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  • Países do Brics definem ações conjuntas e discutem agenda para os próximos anos

    Os vice-ministros dos cinco países divulgaram o documento Carta de Brasília, com as conclusões do encontro (Foto: Isabelle Araújo)Ainda esta semana os cinco países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e Africa do Sul) vão definir os temas e pontos focais em que pretendem fortalecer a cooperação multilateral e bilateral na educação e enviar a lista de prioridades à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a fim de estabelecer os próximos passos e ações para aumentar as oportunidades de aprendizagem de milhões de crianças, jovens e adultos.

    A decisão foi tomada pelos vice-ministros da educação dos Brics que, na noite desta segunda-feira, 2, assinaram o documento Carta de Brasília, com as conclusões dos grupos de trabalho durante o encontro realizado na cidade. Na manhã desta terça-feira, 3, eles se reuniram com o subdiretor-geral de educação da Unesco, Qian Tang, para discutir as formas de cooperação entre o grupo e a agência internacional. Na oportunidade, Tang apresentou o relatório Brics – Construir a educação para o futuro, estudo da Unesco sobre a situação da educação nos cinco países do grupo.

    Entre as sugestões apresentadas estão a elaboração de relatórios trienais sobre a situação da educação nos cinco países, para facilitar o acompanhamento da realização das metas propostas e a identificação de campos de cooperação multi ou bilateral; a formação de grupo para estudar a viabilidade de validação de diplomas; a criação de polos de educação superior de excelência; o estudo de aprimoramentos na formação de professores; ações efetivas para o intercâmbio de estudantes; e a instalação de institutos de línguas e culturas do Brics em todos os países do grupo. Nesses institutos, os alunos aprenderiam os costumes, história e idiomas de um ou mais países do Brics, o que facilitaria a mobilidade acadêmica.

    “O Brasil tem muito a aprender com os vários países do grupo, assim como possui experiências bem sucedidas para partilhar com os Brics”, afirmou, no encontro, o secretário-executivo do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa. “Precisamos fazer com que nossas diferenças nos ajudem a combater nossas desigualdades educacionais.”

    Agenda pós-2015 –Na reunião, os vice-ministros da educação também trataram da posição do grupo Brics nos encontros mundiais de educação, que ocorrerão ainda este ano, para preparar a definição da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável Pós-2015, no próximo mês de setembro, na reunião da ONU.

    Como o ano de 2015 é a data limite para se alcançar as metas do Educação para Todos e os Objetivos do Milênio, definidos pelas Nações Unidas em 2000, a comunidade internacional já está discutindo o estabelecimento de novas metas para o desenvolvimento mundial sustentável. As consultas até agora indicam que a agenda da educação pós 2015 deve ser ancorada em uma perspectiva de educação ao longo de toda a vida, abordando o acesso e os resultados, equidade e qualidade para todos, crianças, jovens e adultos.

    Nesse sentido, os vice-ministros da educação dos países do Brics concordaram em estudar a apresentação de propostas conjuntas no Fórum Mundial de Educação, a ser realizado nos próximos dias 19 a 22 de maio, na cidade sul-coreana de Incheon.

    Assessoria de Comunicação Social

    Leia a Carta de Brasília

    Leia mais:
    Relatório da Unesco propõe ações para melhorar educação nos Brics

  • Prefeituras serão premiadas por ações para melhorar o mundo

    Prefeituras e organizações da sociedade civil têm prazo até o dia 31 próximo para fazer as inscrições para a quarta edição do prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Brasil (ODM Brasil), do governo federal. A intenção é destacar iniciativas que contribuam para a construção de um mundo melhor, buscando o cumprimento de metas assumidas por 191 países, entre eles o Brasil.

    Os Objetivos do Milênio são compostos por oito metas estabelecidas em 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a partir da análise dos maiores problemas mundiais. O ODM Brasil foi criado para incentivar, valorizar e dar visibilidade a práticas de prefeituras e organizações da sociedade civil que estejam em consonância com os objetivos de desenvolvimento do milênio.

    Os objetivos declarados são acabar com a fome e a miséria; educação básica de qualidade para todos; igualdade entre os sexos e a valorização da mulher; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde das gestantes; combater a aids, a malária e outras doenças; qualidade de vida e respeito ao meio ambiente, e trabalho coletivo em prol do desenvolvimento.

    Os interessados podem participar em duas categorias: prefeituras e organizações. Na primeira, podem participar as prefeituras de todos os municípios brasileiros, inclusive as entidades municipais vinculadas, como secretarias, departamentos, unidades de atendimento e prestação de serviços ao público, autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista que desenvolvam práticas inovadoras há mais de 12 meses, tenham perspectivas de continuidade ou replicação  e apresentem resultados mensuráveis.

    Na categoria organizações, os candidatos podem ser organizações públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, com dois anos de funcionamento e que preencham os mesmos requisitos. Entidades do poder executivo federal e estadual e pessoas físicas não podem participar da premiação.

    As 50 práticas finalistas selecionadas pelo júri serão premiadas simbolicamente e receberão certificados pela sua contribuição para alcançar os ODM. As inscrições são gratuitas e deverão ser feitas, exclusivamente, no Portal do Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Brasil.

    Diego Rocha



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