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  • Professora revela pomar em parque de Brasília e mapeia árvores frutíferas


    Uma fruta típica do sertão nordestino, mas que você encontra também em Brasília, no coração da capital federal. A árvore Oiti é uma das espécies que aparece no Mapa das Frutíferas, projeto da Ana Paula Jacques, professora de gastronomia do Instituto Federal de Brasília. Essa é a história contada no programa Trilhas da Educação, produzido pela rádio do MEC, nesta sexta-feira, 29.

    O Parque da Cidade Sarah Kubitschek, na área central de Brasília, é um espaço aberto de lazer, considerado um dos maiores parques urbanos da América Latina. Foi lá que a professora teve a ideia de mapear todas as árvores frutíferas. Ana viu a oportunidade de, com a proposta, unir o aprendizado dos estudantes em sala de aula e despertar a curiosidade de usuários do Parque e dos visitantes que passam pela capital federal.

    “O mapa surgiu dessa necessidade de trabalhar e sensibilizar os alunos do curso de gastronomia tanto para o combate ao desperdício de alimentos, quanto para que eles possam ser profissionais responsáveis por colocar a nossa biodiversidade no prato”, explica. “E fomos, pouco a pouco, adentrando o Parque da Cidade e fazendo essa catalogação para que todos os brasilienses, não só os alunos que fazem parte do projeto, e turistas também, pudessem conhecer um pouquinho dessa riqueza.”

    Variedade é o que não falta. O mapa já deixa o recado: Está preparado? Coloque seus tênis, pegue seu mapa e aproveite para degustar pelo caminho pitangas, mangas, jenipapos, jacas, oitis, e colher jamelão, jatobá, pequi, ingá e limão. O roteiro autoguiado convida a um passeio por todas as árvores que foram mapeadas. As frutíferas estão disponíveis aos usuários ao longo da pista de caminhada, tudo ao alcance das mãos. E o melhor: de graça. O material menciona, por exemplo, que todas as frutas são sazonais e traz uma tabela, explicando o período de cada uma delas.

    Tudo feito com muitos detalhes, como explica a professora Ana. “A gente tira fotos das frutas, faz algumas marcações das que estão na época, coloca também fotos das folhas para as pessoas identificarem, não só quando a árvore está frutificando mas que todo mundo possa acompanhar essa sazonalidade, quando começa a florescência, quando vem a fertilização, e depois a frutificação”, reforçou a professora.

    O que não vai para o material impresso é registrado nas redes sociais. Na página do Instagram, chamada Frutas do Parque, o exemplo de como o projeto vem crescendo e conquistando ainda mais interessados. A ideia, segundo a professora, é compartilhar saberes e que a participação do público enriquece todo o processo. “Qualquer pessoa pode ter acesso ao mapa, porque a ideia é compartilhar as descobertas. Isso é gratificante não só para os cozinheiros mas, principalmente, para os usuários que num domingo pela manhã, às vezes, podem fazer um grande banquete comendo frutas direto no pé.”

    Uma segunda edição do mapa das frutíferas já está sendo preparada e deverá ser finalizada no segundo semestre de 2019. A nova versão contará com a ampliação do número de árvores catalogadas, e agora bilíngue, para atender também aos turistas estrangeiros que conhecem o Parque. “Já temos mais de oito espécies frutíferas para colocar no mapa. A ideia é tê-lo pronto em agosto deste ano. O projeto já foi contemplado por edital da pró-reitoria de pesquisa e inovação do Instituto Federal de Brasília”, concluiu.

    Assessoria de Comunicação Social

     

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