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  • Abertas vagas para mestrado e doutorado em neurociências

    O Programa de Pós-Graduação em Neurociências (PGNeuro) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está selecionando alunos para 13 vagas do curso de mestrado e nove para doutorado. As inscrições podem ser feitas de 1o a 20 de novembro.

    Previsto para o período de 4 a 8 de dezembro, o processo seletivo será composto por prova de conhecimentos gerais e neurociências (PCGN), avaliação de habilidades específicas (AHE) e análise do currículo Lattes. A PCGN será realizada no campus central da UFRN, enquanto a AHE poderá ser feita no Instituto do Cérebro da universidade ou por videoconferência, pelo aplicativo Skype.

    As vagas serão distribuídas em 21 linhas de pesquisa nas áreas de Neurobiologia celular e molecular e Neurobiologia de sistemas e cognição. O resultado da seleção será divulgado até 15 de dezembro pelo site da PGNeuro e no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa).

    Confira, na página da PGNeuro, o edital e o formulário de inscrição.

    Assessoria de Comunicação Social 

  • Supercomputador suíço tornará Brasil modelo em neurociências

    O neurocientista Miguel Nicollelis e o ministro Fernando Haddad anunciam o supercomputador (Foto: Yusseff Abrahim)O Brasil está prestes a se tornar uma referência na área de neurociências. O Ministério da Educação recebeu nesta terça-feira, 24, a doação de um supercomputador para o Instituto de Neurociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o chamado campus do cérebro. O anúncio da doação, feita pela Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, ocorreu durante o Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, que está sendo realizado em Brasília.


    O campus do cérebro, em Macaíba (RN) está sendo preparado para receber o computador, que ainda está na Europa. A doação foi feita graças à parceria entre o MEC e a Associação Alberto Santos Dumont para Apoio à Pesquisa, organização brasileira presidida pelo neurocientista Miguel Nicolelis, que recebeu o equipamento da escola de Lausanne e o repassou ao governo federal.


    Além da doação, a escola suíça propôs parceria com o campus da UFRN para criar a cátedra de neuroengenharia, com o objetivo de dar prosseguimento às pesquisas de moléstias neurodegenerativas, como a doença de Parkinson.


    “O recebimento dessa máquina coloca o Brasil na ponta do que há de mais moderno na área de neurociências”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. O supercomputador BlueGene/L, da IBM, tem capacidade de 22 teraflops (um teraflop equivale a um trilhão de operações por segundo). O equipamento, que pesa duas toneladas e custa em torno de R$ 20 milhões, permitirá a análise de dados de atividade cerebral, de genomas e de modelos biológicos, por exemplo.


    Miguel Nicolelis informou que poucos países do mundo têm o mesmo equipamento. “O supercomputador também poderá ser utilizado por outras universidades, institutos federais e mesmo escolas da educação básica, para pesquisas e simulações em matemática, física e outras disciplinas”, afirmou.


    O neurocientista explicou que o computador vem acompanhado de softwares que permitem o treinamento de pessoas na operação de modelos como este. “A proposta é que alguns operadores também possam ir à Suíça estudar o funcionamento de outros supercomputadores”, ressaltou.


    O BlueGene/L será o computador mais rápido da América Latina e um dos mais potentes do hemisfério sul. A máquina também ajudará estudos em outras áreas do conhecimento, como clima, geologia e genética. A previsão é que já esteja instalado e em funcionamento no meio do ano que vem.


    O campus do cérebro é especializado em neurociências, com ênfase em educação. O instituto atraiu docentes até mesmo do exterior. Dos 12 que atuam lá, seis são estrangeiros. O investimento do governo federal no campus já chegou a cerca de R$ 100 milhões, fora o aporte de recursos do governo do Rio Grande do Norte e de doações de outras instituições de pesquisa.

    Letícia Tancredi

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