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  • Ministro reúne comissão para reverenciar vítima da ditadura

    Mercadante, com Vera Paiva e Fonteles: subcomissão do MEC auxilia, com documentos, as investigações sobre professores e estudantes perseguidos durante a ditadura (foto: Letícia Verdi/MEC)O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, reuniu na tarde desta terça-feira, 5, integrantes da Comissão Nacional da Verdade, além de ex-militantes, para prestar homenagem ao deputado Rubens Paiva [1929-1971], torturado e morto pela ditadura militar [1964-1985]. Vera Paiva, filha de Rubens Paiva, contemporânea de Mercadante nos tempos da Universidade de São Paulo (USP) participou do ato.

    Relatório divulgado na segunda-feira , 4, pela Comissão Nacional da Verdade, revelou detalhes sobre a morte do ex-deputado. Após ser preso pelos militares, ele foi torturado nas dependências do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi), no Rio de Janeiro.

    Segundo o coordenador da comissão, Cláudio Fonteles, a equipe agora investiga elementos para apontar os responsáveis pela morte de Paiva, que ganhará homenagem também do Congresso Nacional. O Poder Legislativo pretende erguer uma estátua em sua homenagem.

    O ministro salientou que o MEC tem colaborado com as investigações da comissão desde o início. Segundo ele, há uma subcomissão no ministério para auxiliar, com documentos, as investigações sobre professores e estudantes perseguidos na época. Os documentos começaram a chegar esta semana ao MEC. “Isso é fundamental para esclarecer esse triste capítulo da nossa história”, disse Mercadante.

    A Comissão Nacional da Verdade foi criada pela Lei nº 12.528, de 18 de novembro de 2011, e instituída em maio de 2012. Ela tem por finalidade apurar graves violações de direitos humanos, praticadas por agentes públicos, ocorridas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988.

    Paula Filizola
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