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  • Correios abrem inscrições para concurso de cartas

    Vencer a etapa brasileira do Concurso Internacional de Redação de Cartas de 2016, promovido pelos Correios, foi uma surpresa para Laryssa Silva Pinto. Moradora de Porto Trombetas, distrito de Oriximiná (PA), distante 880 quilômetros de Belém, a estudante se inscreveu no concurso por incentivo de uma professora, que observou o talento e a dedicação de Laryssa no mundo da escrita.

    A jovem de 16 anos é uma leitora voraz e apaixonada por literatura brasileira. Além do primeiro lugar no Brasil, com o tema “Escreva uma carta a você mesmo aos 45 anos de idade”, Laryssa recebeu menção honrosa na etapa internacional do concurso, promovido em todo o mundo pela União Postal Universal (UPU), entidade que reúne os operadores postais de 192 países.

    A estudante entregou a redação na data limite e sem nenhuma esperança de ganhar, embora tivesse levado o terceiro lugar na etapa estadual em 2015. “Eu não acreditei. Para mim, foi uma honra e uma surpresa”, lembra. Laryssa acredita que, com o prêmio, vem a responsabilidade do exemplo. Por isso, tem se dedicado a aprimorar a técnica de escrita e dá uma dica comum a todos os que escrevem bem: ler muito.

    Uma das indicações da jovem é o livro Capitães de Areia, de Jorge Amado, para quem está começando a se aventurar na arte da escrita. Mas revela que o seu autor preferido é José de Alencar, autor de clássicos como O Guarani, Iracema e Senhora.

    Laryssa está no segundo ano do ensino médio e já se prepara para a educação superior. Fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para treinar, mas ainda não decidiu que faculdade vai cursar no futuro. A certeza, segundo a estudante, é de que será um curso em que a presença da escrita seja forte. “É uma coisa que me vejo fazendo pelo resto da vida”, conta.

    Inscrições– As inscrições para a edição de 2017 do Concurso Internacional de Redação de Cartas já estão abertas e podem ser realizadas até 17 de março na página eletrônica dos Correios. O tema deste ano é “Imagine que você é um(a) assessor(a) do novo secretário-geral da ONU – Qual é o problema mundial que você o ajudaria a resolver em primeiro lugar e de que forma você o aconselharia para isso?”

    Os textos devem ser redigidos em formato de carta, à mão, com caneta esferográfica preta ou azul e conter, no máximo, 900 palavras. O estudante interessado em participar deve passar por uma seleção prévia em sua escola. Cada escola, por sua vez, pode inscrever no máximo duas redações.

    O presidente dos Correios, Guilherme Campos, destaca que os temas do concurso sempre tratam de grandes questões mundiais. “Com isso é possível analisar a visão dos jovens de todo o mundo sobre essas questões e medir o desenvolvimento educacional dos países membros da União Postal Universal”, disse.  

    O Brasil ocupa posição de destaque na premiação, com o segundo lugar em medalhas – são sete no total, três de ouro. O país está atrás somente da China, que tem nove medalhas, sendo cinco de ouro. O objetivo do concurso é melhorar a escrita dos estudantes e incentivar as crianças e adolescentes a expressarem a criatividade e, também, a melhorarem seus conhecimentos linguísticos.

    Assessoria de Comunicação Social
     

  • Estudante da Paraíba ganha destaque em concurso internacional de cartas da ONU

    Participar de um concurso internacional de redação de cartas, ser classificada em primeiro lugar no Brasil e representar o país na etapa internacional da competição foram as proezas vividas por Sabrina Brito, de 14 anos, aluna da Escola Virgem de Lourdes, de Campina Grande, Paraíba. A jovem é a convidada do programa da série Trilhas da Educação transmitido nesta sexta-feira, 2, pela Rádio MEC.

    Como tema dessa edição do concurso internacional, os participantes deveriam escrever uma carta ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antônio Guterres, sobre qual problema mundial gostariam que ele resolvesse em primeiro lugar. Também deveriam ajudá-lo a elaborar essa proposta.

    A carta de Sabrina Brito foi sobre educação. “Foi uma coisa impactante para mim”, conta. “Eu nem acreditei, no começo. Minha professora de redação, no dia em que foi me contar [sobre o resultado], me mostrou o site dos Correios, que promove a competição no Brasil, e informou que eu estava em primeiro lugar. Achei que era a primeira colocação estadual e não nacional. ”

    Na carta, Sabrina pede ajuda para que todas as crianças do mundo tenham a oportunidade de ter acesso a uma educação de qualidade. A estudante acredita que foi escolhida como vencedora por ter conseguido demonstrar a importância da formação para o ser humano: “A contextualização que eu dei sobre a importância do conhecimento, desde o surgimento da humanidade até os dias de hoje, foi fundamental. Isso não é importante só agora; o conhecimento sempre foi o diferencial na nossa espécie”.

    Sabrina admite que teve dúvidas sobre qual tema escolher: igualdade de gênero ou educação. Filha de um professor universitário e de uma dona de casa, a estudante sempre teve bom desempenho na escola. Com o apoio da família e o sucesso nos estudos, o assunto da carta foi definido. “Eu sempre tive influência dos meus pais nos estudos”, destaca. “Então, a educação me define um pouco. Alguns dos meus amigos, quando procuram características para me definir, comentam desse fato de eu ser estudiosa. ”

    Futuro – Na premiação internacional, em Berna, na Suíça, a estudante brasileira não obteve classificação, mas recebeu uma menção honrosa. A experiência, ressalta, lhe traz crescimento como estudante e como pessoa. Novas competições já estão em seus planos: “Isso me motivou a buscar concursos, como olímpiadas de matemática, física e química. Esses desafios extracurriculares serão importantes para o currículo, futuramente. E [a vitória no concurso] também me fez pensar mais alto, sobre os lugares que eu posso chegar a partir da minha educação e do meu conhecimento. ”

    Sabrina revela ter sonhos ainda maiores: “No evento de premiação, um participante da edição de 2015 do concurso de cartas fez um vídeo me parabenizando, e ele estava em Harvard. Ele só tem 17 anos, e isso abriu minha mente para essas possibilidades” .

    Concurso – O concurso internacional de redação de cartas é promovido em todo o mundo pela União Postal Universal (UPU), envolvendo a participação de mais de 190 países. No Brasil, a realização fica a cargo dos Correios. As inscrições para a edição de 2018 estão abertas até 16 de março.

    Informações e acesso as cartas vencedoras dos últimos anos podem ser conferidas no site dos Correios.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Servidores e colaboradores adotam cartas para Papai Noel

    Nas cartas, as crianças pedem coisas simples às pessoas que se dispõem a ajudar (foto: Rafael Carvalho/MEC)A menos de 20 dias do encerramento, a campanha Papai Noel dos Correios, do Ministério da Educação, deve bater recordes. Em 2015, 128 cartinhas de crianças carentes foram atendidas pela ação. Lançada na semana passada, a campanha já teve 150 cartas adotadas. “Todo ano, a chefia pede para pegar 100 cartas. Peguei mais este ano e elas já acabaram”, comemora Maria Neuza Lopes, secretária da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (Cams) e organizadora da ação.

    Maria Neuza vai todos os anos aos Correios para pegar as cartas. Lê uma por uma, seleciona as mais engraçadas e emocionantes e, depois, trata de mobilizar o quadro de servidores: envia e-mails, liga para quem ajudou no ano anterior, cola cartazes nos quadros de avisos. “Todo ano tem cartinhas interessantes; eu choro com as crianças”, diz. “Peguei a de um menino que pede uma bola porque os amigos não emprestam, e a de outro que pediu um tênis porque joga futebol com calçados velhos.”

    A analista de sistemas Francisca Maria Carvalho participa anualmente da campanha. “Procuro o que me emociona. Muitas vezes, as crianças pedem coisas tão simples, como uma boneca ou uma bola. Tenho tanta coisa na vida, sinto que preciso ajudar”, afirma. Servidora do MEC há 36 anos, Francisca cresceu com sete irmãos e não ganhou muitos presentes quando criança. “Quando era pequena, queria uma bonequinha bebê, dessas que vêm com chupeta”, lembra. “Nunca me deram, mas assim que comecei a trabalhar, aos 18 anos, foi a primeira coisa que comprei.”

    As cartas estão disponíveis no Anexo I do MEC, no térreo, sala 8. Os presentes podem ser entregues no mesmo local até as 18h de 5 de dezembro próximo, embalados e identificados com os dados da carta. Para a reta final, Neuza procura dar um toque festivo à ação: monta uma árvore de Natal no saguão dos anexos e vai colocando os presentes em volta. “É muito trabalhoso; às vezes, acordo à noite pensando se vamos conseguir doar todos os presentes. Mas me sinto realizada, é algo que edifica.”

    Assessoria de Comunicação Social

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