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  • Pesquisadores podem inscrever projetos de tecnologia assistiva

    Pesquisadores de pós-graduação na área de tecnologia assistiva, vinculados a instituições de educação superior, podem apresentar propostas de desenvolvimento, inovação e cooperação acadêmica para a formação de recursos humanos. As inscrições de projetos devem ser feitas até esta quinta-feira, 6.

    Os projetos visam à promoção da autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social de pessoas com deficiência, incapacidade ou mobilidade reduzida. Os que forem aprovados terão financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Cada proposta contará com recursos de R$ 666,6 mil — R$ 400 mil para capital e R$ 266,6 mil para custeio.

    A Capes vai patrocinar até 15 projetos, a serem desenvolvidos no prazo de cinco anos. Podem se candidatar pesquisadores de instituições públicas e particulares sem fins lucrativos que tenham programas de mestrado e doutorado recomendados pela própria Capes.

    No conjunto de temas prioritários que vão nortear a elaboração das propostas aparecem sugestões de estudos sobre auxílio de mobilidade para autonomia pessoal, adequação postural, órteses e próteses, adaptação e veículos, sistemas acessíveis de controle de ambientes — quarto, sala, escritório, casa e arredores e acessibilidade ao computador a diferentes perfis de usuários.

    Outra orientação da Capes diz respeito à exigência da montagem de grupos de pesquisa. Será obrigatória a criação de parcerias, em rede ou consórcio, entre equipes de diferentes instituições de educação superior. Com relação ao conteúdo dos projetos, é obrigatório o caráter multi e interdisciplinar, o uso interativo de novas tecnologias da informação e comunicação, além da cooperação entre pesquisadores e troca de conhecimento e de informações entre as instituições participantes.

    Mais informações no Edital nº 59/2014, publicado no Diário Oficial da União do dia 9 de outubro último, seção 3, página 31, e na página da Capes na internet.

    Ionice Lorenzoni

  • Projeto de instituto federal é voltado a deficientes visuais

    O professor Luiz Fernando Delboni Lomba, com Pedro e Fernanda: “Todos os trabalhos de conclusão de curso de meus alunos são ligados à área de computação aplicada” (foto: Fátima Schenini)A conquista do prêmio de melhor protótipo na Feira de Ciências e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fecintec), em setembro, garantiu a participação dos estudantes Fernanda de Barros Vidal e Pedro de Brito Espinosa, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul, na exposição da 11ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), realizada em Brasília, de 13 a 19 de outubro.

    Alunos do terceiro ano do curso técnico em informática no campus de Campo Grande, os dois criaram uma placa de estimulação tátil de auxílio a deficientes visuais para aprendizagem da assinatura e do alfabeto romano. “Ao buscarmos um tema para o trabalho de conclusão de curso (TCC), percebemos que tínhamos interesse de trabalhar com um grupo que tivesse algum tipo de limitação”, explica Fernanda. Por sugestão de um professor, eles resolveram se dedicar ao tema da deficiência visual. “O professor nos falou da possibilidade de tratarmos dessa temática com José Aparecido da Costa, que tem deficiência visual congênita, com quem ele havia trabalhado, durante dez anos, no Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos Florivaldo Vargas (Ismac).

    E foi por sugestão de José Aparecido que os dois acabaram por seguir esse caminho, que na premiação. O projeto usa a vibração para auxiliar os cegos a sentir a formação da letra. “Começamos a estudar e pesquisar para ver quais as melhores possibilidades. Fomos fazendo adaptações até chegar aonde estamos hoje”, ressalta Fernanda. “Nossa intenção, com esse projeto, é oferecer uma tecnologia assistiva a pessoas com deficiência visual,” resume Pedro.

    Orientação — O projeto foi orientado pelo professor de informática Luiz Fernando Delboni Lomba. Há sete anos no magistério, ele dá aulas tanto no curso de técnico em informática quanto no curso de tecnologia de sistemas para internet.

    “Todos os trabalhos de conclusão de curso de meus alunos são na área de computação aplicada”, revela. Segundo ele, outra dupla de alunos desenvolveu um projeto para medir a intensidade sonora. “O dispositivo colocado na sala de aula pode indicar, por meio de luzes coloridas, como em semáforo, se o som está alto demais, baixo demais ou adequado aos ouvidos”, esclarece o professor.

    De acordo com Luiz Fernando, o interesse pelo magistério surgiu por acaso, apenas quando resolveu fazer também a opção de licenciatura, depois de haver concluído o bacharelado, na graduação. Apesar disso, ele se define, antes de tudo, como um professor. “Hoje eu diria que não sou um profissional da área de informática. Sou um professor e a informática é apenas a área em que atuo”.

    Fátima Schenini

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