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  • Estudante adapta receita para estimular preparo caseiro e consumo de alimentos mais saudáveis


    Uma receita que resgata o prazer de cozinhar um alimento mais saudável e que pode se tornar uma opção de renda extra para muitas famílias. É a aposta do jovem Matheus de Jesus Gomes, de 20 anos, do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), campus Florianópolis, que tornou possível fazer em casa um pão de padaria. Essa história você ouve esta semana no Trilhas da Educação, programa produzido e transmitido pela Rádio MEC.

    Adaptado de uma receita americana, o pão sem sova e assado em panela de ferro é um dos projetos desenvolvidos ao longo do quinto módulo do curso superior de tecnologia em gastronomia. Matheus descobriu que é possível alcançar bons resultados para a panificação do pão sovado sem a utilização de equipamentos de padaria, como batedeiras e fornos, além de não utilizar o fermento químico.

    De acordo com o estudante, essa é uma receita de Nova York que ficou bem famosa. “Quando eu descobri achei bem interessante”, lembra ele. “Tinha acabado de começar o curso e ainda não tinha os equipamentos para fazer os pães em casa. Queria chegar a resultados parecidos com o que a gente fazia na faculdade”, afirma Matheus.

    Matheus procurou os professores da instituição e logo um projeto de pesquisa foi criado. Ele desenvolveu uma receita e adaptou o tempo de fermentação da massa. O preparo que demorava entre 15 e 16 horas passou para 9 horas. O estudante defende que esse pão que pode ser feito em casa é mais saudável e oferece menos riscos de alergias a ingredientes da massa, por não ser industrializado.

    O gosto pela gastronomia vem de casa, já que a família de Matheus tem experiência na área, mas segundo ele foi o ensino superior que possibilitou novas descobertas e motivou a continuidade dos estudos. “Eu tive uma experiência prática anterior, a faculdade foi muito importante para essa parte científica, de pesquisa mesmo. Atualmente, trabalho com o desenvolvimento de pães para o meu TCC, usando farinha de Ibicuí, que é um coquinho nativo da caatinga”, enfatiza o estudante.

    Após esse modelo de pão despertar interesse, Matheus pretende agora adaptar outras receitas, descomplicando e tornando mais acessível o ato de cozinhar. “É um mercado que está em crescimento. As pessoas se interessam cada vez mais pelo pão que elas consomem. Eu acho muito interessante dar oportunidade a todos de atingir esse tipo de resultado em casa, deixar de ser algo muito distante da realidade”, conclui o estudante.

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Estudante cria equipamento para retirar sal da água e atender comunidade carente do Amapá


    O estudante Caio Vinicius Lima de Souza, 16 anos, criou um dessalinizador de baixo custo que retira o sal da água usando a energia solar. Aluno da Escola Estadual Professor Gabriel de Almeida Café, da cidade de Macapá, ele é o personagem desta semana do programa Trilhas da Educação, produzido e transmitido pela Rádio MEC, que vai ao ar nesta sexta-feira, 5.

    “A pesquisa se fundamentou em ajudar as pessoas mais carentes do meu estado”, explica o estudante. A ideia do projeto surgiu há dois anos, quando Caio cursava o ensino fundamental. Em uma atividade de sala de aula, um professor pediu aos alunos que pesquisassem e fizessem um levantamento sobre as comunidades ribeirinhas do estado do Amapá. O estudante resolveu visitar a comunidade ribeirinha Sucuriju. “Eles utilizam a água da chuva para consumo. Quem tem água potável lá é considerado muito próspero”, conta Caio.

    Próximo da realidade daquelas pessoas, Caio passou a pensar sobre o assunto. A intenção era desenvolver algo sem muitos custos e possível de ser colocado em prática também pelos moradores. Para fazer um dessalinizador, Caio montou um protótipo que é uma pequena casa de vidro fechada. A água primeiro evapora, depois o sal é retirado, e depois a água é condensada sem o sal. Para fazer a casa, ele utilizou espelhos quebrados, boxes de banheiro, madeira e o vidro. Tudo reciclável. A única compra foi um painel solar que custou cerca de R$ 250.

    Com o projeto, Caio conquistou o primeiro lugar na categoria ciências ambientais da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), na cidade de Novo Hamburgo (RS). Com a premiação, ele ganhou uma bolsa de iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e teve seu trabalho selecionado para representar o Brasil na maior feira pré-universitária de ciências do mundo, realizada em maio deste ano, na Pensilvania, nos Estados Unidos. Lá, na disputa com alunos de 70 países, conquistou o primeiro lugar.

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Professor de escola pública no Espírito Santo dá aulas de matemática no supermercado


    Linhares (ES), 15/6/2018 – Promoções corriqueiras no comércio do tipo “leve três, pague dois” valem a pena? Será mais barato comprar fracionado ou em maior quantidade? Essas questões podem passar despercebidas na correria do cotidiano, mas não mais para a turma do sexto ano da Escola Estadual Professora Regina Banhos Paixão, em Linhares, no Espirito Santo. Escolher os melhores produtos pelos melhores preços virou atividade de matemática. A dinâmica foi a forma encontrada pelo professor Hercules Smaçaro Marchiori para despertar o interesse dos alunos pela matéria. A experiência, realizada durante todo o ano de 2017, será contada no programaTrilhas da Educação, produzido e transmitido pela Rádio MEC nesta sexta, 15.

    Tudo era novidade para as crianças, entre 10 e 11 anos de idade, que passaram a enxergar uma simples ida ao supermercado de maneira diferente. Foi a oportunidade para que todos entendessem que a matemática está presente em várias ações rotineiras. “Na turma com que eu trabalhei, na verdade, muitos nem vão ao supermercado”, explica Marchiori. “Então, eles têm essa vivência da prática, daquilo que a gente comenta em sala de aula, no dia a dia ali, e fazem aquela relação do conteúdo em si com o que é real. ”

    O professor dividia a turma em pequenos grupos e assim dava início à pesquisa sobre os produtos do supermercado. Depois, utilizando cálculos simples, de soma e subtração, a tarefa era escolher os artigos que apresentavam o melhor custo-benefício. No supermercado visitado havia um ambiente de refeitório, local escolhido para os alunos se reunirem após a pesquisa e fazer os cálculos necessários.

    Na escola, a novidade se espalhou. Os demais professores ficaram sabendo da atividade e passaram a valorizar a iniciativa também em suas disciplinas. “A professora de português trabalhou alguns termos com eles; a de ciências foi fazer um trabalho e relatou que, no trajeto que fizemos até o supermercado, passamos em um ambiente de vegetação, um brejo, para eles relacionarem à matéria que estavam estudando”, relata Marchiori.

    Aprovação - Após as atividades que envolveram a turma toda, o resultado veio no final do ano letivo: 80% dos alunos foram aprovados na disciplina de matemática. Segundo o professor, isso foi fruto de uma didática mais inclusiva, que apostou na criatividade, em horas de reforço e de estudo da matéria. “Se a gente chegar à sala só com quadro e pincel, fica só naquela aula, os alunos perdem o interesse e aí acabam não gostando da matemática, do professor, fazendo [as tarefas] de qualquer jeito”, avalia.

    Além do melhor rendimento em sala de aula, a experiência mostrou que o empenho em cada exercício levou conhecimentos à casa dos alunos, em forma de educação financeira. Agora, esse aprendizado ajuda também os pais na hora das compras. “Às vezes a família tenta fazer esse esforço todo de economia, mas, por falta de conhecimento, nem sabe como proceder”, observa o professor. “O aluno, tendo essa noção, ajuda a estabelecer essas diferenciações e com isso acaba proporcionando aos pais poder comprar mais do que aquilo que compravam no dia a dia.”

    Hoje, Hercules Marchiori se dedica a turmas de ensino médio, mas não descarta a possibilidade de retomar o projeto em outros moldes, ainda que com atividades extraclasse. Para ele, o maior desafio é fazer com que os estudantes entendam que o aprendizado da matemática faz parte da vida. “É uma coisa que eu sempre coloco para eles: é algo que vocês não vão levar só para a vida escolar de vocês, mas para o resto da vida”, conclui.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Professor de escola técnica em Jacareí (SP) usa lançamento de foguete para ensinar matemática

    Motivar o aprendizado da fórmula de Bhaskara, do plano cartesiano e de tantas outras operações matemáticas lançando foguetes. Essa foi a forma que o professor Fábio Aparecido da Silva, de 44 anos, encontrou para ensinar seus alunos. Essa história você escuta no Trilhas da Educação dessa semana, programa produzido e transmitido pela Rádio MEC.

    Fábio leciona na Escola Técnica Estadual Cônego José Bento, em Jacareí (SP). Para envolver os alunos em torno das questões levantadas pela matemática, o professor desenvolveu um foguete feito de garrafa pet que é fixado em uma base de tubos de PVC, num ângulo de 90º com o chão. Água e uma bomba de encher pneus de bicicleta, são o suficiente para fazê-lo ganhar os ares. A experiência, garante o professor, está diretamente ligada a teoria vista em sala de aula. “A gente vai para a parte prática. Vai resolver um problema interdisciplinar com a física e aplicando os conceitos de matemática”, destaca Fábio.

    Fábio desenvolveu essa técnica há 10 anos. Após perceber os resultados positivos, ele resolveu ensinar e incentivar o uso dessa metodologia por outros educadores do país e publicou na internet um tutorial sobre como construir os foguetes.  “A minha ideia é não segurar essas coisas comigo. Eu escrevo vários artigos relatando a experiência que eu tenho com aplicações que deram certo”, afirma o docente.

    Para o professor Fábio, outro aspecto importante de todo esse trabalho é o fortalecimento da turma como equipe. Ele nota que os estudantes passam a dividir as tarefas e apostam no companheirismo. “Este tipo de atividade trabalha muito o sentimento de equipe. Os alunos que têm mais experiência, ou até mesmo mais facilidade de aprendizado, trocam experiências com o colega, e acabam ajudando. Tem grupos que conseguem fazer um bom lançamento e que ajudam outros grupos que não conseguem”, comemora.

    O trabalho completo do professor Fábio Aparecido da Silva pode ser conferido em suas redes sociais.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Professor mineiro usa fotografias, vídeos e fotonovelas para levar filosofia a seus alunos


    Para tornar o ensino da filosofia atraente para os alunos, o professor Uanderson de Jesus Menezes, da Escola João XXIII, de Ipatinga (MG), precisou usar da criatividade e inovar. Ele conseguiu prender a atenção e a curiosidade dos estudantes após recorrer a exposições de fotografias e fotonovelas. O docente explica seu método no programa 
    Trilhas da Educação, produzido e transmitido pela Rádio MEC.

    A iniciativa do professor rendeu a ele, em 2015, o Prêmio Professores do Brasil. Ele venceu na categoria Ensino Médio, com o projeto TV Filosofia. O prêmio é uma iniciativa do Ministério da Educação que visa reconhecer, divulgar e premiar o trabalho de professores de escolas públicas que contribuem para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos nas salas de aula.

    Uanderson ensina uma disciplina que, segundo ele, é alvo de muito preconceito. “O aluno não pergunta para que serve a matemática, ele não pergunta para que serve a geografia, mas sobre a filosofia a primeira coisa que pergunta é: para que eu tenho que estudar isso?”, destaca o professor. Ele conta que discutir filosofia com os alunos não era uma tarefa fácil, e que eles não viam na disciplina utilidade alguma para o cotidiano.

    Depois de perceber que os alunos tinham muita habilidade com imagens, audiovisual e com a edição de vídeos, veio a ideia de utilizar fotografias e fotonovelas. “Era pegar algum tema de filosofia que foi estudado em sala de aula e traduzir isso através de um miniprograma de TV com situações do cotidiano deles. Eu vi que eles compraram a ideia.”

    Desde 2012, quando o projeto começou, Uanderson percebeu que mais do que aprender filosofia, os alunos puderam problematizar e refletir sobre algumas questões que são de extrema importância para sua própria formação. Uma maneira inteligente e criativa de aproximar a filosofia do dia a dia dos jovens, tendo na tecnologia sua grande aliada.

    O professor explica que, após o vídeo estar pronto, é feita uma exibição em sala de aula com o resultado final dos trabalhos, e que diversas questões cotidianas enfrentadas pelos alunos são retratadas nos programas. “Eu tive algumas alunas que sofriam muitos ataques machistas dos colegas de sala de aula. Elas decidiram trazer o tema feminismo, abordando Simone de Beauvoir, e fizeram o vídeo de violência contra a mulher e o que é a luta por direitos iguais”, comenta.

    Atualmente, Uanderson Menezes conta que a disciplina que ele leciona não é mais vista como um bicho de sete cabeças.  “Hoje eu percebo que eles tratam a filosofia realmente como uma disciplina comum e importante.”

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Projeto social que funciona na Bahia pretende corrigir analfabetismo funcional entre jovens


    Na Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, o programa Trilhas da Educação, produzido e transmitido pela Rádio MEC, conta a história da professora e pedagoga Patrícia de Jesus Neves, 32, que há quatro anos se dedica a auxiliar crianças de 6 a 11 anos, matriculadas na rede pública, que leem, mas ainda não compreendem o significado das palavras e nem das frases. Ela faz parte do projeto social Apoio Pedagógico, que funciona no Bairro da Paz, em Salvador, e que é mantido pela Santa Casa da Bahia. O programa vai ao ar nesta sexta-feira, 26.

    Formada pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb), a pedagoga explica que o projeto vai muito além de um reforço escolar, e que por isso recebe o nome de Apoio Pedagógico. “Trabalhamos com temas. Escolhemos dois ao longo do ano e desenvolvemos um projeto no primeiro semestre e outro no segundo semestre, e é nesse processo que acontece o incentivo à leitura e a escrita”, afirma Patrícia.

    A missão da professora é ajudar crianças que leem, juntam as sílabas, mas que não compreendem o significado das palavras e o sentido das frases. Patrícia conta que acompanhar o desenvolvimento das crianças no dia a dia é um dos seus combustíveis no exercício da profissão. “Sem falar do afeto e da energia que elas transmitem”, observa. Patrícia procura utilizar recursos lúdicos para ajudar nas dificuldades vivenciadas pelas crianças e busca desenvolver entre a garotada o hábito e o gosto pela leitura.

    De acordo com Patrícia, o projeto existe desde 2014 e atendia quatro turmas de crianças entre 6 e 7 anos. Com o sucesso, passou a atender mais quatro turmas com estudantes entre 8 e 11 anos. A docente ainda diz que em alguns casos o projeto também atua com alfabetização. “Alguns ingressam aqui com 8, mas não estão alfabetizados ainda, e com os outros que já garantiram isso nós trabalhamos o processo de letramento, para que compreendam melhor o texto. Os temas que trabalhamos no projeto também ampliam a visão de mundo”, comenta Patrícia.

    O projeto da Santa Casa atende ao todo 150 crianças da rede municipal de ensino, que moram no Bairro da Paz. Fundada em 1549, mesmo ano da cidade de Salvador, a Santa Casa da Bahia presta assistência aos baianos na área de saúde, de ensino e pesquisa, cultura, assistência social e educação infantil.

    Assessoria de Comunicação Social

     

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