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  • Aluna do Pará cria mistura com sementes de açaí para fabricação de tijolos

    Francielly Rodrigues Barbosa, estudante do ensino médio da rede pública do Pará, aproveitou a feira de ciências da escola para dar início a um projeto social e sustentável. Ela utilizou açaí, um dos frutos mais populares da região, para fabricar tijolos e oferecer fundações seguras nas casas da região.

    Francielly tem 17 anos e estuda na Escola Estadual Ernestina Pereira Maia, em Moju, cidade que fica a 120 km da capital Belém. A estudante buscava temas para a feira de ciências da escola e se deparou com questões importantes envolvendo o saneamento básico e a estrutura das casas. A estudante descobriu que o mau cheiro e a fragilidade de algumas residências de bairros periféricos tinham relação com o fato de o aterro ter sido realizado por cima das várzeas de um igarapé, chamado Sucupira, que corta a cidade com enormes quantidades de lixo.

    “Então, eu me perguntei: que material de baixo custo que não agrida o meio ambiente eu posso reutilizar para fazer as fundações de casa de forma mais segura? Quais aqueles materiais eram mais desperdiçados? E eu acabei descobrindo o caroço do açaí”, contou.

    A pesquisa da jovem estudante já conquistou dezenas de prêmios e permitiu que Francielly viajasse para fora do país. Agora, a ideia é que a continuidade dos estudos gere ainda mais resultados positivos, fazendo com que a pesquisa entre uma nova etapa - partindo para a fabricação dos tijolos.

    Saiba mais - O projeto da estudante Francielly é o tema da edição desta sexta-feira, 7 de junho, do programa Trilhas da Educação, da Rádio MEC.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Alunas vão representar o Brasil pela primeira vez em olímpiada europeia de matemática

    Quatro estudantes brasileiras vão representar o país na Olimpíada Europeia de Matemática para Meninas (EGMO), prevista para ocorrer em abril na cidade de Zurique, na Suíça (arte: ACS/MEC)Mulheres cada vez mais novas têm conseguido romper as barreiras de gênero e conquistam espaço em todas as áreas. É o caso das estudantes Juliana de Souza, Jamile Rebouças, Mariana Groff e Júlia Saltiel, campeãs em importantes competições nacionais, como as olimpíadas Brasileira de Matemática (OBM) e Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). As garotas têm entre 14 e 16 anos e se preparam para representar o país na Olimpíada Europeia de Matemática para Meninas (EGMO, na sigla em inglês), que vai ocorrer em Zurique, na Suíça, no mês de abril, e terá participantes do Brasil pela primeira vez.

    Com apenas 16 anos, Juliana está no segundo ano do curso técnico em informática no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), em Belo Horizonte, distante 38 quilômetros de sua terra natal, Igarapé (MG). A estudante já participou das principais competições brasileiras de conhecimento e acumula medalhas desde o sexto ano do ensino fundamental.

    Apesar de reconhecer que a maior parte dos competidores são homens, Juliana nunca se deixou intimidar. “As meninas têm capacidade de ganhar os mesmos prêmios que os meninos. Têm a mesma capacidade intelectual”, ressalta. “Mas, mesmo assim, acho que é bem desestimulada a participação das meninas nessas coisas de exatas desde criança. A menina, geralmente, fica brincando de casinha e os meninos já são mais estimulados a brincar com coisas que exigem mais lógica”, reitera. A jovem conta que prefere encarar esse fato como um desafio e resolver mais este “problema”.

    A mais nova integrante do grupo que irá representar o Brasil na Suíça é Jamile Rebouças. A estudante tem 14 anos e cursa o nono ano do ensino fundamental no Colégio Farias Brito, em Fortaleza. Filha de professora de matemática, Jamile conta que o interesse pela disciplina foi despertado naturalmente em casa.

    A jovem acredita que uma competição voltada apenas para mulheres pode atrair outras estudantes. “Eu acho fantástico existir uma olimpíada só para meninas porque é como se fosse um convite claro, direto, assim: ‘garotas venham para a matemática. Aqui é o seu lugar também’”, aponta. Jamile diz que, embora nunca tenha sofrido preconceito, principalmente, por sua família não cultivar as diferenças de gênero, ela vê o que muitas garotas passam. “Então, com a EGMO vai ficar mais claro que a matemática é algo tanto para meninas quanto para meninos”.

    Mariana Groff mora em São Paulo e também vai representar o Brasil na Suíça. A gaúcha de 15 anos estudou em escola pública até o ano passado. Agora, está no segundo ano do ensino médio de uma escola particular. A adolescente, veterana em competições de matemática, contou que já foi a única representante feminina em algumas disputas. Mas entende que as vitórias têm estimulado cada vez mais outras estudantes. “Elas se uniram mais, começaram a criar um grupo para chamar mais meninas para competir. Há um movimento para que esse número aumente”, destaca.  

    Assessoria de Comunicação Social

  • Aluno do IFCE se dedica a projeto na área de orientação profissional


    Um projeto de um estudante que não decidiu que carreira seguir após o ensino médio chamou a atenção do Instituto Federal do Ceará, no Campus Caucaia. O adolescente Hemerson de Souza, aluno do segundo ano do ensino médio, desenvolveu um projeto de orientação profissional especialmente dedicado a jovens que estão indecisos sobre a própria formação profissional.

    O projeto Metamorfose Juvenil nasceu das conversas entre o jovem e sua professora, hoje orientadora, Cristina Carlos Ferro, sobre a possibilidade de Hermeson participar do Parlamento Juvenil do Mercosul, uma iniciativa do setor educacional do Mercosul, que proporciona aos jovens estudantes de nível médio público dos países membros e associados do bloco um espaço de encontro e diálogo que incentive o protagonismo juvenil para geração de propostas sobre temáticas de interesse comum.

    “Eu noto que a questão da orientação profissional não é tão visada nas escolas. E isso é muito importante. Eu sei que isso também é dúvida de outros colegas, pessoas de outras turmas, pessoas que na vivência você acaba conhecendo. Por isso que eu criei esse interesse na temática de jovens e trabalho ”, explica Hemerson.

    Aluno do curso técnico-integrado em Petroquímica, Hemerson também gosta de matérias como português, geografia e história. Segundo ele, o Metamorfose Juvenil pode ajudar alunos indecisos por meio de conversas e palestras com estudantes oriundos de diversas áreas sobre o desenvolvimento de carreiras distintas. “A orientação profissional é muito importante. Trazer alunos egressos lá do campus, está entre as ações que a gente pensa em fazer, para falar como foi decidir uma área após o ensino médio”, argumenta.

    Com o projeto, Hermeson conseguiu vencer a etapa estadual e agora vai representar o Ceará no Parlamento Juvenil. Foi escolhido um representante para cada estado da federação, mediante votação. O candidato com melhor projeto venceu. Além do projeto inscrito, os jovens passaram por um curso de formação para desenvolver a ideia apresentada e se engajar em outras atividades que possam solucionar questões de toda comunidade. A expectativa, segundo Hemerson, é colocar o projeto em prática o quanto antes. “A nossa expectativa é que para o próximo semestre a gente já vai começar a aplicá-lo. Que esse projeto não fique algo somente lá no IFCE, Campus Caucaia, mas que a gente possa levar as ações, exemplos de projetos, para que outros alunos venham conhecer e venham a ser ajudados por ele”, pondera o estudante.

    Segundo ele, quanto mais jovens tiverem acesso à orientação profissional a tendência é que haja menos profissionais frustrados também. “Considerando que muitos jovens não têm certeza e às vezes escolhem um mercado que não conhece, se frustram e gera uma qualificação a menos”, finaliza.

    A seleção para o Parlamento Juvenil do Mercosul ocorre a cada dois anos. Podem participar estudantes de escolas públicas que estejam matriculados e frequentando regularmente o 1º ou 2º ano do ensino médio regular ou ensino técnico integrado ao ensino médio em escolas públicas da rede estadual ou federal.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Aluno do Instituto Federal de Minas desenvolve aplicativo para organizar tarefas escolares

    Organizar a rotina estudantil pode ser uma tarefa bem complicada. Para ajudar os estudantes a administrar datas de entrega de trabalhos e provas, Vinícius Assis Neves, de 17 anos, desenvolveu o aplicativo ClassMatch. Essa é a história desta semana do programa Trilhas da Educação, produzido e transmitido pela Rádio MEC, que vai ao ar nesta sexta-feira, 12.

    O estudante teve a ideia de desenvolver o programa no primeiro ano do curso de técnico integrado em informática do Campus Ouro Branco, do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG). O ClassMatch é utilizado como aplicativo de celular pelos alunos e como plataforma web pela escola. Com o projeto, o estudante conquistou o primeiro lugar no 3º Congresso Brasileiro sobre Tecnologias na Educação, realizado em junho deste ano, em Fortaleza.

    Vinícius Neves conta que o projeto foi colocado em prática logo depois de ser premiado. “Eu já tinha apresentado a ideia ao gerente de ensino do IFMG, e um pouco depois ele foi implementado. Nem todas as turmas se adequaram, mas já estamos usando. Das nove turmas, umas quatro já estão usando e muitos professores já estão adicionando eventos e mandando avisos”, comemora Vinícius.

    Conforme explica Vinícius, um aluno administrador ou um professor acessa o aplicativo ou o site e cadastra o trabalho, a prova, ou o dever com todas as informações necessárias. Logo após, todos os alunos envolvidos recebem uma notificação. Além disso, o aplicativo também conta com outros recursos, como fazer tabela de horário para o aluno acompanhar o que tem no dia seguinte, lista de disciplinas, lista de alunos, e outras informações relevantes.

    Vinícius ainda explica que a proposta permite a integração entre todos no ambiente escolar. “A escola envia um aviso urgente para todos os alunos da escola de uma vez”, diz o estudante. O aplicativo criado pelo estudante está disponível gratuitamente na PlayStore do Android, mas ainda não há versão para o sistema IOS.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Aluno oriundo de escola pública do interior é aprovado em seis mestrados


    Com boa classificação em todos os exames, Risomário Williams optou por um programa de mestrado na Universidade Federal de Pernambuco (Arte: ACS/MEC)

    Um jovem estudante do agreste pernambucano, formado em economia, obteve classificação para seis programas de mestrado em cinco universidades públicas. A história de Risomário Williams, de 24 anos, começa em Bezeiros, a cerca de 100 quilômetros de Recife, quando, ainda garoto, frequentou a escola pública de Referência em Ensino Médio da cidade. Lá ele estudou em regime integral.

    “A escola de referência apresenta uma série de possibilidades. Ela permite que você sonhe com alguma coisa, que você tenha algum tipo de ideal e, a partir disso, você passa a traçar um objetivo na sua vida”, lembra. O estudante teve ao seu favor o movimento de interiorização das instituições federais, quando um campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi instalado a cerca de 30 quilômetros de sua casa e ele conseguiu terminar sua graduação em economia sem ter que se deslocar até a capital.

    “Antes dessa interiorização, acredito que as dificuldades eram maiores porque para fazer um curso superior você teria que pagar uma universidade ou teria que se deslocar para o Recife. A própria interiorização das universidades federais amenizou essas dificuldades que existiam. Eu acho que agora é mais fácil entrar no ensino superior e começar a traçar um objetivo de vida”, afirma.

    Ele foi aprovado nos programas de mestrado da UFPE, para Recife e Caruaru, e nas universidades Federal da Paraíba (UFPB), Federal do Rio Grande Norte (UFRN), Estadual do Rio Grande do Norte (Uern) e Federal de Alagoas (Ufal).

    Avaliação – A aprovação veio depois que Risomário se submeteu ao Exame da Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (Anpec). O objetivo do exame é avaliar a qualificação acadêmica dos candidatos e fornecer aos centros os resultados da avaliação.

    Não é um vestibular – não aprova, nem reprova. Apenas classifica os candidatos. Também, não há uma única classificação, já que cada centro usa seu próprio sistema de pesos para calcular a nota média. A média e a classificação obtidas por Risomário lhe deram a opção de escolha e ele optou pelo programa de mestrado da UFPE em Recife.

     “Primeiro porque é um dos mais bem avaliados pela Capes aqui na região Norte e Nordeste. É o único que tem nota cinco. Segundo, porque eles me ofereceram bolsa de estudo. E, terceiro, porque fica aqui no estado mesmo. É mais próximo e sempre tem a possibilidade de visitar meus familiares, pelo menos, uma ou duas vezes por mês”, detalha.

    Futuro – As aulas começam entre fevereiro e março do ano que vem. Risomário pretende aprofundar suas pesquisas na área de macroeconomia e finanças. O próximo objetivo dele é chegar ao doutorado e depois realizar outro sonho: dar aulas. E ele já sabe como fazer isso.

    “Levar a ciência de uma maneira mais dinâmica, mais intuitiva e fazer com que aquilo não fique limitado a artigos que só pessoas do mais alto nível do ensino superior consigam acessar. Eu quero tentar trazer a ciência para a realidade do povo para ficar mais perto das pessoas, uma forma de facilitar a vida das pessoas”, planeja.

    Assessoria de Comunicação Social 

  • Alunos do IFSC criam brinquedoteca com materiais reciclados em escola de Florianópolis


    Foi depois de uma visita a um projeto na Lagoa do Peri, em Florianópolis, que alunos do curso técnico de saneamento do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) foram instigados a realizar uma ação de sustentabilidade voltada à comunidade. O que seria mais uma atividade curricular se tornou uma nova ação social e o grupo criou uma brinquedoteca com materiais reciclados e reaproveitados em uma escola municipal catarinense. Essa história você conhece na edição deste sexta-feira, 24, do
    Trilhas da Educação, programa produzido e transmitido pela Rádio MEC.

    O reaproveitamento de matérias primas descartadas foi o ponto de partida para toda a ideia. Como seria não só falar sobre questões como recuperação e conservação de plantas, animais e microrganismos, mas motivar para ações conjuntas e que ainda tivessem um retorno para a comunidade local? Foi esse debate que acabou ganhando força entre os estudantes, com o acompanhamento do professor de ensino técnico do Campus Florianópolis do IFSC, Ricardo Clemente de Lima.

    Clemente se surpreendeu com o envolvimento dos estudantes. “Me surpreendi bastante justamente por conta dessa iniciativa deles. Porque, como foi algo informal, eles não tinham obrigação nenhuma de fazer, foi só um compromisso que eles assumiram verbalmente. E alguns alunos são muito dedicados e tomaram a frente, mas a participação de todos foi bem intensa. Eles mesmos foram lá alguns dias por conta própria e isso foi o que mais me chamou a atenção, a vontade deles de fazer algo útil, de retribuir de certa forma o bem para os demais”, revelou.

    Interessados em desbravar a região, os estudantes foram em busca de uma escola para colocar em prática as ações que valorizassem o ambiente natural e já bonito por natureza. Foi na praia da Armação, no sul da Ilha de Santa Catarina, que localizaram a Escola Municipal Dilma Lúcia dos Santos, como contou Mariana de Souza, uma das estudantes a frente do projeto.

    “Como ficamos em dúvida em qual escola de Florianópolis trabalhar, entramos em contato com o Projeto Lontras e eles comentaram que tinha uma escola na Armação onde trabalham muito com reciclagem. Então, pensamos em unir isso, já que eles já têm esse contato. Aí eu fiz contato com o diretor e propus a ele modificar um ambiente de convívio das crianças. E ele falou que tinha uma sala que estava um pouco abandonada”, disse Mariana.

    Depois, de acordo com a estudante, a equipe pensou em criar um ambiente de lazer, uma vez que a escola em que as crianças estudam tem a proposta de período integral. Mariana também esclareceu que elas não tinham um lugar com aquelas características para brincar, razão pela qual o grupo pensou em construir uma brinquedoteca cujo espaço seria dividido entre brinquedos e livros.

    A iniciativa recebeu apoio de outros alunos, a exemplo do grupo que cursa a oitava fase do curso técnico de saneamento, no Instituto Federal catarinense, que se dedicou a explorar o espaço e a arrecadar material para a criação da brinquedoteca. “Conhecemos o espaço, os materiais que eles já tinham, como um sofá velho, aqueles de criança, já tinham mesas e alguns livros, uma estante também, mas todo esse material era do depósito. Então, era o que estava quebrado. Daí pensamos o que poderíamos construir com o que temos em casa, com o que produzimos de lixo, e juntar tudo isso”, declarou Mariana.

    Resultado – Todo o movimento despertou a curiosidade das crianças da escola. Os pequenos acabaram botando a mão na massa, auxiliando na criação de cada novo item que ia surgindo a partir de garrafas pet, palitos de madeira e outros materiais recicláveis. Mariana lembrou que quando estavam criando os produtos as crianças quiseram participar porque sentiram que aquilo era para elas e queriam fazer parte daquela mudança.

    “Daí elas viram que o pneu virou um pufe, que a gente fez brinquedo com garrafas pet, com caixas de sapato e foi bem legal. Teve até uma menina que falou ‘Ah, esse brinquedo aí é o que a menina do YouTube mostra de um personagem do filme que estava tendo’ e a gente fez ele todo em garrafa pet, em palito de churrasco, com tampinha. Então, pegar o que a gente tem em casa e transformar, para ela foi incrível poder vivenciar aquilo”, disse a estudante.

    Hoje, o espaço é utilizado pelos alunos e professores do primeiro ao nono ano do curso regular e também pelo projeto de apoio pedagógico da escola, que ensina de forma lúdica crianças que têm dificuldades de aprendizagem. Para o professor Ricardo Clemente de Lima, que orientou os alunos durante todo o processo, o resultado foi excepcional. “Foi muito bacana, eles tiveram um dia lá com as crianças mesmo. E as crianças, claro, adoraram o espaço novo delas. E acho que a sensação, principalmente para eles, foi muito gratificante, eles verem o fruto do trabalho deles sendo reconhecido como algo útil para a sociedade o que eles estavam fazendo, para aquelas crianças e para aquela escola lá”, pontuou.

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Amazonense faz o Enem e é contemplada pelo ProUni depois de ficar 20 anos fora da escola

    A amazonense Carla Penha, 40 anos, viu no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) uma oportunidade de mudar de vida. Depois de passar 20 anos longe dos estudos, ela foi uma das candidatas da prova em 2018 e realizou o sonho de chegar a uma universidade.

    Carla cursou todo o ensino médio em escola pública de Manaus, capital do Amazonas.

    Há pouco tempo, com a morte da mãe, deixou a cidade natal para morar do outro lado do país. Foi pro Sul, em Santa Catarina, no município de Jaraguá do Sul. Na cidade, a estudante encontrou dificuldades para conseguir emprego e percebeu a necessidade de melhorar o currículo. Assim, Carla resolveu se inscrever na maior no Enem, que reúne milhões de candidatos a cada edição.

    “Eu consegui a isenção da taxa de inscrição e fiquei feliz”, conta. A amazonense apostou em vídeoaulas, na internet, e em aulões gratuitos. Também correu atrás e conquistou uma bolsa integral no curso de Contabilidade de uma instituição de ensino superior privada, de Jaraguá do Sul, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni). “Eu subi um degrau do ensino médio 20 anos atrás e agora eu estou no segundo degrau, do ensino superior, e eu quero mais”, deseja. A estudante agora comemora a conquista de uma vaga de estágio em uma empresa da cidade.

    Saiba mais – A história da estudante Carla Penha é o tema da edição desta sexta-feira, 14 de junho, do programa Trilhas da Educação, da Rádio MEC.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Aplicativo criado em Pernambuco permite acesso de estudantes a informações acadêmicas

    Notas, agendamentos e informações acadêmicas que podem ajudar os estudantes no ambiente escolar são alguns dos dados reunidos no aplicativo Central do Aluno, um projeto de Filipe Melo da Silva, de 16 anos. Ele é estudante da Escola Técnica Estadual Advogado José David Gil Rodrigues, de Jaboatão dos Guararapes (PE), e conta essa história na edição desta sexta-feira, 2 de novembro, do programa Trilhas da Educação, produzido e transmitido pela Rádio MEC.

    Filipe conta que teve a ideia de desenvolver o aplicativo ao observar outro, da Secretaria de Educação, que dá aos professores acesso a anotações de frequência, upload de notas, entre outras informações de estudantes. “Achei interessante. E já que tinha um para eles, pensei em fazer também para os alunos”, afirma.

    O aplicativo funciona sem internet, mas quando o estudante se conecta à rede, as informações são atualizadas junto ao sistema estadual. Assim ele pode acessar notas, frequência, calendário com as aulas da semana e ainda uma central de agendamento de trabalhos. “Eu não tinha computador e fiz o aplicativo pelo celular sem muito conhecimento”, conta o estudante.

    Cerca de 13 mil estudantes da rede estadual pernambucana baixaram e comentaram sobre o Central do Aluno, o que surpreendeu Filipe. “Eles disseram que era exatamente o que estavam precisando. Foi um feedback ótimo, porque eu pude corrigir erros e problemas e melhorar como programador. Já estamos na versão 5”. O sucesso do projeto também o levou a ser convidado para apresentar o aplicativo à Secretaria de Educação de Pernambuco. 

    Assessoria de Comunicação Social

  • Areia de bagaço de cana pode ajudar na preservação ambiental


    O projeto dos pesquisadores da UFSCar consiste em substituir 30% da areia convencional retirada da natureza pela areia extraída do bagaço da cana (arte: ACS/MEC)O estado de São Paulo é o maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil. Da cana se produz o açúcar e o álcool. No entanto, o bagaço, um dos principais resíduos desse processo de produção, torna-se um poluente ambiental quando descartado de modo inadequado, na terra ou próximo aos rios. Uma das maneiras mais comuns de reúso desse material é a queima em caldeiras, de forma a gerar energia para a própria usina. Porém, essa queima gera outro resíduo, conhecido como areia da cinza do bagaço.

    Preocupados com o risco ambiental que envolve o processo, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) conseguiram simplificar o processo de transformação do bagaço em areia e ainda desenvolveram estudo para aplicar o material na construção civil. O projeto consiste em substituir 30% da areia convencional retirada da natureza pela areia extraída do bagaço da cana.

    Mestre em estruturas e construção civil pela UFSCar, o professor Fernando do Couto Rosa Almeida, doutorando na Universidade de Caledônia, em Glasgow, Escócia, país integrante do Reino Unido, escreveu artigo no qual aborda a substituição de materiais obtidos na natureza por outros capazes de resultar em benefícios ambientais. O artigo foi premiado no ano passado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes), órgão vinculado ao Ministério da Educação.

    Fernando salienta que o descarte do bagaço gera um problema ambiental. “Jogam isso na lavoura porque não sabem o que fazer com esse material, que por ano gera cerca de 4 milhões de toneladas”, afirma.

    Padronização — Como a base do concreto para construções é preparada com areia, cimento, água e brita, em diferentes proporções, os cientistas experimentaram substituir parte da areia retirada da natureza por cinzas de bagaço de cana. “Em laboratório, fazemos uma simples padronização para poder usar isso em material de construção”, diz o professor.

    Com a mistura, o concreto de cinza pode ser usado na infraestrutura urbana, na construção de calçadas e bancos de praças. Como os grãos da areia de cinzas são mais finos, outra vantagem do produto é de fechar os pequenos poros que aparecem no concreto depois de seco. Isso diminui a porosidade em comparação com o concreto convencional e resulta em mais durabilidade do produto. “Se comparada, a porosidade com cinza é menor do que a do concreto convencional. Com menos poros, menos vazios, é mais difícil de o material se degradar”, diz Fernando.

    A pesquisa de mestrado que serviu como base para o artigo premiado pela Capes foi orientada pelo professor Almir Sales, do Departamento de Engenharia Civil da UFSCar, e realizada no âmbito do Grupo de Estudos em Sustentabilidade e Ecoeficiência em Construção Civil e Urbana, liderado por Sales, que estuda essa temática há 10 anos.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Astronomia é aliada de professora pernambucana no ensino da ciência a alunos da rede pública

    Despertar nos jovens o desejo pela ciência tem sido a meta da professora Deyse Cristina Gomes da Silva Almeida, de Jaboatão dos Guararapes (PE). Ela iniciou o projeto Desvendando o Céu Austral, que leva alunos da rede pública para conhecer a astronomia. É esse o tema que o Trilhas da Educação, programa produzido e transmitido pela Rádio MEC, apresenta nesta semana.

    Formada em pedagogia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Deyse é professora da rede estadual há dez anos e coordenadora de apoio do ensino médio da Escola de Referência em Ensino Médio Professor Epitácio André Dias, em Jaboatão, função que permitiu que ela tivesse a ideia de usar a astronomia para despertar maior interesse dos alunos pela área de ciências. “Fiz a proposta de montarmos um clube de astronomia na escola, no qual os alunos seriam os protagonistas. Intitulamos o clube Odissey”, comenta a professora.

    O projeto tem a participação de 30 alunos, entre estudantes da primeira e segunda turma do ensino médio e da educação de jovens e adultos. Entre as atividades desenvolvidas está a organização de excursões ao observatório astronômico da cidade de Itacuruba, no sertão pernambucano. “Lá a gente consegue analisar e fazer as observações a olho nu de constelações, identificar a localização de alguns planetas. É uma experiência extraordinária para nossos alunos”, afirma Deyse.

    Para a professora, a oportunidade de percorrer estes caminhos permite que os alunos se aproximem da pesquisa, campo ainda pouco explorado no ensino regular. “A iniciação científica é pouco trabalhada na prática. Existem algumas propostas, mas o nosso currículo lamentavelmente não permite que sejam aplicadas muitas atividades relacionadas.”

    O projeto também levou a turma de 30 alunos para assistir a uma aula no curso de introdução à astronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), que firmou uma parceria com o projeto.

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Aulas de robótica transformam reforço em apoio à criatividade

     

    Atraídos pelas aulas de robótica, os alunos da escola paranaense passaram a se dedicar mais à leitura e à compreensão da matemática (foto: arquivo da Escola Aloys João Mann)No contraturno escolar, alunos de 9 a 11 anos de uma escola pública de Cascavel, município paranaense de 316,2 mil habitantes, aprendem programação e montagem nas aulas de robótica. A proposta da Escola Municipal Aloys João Mann é relacionar o conteúdo ao aprendizado em sala de aula.

    As aulas de reforço vão além da revisão do conteúdo visto em sala. Nelas, os alunos aprendem robótica como complemento ao ensino de ciências, matemática e até de português. Isso é possível e tem agradado aos estudantes, entre eles, Kauã Holzbach, 10 anos de idade. Depois das aulas, ele costumava ir para casa e ficar frente para a televisão. Há mais de um ano, Kauã integra o projeto de robótica educacional da escola. Ele considera as aulas desafiantes e tem aprendido a programar, montar e desenvolver robôs. “Por exemplo, eu quero que um carrinho ande na sombra, mas no sol fique parado”, explica. “Achei que era mais fácil, que era só escrever: faça isso, mas com a robótica descobri que é mais difícil, que há comandos.”

    Curioso, o estudante diz que a profissão do pai, eletricista, já chamava sua atenção e despertava interesse pela área da tecnologia. “Eu sempre quis conhecer, sempre quis saber as coisas do futuro, saber como seria melhor, moderno.”

    A experiência com robótica começou há quase dois anos na escola. Atualmente, conta com a participação de mais de 60 alunos. Gabrielli Dressel, também de 10 anos, diz gostar de programar e montar, quando está inspirada. Ela cita exemplos do que tem aprendido sobre matemática, aplicada na prática, graças às aulas no laboratório de robótica. “Eu já fiz um robô — um carro já também um robozinho”, afirma. “E também uma cancela, tipo um pedágio. Daí, programava quantos graus ela ia para cima ou para baixo, quando ela abria, se o sinal estava vermelho ou verde.”

    O projeto funciona em sala equipada com computadores, projetor multimídia, conjuntos para robótica educacional e impressora 3D. Com recursos federais do programa Mais Educação, o município investiu no material para o laboratório de robótica.

    Prática — De acordo com o professor Thiago Sodré, instrutor de robótica educacional, as aulas no laboratório aplicam na prática o conteúdo passado em sala de aula. “O conteúdo de ciências, como produção de energia, seja eólica, hidráulica, a vapor, tem um ponto em comum: uma turbina movida por algum fluido que vai converter esse movimento cinético em energia”, diz. “Então, podemos, com peças de robótica, simular um moinho de vento, acionar o motor, movimentar a roda e, depois, usar essa energia produzida em algum item, seja iluminação e funcionamento de um pilão, algo do gênero, conforme o direcionamento de cada aula.”

    Ainda segundo Thiago, os resultados na aprendizagem das crianças são visíveis. “Com a robótica, eles passaram a se dedicar mais à leitura, à compreensão da matemática”, afirma. “Foi significante a melhora porque o aluno, para programar qualquer construção robótica, tem de ler e escrever bem. Então, ele se esforça na leitura e na escrita dos códigos, a começar pelo básico — português e matemática —, e já começa a melhorar.”

    Em Cascavel, três escolas da rede municipal já oferecem aulas do projeto de robótica educacional. O pedagogo Jocemar do Nascimento coordena a iniciativa no município. “Com a robótica, é possível perceber que os alunos querem construir coisas e ver aquilo que fazem no papel e na teoria ganhando vida no computador ou no meio físico”, diz. “Então, eles têm aprendizado melhor, faltam menos às aulas.”

    Para o professor, nas aulas de robótica os alunos estudam com mais empenho. “São espaços de experimentação muito bons e ambientes nos quais os alunos têm se desenvolvido bastante.” Ele espera que cada vez mais escolas possibilitem aos alunos a alfabetização digital, considerada essencial para as novas gerações. “A alfabetização digital, da qual tem se falado muito pouco, tem de começar cedo. A faixa etária ideal para começar a trabalhar esses conceitos básicos de tecnologia com as crianças é a da alfabetização, entre os 8 e os 11 anos”, afirma.

    O projeto de robótica educacional de Cascavel capacita professores e instrutores, pois a prefeitura pretende ampliar a iniciativa e levá-la a outras escolas da rede de ensino.

    Saiba mais sobre o programa Mais Educação do MEC

    Assessoria de Comunicação Social

  • Cientista brasileira lidera projeto de pesquisa sobre evolução do universo e energia escura


    A mestre e doutora em Física Marcelle Soares-Santos, professora assistente na Universidade Brandeis, nos Estados Unidos, formou-se no Instituto Federal do Espírito Santo para tornar-se a única brasileira entre as lideranças de um projeto internacional de pesquisadores sobre o desenvolvimento do universo. Observando as galáxias, a equipe comandada por Marcelle chegou a uma descoberta que atualiza a teoria do Big Bang. Essa história é contada no programa Trilhas da Educação, produzido e transmitido pela rádio do MEC, nesta sexta-feira.

    Marcelle Soares-Santos, de 37 anos, é natural de Vitória, no Espírito Santo. Ela conta que o interesse em ciência apareceu ainda na escola, num ambiente que despertava para a descoberta de muitas coisas, inclusive para a pesquisa.

    “No meu caso, o interesse pela ciência começou muito cedo porque eu sempre fui aquela pessoa que queria conhecer, aprender as coisas, o mundo à minha volta. E aos poucos foi ficando claro que a física era uma área de pesquisa ou uma área do conhecimento, que me permitiria um leque grande de possibilidades de linhas de pesquisa.”

    Marcelle estava certa. E foi o que a fez chegar ao Projeto Pesquisa em Energia Escura: um consórcio internacional com mais de 400 cientistas de 25 instituições em sete países. Sua equipe, que integra o projeto, conseguiu captar, pela primeira vez, um tipo de onda gravitacional gerada a partir das colisões entre estrelas de nêutrons. O que isso significa: a descoberta de um novo tipo de energia que pode estar causando a aceleração da expansão do universo, atualizando a teoria do Big Bang – segundo a qual uma explosão, ocorrida há milhões de anos, teria dado origem ao universo e mantido sua expansão lenta e gradativa até os dias de hoje.

    Investigação - Utilizando tecnologia de ponta no estudo da astronomia, Marcelle investiga se essa energia tem sido o combustível para a aceleração da expansão do universo. "É maravilhoso! Não tem outra palavra mesmo. Às vezes você trabalha a vida inteira e não chega a ter uma descoberta desse nível. E o fato de que o meu grupo de pesquisa está participando dessa descoberta é maravilhosa, é muito bom”, afirmou.

    A captação de ondas gravitacionais e a descoberta dessa possível nova fonte de energia é a maior inovação no estudo da cosmologia. “Então a pergunta é – qual é a fonte de energia que serve de combustível para essa aceleração? Não tem nenhuma explicação na física tradicional, então o que precisamos fazer para entender isso e descobrir essa nova forma de energia, que por enquanto chamamos de energia escura, essa é a área em que eu estou trabalhando, e agora que conseguimos combinar as observações, com astronomia tradicional, com as observações feitas com ondas gravitacionais, essa combinação vai ser chave desvendar esse mistério”, disse Marcelle.

    Além de pesquisadora, Marcelle é professora assistente e sabe o valor e a importância do incentivo para a pesquisa. Ela defende investimentos para a área e – mesmo longe do Brasil há alguns anos – refere o potencial que há em território nacional para futuros talentos. “Eu acho que temos um talento muito grande no Brasil inteiro e que eu espero que no futuro consigamos dar mais apoio, na educação, em todos os níveis, desde o ensino básico até o ensino superior, vale a pena a tentar tirar o máximo possível das oportunidades que temos.”

    Por sua dedicação à pesquisa em energia escura, Marcelle vai receber uma bolsa da Fundação Alfred P. Sloan, uma organização sem fins lucrativos, que há mais de 60 anos premia jovens cientistas considerados promissores e apoia projetos relacionados a ciências, tecnologia e economia.

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Conhecer a origem e a produção do leite motiva crianças em idade de alfabetização

    Uma economia baseada na agricultura foi o cenário para a professora paranaense explorar o projeto sobre a origem dos alimentos, entre eles, o leite (arte: ACS/MEC)Um dos desafios da escola é motivar o estudante para que ele não só questione, mas encontre respostas para muitas perguntas relacionadas a experiências pessoais, cultura, rotina em casa e na comunidade. Quando se é criança, tudo pode ser muito bom, como correr, brincar e, no lanche, fazer bigodinho de leite.

    A partir de um desses momentos curiosos, a professora Elaine Cristina Benteo aproveitou para levantar, com os alunos, dúvidas como a origem do leite, da caixinha ou da garrafa. As respostas a despertaram para a realização de projeto em sala de aula com os alunos do segundo ano do ensino fundamental da Escola Municipal Padre Nelson Ângelo Resch, em Marilena (7,1 mil habitantes), no interior do Paraná. A ideia nasceu durante atividade sobre a origem dos alimentos.

    “Na nossa região, há muitos produtores de leite, e alguns alunos eram filhos de produtores”, lembra a professora. “Então, a primeira atividade foi levar as crianças a verificar como é feita a ordenha.”

    Na primeira propriedade visitada, os estudantes conheceram a ordenha manual e a mecanizada. Depois, visitaram outras propriedades, outros produtores. Souberam então que não só da vaca é possível consumir o leite. “Podemos consumir o leite de búfala, de cabra e de égua. Então, visitamos essas propriedades para eles conhecerem, vivenciarem.”

    Com uma economia baseada na agricultura, o município de Marilena foi o cenário para que a professora explorasse o projeto A Origem dos Alimentos: de Onde Vem o Leite. A turma passou por indústrias, visitou propriedades, acompanhou a ordenha dos animais e vivenciou a realidade de agricultores familiares que trabalham com derivados do leite, como queijos e iogurtes. Elaine ainda orientou os estudantes a observar o produto final nas prateleiras. “Fomos ao supermercado para que eles soubessem em que local são armazenados os produtos, para fazer a leitura das embalagens, identificar os ingredientes usados nos produtos, prazo de validade e estudo de embalagem”, diz a professora.

    O consumo consciente e a preocupação com o descarte das embalagens foi tema de lição de casa. Além disso, Elaine reuniu os pais e as merendeiras. “Conseguimos alguns cursos para os pais e para as merendeiras da escola, que aprenderam a preparar novos pratos com o leite da merenda escolar.”

    Campanha — Com o amplo envolvimento de todos, um dos alunos surpreendeu ao sugerir a organização de uma campanha para auxiliar moradores carentes. A iniciativa de arrecadar e doar caixas de leite levou a professora a apostar ainda mais no projeto. “Considerei a iniciativa muito interessante por partir de uma criança”, destaca. “Fizemos a campanha, que teve aceitação muito grande dos pais, que nos ajudaram na divulgação e na campanha propriamente dita; eles abraçaram bem o projeto, uma iniciativa que nos deixou muito felizes.”

    Para entregar as doações aos moradores da comunidade, a professora contou com o apoio da assistência social do município. “É o que nós estamos precisando: resgatar um pouco desses valores”, diz Elaine. “Então, nós fizemos a campanha; depois, a entrega, com o pessoal da assistência social, para a comunidade conhecer um pouco a função da assistência social, que é responsável pelo cadastro, pelo acompanhamento das famílias do município.”

    Paixão — A criatividade da professora para pensar todas essas atividades vem da paixão por educar, por alfabetizar. Graduada em pedagogia, pós-graduada em psicopedagogia e educação especial, Elaine, com 23 anos de experiência em sala de aula, vive com o coração o processo de alfabetização, período de descoberta para as crianças.

    “Quando eu comecei a estudar, eu me encontrei; é uma profissão que eu amo, que eu adoro”, diz. “E sempre gostei do processo de alfabetização, que é o que me encanta.”

    Elaine considera apaixonante, no início do ano letivo, deparar-se com as crianças que iniciam o ano, com suas garatujas e rabiscos e, em três ou quatro meses ter o prazer de vê-las lendo e escrevendo com autonomia.  “Isso para mim é apaixonante, é o que me motiva cada vez mais e é onde eu me encontro”, afirma. “Não me consigo ver atuando em outra série que não seja de alfabetização. Essa é a minha verdadeira paixão. É o que eu amo fazer.”

    Assessoria de Comunicação Social

  • Diagnóstico precoce pode reduzir contágio da hanseníase no país

    Diagnosticar a situação e o tipo da hanseníase predominante no município onde mora, no Piauí, foi a motivação de um estudante de curso técnico de enfermagem (arte: ACS/MEC)Ao estudar sobre a erradicação de doenças no mundo, durante uma aula sobre saúde coletiva, o estudante Kaio Martins, 19 anos, resolveu realizar uma pesquisa científica. O objetivo era diagnosticar a atual situação e o tipo da hanseníase predominante no município de Campo Maior, Piauí, onde mora.

    Aluno do curso técnico de enfermagem do Centro Estadual de Ensino Profissional de Tempo Integral Cândido Borges Castelo Branco, Kaio revela que ficou interessado no tema ao saber que, na década de 80, a cidade piauiense foi piloto na implantação, pelo governo federal, do tratamento de polioquimioterapia para hanseníase, a partir da junção de vários medicamentos em um único. Na época, a doença também foi subclassificada em paucibacilar (não contagiosa) e multibacilar (altamente contagiosa).

    “Ainda tem muita gente sofrendo”, diz o estudante. “Quando a doença é diagnosticada tarde, a pessoa vai sentir dores pelo resto da vida. Então, eu quero acabar com isso ou, pelo menos, ajudar.”

    Segundo preconiza o Ministério da Saúde, uma situação é considerada endêmica quando se tem um caso de hanseníase para cada dez mil habitantes. Em Campo Maior, município de 46 mil habitantes, a 75,8 quilômetros de Teresina, foram diagnosticados 23 casos. “Dos nossos pacientes que fazem tratamento, 90% são multibacilares, ou seja, isso é preocupante, pela forma de transmissão”, diz a professora Silvana Orsano, orientadora do projeto desenvolvido pelo estudante. “O que podemos fazer? Foi aí que a coisa começou a ficar no juízo de Kaio.”

    De acordo com a pesquisa, o tratamento de polioquimioterapia para a hanseníase tipo multibacilar não deu certo porque a medicação é muito forte. “Nessa fase mais avançada, as pessoas sentem os efeitos colaterais sempre que tomam a medicação”, diz Kaio. “Então, elas desistem do tratamento, continuam com a doença e, pouco tempo depois, voltam a transmitir.”

    Diagnóstico — Segundo a professora e o aluno, se a doença predominante continua sendo a multibacilar, há alguma coisa errada. Pesquisas mundiais afirmam que o diagnóstico precoce pode reverter o quadro. Depois de um ano de estudo, de janeiro a outubro de 2015, a pesquisa seguiu para a segunda fase. Em visita às escolas, o jovem ministrou palestras para sensibilizar a população mais jovem por meio de autoimagem. “Na palestra são apresentadas muitas imagens das manchas da fase multibacilar. Essas manchas vão virando nódulos, eles olham e se assustam”, afirma o estudante. “Aí, fica mais fácil ajudá-los a acabar com a doença.”

    Kaio destaca o diagnóstico precoce como a solução. “Se você descobre a doença quando ela é paucibacilar, a pessoa não vai transmitir, vai fazer o tratamento e se curar”, diz. “E aí vai ser tudo bem mais rápido.”

    Com a pesquisa, Kaio Martins vem participando de feiras nacionais e internacionais. Na última, em Fortaleza, ele ganhou o credenciamento para participar da Feira Brasileira de Ciências e Tecnologia (Febrace), em São Paulo, em março de 2017.

    Curável — Considerada uma das doenças mais antigas do mundo, a hanseníase também é conhecida como lepra. Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, é curável, mas se não for tratada adequadamente pode se tornar preocupante.

    Hoje, em todo o mundo, o tratamento é oferecido gratuitamente, e há várias campanhas para a erradicação do mal. A transmissão se dá por contato íntimo e contínuo com o doente não tratado. Apesar de ser uma doença da pele, é transmitida por meio de gotículas de secreções do nariz ou da saliva. Não há transmissão pelo contato com a pele.

    Ao penetrar no organismo de uma pessoa, a bactéria inicia uma luta com o sistema imunológico. O período de incubação é prolongado e pode variar de seis meses a seis anos. É fundamental seguir o tratamento, que é eficaz e permite a cura, desde que não seja interrompido. A primeira dose do medicamento já garante que a hanseníase não será transmitida.

    Assessoria de Comunicação Social 

    Ouça:

  • Escola do Piauí aposta em projeto de leitura e desempenho na alfabetização melhora

    A Escola Municipal Casa Meio Norte, em Teresina, no Piauí, desenvolveu o projeto Borboleta, que incentiva a leitura e o aprendizado. A iniciativa começou depois que as professoras prestaram atenção no modo como as crianças tinham contato com os livros. Mudando a didática, os estudantes passaram a ler cerca de 30 livros por mês.

    Dentro do projeto existe o caso da “coreografia da escrita”. A diretora pedagógica da escola, professora Ruthineia Vieira Lima, conta que o termo apareceu pela primeira vez em uma conversa com uma das alunas em fase de alfabetização na tentativa de expressar como percebia a formação e a articulação das palavras durante a leitura.

    “Tia, quando eu comecei a ler, eu percebi que o que de fato acontece é que, às vezes, faz uma coreografia dentro de uma palavra. E é verdade, a mudança de letra de um lugar para o outro, dentro de uma palavra, muda completamente seu sentido. Se eu botar a palavra ‘ala’ e acrescentar P vai dar pala, se eu botar o C vai dar cala, que é de calar”, disse a estudante para a professora.

    A docente explica o motivo do projeto chamar Borboleta. “Essa nossa trajetória é o que chamamos de uma consistência pedagógica. Daí, esse nome projeto Borboleta, porque a gente passou muito tempo no casulo buscando a solução, amadurecendo, fortalecendo nossas asas para voar”.

    Na prática, as professoras experimentaram dividir os alunos em pequenos grupos:

    borboletas: os alunos que ainda não sabiam ler;
    andorinhas: capazes de juntar uma letra com a outra, mas ainda sem interpretá-las;
    gansos: os que conseguiam ler um pouco mais;
    águias: os pequenos leitores fluentes.

    A estratégia foi apostar na maior oferta de livros e nos momentos de leitura com os alunos para que aprendessem com o sentido das palavras e escutassem seus sons.

    “Não é a letra pela letra, a sílaba pela sílaba, mas construindo um saber significativo. Isso dá para nós os elementos de que essa criança já está, com certeza, construindo todos os processos de leitura, de significado, de sentido”, afirmou a professora.

    Saiba mais - O projeto Borboleta é o tema da edição desta sexta-feira, 31 de maio, do programa Trilhas da Educação, da Rádio MEC.

  • Escolas promovem preservação ambiental com gincana para arrecadar recicláveis


    A Gincana Recicla, realizada no município de Lages, na região serrana de Santa Catarina, envolve cerca de dois mil alunos de oito escolas municipais para conscientizar a cidade para a importância da preservação ambiental. E vai até novembro, quase no final do ano letivo.

    Os detalhes dessa história você confere no programa Trilhas da Educação, da Rádio MEC, nesta sexta-feira, 3 de maio.

    Os alunos, do ensino fundamental, levam para a aula todo o material reciclável que encontram: garrafas plásticas, embalagens, latinhas, vidros e papéis. Um caminhão de uma cooperativa passa de escola em escola para recolher os objetos.

    Os objetos são pesados e contam pontos para a turma e para o colégio. Segundo a coordenadora do projeto, professora Cristina Alves Ribeiro, a comunidade também participa, influenciada pelos estudantes.

    “É bem comum que pessoas que não são alunos, ou não têm filhos na escola, acabem se envolvendo porque levam o material para a escola, porque sabem que o caminhão do reciclável vai passar naquele dia. Temos um calendário especifico; então de segunda a sexta-feira, cada dia, cada período, ficou para uma escola”, detalhou a docente.

    A iniciativa é da Secretaria de Educação do município e está na segunda edição. 

    Consciência – A estudante Letícia Camargo, do nono ano da escola municipal Santa Helena, recebe ajuda de vizinhos para coletar o material. 

    “Pergunto se eles têm recicláveis para juntar, porque estamos fazendo uma gincana de recicláveis, ou se quiserem deixar comigo, eu passo lá”, disse.

    A professora Dadryhan Morghani, da escola municipal São Vicente, dá aulas sobre sustentabilidade para crianças dos primeiros anos do ensino fundamental. A docente conta como os temas são trabalhados em sala de aula e como o interesse pela iniciativa cresceu na comunidade local.

    “Eu hoje trabalho numa comunidade um pouco mais simples, periférica, mais carente, mas tem uma participação muito grande. O entorno, a comunidade, os pais, eles trazem bastante, eles participam, eles entendem”, disse.

    Prêmios - O resultado será divulgado em novembro. A escola, a turma e o professor que conseguirem arrecadar o maior volume ganharão prêmios ofertados por empresas privadas parceiras — projetores multimídia e passeios para os alunos. O colégio vencedor levará uma quantia em dinheiro.

    A primeira edição, em 2017, arrecadou mais de 63 toneladas de recicláveis. A expectativa é de aumento também do número de escolas participantes, como destaca a coordenadora Cristina Ribeiro.

    “Queremos que cada vez mais escolas participem e, para a cidade, é a quantidade de material que deixa de ir para o aterro sanitário. E, também, conscientizar as pessoas de que, às vezes, consumimos em excesso”, observa.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Esporte adaptado transforma rotina escolar no interior do Amazonas

    Rachel Batista, de 31 anos, professora de Educação Física no Instituto Federal do Amazonas (IFAM), tem transformado a vida de um grupo de estudantes por meio do esporte adaptado, no município de Tefé, cidade localizada a 520 quilômetros de Manaus.

    Após vivenciar episódios e até ocorrências de bullying envolvendo um de seus alunos com deficiência visual, a professora lançou como desafio aos estudantes a prática de novas modalidades esportivas.

    "A gente percebe que o aluno que está sendo motivo dessas brincadeiras fica mal. A princípio eu mostrei todo o esporte paraolímpico, e dentre todos, nós escolhemos o futebol de 5, a bocha, o golbol, atletismo (corrida)”, disse a docente.

    Motivada pelo interesse dos alunos em torno das temáticas do esporte adaptado, Rachel foi em busca de conhecimento. Logo, ela descobriu que havia um curso em Manaus, ministrado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, em parceria com o Ministério da Educação, voltado exatamente para docentes interessados em desenvolver atividades esportivas com pessoas com deficiência.

    “Tive que sair de barco daqui de Tefé. São dois dias e meio pra poder chegar em Manaus. Foi complicado porque a gente fica na expectativa: será que vou chegar a tempo? Será que vou conseguir me inscrever?”, relatou.

    Deu tudo certo e a professora Rachel acredita ter sido uma das experiências mais exitosas em sua trajetória como docente. “Conseguimos rever totalmente a nossa metodologia no sentido de facilitar essa interação. Ajudou na própria reorganização do planejamento de aula e isso foi com certeza um grande aprendizado."

    Com o desenvolvimento das atividades, Rachel notou que a dinâmica entres os alunos estava mudando. Principalmente em relação à convivência com o colega com baixa visão.  

    Depois do primeiro curso feito pela professora, há quatro anos, no terreno do esporte adaptado, o trabalho desenvolvido por ela foi sendo aperfeiçoado. E o que antes tinha o objetivo de acolher apenas um aluno com deficiência visual, acabou ampliado para atender estudantes também com deficiência auditiva e autistas.

    Outros professores e alunos, inclusive aqueles sem deficiência, passaram a demonstrar interesse, por exemplo, pela Linguagem Brasileira de Sinais (Libras).

    Saiba mais – A história da professora Raquel Batista é o tema da edição desta sexta-feira, 21 de junho, do programa Trilhas da Educação, da Rádio MEC.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Estudante adapta receita para estimular preparo caseiro e consumo de alimentos mais saudáveis


    Uma receita que resgata o prazer de cozinhar um alimento mais saudável e que pode se tornar uma opção de renda extra para muitas famílias. É a aposta do jovem Matheus de Jesus Gomes, de 20 anos, do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), campus Florianópolis, que tornou possível fazer em casa um pão de padaria. Essa história você ouve esta semana no Trilhas da Educação, programa produzido e transmitido pela Rádio MEC.

    Adaptado de uma receita americana, o pão sem sova e assado em panela de ferro é um dos projetos desenvolvidos ao longo do quinto módulo do curso superior de tecnologia em gastronomia. Matheus descobriu que é possível alcançar bons resultados para a panificação do pão sovado sem a utilização de equipamentos de padaria, como batedeiras e fornos, além de não utilizar o fermento químico.

    De acordo com o estudante, essa é uma receita de Nova York que ficou bem famosa. “Quando eu descobri achei bem interessante”, lembra ele. “Tinha acabado de começar o curso e ainda não tinha os equipamentos para fazer os pães em casa. Queria chegar a resultados parecidos com o que a gente fazia na faculdade”, afirma Matheus.

    Matheus procurou os professores da instituição e logo um projeto de pesquisa foi criado. Ele desenvolveu uma receita e adaptou o tempo de fermentação da massa. O preparo que demorava entre 15 e 16 horas passou para 9 horas. O estudante defende que esse pão que pode ser feito em casa é mais saudável e oferece menos riscos de alergias a ingredientes da massa, por não ser industrializado.

    O gosto pela gastronomia vem de casa, já que a família de Matheus tem experiência na área, mas segundo ele foi o ensino superior que possibilitou novas descobertas e motivou a continuidade dos estudos. “Eu tive uma experiência prática anterior, a faculdade foi muito importante para essa parte científica, de pesquisa mesmo. Atualmente, trabalho com o desenvolvimento de pães para o meu TCC, usando farinha de Ibicuí, que é um coquinho nativo da caatinga”, enfatiza o estudante.

    Após esse modelo de pão despertar interesse, Matheus pretende agora adaptar outras receitas, descomplicando e tornando mais acessível o ato de cozinhar. “É um mercado que está em crescimento. As pessoas se interessam cada vez mais pelo pão que elas consomem. Eu acho muito interessante dar oportunidade a todos de atingir esse tipo de resultado em casa, deixar de ser algo muito distante da realidade”, conclui o estudante.

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Estudante conquista pódio em olimpíada de português

    Na capital do Ceará, um estudante encarou um novo desafio, que parecia ser só mais uma prova, mas mostrou do que ele é capaz ao ganhar medalha de ouro (arte: ACS/MEC)Certas sensações, indescritíveis, influenciam as principais escolhas na vida. Há quem goste de esportes e quem se realize fazendo cálculos ou desenhos. E há quem prefira escrever, como o estudante Carlos Iury Holanda da Silva, de Fortaleza.

    Iury cresceu entre os livros da madrinha, formada em letras. Ao se apaixonar pela leitura, encantou-se também pela escrita. “Eu sempre passeava no mundo da literatura infantil, sempre li grandes clássicos da literatura; então, a leitura e o gosto pela escrita sempre vieram comigo”, diz.

    Adepto de todo tipo de leitura, o estudante encarou um novo desafio, que a princípio lhe pareceu só mais uma prova, mas mostrou do que ele é capaz. Sua professora, Maria Helena Mesquita Martins, pediu uma redação, que valeria nota. Mas o real propósito era a Olimpíada da Língua Portuguesa, em 2014. “Escrever é difícil porque não é uma prova objetiva, na qual vamos marcando questões e, geralmente, tentamos a sorte”, afirma Iury, diante do desafio imposto pela professora. “O texto tem de ser objetivo, ser claro, por ser único; não há outro igual. É o seu e tem de ser bom.”

    O estudante cearense garante ter se dedicado à elaboração do texto e que quase desistiu, diante da rejeição da professora às várias versões produzidas. “Eu escrevia de novo; pegava a parte de um texto, juntava com outra”, revela. “Foi uma história louca, até chegar à versão definitiva.”

    A última versão do texto de Iury foi escolhida entre dezenas de outras redações, todas com o tema da Olimpíada: O Lugar Onde Vivo. Tal tema inspirou Iury e o fez se posicionar sobre um aspecto polêmico na cidade: a demolição de uma praça histórica. “Na época em que eu escrevi o texto, havia muitas divisões: a maioria das pessoas queria a demolição; outras, a preservação do monumento histórico”, diz. “Então, fui para o lado da preservação.’’

    Viagem — Após a seleção de seu texto para representar a escola na fase estadual da Olimpíada, o estudante, que por momentos chegou a esquecer a participação na competição, teve de ser alertado pela professora Maria Helena. Só então compreendeu o que poderia acontecer. “Eu nunca tinha viajado a outro estado, nunca tinha viajado de avião”, lembra. “Então, quando soube que ao passar de fase na competição caí na real, de que estava participando da Olimpíada da Língua Portuguesa.”

    O estudante cearense foi um dos cinco medalhistas de ouro. No entanto, para ele, ser um dos campeões não foi a parte mais importante. “Nas semifinais, mantive contato com outros alunos, uma experiência profunda; com artigo de opinião, pude debater sobre prós e contras, ter experiência com outros professores renomados, doutores, mestres”, afirma. “Pude conhecer a língua portuguesa de uma forma que eu jamais imaginaria que eu conheceria.”

    De acordo com Iury, a participação nas semifinais foi até melhor em relação à final. “Porque não é apenas ir a Brasília e esperar o resultado. Participamos de oficinas, debates, contato com outros mestres, doutores, alunos”, salienta. “Isso me direcionou a escolher o curso de letras.”

    Iury com a professora Maria Helena: para ela, o professor ainda exerce um papel fundamental na vida das crianças, adolescentes e jovens brasileiros (foto: arquivo pessoal de Iury Holanda)Espelho — Enquanto Iury recebia a primeira medalha, sua orientadora, a professora Maria Helena, conquistava a segunda — a primeira, de prata, ela ganhou em 2012, quando a Escola de Ensino Fundamental e Médio Renato Braga começou a participar da olimpíada.

    Maria Helena sabe que tem papel importante no trabalho com os jovens. “Eu me considero, assim, enquanto professora, uma oportunizadora de conhecimento”, diz. “O professor ainda exerce um papel fundamental na vida das crianças, adolescentes e jovens do nosso país. Ao mesmo tempo em que o professor é um espelho, abre oportunidades de conhecimento ao interagir com elas.”

    Hoje, Iury faz curso de licenciatura em letras na Universidade Federal do Ceará (UFC), onde ingressou por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação. Para o estudante, ter participado da competição foi transformador. “A olimpíada foi mágica na minha vida.”

    A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro é realizada a cada dois anos, com o tema O Lugar Onde Vivo. Este ano, participam mais de 4,8 mil municípios, com 39,6 mil escolas da rede pública. Em dezembro serão divulgados os medalhistas, jovens que seguiram os passos de Iury.

    Assessoria de Comunicação Social

    Ouça:

  • Estudante cria equipamento para retirar sal da água e atender comunidade carente do Amapá


    O estudante Caio Vinicius Lima de Souza, 16 anos, criou um dessalinizador de baixo custo que retira o sal da água usando a energia solar. Aluno da Escola Estadual Professor Gabriel de Almeida Café, da cidade de Macapá, ele é o personagem desta semana do programa Trilhas da Educação, produzido e transmitido pela Rádio MEC, que vai ao ar nesta sexta-feira, 5.

    “A pesquisa se fundamentou em ajudar as pessoas mais carentes do meu estado”, explica o estudante. A ideia do projeto surgiu há dois anos, quando Caio cursava o ensino fundamental. Em uma atividade de sala de aula, um professor pediu aos alunos que pesquisassem e fizessem um levantamento sobre as comunidades ribeirinhas do estado do Amapá. O estudante resolveu visitar a comunidade ribeirinha Sucuriju. “Eles utilizam a água da chuva para consumo. Quem tem água potável lá é considerado muito próspero”, conta Caio.

    Próximo da realidade daquelas pessoas, Caio passou a pensar sobre o assunto. A intenção era desenvolver algo sem muitos custos e possível de ser colocado em prática também pelos moradores. Para fazer um dessalinizador, Caio montou um protótipo que é uma pequena casa de vidro fechada. A água primeiro evapora, depois o sal é retirado, e depois a água é condensada sem o sal. Para fazer a casa, ele utilizou espelhos quebrados, boxes de banheiro, madeira e o vidro. Tudo reciclável. A única compra foi um painel solar que custou cerca de R$ 250.

    Com o projeto, Caio conquistou o primeiro lugar na categoria ciências ambientais da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), na cidade de Novo Hamburgo (RS). Com a premiação, ele ganhou uma bolsa de iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e teve seu trabalho selecionado para representar o Brasil na maior feira pré-universitária de ciências do mundo, realizada em maio deste ano, na Pensilvania, nos Estados Unidos. Lá, na disputa com alunos de 70 países, conquistou o primeiro lugar.

    Assessoria de Comunicação Social

     

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