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  • MEC entende que data vai além do tema e propõe políticas de valorização étnico-racial no país

    Ivana de Siqueira defende a educação como uma forma de transformar realidades: “Quando se pensa no desenho de uma política pública voltada à educação, é preciso pensar nas relações étnico-raciais” (FOTO: Mariana Leal/MEC)

    O Ministério da Educação elabora suas políticas voltadas para a educação das relações étnico-raciais por compreender que a sociedade é formada por pessoas que pertencem a grupos distintos, que têm cultura e história próprias, igualmente valiosas e que, em conjunto, constroem, na nação brasileira, sua história. Fazem parte deste olhar atitudes e conceitos que, na nação brasileira,  reconhecem e valorizam a história e a cultura das raízes africanas, assim como as indígenas, ciganas, europeias e asiáticas.

    À frente da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Ivana de Siqueira defende a educação como uma forma de transformar realidades. Com essa dinâmica, todos os níveis da educação ganham reforço de textos, músicas e diversificado material didático referente à temática de ampliação inclusiva. “O tema deve ser tratado em todas as etapas e em todas as modalidades de ensino. Quando se pensa no desenho de uma política pública voltada à educação, é preciso pensar nas relações étnico-raciais que perpassam todos os currículos, programas e ações que o MEC desenvolve”, afirma a secretária.

    Com o mesmo foco, o Dia da Consciência Negra, celebrado anualmente em 20 de novembro, propõe uma reflexão sobre a superação das diferenças e a igualdade de oportunidades para todos. A história mostra que, no caso dos negros, a ausência de oportunidades para acesso à educação e conhecimentos causou prejuízos irreparáveis. “A importância de pararmos uma semana para pensarmos na conscientização da questão do negro no nosso país é pensar como essa nação foi construída”, destaca Ivana. “Temos um país multiétnico, construído com uma miscigenação grande. A cultura africana, a cultura cigana, a cultura indígena são parte da construção da cultura da nação brasileira.

    Ivana reforça que, nas salas de aula, o tema é sempre tratado de maneira transversal e interdisciplinar. O conteúdo produzido segue a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases), com a redação dada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, e orientado pelas estratégias no Plano Nacional de Educação (PNE). “Trabalhamos com a formação de professores para a abordagem dessa temática. Além disso, ainda temos o Plano Nacional de Educação, que traz estratégias importantes de inclusão dessas pessoas e, sobretudo, o estudo da história e da cultura africana no Brasil”, explica a secretária.

    Formação — A preparação dos professores quanto à temática de diversidade é outra preocupação do MEC. De acordo com Plano Plurianual 2016/2019, a formação específica para a educação das relações étnicas e raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana está garantida para todos os professores do sistema de ensino da educação básica. Um exemplo são as articulações com as instituições federais de educação superior que oferecem cursos de formação continuada em educação para as relações étnico-raciais, nos níveis de extensão, aperfeiçoamento e especialização.

    Outra ação afirmativa em favor da valorização da pluralidade étnico-racial é o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento. Criada em 2013, a iniciativa apoia as instituições de educação superior no desenvolvimento de projetos que visem à promoção da igualdade racial, do combate ao racismo, do estudo e difusão do conhecimento da História e cultura afro-brasileira. A iniciativa destina-se a estudantes autodeclarados pretos, pardos e indígenas em universidades, instituições de educação superior e centros de pesquisa de excelência no Brasil e no exterior. Também podem participar estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades.

    “É uma ação afirmativa, de fortalecimento da possibilidade de essas pessoas fazerem uma graduação no exterior ou um doutorado ou, ainda, serem preparadas com o eixo pré-acadêmico para que possam fazer uma pós-graduação”, define Ivana.

    O programa é composto por dois eixos de ação: projetos conjuntos de pesquisa entre instituições brasileiras e estrangeiras com modalidades de graduação-sanduíche e doutorado-sanduíche e formação pré-acadêmica de acesso à pós-graduação. Em 2016, foram repassados pelo MEC mais de R$ 700 mil para os projetos de mobilidade acadêmica internacional e cerca de R$ 1 milhão para projetos de formação pré-acadêmica de acesso à pós-graduação. Para 2017, a projeção é de R$ 8 milhões para primeira modalidade e R$ 2 milhões para segunda.

    Liberdade — A escolha da data 20 de novembro foi inspirada na morte de Zumbi dos Palmares nesse dia, em 1695. Zumbi foi a liderança mais conhecida do chamado Quilombo dos Palmares, que se localizava na Serra da Barriga, em Alagoas. A data foi estabelecida pela Lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011.

    Mais informações na página do MEC direcionadas à valorização da diversidade étnico-racial.

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Programação especial celebra o Dia da Consciência Negra

    No Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, a TV Escola terá uma programação especial. Serão exibidos documentários, séries e entrevistas que destacam a reflexão sobre a importância do povo africano para a formação do Brasil. A data, estabelecida como efeméride escolar em 2003 e instituída por lei federal em 2011, refere-se ao dia da morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, em 1695.

    Dirigido pelo cineasta Sandro Lopes, o documentário O lá e o aqui dá voz a estudantes estrangeiros que vieram ao Brasil com o objetivo de complementar seus estudos e pesquisas. São jovens oriundos de diversos países do continente africano que se lançaram numa aventura em terras brasileiras. Longe de seus hábitos, costumes, valores, familiares e de suas redes de proteção, depositaram sonhos, expectativas e energias em um Brasil idealizado.

    Os registros do documentário incidem sobre o mito da democracia racial, o qual, apesar do reconhecimento do racismo na sociedade brasileira, persiste trazendo inúmeras contradições para um projeto antirracista no Brasil. Com 22 minutos de duração e finalizado em setembro deste ano, O lá e o aqui estreia às 20h da próxima segunda-feira, 20.

    O Salto para o Futuro também terá um episódio produzido especialmente para a data, propondo uma reflexão sobre as origens do racismo no Brasil. Exibido a partir das 19 horas, o programa discute como o racismo afeta as relações em nossa sociedade e, por meio da história das relações étnico-raciais, propõe caminhos que deixem para trás toda e qualquer forma de discriminação racial.

    Os convidados são Frei Tatá, da Ordem dos Frades Menores, e Claudielle Pavão, professora de história e integrante do Coletivo Intelectuais Negras, que também analisam o papel da escola quando o assunto é a valorização da diversidade que forma a identidade do povo brasileiro.

    Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 já terminou. Mas, enquanto os milhões de estudantes aguardam o resultado final, a TV Escola vai exibir um episódio do Hora do Enem especialmente montado para o Dia da Consciência Negra. Professores vão debater a questão do negro no Brasil e as inúmeras colaborações nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos para a formação do país. O programa será exibido às 7 horas, às 13 horas e às 18 horas.

    Parte da série Conhecendo Museus, o especial Museu Afro Brasil também é destaque na programação. É em meio à valorização da história africana e afro-brasileira que nasce, em 2004, o Museu Afro Brasil. O contraste do verde e do cinza da capital paulista cercam o museu, que abriga mais de 5 mil obras, sendo 2.163 doadas pelo artista plástico Emanoel Araújo, que teve a ideia de criar o museu e hoje é seu curador. A exibição será às 17 horas.

    Um dos maiores símbolos da Bahia, situado no centro histórico de Salvador, o bairro do Pelourinho é tema de episódio da série Arquiteturas, que a TV Escola exibe no dia 20, às 17h30.  O programa destaca o rico estilo colonial português do Pelourinho e da Igreja de Santo Antônio Além do Carmo, que remontam às influências árabe e moura do período de ocupação da Península Ibérica. Com a revitalização de 1985, problemas como a realocação dos moradores e alteração de parte da arquitetura original foram, e ainda são, objeto de discussão entre os que defendem a modernidade e os que buscam preservar a paisagem arquitetônica. Os entrevistados são o artista plástico Washington Arléo e o cineasta Paulo Marques.

    Lenda – A programação da TV Escola inclui ainda uma animação baseada em uma lenda africana sobre a história de um menino que perde a mãe. Ela se transforma em um instrumento antecessor do berimbau, chamado Hungu. Sua música trará força e vida ao filho quando ele se tornar um homem. Hungu terá exibição às 20h25.

    Mulher, o Pilar Africano é um documentário que usa a economia como pano de fundo para tratar da questão de gênero na África, onde as mulheres respondem por quase a totalidade da produção e não detém absolutamente nada da riqueza desses países. O quadro é mais assustador quando envolve questões de saúde e de abuso sexual. Participa a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Wangaari Maathai e de seu Movimento Green Belt, que paga por muda de árvore plantada por mulheres, baseando-se na atuação e na solidariedade para gerar renda e promover a sustentabilidade, reflorestando parte da África. Será a partir das 20h30.

    Para encerrar, a TV Escola exibe, às 21h30, o documentário 9º andar, sobre o protesto contra a discriminação racial na Universidade Sir George Williams, em Montreal, Canadá, no ano de 1969. O ato teve início com o tratamento preconceituoso adotado por um professor de biologia em relação a alunos caribenhos. Indignados com a situação, eles pressionaram a administração para que fossem tomadas atitudes punitivas. A inércia da instituição levou os alunos a adotarem determinadas medidas que tomaram grande proporção. Quatro décadas depois, o vídeo reabre os arquivos desse incidente, que foi divisor de águas nas relações raciais daquela nação.

    Data – O dia escolhido para celebrar a consciência negra homenageia um personagem histórico na luta do negro contra a escravidão. Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, que morreu em combate pela defesa de seu povo, em 1695. Expressão da resistência ao sistema escravista e de preservação da cultura africana no Brasil, os quilombos e Zumbi são parte importante e emblemática da história brasileira.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Programação especial celebra o Dia da Consciência Negra

    No Dia da Consciência Negra, celebrado nesta segunda, 20, a TV Escola terá uma programação especial. Serão exibidos documentários, séries e entrevistas que destacam a reflexão sobre a importância do povo africano para a formação do Brasil. A data, estabelecida como efeméride escolar em 2003 e instituída por lei federal em 2011, refere-se ao dia da morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, em 1695.

    Parte da série Conhecendo Museus, o especial Museu Afro Brasil é um dos destaques, entrando no ar às 17h. É em meio à valorização da história africana e afro-brasileira que nasce, em 2004, o Museu Afro Brasil. O contraste do verde e do cinza da capital paulista cercam o museu, que abriga mais de 5 mil obras, sendo 2.163 doadas pelo artista plástico Emanoel Araújo, que teve a ideia de criar o museu e hoje é seu curador.

    A seguir, às 17h30, um episódio especial da série Arquiteturas tem como tema o Pelourinho, um dos maiores símbolos da Bahia, situado no centro histórico de Salvador. O programa destaca o rico estilo colonial português do Pelourinho e da Igreja de Santo Antônio Além do Carmo, que remontam às influências árabe e moura do período de ocupação da Península Ibérica.

    Com a revitalização, em 1985, problemas como a realocação dos moradores e alteração de parte da arquitetura original foram, e ainda são, objeto de discussão entre os que defendem a modernidade e os que buscam preservar a paisagem arquitetônica. Os entrevistados são o artista plástico Washington Arléo e o cineasta Paulo Marques.

    Racismo – O programa Salto para o Futuro também terá um episódio produzido especialmente para a data, propondo uma reflexão sobre as origens do racismo no Brasil. Exibido a partir das 19h, o programa discute como o racismo afeta as relações em nossa sociedade e, por meio da história das relações étnico-raciais, propõe caminhos que deixem para trás toda e qualquer forma de discriminação racial.

    Os convidados são Frei Tatá, da Ordem dos Frades Menores, e Claudielle Pavão, professora de história e integrante do Coletivo Intelectuais Negras, que também analisam o papel da escola quando o assunto é a valorização da diversidade que forma a identidade do povo brasileiro.

    Democracia racial – Dirigido pelo cineasta Sandro Lopes, o documentário O lá e o aqui vai ao ar nesta segunda, às 20h. O programa dá voz a estudantes estrangeiros que vieram ao Brasil com o objetivo de complementar seus estudos e pesquisas. São jovens oriundos de diversos países do continente africano que se lançaram numa aventura em terras brasileiras. Longe de seus hábitos, costumes, valores, familiares e de suas redes de proteção, depositaram sonhos, expectativas e energias em um Brasil idealizado.

    Os registros do documentário incidem sobre o mito da democracia racial, o qual, apesar do reconhecimento do racismo na sociedade brasileira, persiste trazendo inúmeras contradições para um projeto antirracista no Brasil. O programa tem 22 minutos de duração e foi finalizado em setembro deste ano.

    Lenda – A programação da TV Escola inclui ainda uma animação baseada em uma lenda africana sobre a história de um menino que perde a mãe. Ela se transforma em um instrumento antecessor do berimbau, chamado hungu. Sua música trará força e vida ao filho quando ele se tornar um homem. Hungu terá exibição às 20h25.

    Mulher, o Pilar Africano é um documentário que usa a economia como pano de fundo para tratar da questão de gênero na África, onde as mulheres respondem por quase a totalidade da produção e não detém absolutamente nada da riqueza desses países. O quadro é mais assustador quando envolve questões de saúde e de abuso sexual. Participa a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Wangaari Maathai e de seu Movimento Green Belt, que paga por muda de árvore plantada por mulheres, baseando-se na atuação e na solidariedade para gerar renda e promover a sustentabilidade, reflorestando parte da África. Será a partir das 20h30.

    Para encerrar, a TV Escola exibe, às 21h30, o documentário 9º andar, sobre o protesto contra a discriminação racial na Universidade Sir George Williams, em Montreal, Canadá, no ano de 1969. O ato teve início com o tratamento preconceituoso adotado por um professor de biologia em relação a alunos caribenhos. Indignados com a situação, eles pressionaram a administração para que fossem tomadas atitudes punitivas. A inércia da instituição levou os alunos a adotarem determinadas medidas que tomaram grande proporção. Quatro décadas depois, o vídeo reabre os arquivos desse incidente, que foi divisor de águas nas relações raciais daquela nação.

    Assessoria de Comunicação Social

     

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