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  • Pesquisa financiada pelo MEC estimula alunos da periferia

    Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) quer estimular alunos de instituições públicas localizadas em periferias a refletir e resolver conflitos de forma pacífica. Temas diversos e que fazem parte da realidade desses estudantes devem ser debatidos ao longo do estudo que está entre os selecionados do programa Educação em direitos humanos e diversidade. Outras quatro pesquisas de instituições federais de ensino do país foram contempladas e selecionadas por meio de edital. 

    A iniciativa parte da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia vinculada ao MEC, sendo um desdobramento do Pacto Universitário pela Promoção do Respeito à Diversidade, da Cultura da Paz e dos Direitos Humanos do MEC. 

    Com o título “Deliberação em escolas públicas: criando capacidades deliberativas”, o projeto da UFMG é coordenado pela professora Rousiley Celi Moreira Maia e tem origem em estudos anteriores feitos no país em territórios divididos – como alguns com moradores de favelas e policiais – e também a partir de experiências internacionais com grupos em territórios de guerra, em meio a conflitos étnicos. A proposta consiste em observar como valores e comportamentos colaboravam de forma positiva ou desfavorável para a criação de uma cultura de paz nesses espaços.

     “Eram grupos profundamente divididos, onde a própria discussão é improvável por conta do ressentimento e do antagonismo, e nós fizemos um longo trabalho para observar os diferentes comportamentos nesses grupos que contribuíam ou que prejudicavam a qualidade da discussão”, explicou Rousiley Maia.

    Experiência – Agora, a pesquisa será aplicada em seis escolas da periferia de Belo Horizonte, envolvendo cerca de 600 estudantes de ensino fundamental e médio. Os trabalhos devem começar em agosto e os resultados serão entregues à secretaria estadual de educação de Minas Geras e ao MEC, para que a experiência possa ser aplicada em outras regiões do país.

    “Seriam conflitos próximos à realidade dos alunos, [envolvendo] desde questões de gênero, violência doméstica e bullying”, afirmou a professora. “[A meta é] que os alunos possam observar, colocar em prática e depois refletir sobre as próprias experiências para resolver conflitos em qualquer nível, na família, na escola, na comunidade. Posteriormente, adultos, [terão] melhor consciência de que comportamentos favorecem ou dificultam a negociação de conflitos ou a discussão sobre questões sensíveis. ”

    Políticas – Durante o período de financiamento das pesquisas, 24 meses, o MEC acompanhará o andamento dos trabalhos por meio de reuniões e relatórios. Os grupos foram recebidos no início deste mês na sede do ministério, em Brasília, para falar sobre os projetos.

    O objetivo é não só ampliar o estudo dessas temáticas – direitos humanos e diversidade – em programas de pós-graduação stricto sensu no país, como também fortalecer políticas de educação do MEC relacionadas ao assunto, conforme assegura o diretor de Políticas de Educação em Direitos Humanos e Cidadania da Secadi, Daniel Ximenes.

    “Já combinamos com essas cinco universidades que no final do ano teremos outro encontro para observar como foram as pesquisas de campo, porque desde o início, durante a execução, e até o final nós temos que nos apropriar dos resultados para poder aqui dentro observar, durante a implementação dessas pesquisas, resultados preliminares que já sejam úteis”, afirmou o diretor.

    Projetos – Os demais projetos selecionados são:

    • Educação bilíngue para surdos, escola e inclusão: entre o dito, o pretendido e o (re) feito – projeto vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade de Brasília (UnB);
    • Direitos humanos e diversidade na educação superior, vinculado ao programa de pós-graduação em ciência política da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj);
    • Diversidade sexual e direitos humanos: processos formativos e ações de professores do interior de São Paulo, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp)/ campus de Jaboticabal;
    • Direitos humanos, antropologia, educação: experiências de formação em gênero e diversidades, pesquisa vinculada ao programa de pós-graduação em antropologia social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

    Todos os projetos são de pesquisadores de programas de pós-graduação stricto sensu acadêmicos recomendados pela Capes, com áreas de concentração ou linhas de pesquisa dirigidas aos temas contemplados no edital ou que demonstrem claro compromisso institucional em estabelecê-las.

    Financiáveis – Os recursos do edital serão destinados ao financiamento de itens de custeio, capital e bolsas. Serão financiadas despesas de custeio relacionadas às atividades do projeto, de passagens e diárias para participação em eventos (científico-acadêmico) referentes à área de interesse do projeto no Brasil e despesas de capital para a aquisição de equipamentos e materiais, além de bolsas com valores fixados de acordo com normas específicas da Capes e duração de até 24 meses vinculada ao prazo de vigência do projeto, nas modalidades iniciação científica, mestrado e pós-doutorado.

    Assessoria de Comunicação Social

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