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UnB discute a ocorrência de abalos sísmicos no Brasil

  • Segunda-feira, 31 de janeiro de 2005, 14h38

A equipe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) apresentou hoje, 31, o evento Os 50 Anos do Maior Sismo Brasileiro. Foram realizados debates sobre o assunto, além de exposição de trabalhos científicos de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Observatório Nacional. O objetivo da UnB é discutir o conhecimento dos abalos sísmicos no país e fazer um levantamento sobre o preparo dos órgãos de defesa civil para enfrentar esse tipo de ocorrência.

O professor Marcelo Assunção, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da UnB, explicou que os terremotos resultam do aumento de tensões geológicas, acumuladas em centenas de milhões de anos. "As tensões vão deformando a crosta terrestre. Chega uma hora em que a crosta não agüenta e se rompe. A ruptura, ou deslizamento de bloco, é rápida e isso geralmente ocorre numa falha geológica", explicou.

Estudos mostram que o maior terremoto ocorrido no Brasil aconteceu há 50 anos e alcançou 6.6 na escala Richter, que vai até 10. Segundo os estudiosos, ele teve seu epicentro na Serra do Tombador, em Mato Grosso, e por ter ocorrido em região desabitada não provocou vítimas, mas foi sentido em Cuiabá, a 400 quilômetros de distância. Para o coordenador do evento, o assessor do Observatório Sismológico e professor da UnB, Alberto Veloso, o Brasil está bem preparado para registrar sismos e entender sua ocorrência em nosso território.

"O Brasil não é tão suscetível a terremotos porque o fenômeno ocorre com mais freqüência nas bordas das placas tectônicas - regiões da crosta terrestre que, ao se moverem, se chocam gerando os abalos -, e o país está no meio de uma dessas placas, portanto, longe dessas áreas. "Por esse motivo, não há registros numerosos de terremoto em território brasileiro", afirmou o professor.

Observatório - Os trabalhos do Observatório Sismológico da UnB, que tem 30 técnicos, começaram na década de 60 e se expandiram desde então. O observatório é referência na consultoria a grandes empresas energéticas em todo o país. Na opinião do chefe do Observatório Sismológico, Lucas Barros, o momento é de reflexão e serve para ampliar os estudos sobre a possibilidade da ocorrência de terremotos no Brasil.

Repórter:Sonia Jacinto

 

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