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Tecnologia

Alunos do IFMS levam 13 projetos para Feira Brasileira de Ciências

  • Sexta-feira, 09 de março de 2018, 11h43

Já pensou tomar café em um copo comestível com sabor de cookie? Ou que tal baixar um aplicativo que traduz do português para o guarani e vice-versa? Essas são duas das 13 ideias de estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) que se transformaram em projetos de pesquisa e, entre 13 e 15 de março, serão apresentadas na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), organizada pela Universidade de São Paulo (USP).

Os trabalhos abrangem diversas áreas do conhecimento e são desenvolvidos nos campi Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Nova Andradina, Ponta Porã e Três Lagoas. Com isso, o IFMS é o instituto federal com o maior número de trabalhos classificados para o evento.

Na Febrace, que se realiza em São Paulo, os 21 estudantes e 11 servidores do IFMS integram a delegação de Mato Grosso do Sul que participa ainda com mais oito trabalhos de escolas públicas e privadas. A organização é de Ivo Leite, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e coordenador da Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul (Fetec/MS).

Parte dos 21 projetos sul-mato-grossenses obteve credenciamento pela participação nas feiras de ciência e tecnologia realizadas pelos campi do IFMS. Também foram selecionados trabalhos na Fetec/MS, diretamente pela comissão organizadora da Febrace e por outras feiras realizadas no estado.

Copo comestível – O copo comestível para café é fruto de um trabalho desenvolvido no campus Jardim pelas estudantes do curso técnico integrado em edificações Julia Fagundes e Glenda Martins, sob a orientação da professora de administração Ivilaine Delguingaro.

Desenvolvido desde fevereiro de 2017, o projeto já passou pela fase de pré-incubação e foi certificado pela Incubadora Mista e Social de Empresas do IFMS (TecnoIF). Além de ser uma alternativa ao plástico, comumente usado na fabricação de copos para a bebida, o produto é proteico por ser feito com farinha do bicho da seda, farinha de coco e fécula de batata.

"Desenvolvemos seis receitas diferentes do copo”, conta Ivilaine. “Há a versão amanteigada com e sem chocolate e quatro com o uso da farinha do bicho da seda – com a fruta goji berry, mel e uva-passa, uma feita com redução de café e uma com cacau e pasta americana. Além de alto teor de proteínas, tem gosto de cookie".

Segundo a professora, que também é a gestora da TecnoIF do campus Jardim, já foi encaminhado ao Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do IFMS o pedido de proteção de patente do produto. "A ideia foi apresentada a empreendedores do ramo do café, e agora estamos em busca de parcerias. O próximo passo é apresentar o projeto na Febrace e depois, possivelmente, começar a comercialização dos copos. ”

Tradutor indígena – Criar um aplicativo de tradução do idioma guarani para o português e vice-versa é o objetivo de outro projeto do IFMS que será apresentado na Febrace. O "Guaruak: tecnologias contemporâneas em defesa do guarani" é desenvolvido por estudantes do curso técnico em Informática para Internet do Campus Dourados.

A orientadora é a professora de sociologia Carmem Rocha, que destaca o caráter interdisciplinar do projeto: "A pesquisa teve três orientadores, que contribuíram nas áreas de linguística, antropologia e informática".

Para o estudante William Mello, levar o Guaruak a São Paulo é uma oportunidade única: "Será impactante sair de Dourados para apresentar nosso trabalho na USP. Recebemos apoio dos professores e também dos recursos destinados pelo IFMS para a área de pesquisa. Nossa formação técnica é para o mundo do trabalho, mas também já teremos um conhecimento sobre metodologia de pesquisa no ensino superior".

Do campus Coxim, será levado trabalho "Inserção de espinafre em alimentos panificados para enriquecimento de nutrientes", desenvolvido pelas alunas do curso técnico em alimentos Angélica dos Reis e Letícia Souza.  "Nossas estudantes estão muito empolgadas em apresentar os resultados de suas pesquisas em uma feira de âmbito nacional, e essas participações também incentivam os demais alunos a desenvolverem projetos nas diversas áreas de atuação da instituição", destacou Claudia Munhoz, professora de alimentos e orientadora do projeto.

Segundo a docente, a iniciação científica já no ensino médio é de extrema importância para a formação dos estudantes. "Desenvolver pesquisa contribui para que nossos alunos voltem seu olhar para as questões locais, buscando soluções para as demandas existentes em suas áreas de estudo e comunidades”, destaca. Ela lembra que, com essa vivência, os estudantes chegam à educação superior com mais preparo.

Febrace – O evento é realizado desde 2003 pela Escola Politécnica da USP, com objetivo de aproximar estudantes de nível médio da realidade das universidades, estimulando assim a pesquisa científica. A maior mostra brasileira de projetos pré-universitários reúne projetos de pesquisa de estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico de escolas públicas e privadas de todo o Brasil.

A Febrace, além de premiar, também credencia projetos para participação em eventos internacionais, como a Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel ISEF), realizada anualmente nos Estados Unidos.

Esta será a sétima participação do IFMS na Febrace. Ao todo, a instituição já conquistou 75 prêmios. Todos os trabalhos do IFMS estão concorrendo ao prêmio Votação Popular da Febrace 2018. Para participar, basta acessar a página oficial do evento até o dia 15 de março e curtir o vídeo em que deseja votar.

Veja aqui mais informações sobre a Febrace.

Assessoria de Comunicação Social, com informações do IFMS.

 

Assunto(s): tecnologia , Ciência
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