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  • Dirigentes ibero-americanos discutem o futuro da educação

    Representantes de 20 países ibero-americanos, entre vice-ministros e dirigentes de ministérios da educação, estiveram reunidos nesta segunda-feira, 31, em Brasília, para conhecer e discutir o texto das Metas 2021: a Educação que Queremos para a Geração dos Bicentenários. O estudo foi elaborado para consolidar o alcance das metas acertadas pelos ministros na 18ª Conferência Ibero-Americana de Educação, que ocorreu em El Salvador, em maio de 2008.

    Desenvolvidas de acordo com os desafios de cada região, as metas devem nortear a melhoria da qualidade da educação em cada país até 2021, quando a maioria das nações envolvidas completará o bicentenário dos processos de independência.

    No caso do Brasil, de acordo com o secretário-executivo do Ministério da Educação, Henrique Paim, as metas educativas para 2021 coincidem com aquelas já previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em abril de 2007, e devem ser alcançadas dentro do prazo. “O orçamento do Ministério da Educação cresceu 130% de 2003 a 2010 e passou de R$ 23 bilhões para R$ 53 bilhões”, enfatizou. “Com o fim da DRU para a educação, garantiremos recursos suficientes para cumprir as metas”, disse, referindo-se à desvinculação dos recursos da União, que retira cerca de R$ 7 bilhões anuais da área para investimento em outros setores.

    Para o secretário-geral da Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI), Álvaro Marchesi, entre os países envolvidos no acordo, o Brasil é um exemplo de financiamento da educação. “Se mantiver esse ritmo de investimentos e crescimento, o Brasil conseguirá alcançar as metas sem dificuldades”, afirmou.

    Entre os objetivos estabelecidos no acordo, estão, por exemplo, o aumento da oferta de educação infantil, a universalização dos ensinos fundamental e médio e o estreitamento da relação entre educação e emprego.

    O estudo Metas 2021: a Educação que Queremos para a Geração dos Bicentenários será apresentado ao público no seminário O Futuro da Educação na Ibero-América, nesta terça-feira, 1º de setembro, no Centro de Convenções Brasil 21 (Setor Hoteleiro Sul), sala Santa Cruz, em Brasília.

    Conheça o acordo e os países envolvidos na página eletrônica da OEI.

    Assessoria de Comunicação Social
  • Países ibero-americanos debatem metas educacionais para 2021

    Ministros e secretários de educação de países ibero-americanos discutiram nesta terça-feira, 1, metas educacionais para melhorar a qualidade do ensino até 2021. Nessa data, a maioria dos países participantes completa o bicentenário de seus processos de independência. O tema foi debatido no seminário O Futuro da Educação na Ibero-América, realizado em Brasília.


    Os debates orientarão a implementação das Metas Educativas 2021: A educação que queremos para a geração dos bicentenários, acolhidas em compromisso firmado pelos ministros ibero-americanos reunidos em El Salvador, em 19 de maio de 2008.


    Para o ministro da educação, Fernando Haddad, o compromisso é importante para que a região pague uma dívida histórica com as sociedades latino-americanas em relação à oferta de educação de qualidade para todos. “Em todos os países latino-americanos, a organização do estado se deu de maneira oligárquica, e, portanto, não democrática”, disse.


    Na visão do ministro, muitos países, em especial o Brasil, vivenciaram um longo processo de escravidão, em que os negros deixaram de ser tratados como sujeitos de desenvolvimento, mas como objetos de exploração. “Além disso, vivemos o peso da contra-reforma, contra a liberdade de expressão, contra a escola pública para todos, em que os ideais liberais só chegaram muito mais tarde”, completou.


    Assim, na opinião do ministro, é preciso que a região se una para superar desafios comuns, tendo como eixo a educação. “Precisamos fazer muito em poucas décadas para superar séculos de atraso.”


    No mesmo sentido, o ministro da educação da Argentina, Alberto Sileoni, destacou a importância da educação para a formação de cidadãos plenos em benefício da democracia. “Devemos construir na região a democracia que queremos e, com essas metas, estreitar vínculos”, disse.


    São 11 as metas assumidas no compromisso: comprometer a sociedade com a educação; educar na diversidade; ampliar a educação infantil; universalizar a educação básica e melhorar sua qualidade; assegurar que todos os alunos alcancem as competências básicas; melhorar o acesso dos jovens ao ensino pós-obrigatório; conectar educação e emprego; educar ao longo de toda a vida; cuidar do desenvolvimento profissional dos docentes; contribuir para a configuração do espaço ibero-americano do conhecimento e para a pesquisa científica; conseguir mais recursos para a educação e investir melhor.


    Para saber mais sobre as metas e as dificuldades educacionais de cada país, acesse a página eletrônica da OEI. 

    Maria Clara Machado

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