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Ensino médio

Proposta de diversificar currículos começa a ser discutida pelo CNE

  • Segunda-feira, 04 de maio de 2009, 18h43
Uma comissão do Conselho Nacional de Educação (CNE) começou nesta segunda-feira, 4, a discutir uma proposta do Ministério da Educação para incentivar redes estaduais de educação a criar iniciativas inovadoras para o ensino médio. A intenção é estimular as redes estaduais de educação a pensar novas soluções que diversifiquem os currículos com atividades integradoras, a partir dos eixos trabalho, ciência, tecnologia e cultura, para melhorar a qualidade da educação oferecida nessa fase de ensino e torná-la mais atraente.

Aprovada a proposta, cerca de 100 escolas com as menores notas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) já serão beneficiadas em 2010, prevê o diretor de concepções e orientações curriculares para a Educação Básica do MEC, Carlos Artexes. Ele informou que o ministério assinará, para esse fim, convênios de cooperação técnica e financeira com as secretarias estaduais de educação entre agosto e setembro deste ano.

“A previsão é de que o conselho aprove essa proposta, pela relevância social e educacional, preferencialmente na reunião de junho” explicou o presidente da comissão do CNE, Francisco Cordão. “Assim, o MEC terá condições de assinar esses convênios de cooperação técnica com as secretarias, para que elas organizem seus projetos até meados de novembro, e preparem seus professores para o ano letivo de 2010.”

Cordão observou também que “a intenção não é substituir uma grade curricular por uma nova matriz curricular, trocar 12 disciplinas por quatro eixos”. E sim que os professores possam “trabalhar de maneira articulada com núcleos centrais, mas flexíveis, com projetos integradores, para facilitar a aprendizagem dos alunos”.

A proposta enviada pelo MEC tem cinco questões centrais a serem discutidas no currículo do ensino médio, “para estimular que os estados, na sua competência e na sua autonomia, possam desenvolver propostas e o governo federal possa apoiá-las”, diz Artexes. A primeira é estudar a mudança da carga horária mínima do ensino médio para 3 mil horas – um aumento de 200 horas a cada ano. Outra mudança é oferecer ao aluno a possibilidade de escolher 20% de sua carga horária e grade curricular, dentro das atividades oferecidas pela escola. Faz parte ainda da proposta associar teoria e prática, com grande ênfase a atividades práticas e experimentais, como aulas práticas, laboratórios e oficinas, em todos os campos do saber; valorizar a leitura em todas as áreas do conhecimento; e garantir formação cultural ao aluno.

Luciana Yonekawa
Assunto(s): CNE , Enem , educação básica
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