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Educação tecnológica

Estudantes expõem tecnologias desenvolvidas a baixo custo

  • Quinta-feira, 13 de novembro de 2014, 14h35

Com o capacete multifuncional reproduzido pelos estudantes da Edusesc, pessoas sem os membros superiores podem pressionar as teclas de um computador (foto: Fátima Schenini)Com o tema Tecnologias Assistivas para Pessoas com Deficiência Física, a escola mantida pela Educação do Serviço Social do Comércio (Edusesc), em Ceilândia, Distrito Federal, marcou a participação na 11ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Na exposição, realizada de 13 a 19 de outubro no Pavilhão de Eventos do Parque da Cidade, em Brasília, a instituição apresentou materiais e tecnologias produzidos pelos próprios estudantes.

“Procuramos mostrar tecnologias que pudéssemos construir com os alunos, usando materiais de baixo custo”, diz a diretora pedagógica da escola, Andrea Moura André. “Essas tecnologias não foram criadas pelos alunos, foram selecionadas após extensas pesquisas feitas na internet para decidir quais poderiam ser reproduzidas.”

Assim, os visitantes puderam ver, por exemplo, um capacete multifuncional, destinado a pessoas que não tenham os membros superiores. Com ele, é possível pressionar as teclas de um computador. “Foi confeccionado a partir de um capacete de ciclista, acrescido de uma peça de persiana”, detalha Andrea.

A escola, que tem 872 alunos, matriculados em turmas da educação infantil ao quinto ano do ensino fundamental, também mostrou peças como uma cadeira de rodas infantil, feita a partir de uma poltrona de plástico, e uma bengala luminosa para auxiliar idosos e pessoas com mobilidade reduzida a se locomover em locais com pouca ou nenhuma iluminação.

Pedagoga, com mestrado em educação e especialização em educação infantil, Andrea atua no magistério há cerca de 25 anos. Desde 2007, trabalha no Sesc. A experiência profissional inclui a docência na educação infantil e na superior.

Além da unidade de Ceilândia, o Sesc mantém outras quatro escolas no Distrito Federal. Uma no Plano Piloto e outras nas regiões administrativas do Gama, de Taguatinga Norte e de Samambaia. As unidades de ensino estão voltadas para o atendimento a alunos da educação infantil ao ensino médio, embora nem todas ofereçam todos os segmentos.

Social — Segundo a coordenadora de educação para o ensino médio, educação de jovens e adultos e salas de ciências da Edusesc, Ana Maria Andreolli, os estudantes do ensino médio regular desenvolveram, este ano, dentro do tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, projeto pedagógico sobre saúde. As turmas de jovens e adultos optaram por mobilidade urbana. “Para a apresentação na exposição foram selecionados os cinco melhores trabalhos”, ressalta Ana Maria.

A maior preocupação da professora é a melhoria do projeto pedagógico. “Estamos criando as diretrizes básicas da educação do Sesc no DF em todos os segmentos; vamos além do vestibular: queremos preparar o aluno para contribuir com a sociedade”, afirma. “Temos um viés social muito importante e queremos alertar os estudantes para que deixem sua marca na sociedade.”

O Sesc também apresentou em seu estande a Sala de Ciências, espaço lúdico e interativo em funcionamento em Taguatinga Norte e em Taguatinga Sul. Abertas à visitação de alunos de escolas públicas ou particulares, as salas de ciências contam com monitores — estagiários de cursos superiores —, para mostrar e demonstrar o que estiver exposto. Na SNCT, a Sala de Ciências apresentou o Museu das Lâmpadas, que mostra a evolução da luz artificial até os tempos atuais.

Fátima Schenini

Saiba mais no Jornal do Professor e na página da Edusesc na internet

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