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  • Projeto de professor amazonense tem como meta democratizar o acesso e o gosto pela leitura

    O professor, em roda de leitura com os alunos: “A leitura ensina, disciplina, tira da escuridão da ignorância, desenvolve a cidadania plena e cura a mediocridade” (foto: arquivo do professor Dijaik Souza)Pedagogo em Tefé, pequeno município do Amazonas, Dijaik Nery de Souza está empenhado em democratizar o acesso à informação e em desenvolver o gosto pela leitura entre os frequentadores da Biblioteca Pública Municipal Protásio Lopes Pessoa, por ele coordenada. “A leitura transforma o ser humano”, diz. “Ela ensina, disciplina, incita a busca do novo, o tira da escuridão da ignorância, lhe dá argumentos na busca pelos seus direitos, desenvolve sua cidadania plena; enfim, a leitura cura a mediocridade.”

    Professor concursado há mais de 20 anos, Dijaik atua na biblioteca desde 2012. Imbuído da necessidade de “plantar” uma cultura do livro em Tefé, para que ela prolifere e se torne presente na vida da população, ele criou, em 2014, o projeto Plantando Leitura, Colhendo Conhecimento, que ficou entre os finalistas da oitava edição do Prêmio Viva Leitura, na categoria 1, Biblioteca Viva. A premiação é promovida pelos ministérios da Educação e da Cultura, em parceria com a Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI), para estimular, fomentar e reconhecer boas práticas de leitura provenientes de todo o Brasil.

    O projeto do professor Dijaik tem continuidade com ações variadas, que incluem crianças, jovens e adultos. Uma delas é o Clube de Leitura, com duas reuniões por mês, na própria biblioteca, para discutir a importância de ler e para realizar ações que promovam o gosto pela leitura. Outra ação é a Visitando a Biblioteca, iniciativa que promove visitas de estudantes das redes pública e particular de ensino. Nos dois últimos anos, mais de cinco mil estudantes visitaram a biblioteca e foram feitos mais de 10 mil empréstimos de livros e documentos.

    A comemoração do aniversário da biblioteca, em 13 de junho, é outra atividade do projeto. “Durante a semana do aniversário, realizamos ações de mediação de leitura em escolas e na própria biblioteca, com estudantes convidados”, diz Dijaik.

    Entre outras ações do projeto estão o Sarau Literário, que reúne poetas da cidade e jovens do Clube da Leitura para recitar textos próprios e poesias dos grandes clássicos da literatura, e a implantação do Natal da Leitura, com campanha para arrecadação e doação de livros infanto-juvenis a crianças de comunidades carentes. “Estamos com a ideia de começar a campanha a partir de setembro e buscar parcerias fora do município”, diz o professor.

    Missão — Acessível apenas por transporte aéreo ou fluvial, Tefé não conta com teatro, cinema ou centros culturais. Daí a enorme importância das ações desenvolvidas pela biblioteca. “Nossa missão é tornar a biblioteca pública um centro local de informação, que permita o pronto acesso dos usuários a todo tipo de conhecimento, independentemente da idade, raça, sexo, cor, religião, nacionalidade, língua ou status social”, salienta o coordenador. “Fazer as pessoas gostarem de ler não é fácil, mas estamos realizando essas ações, mostrando que todos podem ter um livro na mão, basta querer, e nós estamos tentando mostrar esse caminho, tentando criar uma cultura do livro, até então inexistente.”

    A biblioteca conseguiu cerca de 400 novos livros para o acervo em 2014 e de 200 em 2015, por meio de doações de usuários e permutas com escolas e outras bibliotecas. “Hoje, já há uma cobrança por mais ações e vários pedidos por livros novos”, afirma o professor. “Nosso público tem aumentado diariamente.”

    Fátima Schenini

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