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  • Prazo para adesão das escolas é prorrogado até quinta, 28

    O prazo para aderir ao programa Saúde na Escola (PSE) foi prorrogado até a próxima quinta-feira, 28. Até o momento, segundo o Ministério da Saúde, mais de 4.500 cidades indicaram escolas públicas que realizarão atividades de educação em saúde.

    O Saúde na Escola visa à integração e articulação permanente da educação e da saúde, proporcionando melhoria da qualidade de vida da população brasileira. “O programa possibilita ações conjuntas das equipes de saúde da família, de atenção básica e das escolas, para promover tanto a prevenção de doenças quanto a saúde dos estudantes”, explica Michele Lessa de Oliveira, coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde e coordenadora do PSE.

    Os projetos desenvolvidos nas escolas variam bastante, mas concentram-se em rodas de conversa, ações de prevenção de problemas de saúde bucal, prevenção do uso de álcool e drogas, prevenção da gravidez na adolescência e promoção da alimentação saudável e atividade física. “O objetivo é que esses estudantes tenham maior qualidade de vida ao longo do período de estudo e, principalmente, que possam criar hábitos mais saudáveis para toda a vida, prevenindo doenças crônicas, que é o que mais mata no Brasil hoje”, ressalta a coordenadora.

    Segundo Michele Lessa, os resultados já são palpáveis: “Dados da última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar mostram que, nas escolas em que há o Saúde na Escola, as crianças consomem menos refrigerante e mais frutas e hortaliças. Esses são apenas alguns dados de impacto, mas outros também mostram os objetivos alcançados.”

    Credenciamento – O credenciamento é feito no sistema e-Gestor Atenção Básica, página vinculada ao Ministério da Saúde. O secretário municipal de saúde e o secretário municipal de educação se comprometem a um conjunto de atividades e informam quais escolas participarão do programa, bem como a quantidade de escolares envolvidos.

    Após o trâmite, o Ministério da Saúde publica uma portaria repassando os recursos e o programa é monitorado pelo sistema e-SUS Atenção Básica.

    Programa – O Saúde na Escola foi instituído em 2007 com o objetivo de levar às escolas públicas ações de promoção, prevenção e atenção à saúde, de forma a enfrentar vulnerabilidades que comprometem o pleno desenvolvimento de crianças e jovens.

    O programa investe R$ 89 milhões por ano e já atendeu 5.040 municípios até o final de 2018, contribuindo para a saúde de mais de 20 milhões de escolares. O repasse mínimo é de R$ 5.600 para escolas com até 600 alunos. A cada mil alunos aumenta o repasse. O valor é um incentivo, já que os municípios também entram com recursos para apoiar o Saúde na Escola.

    Acesse o e-Gestor Atenção Básica

    Assessoria de Comunicação Social  

  • Projeto de química orienta alunos sobre refeições saudáveis

    Projeto desenvolvido nas aulas de química contribuiu para mudar os hábitos alimentares dos estudantes do ensino médio do Instituto Estadual de Educação Aimone Soares Carriconde, em Arroio Grande (RS). “Os alunos tornaram-se mais críticos a respeito dos produtos vendidos na cantina e apresentaram sugestões de cardápio para a merenda escolar”, diz o professor Ivan Nunes Gonçalves, autor do projeto Alimentos, Eis a Questão!

    De acordo com Ivan, ao estudarem conteúdos relacionados a termoquímica, os alunos tiveram a oportunidade de aprender sobre as calorias dos alimentos. Então, após discussões e debates sobre o cardápio da merenda da escola, sugeriram alterações. Dentre elas, a inclusão de frutas variadas. O professor explica que os estudantes organizaram diferentes cardápios, sempre atendendo às necessidades de calorias diárias recomendadas.

    Além da conscientização dos alunos sobre a importância de uma alimentação saudável, o projeto acrescentou conhecimento sobre os processos de armazenamento e conservação de alimentos. Ivan destaca a realização de oficinas de rotulagem para ensinar pais e alunos a verificar, nos rótulos, os aditivos contidos nos produtos e se eles são necessários ou não. “Muitos alunos mudaram radicalmente hábitos alimentares e, além disso, passaram a realizar atividades físicas”, revela.

    Integrante do grupo de vencedores da sexta edição do Prêmio Professores do Brasil, em 2012, o projeto foi proposto a partir da observação de diversos casos de obesidade infantil, hipertensão e diabetes na escola. Também motivaram a iniciativa os questionamentos dos alunos nas aulas de química — quais os alimentos mais saudáveis? Deve-se evitar os industrializados? Como entender os rótulos?

    As atividades incluíram palestras com nutricionistas e bioquímicos; produção de impressos informativos sobre diferentes tipos de gorduras e hipertensão; produção de vídeos e programas de rádio sobre alimentos e alimentação; cálculos estequiométricos (cálculo das proporções dos elementos que se combinam ou reagem) das calorias dos alimentos e realização de pesquisas na internet sobre tipos de gorduras e alimentos, entre outras atividades. Professor de química e de matemática, há 28 anos no magistério, Ivan leciona na Escola Estadual Ministro Francisco Brochado da Rocha.

    Na visão do diretor do Instituto Aimone Carriconde, Carlos Alberto Pereira da Silva, o projeto é importante por orientar a oferta constante de alimentação saudável, compatível com as faixas etárias dos estudantes. Ele cita como exemplo o fato de a cantina da escola ter interrompido a venda de refrigerantes a partir da realização do projeto.

    “Ao falarmos dos benefícios surgidos com o projeto, questões como a escolha e o modo do preparo dos alimentos, classes, tipos e necessidade deste ou daquele alimento ficam evidenciadas, bem como a associação da atividade física à alimentação”, ressalta Carlos Alberto. Professor de educação física, com 25 anos de magistério, ele atua há seis na direção da escola.

    Fátima Schenini

    Saiba mais no Jornal do Professor e no blogue do IEE Aimone Soares Carriconde.

  • Projeto no Mato Grosso do Sul ensina crianças a se alimentarem de maneira saudável


    Arte: ACS/MEC

    Um grupo de crianças da Grande Dourados, no Mato Grosso do Sul, tem mudado a rotina alimentar graças a um projeto do Núcleo de Nutrição do Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran). A iniciativa, chamada Educação Alimentar Infantil, é voltada a meninas e meninos de cinco a nove anos de idade e ensina de maneira lúdica os benefícios de uma refeição variada, com mais frutas e verduras, para um crescimento saudável.

    A coordenadora do projeto, Bruna Roberta Cavalcante, explica que o objetivo é fazer com que o aprendizado de comer bem seja atrativo. “Essa é a fase ideal de se apresentar os alimentos, descobrir a origem, despertar o interesse deles em experimentar o novo. Normalmente, trabalhamos com métodos lúdicos, com historinhas, dinâmicas e jogos que fazem despertar o interesse das crianças”, afirma.

    Os encontros sempre começam com uma dinâmica de “o que é, o que é?”, na qual a criança, de olhos vendados, tem que descobrir que alimento está diante dela a partir dos sentidos, como tato e olfato. “Já teve relatos de quem nunca tinha visto uma beterraba, por exemplo, sem ser processada. Então, muitos não sabem como realmente são os alimentos ou de onde eles vieram”, acrescenta Bruna.

    Atualmente, 20 crianças participam do projeto, que é totalmente gratuito. São quatro encontros ao longo do mês, nas dependências da Unigran, com duração média de uma hora. Novas vagas são anunciadas periodicamente, e os pais interessados devem procurar o Núcleo de Nutrição da instituição para inscrever seus filhos.

    É o caso de Helbia Ribeiro, que cadastrou o filho Matheus Francisco, de cinco anos. Na opinião de Helbia, a iniciativa tem ajudado o garoto a se manter firme na dieta que segue por orientação médica, em razão de complicações de saúde que enfrenta desde muito cedo.  “Eu li [sobre o projeto] no jornal, e no mesmo dia liguei para agendar o nome dele. O Matheus nasceu prematuro, com problemas de coração e de nutrição, além de problema com a proteína do leite. Então, é bem restrita a alimentação dele. Agora, ele está comendo folhas, tomate, uva, abacaxi, laranja”, comemora.

    O aprendizado de uma nova forma de se alimentar tem cativado o menino Matheus, que já arrisca dizer o que quer fazer quando crescer. “Eu quero ser uma pessoa que dá aula de nutrição. São muito bons e fazem muito bem para a saúde os alimentos e as verduras. Eu gosto mais de comer maçã, pera, melão, melancia, abacaxi e, de legumes, eu gosto de folhas, de cenoura e de beterraba”, diz o garoto.

    Júlia Crestani, de oito anos, também é uma das crianças participantes do projeto. “Eu aprendi na pirâmide alimentar que as frutas e legumes são muito importantes para a nossa alimentação”, conta. O irmão mais novo de Júlia também está no projeto. A mãe, Marcia Crestani, conta que isso tem sido importante para equilibrar o peso e ajudar no desenvolvimento dos filhos, deixando de lado os alimentos não tão saudáveis.

    “Eles estão dentro do peso normal, mas precisava incentivar uma alimentação mais saudável. Lá, eles aprendem brincando. Fazem a salada de fruta, fazem o sanduíche natural, as meninas [do projeto] falam sobre a pirâmide dos alimentos e, assim, eles entendem que podem comer um pouquinho de doce, mas que devem comer mais outras coisas”, destaca Marcia.

    O projeto Educação Alimentar Infantil existe há dois anos. O Núcleo de Nutrição da Unigran também tem levado orientações para as comunidades e colocado os acadêmicos à disposição de escolas para que auxiliem no acompanhamento da merenda dos estudantes da rede.

    Assessoria de Comunicação Social 

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