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Trilhas da Educação

Programa desenvolvido pela UnB acolhe idosos e estimula a formação continuada

  • Sexta-feira, 08 de setembro de 2017, 11h52


Arte: ACS/MECEm Trilhas da Educação, produção transmitida pela Rádio MEC nesta sexta, 8, o destaque da semana é o Programa Universidade do Envelhecer (Uniser), da Universidade de Brasília (UnB), que promove ações voltadas às pessoas com mais de 60 anos. Criado há seis anos, o projeto tem estimulado a interação social e investido na oferta de cursos e serviços gratuitos para esse público.

Para a coordenadora do Uniser, Margô Karnikowski, o meio acadêmico permite que pesquisas sejam desenvolvidas em benefício dos idosos, colaborando para o acompanhamento de políticas públicas e no cumprimento dos direitos da chamada terceira idade. “Não é só fazer um trabalho pensando na questão do envelhecimento, mas também ouvir as pessoas para que elas possam contribuir com esses estudos”, explica.

Além de projetos de sustentabilidade social, o Uniser, segundo Margô, atua em diversas frentes: “Advogamos junto a diferentes setores, participamos de atividades de enfrentamento à violência contra a pessoa idosa e ocupamos espaços como a defensoria pública, o Conselho do Idoso e outras estruturas sociais”.

Longevidade – No Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os idosos representam 10% da população – aproximadamente 20 milhões de pessoas. Esse número deve crescer, já que a expectativa de vida do brasileiro tem aumentado.  Até 2030, a estimativa é que pouco mais de 40 milhões de brasileiros estejam vivendo nessa faixa etária. “A longevidade já é uma realidade no país”, resume Margô.  

A meta, reforça a coordenadora, é ampliar a conscientização sobre os múltiplos aspectos que envolvem a velhice. “A gente quer que a sociedade entenda que a velhice é uma fase da vida que apresenta possibilidades e limitações como qualquer outra fase”, analisa.

Formação – Uma das vivências promovidas pelo Uniser é o curso Educador político-social em gerontologia, com duração de três semestres. Autocuidado, Direito e cidadania, Política e educação, Atividade física e Mobilidade são algumas das disciplinas que fazem com que os alunos deixem o programa motivados para novas ações.

“Esse curso é um diferencial do programa porque abre as portas, os horizontes para as pessoas enxergarem tudo que podem fazer”, destaca Margô. “É um espaço muito rico de aprendizagem. Os próprios idosos já criaram um instituto do envelhecimento – Educação e Envelhecimento Humano –, pensando no que vão fazer depois que terminarem o curso”.

Trabalho voluntário – Muitos que ingressam no curso passam, posteriormente, a desenvolver ações por conta própria. É o caso da aposentada Vera Lúcia Crema, de 67 anos. De aluna, ela passou a voluntária do programa. Foi por meio da vivência no programa curso que ela relata ter saído do isolamento causado por uma síndrome do pânico.

 “Minha vida se resumia a ficar falando com o computador 24 horas por dia”, conta. “Não ia mais à casa de ninguém, não interagia. Quando surgiu esse projeto maravilhoso que todo mundo deveria praticar, minha vida começou a mudar, porque comecei a interagir. “ Vera, atualmente, dá aulas de vivência para artesanato no programa. “Tenho recebido muito mais do que tenho dado”, avalia. 

Aprendizagem constante – Mesmo ainda não estando na faixa etária a partir da qual as pessoas são consideradas idosas, Maria Salvadora Araujo, que tem menos de 60 anos, integra o grupo. Ela foi acolhida pelo Uniser numa fase em que, traumatizada pela morte do marido, entrou em depressão. “O programa abriu um leque na minha mente para aqueles sonhos que estavam guardados na gaveta durante 40 anos, porque eu não pude estudar”, conta. “Hoje, estudo e pretendo cursar psicologia. ”

Já Zilda de Freitas, 74 anos, entrou para o Uniser depois da aposentadoria. “Aposentei, deixei de pegar causas na advocacia e de lecionar e estava praticamente confinada em casa, o que me perturbava muito”, relata. Incomodada com a situação, ela se inscreveu no curso do Uniser e, atualmente, faz mestrado em gerontologia. “A gente é aluno e aprendiz durante toda a vida”, ressalta. “Vi que a gente pode envelhecer com saúde e com vontade de continuar crescendo. ”

Conheça mais detalhes sobre o programa Universidade do Envelhecer aqui.

Assessoria de Comunicação Social 

Assunto(s): programa , aprendizagem , idosos
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