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Conabe

Pesquisadora conta como dados auxiliaram a educação dos EUA

  • Terça-feira, 22 de outubro de 2019, 20h07

Catherine Snow é referência em alfabetização e pesquisa o assunto há três décadas

Luciano Marques, do Portal MEC

Um dos maiores problemas da educação brasileira é o alto índice de analfabetismo. A norte-americana Catherine Snow, uma das maiores referências em alfabetização nos Estados Unidos, participou da Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências (Conabe), nesta terça-feira, 22 de outubro, e contou como pesquisas e dados ajudaram os Estados Unidos a melhorar sua educação.

Psicóloga educacional e linguista, Snow é professora de pós-graduação da Harvard Graduate School of Education, uma das principais universidades do mundo. Nos últimos 30 anos, ela se concentrou na alfabetização da primeira infância, investigando fatores linguísticos e sociais que contribuem ou prejudicam a alfabetização.

“As crianças devem ler, escrever e entender. As três habilidades cruciais que os bons leitores têm são: o entendimento do princípio alfabético, a conscientização de que é preciso compreender (o significado) e interpretar o que se está lendo e adquirir fluência suficiente na leitura”, aponta Snow.

A especialista deu exemplos de como estudos e evidências podem melhorar a educação de um país e apontou momentos-chave nos Estados Unidos, como o “A Nation At Risk” (Uma Nação em Risco), de 1983, um relatório da National Commision on Excellence in Education (Comissão Nacional de Excelência em Educação) que alertava para a precária qualidade da educação no país. O documento informava que, à época, 23 milhões de americanos adultos eram analfabetos funcionais.

Snow também falou sobre o programa federal “No Children Left Behind” (Nenhuma criança deixada para trás), lançado em 2001 pelo então presidente George W. Bush, como resposta às graves observações feitas pelo relatório.

Segundo ela, para que as crianças possam se alfabetizar, é preciso focar não só apenas no código, mas também no conteúdo. “É um desafio. É sempre o código versus a linguagem. Os pequenos precisam entender, interpretar aquilo que estão lendo. Precisamos ensinar letras, ensinar que palavras são compostas por sons representados por letras, mas não podemos parar aí e esquecer o conteúdo”, destaca a norte-americana.

Catherine Snow também ajuda a desenvolver melhorias na alfabetização norte-americana. “Temos muito trabalho ainda. Nós já tivemos aqui a mesma discussão que está acontecendo agora no Brasil. É preciso incentivar nas crianças o gosto pela leitura, mas não apenas isso. É necessário fazer com que elas tenham uma perfeita compreensão naquilo que estão lendo e também dar maior suporte e especialização aos professores”, concluiu.

A Conabe segue até sexta-feira, 25 de outubro, na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, em Brasília.

Assunto(s): alfabetização , MEC , Conabe , Sealf
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