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Encontro debaterá educação profissional no Mercosul

  • Sexta-feira, 08 de abril de 2005, 10h55

A definição de indicadores estatísticos e de qualidade para a educação profissional nos países do Mercosul é uma das prioridades da Comissão Regional Coordenadora de Educação Tecnológica do Mercosul, que se reúne entre os dias 25 e 27 de abril, em Assunção, no Paraguai.

A proposta foi apresentada pelo Brasil, com o propósito de traçar um perfil do ensino tecnológico nos países membros do bloco - Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Chile. "Com a definição desses indicadores, é possível construir políticas comuns voltadas para a realidade desse nível de ensino", explica o coordenador de políticas da educação profissional do MEC, Francisco Danna. Atualmente, segundo ele, Argentina, Brasil e Chile são os países mais avançados nessa área.

De acordo com último Censo da Educação, existem no Brasil 680 mil matrículas no ensino técnico de nível médio. "Acreditamos que em outros países não existe nenhum levantamento sobre o ensino tecnológico", argumenta Márcia Moreschi, técnica da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) que vai participar da reunião no Paraguai.

Durante o encontro, serão apresentados os avanços obtidos até hoje no campo da educação profissional e tecnológica no Mercosul. A primeira ação concluída foi a harmonização do perfil dos técnicos profissionais de seis áreas: construção civil, agropecuária, mecânica automotiva, mecânica  industrial, eletrônica e administração. "Esse trabalho vai permitir que o trabalhador tenha uma maior mobilidade para aperfeiçoamento profissional entre os países do Mercosul", disse Márcia Moreschi. As próximas áreas que serão harmonizadas são turismo e química.

Integração - O projeto gestão e certificação escolar para a formação e credenciamento em nível médio, da Organização dos Estados Americanos (OEA), também será apresentado durante a reunião. Implantado em agosto de 2004 em 32 países do continente, o projeto tem como objetivo melhorar a integração do egresso do ensino técnico junto ao setor produtivo. A idéia é estimular e criar condições para a qualificação do trabalhador que tem conhecimento prático mas não tem formação profissional.

De acordo com Francisco Danna, esse é um dos maiores desafios do Ministério da Educação. "No Brasil, existem 70 milhões de trabalhadores sem escolaridade adequada e com uma profissionalização parcial".

As decisões da Comissão de Educação Tecnológica do Mercosul serão deliberadas na reunião com todos os ministros da Educação do bloco, em junho, no Paraguai.

Flavia Nery

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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