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  • Número de inscritos para este ano supera edições anteriores

    A 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), que acontece este ano, terá a participação de 19,6 milhões de alunos de 44,7 mil escolas dos 26 estados e do Distrito Federal. As inscrições, encerradas em março, superaram os números de 2008, quando participaram 19,2 milhões de estudantes de 43,8 mil escolas.

    Promovida pelos ministérios de Ciência e Tecnologia e da Educação, a Obmep é realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (Impa) e pela Sociedade Brasileira de Matemática. As provas são para alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental e das três séries do ensino médio.

    O calendário da olimpíada tem duas etapas. As provas da primeira fase serão realizadas em 8 de junho nas escolas. Nessa etapa, as provas são objetivas (questões de múltipla escolha), aplicadas e corrigidas pelos professores, conforme instruções e gabaritos elaborados pela direção acadêmica da Obmep.

    Os estudantes aprovados para a segunda fase farão as provas em 11 de setembro. São provas discursivas aplicadas por fiscais selecionados pela coordenação da Obmep. Essa fase acontece em centros de aplicação definidos pela coordenação. É desse grupo de alunos que saem os 500 medalhistas de ouro, 900 de prata e 1.800 de bronze e até 30 mil candidatos à menção honrosa.

    Além das medalhas, os alunos vencedores recebem bolsas de iniciação científica júnior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os professores e as escolas dos estudantes medalhistas também ganham prêmios. A divulgação dos resultados será em 26 de novembro.

    A realização da olimpíada atende dois objetivos: incentivar o ensino de matemática e descobrir talentos entre estudantes das redes públicas que estão nos anos finais do ensino fundamental e em todo o ensino médio.

    Da 1ª edição da Obmep, em 2005, a 2010, o número de estudantes, de escolas e de municípios cresceu. Começou com 10,5 milhões de alunos, 31 mil escolas e 93,5% dos municípios. Hoje alcança 19,6 milhões de estudantes, 44,7 mil escolas e 99,1% dos municípios. O regulamento, calendário, prêmios, banco de questões podem ser consultados na página eletrônica da Obmep.

    Ionice Lorenzoni
  • Premiação dos vencedores expõe casos de superação que valorizam os estudos

    Rio de Janeiro – Na solenidade de entrega de medalhas de ouro, prata e bronze aos 3 mil vencedores da 5ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou histórias de superação de quatros alunos. A premiação aconteceu nesta terça-feira, 6, na Escola Naval do Rio de Janeiro. Participaram da entrega das medalhas os Ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende.

    Ricardo Oliveira da Silva, de Várzea Alegre (CE), contou o presidente, sofre de atrofia do tecido muscular e é um vencedor. Em 2006, ele era levado à escola em um carrinho de mão, porque a família não tinha condições de comprar uma cadeira de rodas. Isso não o impediu de se destacar na Obmep. Venceu quatro vezes. Seu empenho e desempenho renderam um contrato de trabalho do governo do Ceará. Sua atividade é contar sua experiência nas escolas. Com o dinheiro que ganhou, explicou o presidente, Ricardo comprou uma casa para a família.

    De Natal vem o exemplo de Josecleitom Ramalho. Na trajetória da Obmep, ele ganhou uma medalha de prata, três de bronze e uma menção honrosa. Josecleitom tem doença degenerativa na córnea do olho direito, já perdeu 80% da visão desse olho e aguarda um transplante. Sua maior vitória, segundo o presidente da República, foi passar em primeiro lugar no vestibular do curso de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em 2009. A concorrência, disse Lula, foi de 27 candidatos por vaga.

    William Oliveira é outro medalhista da olimpíada que hoje está na universidade. Ele cursa o terceiro ano da faculdade de matemática na Universidade Federal da Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul. William estudou em escola pública em Sete Quedas, na divisa de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. Em 2005, foi prata na Obmep, em 2006, ouro, em 2007 ganhou menção honrosa. Na avaliação do presidente Lula, se não fosse a olimpíada, provavelmente William ia confeccionar balaios de bambu como seu avô Pedro Lopes.

    Caio Coutinho tem 13 anos. É de Ipatinga, Minas Gerais. Segundo relato do presidente, Caio, que tem leucemia, fez a prova no hospital. Ele ganhou menção honrosa.

    Representação– De acordo com o presidente, a representatividade foi uma marca da olimpíada em 2009. Os três mil medalhistas são de 884 municípios e os que receberam menção honrosa são de 3 mil municípios. Da organização e realização da Obmep do ano passado participaram 50 universidades públicas e três particulares, além do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

    A Obmep é promovida pelos ministérios da Ciência e Tecnologia e da Educação, com realização do Impa e da SBM. Tem como objetivos incentivar o ensino de matemática e descobrir talentos entre estudantes das escolas públicas dos anos finais do ensino fundamental e de todo o ensino médio.

    Rodrigo Dindo

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