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Estudantes da Paraíba fazem descoberta inédita

  • Terça-feira, 17 de maio de 2005, 14h54

Uma equipe de pesquisadores em física atômica e laser, do Centro de Ciências Exatas e da Natureza, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), descobriu como transmitir dados e imagens em freqüência modulada. O grupo já recebeu o reconhecimento da comunidade científica internacional, pela descoberta inédita, com a publicação do trabalho na revista norte-americana Physical Review Letters - a mais importante na área da física no mundo, famosa por divulgar as pesquisas de maior relevância na área.

A equipe de pesquisadores é composta por alunos de pós-graduação (Bruno Farias e Thierry Passerat de Silans) e orientadores (os professores Martine Chevrollier e Marcos Oriá). Segundo Oriá, em pouco tempo a descoberta vai revolucionar a tecnologia de transmissão de dados e imagens, sobretudo a dos computadores à base de fibra ótica. "Somos um grupo isolado e esperamos que o reconhecimento venha pelas agências de fomento. Precisamos de apoio", disse Oriá. A equipe optou por publicar a descoberta numa revista científica e não patenteá-la. "No Brasil, patentear a descoberta sairia caro e no exterior seria praticamente impossível", garante.

A descoberta é voltada para a construção de chaves óticas que registram informações em freqüência modulada, o que permite o envio de dados com um nível de sinal constante. O trabalho foi feito no Laboratório de Física Atômica e Laser, em João Pessoa, tendo como referência um oscilador atômico que garante padrão de freqüência para o sinal emitido. "As comunicações com laser e fibras óticas estão no estágio em que se encontravam as comunicações de rádio antes do advento da tecnologia de transmissão em FM, daí a importância da técnica, que permite a construção de chaves óticas onde a informação será registrada na freqüência de um sinal laser", explicou Oriá.

Transmissão - Segundo ele, será possível ganhar em capacidade de transmissão e processamento, com ondas eletromagnéticas de freqüência. "Operando-se nesse domínio ótico, pode-se ganhar em velocidade num fator de mil a um milhão na taxa de tratamento ou de envio de dados, em relação à faixa que se utiliza atualmente, que é de radiofreqüência", explicou Oriá.

A descoberta já foi apresentada no Encontro Nacional de Física da Matéria Condensada, realizada em Santos (SP) e em São Petersburgo (Rússia). Ela será apresentada na Conferência Européia de Eletrônica Quântica, entre 12 e 17 de junho, em Munique (Alemanha). Além deste trabalho, os pesquisadores da UFPB realizam mais duas experiências sobre instrumentalização com laser e controle de átomos com laser. (Sonia Jacinto, com informações da Assessoria de Imprensa da UFPB)

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