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Enem 2017

Inep garante detectores de metal em banheiros nos dias de prova

  • Terça-feira, 10 de outubro de 2017, 16h16

Nos 13.632 locais de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 haverá 67 mil detectores de metal, número que garante vistoria dos participantes na entrada e na saída de todos os banheiros. O número é proporcionalmente maior ao da edição passada, quando os detectores passaram a ser usados em todos os banheiros e não mais de forma aleatória, como ocorreu em 2014 e 2015.

Com a ampliação do uso de detectores de metal e a estreia de outras duas novas tecnologias – detectores de ponto eletrônico e prova personalizada – o Enem 2017 terá a estrutura de segurança aprimorada em relação a 2016, fortalecendo a isonomia entre os participantes.

Será um detector de metal para cada 100 participantes. Em 2016, a relação era de 110 participantes por aparelho – naquele ano, foram usados 78 mil detectores, mas para um número maior de candidatos. Com o encerramento da função de certificação do ensino médio, que voltou a ser do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), o Enem 2017 teve 6.731.203 inscrições confirmadas, 22% a menos que em 2016, com 8.627.371.

Para reforçar a estratégia aplicada em 2016, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) fechou um acordo administrativo para locação de 35 mil detectores junto ao Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). O consórcio aplicador de 2017, formado pela Fundação Cesgranrio, Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp) e Fundação Getúlio Vargas (FGV) fornecerá outros 32 mil detectores. O grupo tinha 29 mil aparelhos disponíveis e adquiriu mais 3 mil recentemente.

Cada dispositivo será alugado por R$ 20, o que representará um custo total de R$ 700 mil. O gasto com os alugueis não aumentará o custo final do exame porque o valor já estava previsto no orçamento da segurança. O consórcio aplicador, com apoio do Exército, já iniciou a verificação dos aparelhos alugados. O trabalho deve ser encerrado até sexta-feira, 13.

Segurança – Além da ampliação no número de detectores de metal, o Inep diversificou a estratégia de segurança desta edição com a adoção, inédita, de detectores de ponto eletrônico em todas as unidades da federação. Os novos aparelhos serão distribuídos em locais estratégicos, selecionados pela Polícia Federal a partir de um trabalho de inteligência que vem sendo preparado desde a aplicação do Enem 2016, por meio de informações do Inep e do Ministério da Educação.

Trata-se de um receptor avançado de detecção de campo próximo, capaz de identificar a emissão de sinais em radiofrequência de wifi, bluetooth, celulares e transmissões ilegais. O Andre, da marca Rei, fornecido pelo grupo Berkana, detecta transmissões de radiofrequência independentemente de serem desconhecidas, ilegais, disruptivas ou de interferência.

A solução foi uma recomendação da Polícia Federal, com vistas à localização, de forma mais precisa e sem necessidade de busca pessoal, de aparelhos de transmissão muito pequenos e que, eventualmente, possam ter burlado a inspeção por meio dos detectores de metal. O uso do dispositivo é inspirado na estratégia de segurança do Gaokao, processo seletivo chinês para entrada em universidades.

A prova personalizada, com os cadernos de questões identificados com nome e número de inscrição do participante, também inibe, significativamente, as tentativas de fraudes. Com o novo recurso, o participante não tem a opção de mentir sobre a cor da sua prova, uma vez que seu cartão de resposta estará vinculado ao caderno de questão personalizado.

Outras medidas consolidadas em outras edições serão mantidas, como é o caso da coleta do dado biométrico, lançada em 2016. O objetivo do Inep ao ampliar os recursos de segurança é permitir que eles sejam cada vez mais especializados no combate às tentativas de fraudes, garantindo a isonomia do exame.
A parceria com a Polícia Federal e o trabalho de inteligência feito com cruzamento de dados e investigação resultou na anulação dos resultados de 13 participantes das edições de 2015 e 2016. Os participantes que tentaram fraudar o exame por meio do uso de ponto eletrônico, por exemplo, além de terem os resultados cancelados e perderem o direito às vagas na educação superior, são indiciados por crime de fraude em certames de interesse público.

Assessoria de Comunicação Social, com informações do Inep

Assunto(s): Segurança , Enem , detectores
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