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Prevenção

Estudantes dão exemplo e ajudam no combate ao Aedes aegypti

  • Segunda-feira, 23 de outubro de 2017, 10h40

Grupo de estudantes de Ourinhos (SP) faz panfletagem e mutirões de limpeza para conscientizar sobre combate ao mosquito (Foto: Divulgação)
Formado por 28 crianças na faixa dos dez anos de idade, o grupo Agente Mirim de Saúde chama a atenção em Ourinhos, interior de São Paulo. Eles integram o quinto ano do ensino fundamental da Escola Municipal Jorge Herkrath e realizam ações locais de conscientização no combate à dengue, zika e chikungunya. Boas práticas como a desses estudantes é o que o governo federal quer incentivar durante a Semana Nacional de Mobilização dos setores da Educação, Assistência social e Saúde no combate ao Aedes aegypti, de 23 a 27 de outubro.

O coordenador-geral de Educação Ambiental e Temas Transversais da Educação Básica do MEC, Felipe Felisbino, destaca a necessidade do envolvimento das escolas durante a semana. Ele explica que o MEC vai remeter uma carta à União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e ao Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) sobre a importância de chamar a atenção da comunidade. “A escola deve levar essa mudança de cultura para a sociedade”, ressalta.

Esse envolvimento já é perceptível em Ourinhos. Atualmente, o bairro de Pacheco Chaves, onde está a escola Jorge Herkrath, é uma das localidades do município com o menos registros de dengue, zika ou chikungunya. “As crianças fazem essa conscientização junto à população com panfletagem, ‘arrastões’ de limpeza e ensino sobre a importância de não jogar lixo no chão”, explica a diretora Daniela Carnavali. Essa é a nona turma de agentes mirins formada pela instituição.

O projeto começou em 2009 e em todos os anos é aberta uma nova turma, sempre com os alunos do quinto ano. “A programação se estende pelo ano todo e, no final, a gente faz um encerramento e entrega o certificado a eles”, conta Daniela. O curso é feito em parceria com agentes da Unidade de Saúde da Família do bairro, que se dispõem a ensinar os estudantes sobre o combate ao mosquito. “O importante é o aprendizado que eles levam para o resto da vida. É uma conscientização; eles relatam o que aprenderam e que atitudes mudaram depois do projeto.” 

Ceará – Em Várzea Alegre, interior do Ceará, as ações contra o Aedes aegypti são feitas pelo ar. Sob a supervisão do professor Raimundo Neto, os alunos Pedro Vitor Ferreira Máximo e Vinícius Cardoso Viração, do curso técnico em eletrônica da Escola Estadual Dr. José Iran Costa, criaram o protótipo de um agente de saúde cibernético, que consiste em um drone.

“A mãe de Pedro era agente comunitária de saúde e, quando ele ingressou no curso de eletrotécnica, percebeu que a tecnologia poderia ser uma aliada em vários fatores. Começou a montar um drone por conta própria. Adaptamos uma câmera de esportes embaixo e fizemos uma garra para soltar o larvicida”, explica o professor Raimundo Neto. “Tivemos a ideia de fazer cápsulas de amido de milho que, quando jogadas na água, diluem o amido e soltam o larvicida.”

A intenção é que o equipamento vá onde os agentes de saúde não conseguem chegar, como terrenos abandonados e caixas d’água muito altas. O primeiro agente cibernético foi totalmente construído pelos estudantes. Este ano, eles conseguiram a doação de um drone e estão em fase de readaptação do projeto para que, até o final do mês, possam retomar o trabalho de combate ao Aedes aegypti.

Assessoria de Comunicação Social 

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