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  • Durante lançamento do projeto Libras nas Cidades, realizado na prefeitura de Sumaré (SP), o secretário Bernardo Goytacazes disse que a meta é atingir mil pessoas ao longo do ano (Foto: Divulgação/Prefeitura de Sumaré) O Ministério da Educação, por intermédio da Secretaria de Modalidades Especializadas da Educação (Semesp), lançou na última terça-feira, 5, em Sumaré (SP), o projeto-piloto de Libras nas Cidades. O objetivo é ampliar a formação dos tradutores de libras e a qualificação dos servidores públicos municipais, para que possam atender a população de deficientes auditivos da cidade.

    “Seja dentro das escolas, com projeto de inclusão, ou socialização, para que a população surda possa ser atendida em todos os âmbitos do serviço público”, completou o secretário Bernardo Goytacazes de Araújo, titular da Semesp. “Uma das maiores dificuldades era formar esse funcionalismo público. O MEC veio hoje aqui, em parceria com o Instituto Nacional do Ensino dos Surdos (Ines), fazer com que Sumaré seja a primeira cidade a oferecer essa qualificação.”  

    Ainda de acordo com ele, o projeto-piloto será expandido para o todo Brasil nos próximos meses. "De Sumaré, vamos lançar para o Brasil inteiro. Aqui vamos verificar as maiores dificuldades, os maiores desafios, o que dá certo e o que dá errado, para quando lançarmos para o Brasil", completou.

    A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que já expressou o desejo de participar de projetos e ações sociais do governo, disse que é muito importante essa iniciativa do MEC, em parceria com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines). “É muito importante porque vai ampliar o acesso da comunidade surda à educação e também a vários serviços fundamentais”, afirmou.

    “Eu torço para que mais municípios adotem esse projeto, e que tanto professores como servidores abracem essa causa e aproveitem essa oportunidade maravilhosa de aprender libras e atender melhor os nossos surdos”, completou Michelle Bolsonaro. 

    Prazo – Segundo Bernardo de Araújo, o governo espera implantar o projeto em todo o país nos primeiros cem dias de governo. “Isso já está contemplado na nossa meta dos cem dias, que é a ampliação do ensino de libras no Brasil. Praticamente a Semesp já está com todos os projetos contemplados para os cem dias em fase de implantação. É o MEC presente com a ideia de menos Brasília, mais Brasil. Todos os projetos feitos pela secretaria foram pensados exatamente dentro dessa tônica”, acrescentou.

    O lançamento do projeto-piloto Libras nas Cidades aconteceu na Prefeitura de Sumaré. A meta é atingir um grande número de pessoas no primeiro ano de implantação. “O projeto vai ser tocado pela prefeitura. O objetivo é atingir mil pessoas ao longo do ano. Entre servidores, alunos, funcionários e pessoas da comunidade que queiram participar”, explicou o secretário.

    Autismo – O MEC, em parceria com associações dos autistas, de instituições como Apae e Pestalozzi, vai lançar também, no segundo semestre, o primeiro Fórum Nacional sobre autismo, de altas habilidades, que até então não havia sido trabalhado.

    “Estivemos visitando a Pestalozzi, e vamos lançar, no início do segundo semestre, o primeiro fórum nacional do espectro do autismo e altas habilidades, que era um tema muito fechado”, antecipou Bernardo de Araújo. “Vamos trazer o debate à tona; a quantidade de autistas no Brasil vem crescendo cada vez mais. É um tema que precisa ser enfrentado”, finalizou Bernardo de Araújo.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Lendas amazônicas sobre personagens como Matita Pereira, Jurupari, o Boto e o curandeiro Anselmo, ou que narram de forma mitológica a origem do rio Maués e do fruto do guaraná, estão sendo contadas em língua brasileira de sinais (libras). O projeto é uma iniciativa do Instituto Federal de Educação do Amazonas (Ifam), desenvolvido em parceria com o Centro de Convivência do Idoso de Maués, cidade do Amazonas.

    “Poucas famílias têm cursos ou formação em libras para conversar com o filho. Aqui, em Maués, eles usam muitos gestos caseiros”, comenta o professor Maxmiliano Batista de Barros, coordenador do projeto Tradução de lendas amazônicas: do português para libras. O interesse pelo projeto está crescendo entre a população. Alunos do curso de tecnologia do Ifam atuam como voluntários na ação, que pretende dar à comunidade de surdos do estado a oportunidade de conhecer a sua cultura.

    Composto por mais de 200 comunidades rurais, o município está localizado a 356 km de Manaus. A cidade, considerada de porte médio, possui cerca de 53 mil habitantes, dos quais 14 mil têm algum tipo de deficiência leve, moderada ou severa. Os dados foram apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no censo de 2010, ano a partir do qual o campus de Maués passou a receber alunos com distúrbios de audição. Há 2 mil surdos no município, de acordo com levantamento feito em 2013.

    “Estamos mostrando para o município que há surdos, e que eles têm direito a uma educação de qualidade. Esse trabalho faz com que outras pessoas criem o interesse em se capacitar em libras”, relata o professor do Instituto Federal de Educação do Amazonas (Ifam) Maximiliano de Barros.

    “Nossas lendas amazônicas têm um requinte educativo ao modo caboclo, era como o indígena educava suas crianças e adolescentes”, lembra Barros. “Eles são um povo místico e supersticioso, as lendas vinham como um aviso, uma lição”, acrescenta, ao defender que a temática pode ser trabalhada em outras disciplinas, como história, geografia e filosofia, por exemplo.

    Segundo o professor, atualmente estão matriculados na rede estadual de Maués 11 alunos surdos. Na escola estadual Santina Felizola foram contratados três intérpretes de libras. “Isso já foi um grande avanço para o município, e agora estamos lutando, enquanto instituto, para que nossos alunos também tenham esse acompanhamento.”

    O projeto apresenta as lendas ao vivo, mas a proposta é, em 2018, transformar o material em um livro acessível, com versões em libras, braile e em vídeo, para publicar na internet. Recentemente, o trabalho foi apresentado durante a 40ª Reunião dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica (Reditec), em Vitória.

    Assessoria de Comunicação Social 

  • Além de lecionar as disciplinas que compõem o currículo escolar, a professora Roberta dedica cerca de dez minutos por dia ao ensino da libras a estudantes do quarto ano do ensino fundamental (foto: arquivo da escola)Preocupada com as dificuldades de convívio dos alunos em sala de aula, a professora Roberta Dutra buscava uma solução diferente para impedir brigas e desentendimentos que dificultavam o aprendizado. Além de diferente, importante e capaz de marcar a vida dos estudantes para sempre. Formada em letras, com especialização em educação inclusiva, ela decidiu ensinar a língua brasileira de sinais (libras) aos estudantes do quarto ano do ensino fundamental da Escola Municipal Professora Edna Umbelina de Sant’Anna da Silva, em Nova Iguaçu (RJ).

    “Eu queria um outro movimento a favor da vida, que fosse ao encontro da educação inclusiva, a fim de mostrar que as diferenças nos constituem como seres humanos e que não somos melhores e nem piores por conta delas”, explica Roberta. Ela desenvolve o projeto libras para Todos, em turmas regulares, há quatro anos. Além de lecionar as disciplinas que compõem o currículo escolar, dedica cerca de dez minutos por dia ao ensino da libras.

    A novidade foi bem recebida pelos alunos — nenhum deles tem problema de audição — e contou com o apoio dos dirigentes da escola e dos pais dos estudantes. As atividades começaram com o ensino do alfabeto, dos numerais e das cores por meio de recursos lúdicos, como dominó, jogo da memória, gravuras expressivas e até dramatizações em libras.

    Com o passar do tempo, novos conteúdos foram acrescentados — verbos, frutas, meses do ano, objetos escolares, membros da família e meios de transportes.

    “Fui conquistando, pouco a pouco, a atenção das crianças, e elas foram percebendo o quanto a libras é uma língua rica em detalhes, mas que estava ao alcance delas”, conta a professora. Segundo Roberta, a percepção das diferenças trouxe o reconhecimento e a valorização da diversidade em sala de aula, melhorando o relacionamento da turma pelo exercício do respeito.

    No festival literário realizado na escola no fim de 2007, primeiro ano de implantação do projeto, uma aluna fez uma interpretação em libras enquanto Roberta lia a história.

    “Simplesmente lindo e emocionante, pois as outras crianças, que assistiam, não tiravam os olhos dela e de toda a expressividade que marcava aquela história”, salienta a professora, que faz pós-graduação em atendimento educacional especializado.

    Roberta fica feliz em ter duas histórias para contar sobre a carreira no magistério. Uma, anterior e outra, posterior ao ensino da língua brasileira de sinais. “É uma alegria olhar para os alunos e vê-los começando uma história de vida diferente, selada pelo gosto da inclusão social com arte, envolvimento e ação.”

    Fátima Schenini

    Saiba mais no Jornal do Professor

    Leia também: Exame para certificação recebe inscrições a partir de março






    Brasília, 22/2/2011 —
  • Piloto vai atender cinco municípios brasileiros que têm maior número de deficientes auditivos

     


    O ministro substituto da Educação, Antonio Paulo Vogel, assina a portaria de criação do Projeto Sinais (Foto: Luís Fortes/MEC)


    Larissa Lima, do Portal MEC

    O Brasil é para todos. O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Cidadania lançaram nesta quarta-feira, 18 de dezembro, o Projeto Sinais. A iniciativa vai oferecer oficinas de cultura, esporte, Língua Brasileira de Sinais (Libras) e cidadania para pessoas com deficiência auditiva, inseridas nos programas de transferência de renda do governo.

    Com implementação já em 2020, o Sinais é destinado a crianças a partir de seis anos, adolescentes, adultos e idosos. O objetivo é assegurar desenvolvimento, autonomia e integração da pessoa surda, por meio de políticas públicas de inclusão social, especialmente àqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

    A cerimônia de lançamento foi realizada na sede do Ministério da Cidadania, em Brasília. O ministro substituto da Educação, Antonio Paulo Vogel, afirmou que a pasta vai atuar com “empenho e esforço” na causa. “Nossas iniciativas em prol das pessoas surdas serão fortes e melhores. Nós vamos apoiar em todos os aspectos esse público que é tão importante para nós”, disse.

    A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, frisou que a iniciativa é um exemplo do que pode ser feito quando se trabalha em conjunto. “A linguagem Libras deve ser valorizada e respeitada. Sonho com o dia em que o surdo não se sinta mais estrangeiro na sua própria nação”, discursou.

    Para o ministro da Cidadania, Osmar Terra, o programa é o melhor exemplo de promoção e de melhoria de qualidade de vida dos deficientes auditivos. “A prática das atividades esportivas e culturais adaptadas vai fazer toda a diferença na vida dessas pessoas”, afirmou.

    O MEC vai fazer a seleção dos profissionais que vão atuar no projeto. “Não basta o professor ser especializado em educação física, ou música, ele tem que ser o especialista também em Libras”, explicou a secretária de Modalidades Especializadas de Educação do MEC, Ilda Peliz.

    Trata-se de um piloto com investimento de R$ 1,8 milhão nas cidades de Abaetetuba (Pará), Salvador (Bahia), São Bernardo do Campo (São Paulo), Aparecida de Goiânia (Goiás) e Araucária (Paraná). Esses municípios apresentam maior número de surdos dentro dos programas de transferência de renda do governo federal.

    O Sinais, que reserva 70% das vagas para pessoas com deficiência auditiva, vai atender cem beneficiados por núcleo.

    O projeto também conta com parceria com a Secretaria Executiva do Conselho do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado, da Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas, da Secretaria da Diversidade Cultural e da Secretaria Nacional de Assistencial Nacional.

    O Brasil tem atualmente 10 milhões de surdos. De acordo com a Secretaria Especial do Esporte, ligada ao Ministério da Cidadania, 39% estão no Sudeste, 32% no Nordeste, 15% no Sul, 8% no Norte e 6% no Centro Oeste.


    18/12/2019 - Cerimônia de Lançamento do Projeto Sinais.  Fotos: Luis Fortes/MEC

  • A presença, em sala de aula e em outros ambientes educacionais, do tradutor e o intérprete da Língua Brasileira de Sinais é importante para que os alunos surdos usuários da Libras tenham acesso aos conteúdos escolares, contribuindo para a melhoria do atendimento e o respeito à diversidade lingüística e sociocultural dos alunos surdos de nosso país.  Este livro tem como objetivo apoiar e incentivar o desenvolvimento profissional de tradutores e intérpretes de Libras/Língua Portuguesa.

    A versão eletrônica desse documento está disponível para download em formato TXT e PDF.

    • O Tradutor e Intérprete de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa - txt | pdf


    * Caso o vídeo não abra em seu navegador, clique com o botão direito sobre o link e salve o arquivo em seu computador. Você precisará de um software para executar o arquivo localmente.

  • No ano em que estreia um novo recurso de acessibilidade para pessoas surdas ou com deficiência auditiva, a videoprova traduzida em Língua Brasileira de Sinais (Libras), o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 também oferece dicas e conteúdos específicos de orientação para esse público. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) trabalha na produção de orientações gerais sobre as provas e em uma cartilha de redação em Libras.

    Dois vídeos já estão disponíveis no canal do Inep no YouTube. Um contém orientações gerais sobre o exame, com dicas sobre o que levar, documentos permitidos, objetos proibidos, horários das provas. O outro explica, detalhadamente, como será a videoprova. No dia do exame, após a aplicação, aqueles que usarem o novo recurso também terão a oportunidade de avaliá-lo por meio de um questionário em vídeo.

    Nesta sexta-feira, 6, o Inep estreia uma campanha em Libras nas mídias sociais – Facebook, Instagram, Twitter e YouTube. São oito vídeos diferentes, com informações variadas sobre o Enem, tal como é produzida para os participantes ouvintes.

    Política – A adoção de uma videoprova traduzida em Libras e o investimento em comunicação direcionada aos surdos e deficientes auditivos faz parte da ampliação da política de acessibilidade do Inep. “O Enem 2017 aprimorou todos os atendimentos específicos e especializados, cumprindo, assim, sua função social. Não é apenas inclusão, mas também um reconhecimento do direito dessas pessoas no que diz respeito ao atendimento de suas necessidades. Esse investimento nos dá orgulho e também a sensação de dever cumprido”, destaca a presidente do Inep, Maria Inês Fini.

    Os novos recursos e o conteúdo de orientação, também inédito, são resultado de um longo trabalho das áreas técnicas do Inep e comissões assessoras. “Nossas equipes foram incansáveis na tarefa de tornar o Enem ainda mais inclusivo e justo. Esperamos que essa inovação, preparada com tanto rigor e cuidado, possa atender às expectativas dos participantes surdos e deficientes auditivos no Enem 2017”, ressalta a diretora de Avaliações da Educação Básica, Luana Bergmann Soares.

    Em edições passadas do Enem, o vídeo de orientação já trazia o conteúdo traduzido para Libras. Mas a edição 2017 é a primeira a produzir conteúdo exclusivo para esse público. Para isso, o Inep teve o apoio de uma comissão de assessoramento técnico-pedagógico em Língua Brasileira de Sinais. Todos os vídeos seguem os princípios de adequação de conteúdo em Libras, com fundos neutros, ausência de outros recursos visuais que dividam a atenção dos surdos e deficientes auditivos e sem legenda.

    Videoprova – É a primeira vez que uma videoprova será aplicada nacionalmente e para tantos candidatos. O Enem 2017 recebeu inscrições de 1.310 pessoas surdas e 3.683 com deficiência auditiva. Desses, 1.635 solicitaram a videoprova. Outros 1.357 optaram por um recurso já usado em outras edições, o tradutor intérprete de Libras. Outro apoio disponível para esse grupo de participantes é a leitura labial, solicitado por 895 pessoas.

    Os participantes que solicitaram o recurso de videoprova traduzida em Libras ou intérprete de Libras serão acompanhados por profissionais com certificação de proficiência em tradução e interpretação de Libras. Além disso, por conta da duração estendida da videoprova, os candidatos terão direito a um tempo adicional de 120 minutos para responder o exame. Quem solicitou intérprete tradutor de Libras terá direito a 60 minutos adicionais, como nas edições passadas.

    Na videoprova traduzida em Libras, as questões e as opções de respostas são apresentadas em Língua Brasileira de Sinais por meio de um vídeo. O exame tem o mesmo número, ordem e valor de questões da prova regular, além da garantia de qualidade e normas de segurança máxima de todas as provas do Enem. Só não serão integralmente traduzidas para Libras as questões de língua estrangeira moderna. Nesse caso, somente os trechos originalmente em português serão traduzidos para Libras.

    Cada participante receberá um computador portátil para fazer as provas. As orientações, os enunciados das questões e as alternativas de respostas serão apresentadas em Libras por meio de vídeos gravados em DVDs. Junto com o computador e os DVDs, o candidato também receberá o caderno de questões, a folha de redação e cartão-resposta, no qual deverá marcar as respostas e escrever a redação em português. Além disso, poderá escolher que área do conhecimento fazer primeiro e poderá assistir aos vídeos na ordem que preferir.

    A aplicação da videoprova será em salas com, no máximo, 20 participantes, com apoio de dois intérpretes para orientações e um técnico de informática de suporte. Ao final da aplicação, o participante poderá levar o DVD para casa, assim como os ouvintes podem levar o caderno de questões, desde que cumprida a exigência do edital de deixar em definitivo a sala de prova nos últimos 30 minutos que antecedem o término do exame. A videoprova estará disponível no portal do Inep na mesma data em que forem liberados os cadernos de questões, para que os participantes de futuras edições do Enem tenham igualdade de acesso aos itens do exame.

    Acesse as orientações do Enem 2017 em Libras no canal do Inep no YouTube.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações do Inep

     

  • O prolibras certifica pessoas fluentes em língua brasileira de sinais. (Foto: Fabiana Carvalho)Quase 2 mil pessoas foram habilitadas para realizar nesta terça-feira, 3, a segunda etapa do exame nacional para certificação de proficiência no uso e no ensino de língua brasileira de sinais (libras) e para certificação de proficiência na tradução e interpretação da libras-português-libras (prolibras). A prova prática está sendo aplicada em 32 municípios brasileiros.

    O prolibras certificará pessoas surdas ou ouvintes fluentes em língua brasileira de sinais (libras), com ensino superior ou médio completo. Os resultados finais devem ser divulgados no início de junho. Os aprovados devem receber os certificados via correios até o fim de julho.

    Será certificado o candidato que alcançar a média mínima 6 na prova prática, que vai de 0 a 10, tiver concluído os ensinos médio ou superior, dependendo do nível da certificação, e que tiver entregado todos os documentos solicitados no dia da prova prática.

    O prolibras é promovido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e desenvolvido por instituições federais de ensino superior, selecionadas por chamadas públicas. Em sua quinta edição, o diploma de certificação será expedido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os certificados emitidos pelo prolibras asseguram a competência no uso e no ensino de libras ou na tradução e interpretação da língua, sendo aceitos por instituições de educação superior ou básica.

    A primeira fase da avaliação foi realizada no último domingo, 1º de maio, também nos 32 polos de aplicação. A prova objetiva foi composta por 20 questões de múltipla escolha sobre a compreensão da linguagem de libras, com duração de duas horas. Foram habilitados para a última etapa do processo os participantes que alcançaram pontuação igual ou superior a 12 pontos na prova objetiva.

    Assessoria de Imprensa do Inep

    Veja o número de habilitados para a prova prática, por polo de aplicação.

    Acesse a página do prolibras na internet.

  • Projeto para ensinar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) começou em fevereiro contempla cerca de 730 alunos das turmas do segundo ao quinto ano do ensino fundamental de Indaial (SC). (Foto: Acervo Escolar/Indaial)Alunos de duas escolas municipais de Indaial, em Santa Catarina, começaram a aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras) neste ano letivo. O projeto teve início em fevereiro e já contempla cerca de 730 alunos das turmas do segundo ao quinto ano do ensino fundamental do Colégio Municipal de Indaial, no bairro Carijós, e da Escola Básica Municipal Professora Maria da Graça dos Santos Salai, em Tapajós. Segundo o secretário de educação do município, Jairo Gebien, o objetivo do projeto é proporcionar aos alunos uma educação escolar mais inclusiva e um conhecimento maior sobre a cultura do surdo. “A gente vem debatendo e trabalhando muito intensamente aqui na cidade de Indaial uma política de educação especial e sempre pensamos com bastante carinho na inclusão dos nossos alunos”, afirma.

    Gebien também avalia a possibilidade de ampliar gradativamente a iniciativa em toda a rede pública municipal nos próximos anos. De acordo com o secretário, o custo para a implantação do projeto é mínimo diante do benefício que pode proporcionar na vida de todos os que fazem parte da comunidade escolar. “O investimento é o de um profissional de 40 horas dentro de um quadro funcional da Secretaria de Educação. Então, o projeto não tem um investimento tão alto”, garante. “Mas a gente tem outras ações também muito pontuais e muito precisas referentes à educação especial no município, como uma equipe formada por profissionais da psicopedagogia, da fonoaudiologia, e da psicologia que também acompanham esse trabalho nas nossas escolas”.

    A professora de Libras Fernanda Schroeder Cubiak foi contratada pela Secretaria de Educação de Indaial para ensinar a língua aos alunos. A docente desenvolve atividades semanais com as turmas, envolvendo dinâmicas e jogos que auxiliam no conhecimento da linguagem de sinais. “No início foi uma grande surpresa para eles. Os alunos demonstraram muito interesse e curiosidade pela aula e me receberam muito bem”, avaliou a professora, que atende 32 turmas nas duas escolas contempladas pelo projeto.

    Fernanda Cubiak explica, ainda, que procura gerir aulas práticas aplicadas através do alfabeto manual, buscando sempre utilizar músicas e brincadeiras com as crianças para facilitar o aprendizado. “Não é difícil aprender Libras, mas tem que praticar, como qualquer outra língua. Se você aprende inglês na escola e não pratica, acaba esquecendo. Por isso, é importante praticar, ter alguém para conversar, dialogar”, justifica. “Aí não dá para esquecer.”

    A estudante Lianara Vitória, de 10 anos, é aluna do quinto ano da Escola Básica Municipal Professora Maria da Graça dos Santos Salai. Ela conta que, em apenas um mês de aula, aprendeu o alfabeto manual e os cumprimentos, e que agora já está aprendendo os números. “Eu estou achando muito importante. Não é tão difícil aprender. Eu tenho uma prima que é deficiente auditiva e agora já conseguimos conversar em Libras”, celebra.

    Para a diretora da escola, Carmelita Maria Moser de Oliveira, o ensino de Libras nas escolas representa mais do que inclusão social. “Ao aprenderem a língua de sinais, as crianças aprendem a se comunicar com deficientes auditivos no dia a dia e sensibilizam-se quanto ao respeito às diferenças”.

    Libras é a língua oficial reconhecida legalmente como meio de comunicação e expressão, usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos do Brasil. Segundo censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 9,7 milhões de brasileiros possuem deficiência auditiva, o que representa 4,6% da população brasileira. Deste total, 2,1 milhões são surdos e 7,5 milhões apresentam alguma dificuldade para ouvir.

    Projeto Libras nas Cidades – Em fevereiro de 2019, o Ministério da Educação, por intermédio da Secretaria de Modalidades Especializadas da Educação (Semesp), lançou em Sumaré (SP), o projeto-piloto de ‘Libras nas Cidades’, com o objetivo de ampliar a formação dos tradutores de libras e a qualificação dos servidores públicos municipais, para que possam atender a população de surdos/deficientes auditivos da cidade. A expectativa da pasta é que o projeto-piloto seja expandido para o todo Brasil nos próximos meses.

    Saiba mais sobre o projeto Libras nas Cidades

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Já está disponível a relação dos aprovados nos exames de proficiência no uso e no ensino da língua brasileira de sinais (libras) e de proficiência na tradução e interpretação da libras-português-libras (Prolibras). Foram habilitados 964 profissionais, sendo 543 no uso e ensino de libras (270 de nível superior, 273 de nível médio) e 421 em tradução e interpretação (155 de nível superior, 266 de nível médio).

    Participaram das provas cerca de 2 mil candidatos, distribuídos em 32 cidades. Entre os estados com maior número de pessoas habilitadas para trabalhar com libras nesta edição, destacam-se São Paulo, com 141, e Rio de Janeiro, com 111.

    A certificação será feita pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), parceira do Ministério da Educação na execução do exame nacional de certificação na língua brasileira de sinais.

    De 2006, quando o exame foi criado, a 2009, receberam certificados 5.089 cidadãos. Em 2010, os exames não foram oferecidos. A certificação integra a política de inclusão do ministério. Os profissionais podem trabalhar no ensino da língua brasileira de sinais e como intérpretes da libras para o português e vice-versa. Os que receberem certificado de nível médio estão aptos para lecionar na educação básica e os instrutores e intérpretes de nível superior, em todos os níveis.

    Ionice Lorenzoni

    Confira a lista dos aprovados por cidade.
  • Pela primeira vez a TV Ines, canal de webTV em língua brasileira de sinais (libras) vinculada ao Ministério da Educação, faz a cobertura do maior evento esportivo do mundo, os jogos olímpicos e paraolímpicos Rio 2016. De agosto a setembro, a comunidade surda brasileira terá a oportunidade de acompanhar partidas e disputas, ter informações sobre os atletas, acompanhar o quadro de medalhas, além de curiosidades e bastidores das competições.

    A TV Ines é uma iniciativa do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), coordenada pela Associação de Comunicação Educativa Roquette-Pinto (Acerp). Além de libras, a emissora oferece legenda e locução para atender o direito à comunicação de cerca de 9,7 milhões de pessoas com dificuldade auditiva em todo o país.

    A cobertura esportiva integrará os públicos surdo e ouvinte à grade das olimpíadas numa programação bilíngue, já que libras não é a simples gestualidade, e tem gramática, sintaxe e léxico próprios. A equipe é formada por 18 profissionais de televisão entre surdos, ouvintes, tradutores intérpretes e profissionais do Ines.

    TV Ines – O canal funciona na web 24 horas por dia, com transmissão de dados em tempo real (em streaming) e vídeo sob programação (on demand). A WebTV também está disponível por meio de aplicativos para celulares, tablets e televisões conectadas à internet. A grade de programação é eclética com foco na comunicação educativa. Além de esporte, a emissora aborda cultura, documentários, desenhos animados e tecnologia. A TV Ines dispõem ainda de aulas de libras e revistas eletrônicas. A parte de entretenimento tem um talk show em língua brasileira de sinais e filmes com legendas descritivas.

    Conheça os programas da TV Ines

    Assessoria de Comunicação Social

  • A TV Ines está ampliando a sua programação. O canal tem extrapolado o perfil educativo com coberturas jornalísticas mais amplas e, no Carnaval de 2018, para o entretenimento, ao fazer a cobertura ao vivo dos desfiles das escolas do grupo especial do Rio de Janeiro, nos dias 11 e 12 de fevereiro. O objetivo é atender ao público de surdos no único canal bilíngue em língua brasileira de sinais (libras) e português, filiada ao Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines). Tanto a emissora quanto o instituto são órgãos vinculados ao Ministério da Educação.

    A medida deu resultado e fez com que a variação de 2 mil e 4 mil visualizações no Facebook e Instagram saltasse para 44 mil, com a transmissão do Carnaval. A programação do canal, conforme explica o diretor de produção e programação da TV Escola, Claudio Jardim, está mais antenada com o que deseja o seu público.

    Isso graças a uma pesquisa realizada no ano passado em nove capitais brasileiras, para saber o que o público pensa da TV Escola. Entre os resultados obtidos, foi verificado que o público de surdos deseja ter acesso a uma programação mais ampla.

    “A pesquisa é importante para ouvirmos o que o nosso público quer e avaliarmos o que estamos fazendo”, observa Claudio Jardim. “Mais do que nunca, conseguimos perceber que a pesquisa estava certa e que estamos na trilha correta para a conquista desse público e para a satisfação dele.”

    Embora a TV Ines já tivesse apresentado programas como a transmissão da última Copa do Mundo (2016), o resultado obtido com o Carnaval foi bem melhor, com aumento substancial de interações. Famosos de canais convencionais, como o ator Miguel Falabella e os apresentadores Zeca Camargo e Sabrina Sato, foram alguns dos entrevistados durante os desfiles.

    A iniciativa foi noticiada por veículos de imprensa brasileiros e internacionais, como a Agência France Press (AFP). E a programação da TV promete continuar inovando. Entre os projetos está a apresentação de um programa de entrevistas – Café com Pimenta – com convidados variados para tratar de temas que vão das artes ao cinema, literatura e, também, assuntos que sejam de interesse dos surdos, entre outros.

    Assessoria de Comunicação Social

  • A Universidade Federal do Amapá (Unifap) realiza processo seletivo especial para candidatos surdos e ouvintes ao curso de licenciatura plena em letras/libras/português, para ingresso no primeiro semestre deste ano. São 30 vagas para estudantes com ensino médio, sendo 18 vagas para surdos e 12 para ouvintes. As inscrições devem ser feitas até o dia 27 deste mês.

    De acordo com o edital da Unifap, a licenciatura tem a finalidade de formar professores na língua brasileira de sinais (libras), surdos e ouvintes, para lecionar na educação básica e superior. A graduação será ministrada no campus Marco Zero do Equador, em Macapá, no turno da manhã. Para se candidatar à vaga, o aluno precisa ter concluído o ensino médio ou formação equivalente até o prazo final de habilitação para a matrícula.

    A seleção consta de uma prova objetiva com 30 questões de múltipla escolha sobre conhecimentos gerais – linguagem, história e geografia -, e redação de dez a 25 linhas, ambas com caráter eliminatório e classificatório. A prova objetiva e a redação serão aplicadas em 15 de fevereiro, um domingo, das 13h às 17h. O Edital nº 14/2014 está disponível no portal da Unifap.

    Goiás – Já a Universidade Federal de Goiás (UFG) está com inscrições abertas para licenciatura em letras/libras exclusiva para candidatos surdos que tenham concluído o ensino médio. O programa UFGInclui oferece 15 vagas no turno da noite, no campus Goiânia, para ingresso neste semestre. As inscrições podem ser feitas até 22 de janeiro.

    Entre as exigências para concorrer à vaga, o candidato precisa apresentar laudo preenchido por médico da área da deficiência do aluno e, antes das provas, passar por perícia de uma junta médica. O teste objetivo e a redação serão realizados em 8 de fevereiro. A prova objetiva terá 30 questões de múltipla escolha sobre conteúdos de língua portuguesa e literatura brasileira valendo 30 pontos; e a redação valerá 40 pontos.

    No portal da UFG, o candidato encontra o Edital nº 1/2015, e o roteiro da seleção, exigências e datas.

    Ionice Lorenzoni

  • A videoprova em linguagem brasileira de sinais (Libras) do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 já pode ser acessada pelo Portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), assim como ocorre com a prova regular. A iniciativa permitirá que surdos e deficientes auditivos estudem pelas provas anteriores no mesmo formato em que elas serão aplicadas. A novidade foi anunciada em 26 de setembro, data em que se celebrou o Dia Nacional dos Surdos, e a plataforma está disponível a partir desta quinta-feira, 4 de outubro.

    Antes da plataforma, desenvolvida pelo Inep, os vídeos com os enunciados e as opções de respostas da videoprova de 2017 podiam ser acessados pela playlist Enem em Libras, no canal do Inep no Youtube. Ao ser publicada no próprio Portal do Inep, com uma interface parecida com a utilizada na videoprova, a plataforma permitirá que os participantes surdos se preparem melhor. Com a nova funcionalidade, será possível assistir o vídeo das questões e conferir o gabarito, se o participante desejar. Este ano, quando o Inep publicar os Cadernos de Questões do Enem no portal, juntamente com os gabaritos, também estará disponível na plataforma a videoprova em Libras.

    Ao longo da história do Enem, o atendimento às diferentes necessidades dos participantes tem sido uma preocupação do Inep. Nesse sentido, em 2017, o instituto passou a oferecer a videoprova em Libras e propôs, na redação do exame, o tema Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil, promovendo um amplo debate sobre o assunto. Este ano, o Inep lançou o Enem em Libras, um selo para todo o conteúdo disponível em língua brasileira de sinais que reforça a política de acessibilidade e inclusão do instituto. O Enem em Libras marca o esforço do instituto para garantir que seus editais, provas, cartilhas, campanhas e demais materiais, de todos os seus exames e avaliações, sejam acessíveis. Dessa forma, o Inep reafirma o seu compromisso com a comunidade surda e com um futuro melhor por meio da educação.

    Acesse a videoprova em Libras do Enem 2017 

    Assessoria de Comunicação Social

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