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Educação indígena em debate no Alto Solimões

  • Terça-feira, 28 de junho de 2005, 08h15

Promover diálogo com representantes dos indígenas do Amazonas é o objetivo da reunião que se realiza nesta terça-feira, dia 28, a partir das 13h, em Benjamin Constant. Estarão reunidos representantes da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), das secretarias de educação do estado e de sete municípios amazonenses, da Fundação Nacional do Índio (Funai) e de lideranças indígenas.

Da pauta da reunião constam o fortalecimento da participação das comunidades indígenas, professores e lideranças na discussão, formulação, implementação e avaliação das políticas de educação escolar indígena no Amazonas; o fortalecimento da política de formação de professores indígenas; a garantia da autonomia pedagógica, curricular e administrativa das escolas indígenas no estado; a elaboração e a implementação de plano de melhoria imediata da rede física; a garantia da aplicação qualificada dos recursos destinados ou relacionados à educação de crianças e jovens indígenas e o aprofundamento do regime de colaboração entre as secretarias e o MEC para a promoção de uma educação escolar de qualidade.

A população indígena da região reclama, principalmente, da precariedade da infra-estrutura física das escolas e da ausência de cursos de formação para professores indígenas (magistério e licenciatura). “A educação de qualidade é vista pelos indígenas como possibilidade de abrir perspectivas de futuro, daí as reivindicações”, disse o coordenador-geral de educação escolar indígena do MEC, Kleber Gesteira.

Segundo dados da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), mais de 120 mil indígenas de 72 povos vivem no Amazonas — o estado concentra 8% da população indígena do país. Destes, 41 mil estão em idade escolar e estudam em 705 escolas.

Xingu — No último dia 24, representantes da Secad estiveram reunidos com a secretária da Educação de Mato Grosso, Ana Carla Muniz, no Parque Nacional do Xingu. Eles discutiram com 150 lideranças indígenas, professores, alunos e pais de alunos de quase todas as aldeias do parque a oferta de educação escolar na região. Ao final do encontro, foi firmado termo de compromisso, a Carta do Diauarum. “A reunião nos abriu perspectivas de trabalho importantes para a atuação conjunta”, afirmou Gesteira.

Criado na década de 1960, a partir do trabalho dos irmãos Villas Boas, o Parque Nacional do Xingu abriga 14 povos — cerca de quatro mil pessoas.

Repórter: Iara Bentes

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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