disciplina inserida em uma grade curricular. “Além disso, a pesquisa trabalha com a viabilidade de um olhar de apaziguamento e mediação trazido pela arte em um espaço de notória violência, como tem se revelado ser o espaço escolar”, salienta.

    De acordo com o coordenador nacional do Mestrado Profissional em Artes, professor André Carreira, da Udesc, o curso teve início em agosto de 2014, com 177 alunos matriculados. O programa funciona nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo e no Distrito Federal.

    “Essa é uma oportunidade ímpar porque tem como eixo a própria atividade do professor na escola, na sala de aula, com os alunos. É ali que será realizada a pesquisa de mestrado”, ressalta Carreira. “O professor pode ter acesso a novos conceitos e a toda uma produção intelectual renovadora no que se refere à reflexão sobre as artes da escola.”

    Ao mesmo tempo, segundo Carreira, o projeto pretende produzir mais interação entre a universidade e as escolas onde trabalham os mestrandos. “Isso tem como objetivo estimular a reflexão sobre as práticas de ensino e valorizar e multiplicar as práticas artísticas nas escolas.”

    Fátima Schenini

    Saiba mais no Jornal do Professor

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  • Mestrado dá novo significado a estratégias de ensino de física

    O mestrado profissional abre aos professores novas perspectivas para o ensino de física, hoje centrado no docente, baseado em aulas expositivas e em resolução de problemas (foto: info.abril.com.br)Professora de física no Distrito Federal, Samara Brito está entusiasmada com as aulas do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física, que cursa desde o segundo semestre do ano passado. “Minhas aulas foram completamente afetadas pelo caminho que tenho trilhado no mestrado”, destaca. Há 14 anos no magistério, ela leciona no Centro de Ensino Fundamental nº 8, instituição da rede pública de ensino do DF, na região administrativa do Guará, e no Colégio Marista de Brasília, da rede particular. As turmas da professora incluem alunos dos três anos do ensino médio e da educação de jovens e adultos.

    Segundo Samara, a participação no curso, criado pela Sociedade Brasileira de Física (SBF) para qualificar professores da educação básica, resultou em mudanças em sua forma de ministrar aulas. “As ferramentas pedagógicas estudadas e agora mais bem compreendidas me levaram a ressignificar as estratégias de ensino”, analisa.

    De acordo com o professor Marco Antonio Moreira, do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), coordenador do mestrado, o curso tem ênfase em conteúdos, tecnologias e desenvolvimento de estratégias didáticas para melhorar o ensino da física. “Com isso, espera-se que os egressos estejam mais preparados para um ensino coerente com o século 21”, ressalta. Ele diz que o mestrado é uma iniciativa importante, pois a física está quase desaparecendo nos currículos escolares e há baixa procura pela licenciatura.

    Segundo o professor, além de reduzido número de aulas, o conteúdo de física do ensino médio está desatualizado. O ensino é o tradicional, de sempre. “Centrado no docente, baseado em aulas expositivas e resolução de problemas; treina o aluno para provas e não faz uso de tecnologias de comunicação e informação.”

    As atividades do mestrado em ensino de física tiveram início em agosto de 2013, em 21 polos. Cerca de 300 candidatos foram selecionados para a primeira edição. Em agosto próximo, eles apresentarão dissertações e produtos educacionais desenvolvidos.

    Atualmente, 46 polos estão em funcionamento em todo o país, com a participação de 750 professores mestrandos, aproximadamente. A expectativa é que nova seleção seja feita no segundo semestre deste ano, com início das atividades em março de 2016. “Provavelmente, teremos de dez a 20 novos polos e cerca de 200 novos professores mestrandos”, prevê Moreira.

    Valorização — Na opinião do professor, o mestrado representa a valorização do professor de física, uma oportunidade que os docentes não imaginavam ter. “Fazer um mestrado profissional em universidades renomadas e ter bolsa para isso é algo completamente novo para os professores de física”, argumenta. Moreira lembra que a característica principal do perfil dos mestrandos é que sejam professores de física em serviço e continuem em serviço durante o mestrado. “Enquanto política pública, o Mestrado Profissional Nacional em Ensino de Física e em outras áreas é um grande avanço para a educação brasileira.”

    Ligada ao polo que funciona na Universidade de Brasília (UnB), Samara assiste às aulas às segundas e terças-feiras, nos turnos vespertino e noturno. Apesar do grande desafio que tem sido fazer o mestrado e lecionar em duas escolas, ela diz que o esforço vale a pena. “Ao me debruçar novamente sobre toda a estrutura conceitual e ao revisitar todo o desenvolvimento filosófico e científico associado à física e a seu ensino, percebo o quanto é importante que um educador permaneça sempre estudando”, enfatiza. “O educador deveria ser um eterno aluno-pesquisador.”

    Tecnologias — A professora, que escolheu como tema de sua dissertação O Uso do Instagram como Ferramenta de Ensino dos Fenômenos Ópticos, entende que é necessário compreender o uso de tecnologias na sala de aula. “Uma proposta recente da tecnologia educacional consiste, em vez de tentar impedir o uso de aparelhos como tablets e smartphones, em incorporar seu uso às aulas”, revela. Isso, na visão de Samara, não só vai promover o acesso livre às informações como melhorar a relação entre alunos, via e-mail e redes sociais, e favorecer a interatividade.

    “Podemos observar que há uma carência na formação dos licenciados no que se refere ao uso de tecnologias na educação. A ideia, portanto, é criar possibilidades pedagógicas para professores da educação básica no uso de tecnologias para aprendizagem”, diz. “Nesse caso, por meio de dispositivos móveis, como o celular, e uma rede social, como o instagram.”

    Fátima Schenini

    Saiba mais no Jornal do Professor e na página do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física na internet

  • Mestrado em artes e música atrai mais de 1,5 mil professores

    Mais de 1,5 mil professores licenciados em artes cênicas, artes visuais e música concorrem a 161 vagas no primeiro curso de mestrado profissional em artes (ProfArtes). Um conjunto de 11 instituições de educação superior públicas, federais e estaduais, faz parte dessa edição do projeto, com destaque para a região Nordeste, que abre 64 vagas. A cinco regiões do país estão contempladas.

    O coordenador do ProfArtes, André Carreira, professor do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), explica que a grande procura dos educadores mostra o quanto eles pretendem aprimorar os conhecimentos. A proposta da pós-graduação, segundo Carreira, é instalar entre os docentes a prática da pesquisa e da renovação constante. “O professor que pesquisa dá melhores aulas”, avalia.

    O mestrado profissional em artes, conforme o Edital nº 6/2014, é um curso semipresencial, oferecido por instituições que aderiram ao sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). O concluinte recebe o título de mestre em artes. O candidato deve ser educador, com graduação em artes cênicas, artes visuais ou música, estar no exercício da profissão e lecionar a disciplina objeto do mestrado em rede pública de educação básica ou instituição cultural.

    O curso tem 420 horas, ministradas durante dois anos. São cinco disciplinas obrigatórias, duas optativas e um trabalho de conclusão sobre prática de ensino a ser desenvolvido na escola onde o professor trabalha.

    A tabela mostra a distribuição das 161 vagas entre as 11 universidades:



    Provas— A seleção do ProfArtes compreende duas provas, ambas classificatórias e eliminatórias. A prova escrita foi realizada em 7 de junho último.  Os aprovados farão exame de arguição no período de 21 a 25 próximo, na instituição de educação superior na qual pretendem fazer o curso. O resultado final será divulgado no dia 30. As aulas começam em agosto.

    O curso, de acordo com Carreira, terá edições anuais, com lançamento de editais até que todos os educadores da área sejam atendidos. Em agosto, será aberto processo de adesão das universidades para a oferta da segunda turma do mestrado. André Carreira é licenciado em artes pela Universidade de Brasília (UnB) e doutor em teatro pela Universidade de Buenos Aires, Argentina.

    Formação— O ProfArtes é o quarto curso que entra em execução dos seis mestrados profissionais aprovados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os anteriores são matemática (Profmat), letras (ProfLetras) e física (ProFis). História (ProfHistória), sob a coordenação da Universidade do Estado do Rio e Janeiro (UERJ), e administração pública (ProfiAP), coordenado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais e Ensino Superior (Andifes), estão autorizados a abrir processos seletivos.

    Mais informações e o edital estão disponíveis na página do ProfArtes na internet.

    Ionice Lorenzoni

  • Mestrado em matemática tem nota máxima em avaliação trienal

    Pioneiro entre os cursos de mestrado profissional no país, o Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat), coordenado pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), obteve nota cinco na avaliação trienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em 2013, correspondente ao período 2010–2012. “É um resultado extraordinário”, diz o professor Hilário Alencar, um dos criadores e atual coordenador do Profmat.

    A nota máxima para um programa de mestrado na primeira avaliação, segundo Alencar, evidencia a excelente qualidade acadêmica e científica do Profmat. “E mostra que é possível ter um programa de pós-graduação de excelência em rede nacional para atender professores da educação básica, especialmente aqueles que estão trabalhando nas escolas públicas”, afirmou.

    Criado em 2011, o Profmat hoje está presente nas 27 unidades da Federação. A rede compreende 66 instituições de educação superior públicas e uma confessional, que ministram o curso em 84 polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB). É um mestrado profissional semipresencial, que destina 80% das vagas a professores que lecionam matemática nas redes públicas da educação básica.

    De 2011 a 2014, ingressaram no mestrado 7.411 professores, dos quais 1.426 já concluíram e formação. Outros 2.880 continuam estudando. Em fevereiro próximo, uma nova turma, de 1.575 educadores, selecionados em 2014, começa a fazer o curso. Alencar explica que a evasão é baixa — cerca de 10% —, mas a maior perda de alunos ocorre no exame de qualificação, prova nacional escrita, com oito questões. O mestrando pode fazer a prova nacional duas vezes, num intervalo de quatro meses. A outra opção é fazer a inscrição para a seleção do ano seguinte e, em caso de classificação, repetir o mestrado.

    Mas há outras causas para a evasão. Segundo coordenador, professores que lecionam em mais de duas escolas não têm tempo para se dedicar à formação exigida no mestrado, que traz o selo de qualidade da SBM. “Eles precisam assistir às aulas presenciais às sextas-feiras, dar conta das tarefas na Plataforma Moodle e fazer as provas presenciais, aos sábados”. Na avaliação de Alencar, a trajetória do Profmat mostra que os melhores desempenhos são de docentes de escolas que adotam o tempo integral.

    Exemplos —Alencar elogia o empenho dos mestrandos, especialmente daqueles que residem ou lecionam em cidades fora do polo e precisam fazer deslocamentos semanais em função do curso. Ele cita os exemplos de um professor do Amazonas, que viajava dois dias de barco para fazer a parte presencial do curso em Manaus, e de outro profissional, do município de Cocal dos Alves (PI), que ia até Teresina com o mesmo objetivo. Ambos concluíram o curso e foram certificados.

    A grande procura de professores de matemática pelo mestrado profissional — a cada processo seletivo anual o Profmat recebe de 16 mil a 20 mil inscrições — e o desempenho, confirmado pela nota cinco na avaliação da Capes, despertaram o interesse dos ministérios da Educação do México e da Argentina. Alencar explica que dirigentes da educação desses dois países conheceram o programa e estudam como implantá-lo.

    Também no Brasil, o Profmat faz escola. A pedido de diversas carreiras do magistério, a Capes autorizou, em 2013, a criação dos programas de mestrado profissional em letras (ProfLetras), coordenado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e em ensino de física  (MPEF), pela Sociedade Brasileira de Física (SBF). Em 2014, a Capes autorizou os programas de mestrado profissional em artes (ProfArtes), coordenado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc); em história (ProfHistória), pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e em administração pública (ProfiAp), destinado à formação de gestores públicos de qualquer área do conhecimento. O ProfiAp é coordenado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

    Mais informações na página do Profmat na internet.

    Ionice Lorenzoni

    Matéria republicada com correção de informações.

  • Mestrado para professores de história abrirá vagas este ano

    No segundo semestre deste ano, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lançará edital para selecionar candidatos à segunda turma do programa Mestrado Profissional em Ensino de História. Atualmente, 130 professores da educação básica de escolas públicas fazem o curso, em 12 núcleos, em municípios dos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

    Há ainda a ideia de, no próximo edital, ampliar o número de instituições com oferta do curso. “O mestrado profissional faz a articulação das disciplinas e das atividades acadêmicas com as novas práticas na sala de aula; é um enriquecimento muito grande para a docência”, explica a coordenadora nacional do programa, professora Marieta de Moraes Ferreira, titular da UFRJ.

    O curso tem carga horária de 510 horas. Embora algumas atividades sejam oferecidas a distância, as aulas são ministradas na modalidade presencial.

    Professor da rede pública no Rio de Janeiro, Eric Rodrigues desdobra-se para conciliar as atividades de sala de aula com as do mestrado. Ele reserva duas tardes e uma noite durante a semana para cumprir as disciplinas. “É difícil conciliar; como professor 40 horas, é uma forte demanda”, explica Rodrigues, que cursa três disciplinas, ofertadas em polos de três cidades do estado.

    Para ir de um local a outro, Rodrigues usa o carro. Os custos a mais no orçamento por conta do combustível são pagos pela bolsa de estudos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação. Todos os professores do mestrado que conciliam os estudos com o trabalho docente têm direito ao benefício.

    Apesar da dupla jornada, Rodrigues não tem dúvidas quanto à importância da qualificação. “Via carência teórica para executar parte do trabalho”, afirma. A ideia dele é pesquisar uma metodologia para o ensino de história que incorpore o uso da tecnologia na escola. “Os estudos no curso reorientam minha visão sobre como pensar métodos avaliativos críticos para a utilização desse recurso, além de como desenvolver uma avaliação capaz de testar a produção do conhecimento do aluno”, explica.

    Esperança — Professora de história do município fluminense de Nova Iguaçu, Cíntia Benak, apesar de média 8 na seleção do programa, não conseguiu a classificação. “Minha opção de polo foi a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), uma das médias mais altas”, diz. “Infelizmente, são poucas vagas, e o processo seletivo por polo nos impede de ter maiores chances.”

    A professora Cíntia cumpre, na condição de aluna especial, disciplina eletiva no polo de Duque de Caxias da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). No fim do ano, ela tentará a classificação no segundo processo seletivo do mestrado profissional em história. Se aprovada, poderá aproveitar as disciplinas já cursadas.

    O Mestrado Profissional em Ensino de História é, segundo Cíntia, a solução e a única esperança para os professores que estão em sala de aula e querem se qualificar. “A bolsa de estudos e o horário do mestrado profissional facilitam a vida do professor que necessita se qualificar, mas precisa trabalhar”, salienta.

    Na sociedade do conhecimento, ela acredita que a qualificação torna os docentes mais críticos, reflexivos e atuantes no processo de ensino e aprendizagem. “A geração de alunos exige uma educação inserida nas novas tecnologias; exige de nós aulas dinâmicas, interessantes, atuais e modernas”, diz. “Despertar a atenção desses jovens em plena era tecnológica é desafiante; logo, um professor qualificado é essencial para o processo educacional, e o mestrado profissional amplia essa visão.”

    Rovênia Amorim

    Saiba mais no Jornal do Professor

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  • Mestrado profissional recebe inscrições em várias instituições

    O Mestrado Profissional de Sociologia em Rede Nacional (Profsocio) está com as inscrições abertas até 30 de janeiro. O Profsocio é gratuito e presencial, em nível de pós-graduação stricto sensu, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia vinculada ao Ministério da Educação. O programa é oferecido em nove instituições de ensino superior públicas brasileiras, sob coordenação da Universidade Federal do Ceará (UFC). As inscrições custam R$ 60. As aulas estão previstas para começar em março.

    A oferta de vagas é simultânea em todo o Brasil, por meio do Sistema Universidade Aberta Brasil, conferindo o título de Mestre em Sociologia. O objetivo do programa é propiciar um espaço de formação continuada para professores de sociologia que atuam na educação básica ou aos que desejam atuar nesta área. As aulas poderão ser ministradas de segunda-feira a sábado, em períodos determinados, segundo o calendário de cada uma das instituições, a ser divulgado em edital específico de matrícula.

    As linhas de pesquisa são educação, escola e sociedade; juventude e questões contemporâneas, e práticas de ensino e conteúdos curriculares. O Profsocio tem a duração de 24 meses, período em que deverão ser cursadas seis disciplinas obrigatórias e duas optativas, equivalentes a 450 horas e 30 créditos, com defesa de trabalho final de conclusão de curso. 

    O processo de seleção será realizado em duas fases. A primeira é a prova escrita de conhecimentos e a segunda é a defesa da carta de intenções. A prova tem caráter eliminatório e classificatório, com peso equivalendo a 60% do resultado final, e terá duração de quatro horas. Já a defesa da carta será presencial perante a comissão de seleção e admissão da instituição associada escolhida no ato da inscrição pelo candidato.

    Instituições- Os candidatos poderão se inscrever para o mestrado em uma das instituições que participam do programa: Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), em Recife; Universidade Estadual de Londrina (UEL), em Londrina (PR); Universidade Estadual do Vale do Acaraú (UVA), em Sobral (CE); Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), em Marília (SP); Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em Campina Grande e em Sumé (PB); Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza; Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Juazeiro (BA).

    A coordenadora nacional do programa, Danyelle Nilin, professora da UFC, explica que é a primeira vez que o programa é realizado nacionalmente. Antes, o mestrado profissional nos moldes do que está em curso era oferecido pela Fundaj.

    “A intenção é qualificar mais o professor de sociologia, refletindo sobre as práticas pedagógicas, tentando dialogar sociologicamente com a realidade em sala de aula onde o professor já atua, aplicar diferentes ferramentas de ensino, desenvolver pesquisas e, por fim, ter um intercâmbio de experiências, já que temos instituições de todo o país participando do programa”, explicou a coordenadora.

    Para Joanildo Burity, pesquisador da Fundaj que, ao lado da também pesquisadora Viviane Toraci, coordena o Profsocio pela Fundação, o mestrado cumpre um papel importante para o cenário educacional nacional.

    "Há um diagnóstico de que, entre os professores que ensinam sociologia, menos de 20% tem formação em sociologia, seja graduação ou pós-graduação. Então, o Profsocio também é voltado para esses profissionais", aponta Burity. “Participamos da concepção do Profsocio, em 2015, e lideramos esse processo de concretização da proposta. Todas as instituições estão empenhadas para cumprir os objetivos estabelecidos.”

    As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do preenchimento de formulário eletrônico disponível na página do programa, onde também está disponível o edital do certame.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Mestrado profissional terá normas próprias para credenciamento e avaliação

    O Ministério da Educação e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) publicaram nesta terça-feira, 23, no Diário Oficial da União, a Portaria Normativa nº 7, com normas específicas para credenciamento e avaliação de cursos de mestrado profissional. Com a medida, o MEC espera que muitas instituições que oferecem cursos de especialização — pós-graduação lato sensu — de excelência apresentem propostas para transformá-los em mestrados voltados para o campo profissional.


    Dentre as principais normas anunciadas, destacam-se as várias possibilidades de trabalhos de conclusão de curso possíveis – além da tradicional dissertação –, e o requisito de que parte do corpo docente seja composta não apenas por mestres e doutores, mas que tenham também formação específica na área em que lecionarão, e professores com experiência profissional reconhecida.


    Entre as vantagens da criação de uma área específica para avaliação de novos cursos de mestrado profissional na Capes, como já ocorre na área do mestrado acadêmico, o ministro enumerou os ganhos mútuos para alunos e instituições de ensino superior. “A academia ganha uma interação muito mais efetiva com o mundo do trabalho. Os cursos terão o interesse de mais pessoas, já que permitem a consolidação de um itinerário formativo de quem quiser seguir direto para um doutorado, além de permitir alcançar, com vantagem, as metas do plano anual da pós-graduação.”


    Para Haddad, com a criação de regras para avaliação e credenciamento diferentes das existentes para os mestrados acadêmicos, muitas áreas podem ser beneficiadas. “Podemos colocar no mestrado profissional alunos de odontologia, por exemplo, que hoje não têm uma residência na área, ou mesmo os de residências médicas, que poderão sair direto para um doutorado.”


    Jornalismo — Para o ministro Fernando Haddad, outra área que pode ser bastante beneficiada com a ampliação da oferta de mestrados profissionais, a partir das novas regras da Capes, é o jornalismo. Na opinião dele, o que o mercado busca não é o fim dos cursos na área. “Penso que a expectativa dos veículos não é a extinção, mas a qualificação dos cursos de jornalismo. Muitos países não têm a obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão, mas têm bons cursos superiores. O jornalismo é um dos pilares da democracia, não podemos desconsiderar as especificidades do exercício da profissão. Mais do que habilidades e competências, um curso de jornalismo deve trabalhar os valores da prática jornalística, preparar bem o profissional que fará a intermediação da informação para o público. Com a decisão do Supremo Tribunal Federal, o mestrado profissional em jornalismo deve ganhar força”, afirmou.

    Veja a Portaria Normativa nº 7, publicada no Diário Oficial da União.
    Confira o áudio sobre o novo mestrado.
    Confira o áudio sobre o trabalho de conclusão.


    Luciana Yonekawa

  • Mestrados ajudam professor a inovar e tornar ensino atraente

    O mestrado profissional ajuda o professor da educação básica a abandonar as aulas tradicionais de física, baseadas em fórmulas que desagradam os estudantes, e a adotar métodos inovadores (foto: produto.mercadolivre.com.br)Os 360 professores de física selecionados para o primeiro programa de Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (Mnpef) terão a oportunidade de conhecer, aprender e praticar novas formas de ensinar e de motivar os estudantes a gostar da disciplina. É isso que diz a professora Eliane Veit, do Departamento de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ela integra a equipe que coordena o programa.

     

    Para Eliane, os professores que trabalham na educação básica precisam abandonar as aulas tradicionais de física, assentadas em fórmulas detestadas pelos estudantes. Ela diz ser necessário inovar e mostrar aos estudantes o que fazer com os conhecimentos, como essas informações podem ajudá-los a refletir, a selecionar, a pesquisar.

     

    A capacitação dos professores abrange o domínio de conteúdos de física e de técnicas atuais de ensino para aplicação em sala de aula. Entre essas técnicas estão recursos de mídia eletrônica e meios tecnológicos para motivação, informação, experimentação e demonstração de diferentes fenômenos físicos. É a isso que se propõe o mestrado, sob a coordenação da Sociedade Brasileira de Física (SBF). As aulas começaram na segunda metade de agosto, em 21 polos de instituições federais e estaduais públicas de educação superior vinculadas à Universidade Aberta do Brasil (UAB). Participaram da seleção 933 educadores.

     

    Entre as instituições que receberam maior número de inscrições estão o câmpus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB), com 89 candidatos para 30 vagas; o câmpus de Mossoró da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), no Rio Grande do Norte, com 77 inscritos para 15 vagas, e o câmpus de Ji-Paraná da Universidade Federal de Rondônia (Unir), com 76 inscritos para 15 vagas.

     

    De acordo com Eliane, além do interesse dos professores de física pelo mestrado, 74 instituições públicas de educação superior apresentaram candidatura para a oferta do curso. A Sociedade Brasileira de Física selecionou 21 polos universitários com reconhecidos programas de pós-graduação na área. Das 360 professores selecionados, 280 estão distribuídos em cidades do interior e 80 em quatro capitais — Brasília, Manaus, Natal e Vitória. As cinco regiões do país foram contempladas. O Sudeste ficou com 125 vagas; Nordeste, 105; Centro-Oeste, 55; Sul, 40, e Norte, 35.

     

    O mestrado profissional em física é um curso semipresencial, gratuito, com duração de dois anos. Os educadores em efetivo exercício profissional em rede pública da educação básica podem pedir bolsa de estudos à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação. O valor da bolsa é de R$ 1,5 mil mensais.


    Letras — Os 854 educadores selecionados para a primeira edição do Programa de Mestrado Profissional em Letras (Profletras) começaram as aulas em 19 de agosto. Eles estudam em 39 polos de 34 instituições públicas de educação superior. De acordo com a coordenadora do programa, professora Maria das Graças Soares Rodrigues, os estados da região Nordeste concentram 20 dos 39 polos. Os demais estão no Sudeste, com oito polos; Sul (quatro), Centro-Oeste (quatro) e Norte (três).

     

    Na avaliação de Maria das Graças, os cursos estão democratizados nas regiões Sul e Sudeste. No Nordeste, porém, a pós-graduação ainda não é uma realidade. Para a professora, a situação começa mudar com a criação de cursos de mestrado profissional, como é o caso do Profletras. A Capes já assegurou bolsas de estudos para os cursistas.

     

    Em 2014, no primeiro semestre, serão lançados editais para seleção de professores para a segunda edição, com início das aulas em agosto. No semestre seguinte, para as aulas a serem iniciadas em fevereiro de 2015. O programa pretende que os cursos passem a ter início sempre no primeiro semestre letivo, o que facilitaria as redes de ensino a programar a liberação dos professores para os períodos presenciais.

     

    Para incentivar os professores de letras a fazer o mestrado e ter bom aproveitamento, a Capes, segundo Maria das Graças, vai premiar os 26 cursistas que obtiverem melhor classificação no fim do curso. O prêmio é uma viagem de 30 dias a Coimbra, Portugal.

     

    O curso de física integra a série de mestrados profissionais criados pelo Ministério da Educação para qualificar os professores das redes públicas de ensino. O primeiro foi de matemática, o Profmat, em 2011. Para 2014, na quarta edição, o Profmat selecionou 1,5 mil professores, que começarão as aulas em 22 de fevereiro. Este ano, foi lançado o Profletras. O terceiro mestrado profissional criado pelo MEC é o Mnpef.


    Ionice Lorenzoni

  • Nova portaria corrige normas sobre mestrado profissional

    Em portaria publicada na terça-feira, 29, o Ministério da Educação promove correções na regulamentação dos cursos e da oferta de mestrado profissional, em vigor desde junho deste ano. A nova redação aborda principalmente o prazo de conclusão dos cursos e a igualdade de direitos dos mestres acadêmicos e profissionais.

    A normatização do mestrado profissional ocorreu em 22 de junho deste ano, com a publicação da Portaria Normativa nº 7. O novo texto exclui o inciso II (renumera os seguintes) do art. 7º, segundo o qual a proposta de mestrado profissional deveria, necessária e obrigatoriamente, ser compatível com um tempo de titulação mínimo de um ano e máximo de dois.

    Segundo o diretor de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação, Lívio Amaral, tanto no mestrado acadêmico quanto no profissional, o ideal é que o curso seja feito em até 24 meses. “Como estava na redação da portaria de junho, permitia-se, no entanto, uma interpretação equivocada”, destaca Amaral. “Ou seja, haveria uma guilhotina — em um dia mais, além de 24 meses, tudo acabaria. O que, evidentemente, não deve ocorrer.”

    Outra mudança foi a retirada, no art. 2º, da frase “e outorga ao seu detentor os mesmos direitos concedidos aos portadores da titulação nos cursos de mestrado acadêmico”. Amaral lembra que a regulamentação dos preceitos para doutorado e mestrado está prevista no Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG). Como o mestrado, tanto na modalidade acadêmica quanto na profissional, atende os mesmos preceitos, os títulos são iguais e, consequentemente, os direitos.

    Os mais de dez mil mestres profissionais titulados nos últimos anos no país são, de acordo com Amaral, iguais aos mestres acadêmicos. Portanto, o assunto não deveria estar na portaria. “O texto possibilitou a interpretação de que essa igualdade não existia e seria válida somente depois de junho.”

    Amaral enfatiza que o principal objetivo do mestrado profissional é formar recursos humanos para atuar em setores não acadêmicos, transferir conhecimentos à sociedade, atender demandas específicas e arranjos produtivos para o desenvolvimento nacional, regional e local. Além disso, contribuir para ampliar a competitividade e a produtividade de empresas, organizações públicas e particulares.

    O novo texto consta da Portaria Normativa nº 17, publicada no Diário Oficial da União de terça-feira, 29.

    Assessoria de Imprensa da Capes
  • ProfBio abre inscrições para exame nacional de acesso

    O Mestrado Profissional em Ensino de Biologia em Rede Nacional (ProfBio) receberá, de 12 de maio a 8 de junho de 2017, inscrições para seu exame nacional de acesso. Coordenado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ProfBio é um curso semipresencial com oferta simultânea nacional, no âmbito do sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), tendo como objetivo o título de mestre em ensino de biologia.

    As inscrições deverão ser feitas exclusivamente pela internet, na página da Comissão Permanente de Vestibular (Copeve) da UFMG. A taxa de inscrição será no valor de R$ 200.

    De acordo com o edital, podem participar da seleção candidatos que portem diploma de curso superior em ciências biológicas, biologia ou ciências com habilitação em biologia, devidamente registrado no Ministério da Educação; seja professor de biologia do ensino médio em escola da rede pública de ensino do Brasil, regularmente admitido; e esteja ministrando aulas de biologia em qualquer ano do ensino médio.

    UAB – Criado em 2005, o sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) é um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos de nível superior para camadas da população que têm dificuldade de acesso à formação universitária, por meio do uso da metodologia da educação a distância. O público em geral é atendido, mas os professores que atuam na educação básica têm prioridade de formação, seguidos dos dirigentes, gestores e trabalhadores em educação básica dos estados, municípios e do Distrito Federal. Hoje, o sistema é coordenado pela Diretoria de Educação a Distância (DED) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

    Além de coordenar o Sistema UAB, a DED/Capes é responsável pela gestão do Programa de Mestrado Profissional para Qualificação de Professores da Educação Básica (Proeb). Atualmente, são ofertados mestrados profissionais em rede nacional no formato semipresencial voltados a professores da educação básica nas áreas de: matemática (Profmat); letras (Profletras); ensino de física (ProFis); artes (Profartes); história (ProfHistória); educação física (ProEF); química (ProfQui); filosofia (Prof-Filo); e biologia (ProfBio).

    Também são ofertados neste mesmo formato os cursos em administração pública (ProfiAP); em gestão e regulação de recursos hídricos (ProfÁgua); e em ensino de ciências ambientais (ProfCiamb).

    Acesse o edital do Profbio
    Acesse a página da Comissão Permanente de Vestibular (Copeve) da UFMG

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

  • Professores aprendem mais para evoluir no ensino de matemática

    O Profmat é o primeiro mestrado profissional a ser criado no Brasil, com reconhecimento da Capes, para professores em sala de aula (foto: colegioweb.com)Curioso para aprender mais sobre teoria e prática e tornar-se melhor professor em sala de aula, Júlio Cezar Marinho da Fonseca tinha a distância como a grande dificuldade. O polo do Programa de Mestrado Profissional em Matemática (Profmat) para as aulas presenciais, no Amazonas, fica em Manaus. Parintins está a cerca de 350 quilômetros da capital. Júlio Cezar ainda mora e trabalha na cidade turística, da dança folclórica do boi-bumbá.

    “Foram dois anos cansativos, mas que valeram o suor e o sono perdido”, diz. Ele viu no mestrado profissional a oportunidade que esperava para “fazer a diferença no ensino” em sua cidade. Para chegar a Manaus a tempo de assistir às aulas do sábado, o professor do ensino médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam) chegou, no início do curso, a viajar 20 horas de barco, dia e noite, às sextas-feiras, pelos rios Amazonas, Negro e Solimões.

    Depois, com a liberação da bolsa de estudos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Júlio Cezar conseguiu amenizar a rotina semanal, ainda assim exaustiva. De lancha, a viagem de ida foi reduzida à metade do tempo. A volta, no domingo, levava uma hora de voo. De segunda a quinta, a rotina voltava a ser a de professor, com 40 horas de carga horária a cumprir. O sacrifício de aliar estudos e trabalho valeu a pena, garante o novo mestre em matemática, aluno da primeira turma do programa.

    “Hoje, na minha cidade, o ensino de matemática está evoluindo. Já conseguimos melhorar os resultados nas olimpíadas nacionais, por exemplo”, afirma o professor, que inspirou outros colegas a percorrer o mesmo caminho da qualificação.

    Diferença — O Profmat foi o primeiro mestrado profissional a ser criado no Brasil, com reconhecimento da Capes, para professores em sala de aula. Desde a primeira turma, em 2011, 5.824 profissionais ingressaram no programa — 1.527 concluíram o curso e receberam o título de mestre. Júlio Cezar faz parte dessa estatística. Ele defendeu, em 2013, estudo sobre os números perplexos, numa abordagem para o ensino médio. “Todo professor que exerce a profissão na educação básica deveria passar pela experiência de um mestrado, como o Profmat. Posso dizer que existe uma grande diferença entre a forma de ensinar que eu usava antes e a metodologia que adoto atualmente”, relata. “Consigo trabalhar os conteúdos de forma mais diversificada e embasada matematicamente, o que possibilita maior clareza na explicação e desperta a curiosidade para o conhecimento matemático e sua aplicações.”

    Atualmente, 2.559 docentes fazem o curso, que tem duração de dois anos. Até agora, o maior grupo de participantes do programa tem entre 28 e 32 anos de idade e de cinco a nove de exercício da profissão. Cerca de 20% são mulheres.

    Credibilidade — Ana Luiza Kessler, professora na rede pública de Santa Maria (RS), que apresenta a dissertação neste mês de abril, também não teve trajetória fácil. Ela conta que se interessou pelo mestrado em razão da credibilidade do curso, coordenado pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). “Instituições renomadas na área de matemática”, afirma. “Além dos livros, professores dessas instituições participam ativamente do curso.”

    Apesar da motivação, a distância, a dura rotina de conciliar os estudos com a carga de 40 horas semanais como professora de escola pública e problemas pessoais a impediram de concluir o curso no prazo de dois anos. Ainda assim, não desistiu. Em 2013, passou novamente pela seleção e reingressou. A rotina do mestrado permitiu a ela participar de eventos acadêmicos, conhecer professores renomados da área — entre eles, os autores dos livros que leu — e renovar o entusiasmo pela pesquisa. “Reencontrar colegas do mestrado, que tiveram outras oportunidades após a conclusão do Profmat, era o estímulo que eu precisava para não desistir e terminar o curso”, diz Ana Luiza, que está na fase da redação final da dissertação.

    Graças ao Mestrado Profissional em Matemática, Ana Luiza tornou-se representante da Região Sul na Associação Nacional de Professores de Matemática na Educação Básica (Anpmat), que tem entre os objetivos apoiar ações para formação e valorização profissional dos docentes de matemática. “Todos nós, profissionais, precisamos nos reciclar e estar sempre em busca de mais conhecimento, de mais saberes, de inovações, de ideias para aprimorar nossas aulas e nossas práticas docentes”, afirma.

    Rovênia Amorim

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  • Profissionais buscam formação avançada em gestão pública

    O primeiro curso de mestrado profissional em administração pública (ProfiAp), que se destina à formação de quadros com nítido entendimento do papel do Estado brasileiro, recebeu 3.639 inscrições para 212 vagas. As provas de seleção serão aplicadas no domingo, 24, e as aulas terão início em 13 de outubro. Dos seis cursos de mestrado profissional autorizados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) desde 2011, cinco são dirigidos a professores da educação básica pública. Somente o ProfiAp pode ser feito por qualquer pessoa que tenha curso superior.

    O mestrado profissional em administração pública é um curso semipresencial, que este ano será ministrado em nove universidades federais, em 600 horas e dois anos de duração. Capacitar pessoas para a prática administrativa avançada nas organizações públicas e melhorar a gestão pública estão entre os objetivos.

    A presidente da comissão acadêmica nacional do ProfiAp, Teresa Cristina Janes Carneiro, explica que a procura pelo mestrado em administração pública revela o interesse de profissionais de diversas áreas do conhecimento pela gestão pública. “Sabemos que há também muita demanda nos estados, não atendida neste momento, além do interesse de outras instituições públicas de educação superior em oferecer o curso em suas regiões”, disse.

    Nesta edição, o curso é oferecido nas universidades federais da Grande Dourados (UFGD), com 20 vagas; de Mato Grosso do Sul (UFMS), 29; de Alfenas (Unifal), 22; de Alagoas (Ufal), 28; de Campina Grande (UFCG), 20; de Goiás (UFG), 21; de Sergipe (UFS), 22; de Rondônia (Unir), 22, e de Viçosa (UFV), 28.

    Matemática — Em 2011, a Capes autorizou a criação do Programa de Mestrado Profissional em Matemática (ProfMat) para qualificar professores das redes públicas da educação básica. O curso, semipresencial, gratuito, tem a coordenação da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). Desde a primeira edição, em 2011, são abertas 1,5 mil vagas anuais e registradas cerca de 20 mil inscrições por ano. Em 2013, o programa teve a participação de 59 instituições de educação superior públicas e vagas em 79 polos. A rede de universidades é vinculada à Universidade Aberta do Brasil (UAB). Em julho último, a SBM lançou edital de seleção para um novo curso. São 1.575 vagas, com inscrições abertas até 5 de setembro. A prova será aplicada em 1º de novembro deste ano. O curso começará no primeiro semestre de 2015.

    Letras — O segundo curso para educadores autorizado pela Capes foi o do Programa de Mestrado Profissional em Letras (ProfLetras), em 2013, sob a coordenação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Na primeira edição, foram abertas 854 vagas em 39 polos de 34 universidades públicas nas cinco regiões do país. Em 2014, o ProfLetras oferece o curso em 48 polos de 41 instituições. São 876 vagas. A prova de seleção será aplicada em 7 de setembro.

    Física — Em 2013, a primeira edição do mestrado profissional em ensino de física (MPEF) selecionou 360 professores da educação básica pública e estudantes do último semestre do curso, entre os 933 inscritos. O programa é coordenado pela Sociedade Brasileira de Física (SBF), em parceria com a Universidade Aberta do Brasil. O curso é semipresencial, com duração de dois anos. Este ano, foram abertas 483 vagas, distribuídas em 38 polos de 34 instituições de educação superior públicas vinculadas à UAB.

    Artes — O primeiro Programa de Mestrado Profissional em Artes (ProfArtes) foi aberto em julho último, com 161 vagas. Destina-se à formação de professores licenciados em artes cênicas, artes visuais e música das redes públicas da educação básica. É um curso semipresencial, oferecido em 11 instituições de educação superior públicas, federais e estaduais, das cinco regiões. A formação tem carga de 420 horas e duração de dois anos, sob a coordenação da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

    História — Também este ano, a Capes autorizou o Programa de Mestrado Profissional em História (ProfHistória), sob a coordenação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A primeira turma selecionou 152 professores, entre 1,5 mil inscritos. O curso, presencial, tem carga de 510 horas, em dois anos de duração. Nesta edição, é ministrado em 12 universidades federais no Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Tocantins. As aulas começaram no dia 11 último. A coordenação nacional do programa estima que 90 mil professores de história carecem desse tipo de formação.

    A Universidade Aberta do Brasil, criada em 2005, compreende um sistema integrado por instituições públicas de educação superior que oferece cursos na modalidade a distância. A prioridade dos cursos da UAB são professores, gestores e demais profissionais da educação básica pública.

    Ionice Lorenzoni

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