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  • A Secretaria de Educação do Maranhão foi contemplada na segunda-feira, dia 29, com recursos de R$ 18,1 milhões relativos ao Plano de Ações Articuladas (PAR) do Compromisso Todos pela Educação. O repasse estava previsto em convênio firmado com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).


    Foram transferidos recursos também para a prefeitura de Salto do Jacuí, Rio Grande do Sul. Os R$ 700 mil destinam-se à aplicação do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância). À prefeitura de Boa Ventura de São Roque, Paraná, coube o valor de R$ 300 mil para a reestruturação da rede física pública de ensino fundamental.


    O fundo liberou, ainda, um total de R$ 616 mil a instituições de ensino universitário e tecnológico. Foram contempladas a Universidade de Brasília, as universidades federais do Espírito Santo, de Goiás e de Santa Catarina, o Centro Federal de Educação Tecnologia de Cuiabá e a Escola Técnica Federal de Palmas. Todas aplicarão o dinheiro na execução do programa Universidade Aberta do Brasil, na reestruturação da rede física, em projetos de assistência a crianças e adolescentes em situação de risco social e em outros programas do Ministério da Educação.


    Os valores e mais informações podem ser conferidos na página eletrônica do FNDE.

    Lucy Cardoso

  • O Movimento Todos pela Educação comemorou seus 10 anos, nesta quarta-feira, 21, com um ato pela educação pública no plenário da Câmara dos Deputados. O ministro Mendonça Filho participou da cerimônia, assim como estudantes, professores, representantes de instituições de ensino e organizações não governamentais.

    Mendonça defendeu que a mobilização pela educação de qualidade não se limite ao MEC, ao Congresso Nacional e a organizações não-governamentais. Para ele, estados, municípios e sociedade devem se envolver efetivamente nesse debate.

    “Essa missão deve ser dividida entre todos, como o próprio nome já diz, todos pela educação. Acho que isso traduz um chamamento à sociedade brasileira”, avaliou o ministro.

    Segundo a presidente executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, o objetivo do ato foi expressar uma indignação misturada com otimismo da sociedade brasileira em colocar a educação como pilar central do projeto de país.

    “Precisamos ver o professor como o principal profissional do país. Garantir uma carreira atraente, uma formação inicial e continuada de qualidade para que em 

    Para o ministro Mendonça Filho, é necessário atrair os jovens para as escolas (Foto: Rafael Carvalho/MEC) todas as salas de aula tenhamos um professor que saiba o que fazer com cada aluno para garantir que todos aprendam”, defendeu Priscila. “Temos 2 milhões de professores, mas em 10 anos metade desses profissionais vai se aposentar, então mais de 1 milhão vão entrar. Precisamos garantir essa formação inicial para que tenhamos bons professores”, acrescentou.

    Mendonça Filho lembrou também que o país teve avanços nos últimos anos em relação ao acesso e à universalização, principalmente do ensino fundamental nos anos iniciais, mas que ainda convive com deficiências bastante graves, que comprometem o futuro das crianças e dos jovens brasileiros que estudam na rede pública.

    “O Brasil não pode ficar para trás em relação à educação mundial. O jovem tem que ter o direito de escolher o seu destino e o seu caminho também no campo educacional.” Mendonça Filho observou que, tanto na educação técnica como na educação superior, é necessário atrair os jovens para as escolas. Ele lembrou que temos 1,7 milhão de jovens, entre 15 e 17 anos, que nem trabalham nem estudam, “é esse quadro que precisamos mudar, é esse o censo de urgência”, completou.

    “Todo o processo de adaptação dessas mudanças se dará de forma gradual, nada radical, ouvindo e partilhando com as redes estaduais”, garante o Ministro.

    Mendonça Filho salienta que, como ministro, jamais vai considerar satisfatório o orçamento dedicado à educação, mesmo com o acréscimo para 2017 de 7% em relação a este ano. “Sabemos que os desafios são grandes e que sempre há necessidade de ampliação de orçamento, mas temos que conviver também com a realidade”, avaliou o Ministro. “Em qualquer política pública temos que refletir em termos de aumento de orçamento público mas também em qualidade, eficiência e na destinação do gasto público.”

    Assessoria de Comunicação Social 

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