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  • Ministro reitera importância do pré-sal para a educação

    O Ministério da Educação e o ministro Renato Janine Ribeiro têm defendido, reiteradamente, a destinação dos royalties do pré-sal à educação, conforme prevê a lei. Ao contrário do que foi noticiado pela mídia, o ministro não citou nenhum projeto de lei. Sua explanação em defesa da garantia de recursos e das realizações permanentes obtidas por meio da educação, feita nesta quarta-feira (08/07) em audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal destinada a debater “O Balanço do Primeiro Ano do Plano Nacional de Educação”, pode ser ouvida na íntegra no link abaixo.  “Aquilo que demorou milhões de anos para ser feito pela natureza deve construir estruturas que permaneçam e sejam duradouras. A educação é o que há por excelência de sustentável. Daí a importância de garantir os recursos do pré-sal para a educação”, afirmou o ministro.

    Ouça a resposta do ministro Renato Janine Ribeiro sobre os recursos do pré-sal para a educação

    Assessoria de Comunicação Social


  • Haddad cita presidente do Instituto FHC para defender obra

    Ao responder à primeira sequência de perguntas de parlamentares sobre o livro Por Uma Vida Melhor, durante audiência pública na Comissão de Educação do Senado Federal, nesta terça-feira, 31, o ministro da Educação, Fernando Haddad, citou artigo do diretor-executivo do Instituto Fernando Henrique Cardoso, Sérgio Fausto, que defende a obra. Haddad também citou o apoio de cerca de 20 entidades ligadas à educação, entre elas, a Associação Brasileira de Linguística (Abralin) e a Associação Brasileira de Linguística Aplicada do Brasil (Alab).

    O ministro também destacou o apoio à obra por professores universitários de teoria literária e linguística e citou a escritora Ana Maria Machado. No registro dos anais da Academia Brasileira de Letras (ABL), ela diz “ter sido usada” no debate e que não teria se manifestado da forma que fez caso tivesse lido o capítulo inteiro do livro.

    No artigo Educação em Debate, publicado no jornal O Estado de S. Paulo, na segunda-feira, 30, Sérgio Fausto afirma: “O procedimento consiste na desqualificação de ideias sem o mínimo esforço prévio de compreendê-las. Funciona assim: diante de mero indício de convicções contrárias às minhas, detectados em leitura de viés ou simples ouvir dizer, passo ao ataque para desmoralizar o argumento em questão e os seus autores. É a técnica de atirar primeiro e perguntar depois. A vítima é a qualidade do debate”.

    Mais adiante, o mesmo Sérgio Fausto destaca: “Noves fora um certo ranço ideológico, aqui e ali, o livro é de bom nível. Trabalho de gente séria, que merece crédito. E um pouco mais de respeito. Fica o testemunho: a ONG responsável pela obra tem entre seus dirigentes, se a memória não me trai, profissionais responsáveis, no passado, por um dos melhores cursos de educação de jovens e adultos da cidade de São Paulo, o supletivo do Colégio Santa Cruz”.

    O autor do artigo também observa: “O desempenho dos alunos em português vem melhorando, em especial no primeiro ciclo do ensino fundamental, conforme indicam avaliações nacionais e internacionais, ainda que mais lentamente do que seria desejável e necessário (...)”.

    Avaliação— Haddad informou os senadores sobre o desempenho dos alunos brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Em 2010 o Brasil foi o terceiro país que mais cresceu, superando 12 nações. Hoje, ocupa o 53º lugar, mas está próximo do Chile e de Israel, nações reconhecidas no mundo por seus esforços na área educacional.

    Sobre o livro Por uma Vida Melhor, Haddad explicou aos parlamentares que não há educador que não defenda o ensino da norma culta em qualquer etapa do ensino, mas que a abordagem para alcançar esse objetivo pode ser diversa.

    História— O ministro disse ainda ser inviável retirar a história contemporânea dos livros didáticos, como sugeriram alguns senadores. “Estaríamos na contramão do que vêm fazendo as universidades do país, ao cada vez mais cobrar conteúdos de história contemporânea. É adequado que façam isso”, disse Haddad.

    De acordo com o ministro, o programa do livro didático do Ministério da Educação foi estruturado para suportar a situação-limite na qual se encontra, entre a censura e a qualidade das obras. “Há modelos alternativos, como o totalmente estatal e aquele no qual o mercado simplesmente oferece os livros”, explicou, ao indicar que o modelo brasileiro é híbrido, mas sem o viés da censura.

    Sobre eventuais mudanças no decreto que regulamenta o livro didático, Haddad disse estar aberto a sugestões, se forem pontuais. “Se for algo mais estrutural, o Congresso Nacional pode fazer isso por meio de projeto de lei.”

    Assessoria de Comunicação Social

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