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Assume reitora da UFMT

  • Terça-feira, 14 de outubro de 2008, 14h32

Na posse da reitora da Universidade Federal de Mato Grosso, Maria Lúcia Cavalli Neder, nesta terça-feira, 14, o ministro da Educação, Fernando Haddad, enumerou uma série de tarefas que as universidades públicas assumiram, mas colocou no topo da lista a qualificação dos professores da educação básica. “O que está sendo feito é para o povo brasileiro”, disse, referindo-se à formação dos professores, uma das condições para melhorar a qualidade da escola pública.

Haddad também destacou a expansão das universidades federais e o Reuni, que é uma das 40 ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em abril de 2007. Com o Reuni, as instituições federais de ensino superior receberão R$ 2,5 bilhões por ano, durante quatro anos, a contar de 2008. Os recursos do governo federal, explicou, serão investidos de acordo com o plano de trabalho de cada universidade. Entre as ações previstas no programa estão a interiorização do ensino público federal, formação de professores, abertura de novos cursos de licenciatura, investimento no ensino noturno, pesquisas e melhoria da qualidade da educação.

Já a reitora Maria Lúcia explicou que seus principais desafios para um mandato de quatro anos são consolidar a pós-graduação, que hoje tem 21 cursos, especialmente em quatro áreas de pesquisa – biodiesel, biologia, agricultura e biodiversidade. A pesquisa nessas áreas, diz, atende à vocação do estado que reúne no seu território biomas do Pantanal, cerrado e da região amazônica.

Outro compromisso é melhorar a qualidade dos cursos de graduação, da mesma forma que a instituição conseguiu na área da saúde, no último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). A reitora Maria Lúcia é doutora em educação pela Universidade Federal de Santa Catarina. Ela trabalha na UFMT desde 1973, onde exerceu diversos cargos administrativos, entre eles, a pró-reitora de ensino de graduação.

Educação a distância – Pioneira na oferta de cursos a distância em pedagogia no país, a UFMT trabalha na área desde 1995. Cerca de 12 mil professores da rede pública de Mato Grosso fizeram o curso de pedagogia para as séries iniciais do ensino fundamental, na metodologia a distância. Hoje a instituição integra o sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), espaço da educação a distância que possibilitou à UFMT expandir seu trabalho para o interior do estado.

Pela UAB, e em parceria com 16 municípios, a universidade montou pólos de apoio presencial em locais distantes da capital como o Alto Araguaia, município ao sul do estado, na divisa com Goiás, e em Guarantã do Norte, na fronteira com o Pará. Nos 16 pólos abriu sete cursos a distância e vagas para 1.900 estudantes.

Foi a experiência com educação a distância que credenciou a UFMT a construir um projeto com a universidade de Tokay, no Japão, que vai capacitar os professores que lecionam em escolas da educação básica brasileiras naquele país. Será uma graduação a distância em pedagogia infantil e para as séries iniciais do ensino fundamental. A oferta do curso depende da assinatura de um protocolo de intenções entre os ministérios da Educação dos dois países. As bases do protocolo foram pactuadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro ministro japonês, Junichiro Koizumi, durante visita do presidente brasileiro ao Japão, em 2005.

UFMT em números – A Universidade Federal de Mato Grosso passa por um processo de expansão e interiorização. Na sede, em Cuiabá, oferece 45 cursos, e nos campi em Rondonópolis (17 cursos), Médio Araguaia (14) e Sinop (10). A qualificação do corpo docente também é destaque. A instituição tem 409 mestres e 500 doutores que respondem por 90% do quadro de professores. A titulação reflete no aumento dos grupos de pesquisas registrados no CNPq. Em 2000 eram 24 grupos e hoje são 185; em 2000, a instituição tinha quatro mestrados; em 2008 subiu para 19; oferece três doutorados acadêmicos, um interinstitucional e 20 especializações.

Ionice Lorenzoni

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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