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  • Dia Nacional da Matemática é comemorado neste domingo, 6

    Estudar, buscar informações e, principalmente, entender a matemática são dificuldades comuns entre os estudantes. Para estimular o aprendizado dos alunos, o Ministério da Educação criou o Programa Mais Educação, que tem como objetivo melhorar a aprendizagem em matemática e língua portuguesa no ensino fundamental, por meio da ampliação da jornada escolar de crianças e adolescentes, enriquecendo o tempo de permanência dos estudantes na escola com o ensino integral.

    De acordo com o Censo Escolar 2017, divulgado em janeiro deste ano, o número de alunos do ensino fundamental matriculados em tempo integral subiu de 9,6% em 2016, para 13,9% em 2017 – a soma chega a aproximadamente 380 mil alunos no país e o mesmo se repete no ensino médio, onde o percentual de alunos passou de 6,4% em 2016, para 7,9% em 2017.

    Lúcio Araújo, professor de matemática da rede pública há 26 anos, celebra o Dia Nacional da Matemática, comemorado neste domingo, 6, e conta que o aprendizado vem com dedicação. Por isso, um dos seus artifícios é inserir algumas paródias com os conteúdos para cativar mais ainda o interesse dos seus alunos. “Os que já passaram por mim me procuram dizendo que cantam minhas paródias até hoje, e que isso foi muito útil em provas de vestibular e concursos, por exemplo. É algo que fixa”, recorda.

    De acordo com ele, um dos desafios é melhorar o raciocínio lógico dos alunos, despertando a consciência crítica dentro da matemática de forma mais humanizada. “O erro das pessoas é falar que tudo é difícil. Isso constrói paredes e eu preciso quebrá-las para construir pontes. A primeira ponte é a tabuada e não há como fugir, pois é necessário se exercitar e começar nem que seja com um minuto por dia”, afirma.

    É o caso da estudante de educação física Gabriella Oliveira, de 19 anos. Ela sempre foi uma amante da matemática e buscou na mãe o incentivo para estudar ainda mais. “Ela sempre me incentivou e acabei gostando. Por conta disso, fazia muitos amigos no colégio, pois ensinava os cálculos a eles e, de certa forma, isso também me incentivava a aprender mais”, relembra.

    Hoje, no segundo semestre do curso de graduação, conta que aplica muitos ensinamentos da educação básica nas matérias da Universidade de Brasília (UnB), principalmente em cinesiologia – que envolve fórmulas para análise de movimento. De acordo com ela, a dificuldade da matemática se deve à forma como a matéria é estudada ou ensinada. “Existem mil formas de olhar a mesma coisa. O caminho é buscar outras maneiras de entender ou aplicar os cálculos”, sugere.

    Olimpíadas – Um caminho diferenciado para despertar o interesse em matemática é a Olimpíada Brasileira de Matemática (Obmep) – criada em 2005 para estimular o estudo da matemática entre os alunos e identificar talentos na área. É um projeto nacional dirigido às escolas públicas e privadas brasileiras, realizado pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), e promovida com recursos do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

    Os objetivos principais da Obmep são, entre muitos outros, estimular e promover o estudo da matemática e identificar jovens talentos e incentivar seu ingresso em universidades, nas áreas científicas e tecnológicas. A cada ano, a competição bate seus próprios recordes. Em 2017, participaram 53.231 escolas, de 99,6% dos municípios brasileiros. Dos 18,2 milhões de estudantes inscritos, 941 mil foram classificados para a segunda fase da competição – 903 mil de escolas públicas e 38 mil de particulares.

    Assessoria de Comunicação Social

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